quinta-feira, novembro 16, 2006

Manifesto anti-(?)



















-Em política imita o Sancho Pança.
-Para si a governação é uma espada embainhada que só desembainha em campanha e congresso. Não pertence à velha guarda do social, nem à nova guarda liberal, nem à guarda republicana, e de si, não guardaremos nada excepto a sua imagem, que é tudo o que cultiva.
-Se o senhor fizesse Teatro, seria o bocejo do público.
-Se fosse bocejo seria mau hálito.
-Se fosse D. Juan, seria D. Juan Tenório.
-Se fosse cego o seu cão levantar-lhe-ia a pata para as pernas.
-É rosa, mas é murcho!

-Tem a fala suave da suavidade esganiçada de tudo o que é falso.
-Morrem-lhe nos dentes, as palavras que traduzem as ideias com que outrora nos enganou.
-É ventríloquo por falar sem falar, por falar sem dizer e por dizer sem cumprir.
-O senhor não tem carácter, tem manias.
-Não tem opinião, tem consultores de imagem!
-Não tem consciência, tem a ambição de quem se rege pela cartilha do poder pelo poder e pelo prolongamento de si nele.

-Se fosse cinema, não seria tela mas mortalha.
-Se fosse verão, seria o vento frio da nortada nocturna.
-
É grande, mas não é grande coisa e jamais será grandioso!

- Aaaah!! – Diz o seu coro de cúmplices em admiração. Escondidos sob a mesa, aguardando de si as migalhas que lhes deixa cair da toalha do povo.

-Transformar dinheiro em saúde é divino, fazer o oposto é demoníaco. Os seus vermes hão-de sair-lhe do caixão sete vezes a vomitar.
-Se a desfaçatez fosse doença, seria vírus;
-Se fosse vacina, seria saúde.
-Desenvolver o ensino é magnânimo, atacá-lo é fazer o contrário, é ignominia.

-O senhor nasceu génio É reconhecido como génio sem nunca ter usado o génio que dizem que possui.
-Quando o país arde, vai para Africa; Quando o país se alaga, cai na neve de esquis.

-Se é verdade que tem má oposição é por não a necessitar.
-O senhor é a sua oposição, ou é pelo menos a oposição ao que foram as suas posições, e não devia.
-No hemiciclo, o senhor é um triciclo. Uma trindade de um, uma incoerência de trinta, um excesso de insuficiências.
-Desdiz hoje o que disse ontem com a falsidade de uma nota de trinta euros, de uma moeda de 3 cêntimos ou de um porco com asas.
-Se fosse montanhista, exploraria cavernas.
-Se fosse regra seria quebrada.
-Se fosse, jogo seria batota.

-Antes de si este povo tinha esperança e paixões, agora tem apenas desabafos.
-Fez baixar os braços a uma maioria que se fez sua pela ilusão, e que sua deixou de ser pela realidade.
-Há-de vir um dia feliz, em que na praça lhe faremos uma estátua de papelão para queimar e esquecer.
Sem Camões, sem António Vieira e sem Pessoa, Portugal teria perdido muito. Sem si já temos pouco a perder e se for embora, não se perderá nada!

1 comentário:

Carlos Manuel disse...

Fantástica configuração de perfil! É isto mesmo! Parabêns!