sexta-feira, Março 07, 2014

Sempre útil.

 
Para alguns casos talvez deves ter acrescentado: 
"...E CALA A TUA BOCA!"

sexta-feira, Fevereiro 21, 2014

















 Anteontem, a caminho de casa, entrei para me abrigar da chuva num café onde só estava um cliente e o dono da casa. Era hora dos telejornais e a televisão estava alto o suficiente para se ouvirem as notícias.
  Quando reparei nele, dos olhos do homem que parecia hipnotizado pelas imagens corria ineterrupto um rio de lágrimas que não tentava limpar ou disfarçar sequer e que já empoçavam na mesa.
  Perguntei ao homem do balcão com um gesto o que se passava e ele também com os olhos marejados sussurrou-me a custo: "É ucraniano!"
  Pousei o dinheiro no balcão e saí sem dizer nada.. não era capaz de dizer mais nada e não havia mais nada para ser dito.

sexta-feira, Novembro 22, 2013

sexta-feira, Setembro 20, 2013

domingo, Agosto 25, 2013

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu que nunca escrevo e destesto poesia /

still ZIPPO after all these years.

(Yur Adelev)


Um que fugiu da guerra colonial para o exílio para viver num hotel.
Um outro que escrevia poemas contra a ditadura em toalhas de bordel.

Um que era louco e agora é bipolar,
vive entre cargos políticos, administrações de bancos, jura ajudar paralíticos
e continuar a lutar.

A que dizia que nunca iria casar e vai no terceiro marido.
O que era anarquista e lidera um pequeno partido.
O que era seminarista e casou com a sogra.
O que ia mudar o mundo e trafica droga.
A grande revolucionária que é dona de uma boutique.
O que queria libertar os pretos e tem empresas em Moçambique.

O que ia ser desportista e é fotografo numa revista.

O que era de esquerda e milita numa milícia.
O que ia ser advogado e é policia.
O que era baterista e vende seguros.
O grande moralista que agora empresta a juros...

Restamos apenas nós os dois,
aqui neste café a relembrar as lutas e barricadas,
as trapalhadas… de viagem, as festas de garagem.
O mundo deve-nos quase tudo e nós não lhe devemos nada,
outro brinde e mais uma rodada.
As lutas contra o mal, as antigas namoradas e seus pais
como desconhecíamos então o perigo.
A seguir onde é que tu vais?
Um… um dia! E daquela vez em que nós…
Vamos pagar e sair que no café já estamos sós.

Nunca deixámos que passasse o inimigo…éramos uns heróis.
Heróis meu amigo? Mas ninguém te informou?
Pôrra Pá, foi o inimigo quem ganhou!


CÍNICO ?



segunda-feira, Julho 22, 2013

"Chatos", "Fininhos" e "Desatinantes"


-Não há nada mais “chato” do que um “chato".

  Um “chato”, pode muito bem tornar-se num autentico pesadelo para qualquer pessoa. Pode aborrecer-nos de dia, acabar com a pouca paciência que ainda nos resta ao fim de dia, ou estragar-nos as noites apenas pelo facto simples de existir e de ser “chato”. Existem variados estilos de chato: o “tolo da aldeia”, o perguntador obsessivo, o falador exagerado, o crava-tudo, o lambe-botas, o “chato” maníaco da alimentação racional, do anti-tabagismo, da legalidade exasperante, dos telemóveis, da vida dos outros, das promoções e dos descontos, das telenovelas e concursos, o chato do Jet-set a que chamam “aborrecido”, enfim, uma variedade bastante variada deles. Mas sobretudo há um género que me exaspera: O “Chato por falta de sentido de humor”. Confesso que consegue quase sempre levar-me às fronteiras da perda de paciência. Não entende anedotas nem sequer piadas subtis ou trocadilhos, não compreende as observações oportunas e com graça que lhe fazem ou toma-as literalmente, sem sequer um copinho de agua e ofende-se. Reage mal às brincadeiras e… pior, normalmente acha-se engraçado e bem disposto. A falta de humor é realmente uma coisa muito “chata” de gente muito “chata”. 

  Existem e andam por aí à espera de uma ocasião para nos dar cabo do juízo e nos fazer exasperar ou simplesmente fugir deles.

  Pessoalmente odeio “chatos” e tremo de cada vez que penso que posso ser eu um, em circunstancias que escapem ao meu controle ou em que inadvertidamente me torne num. Por isso muitas vezes evito falar acerca de assuntos que para mim tem interesse mas que para outros não passam de vagas ideias. Evito dar continuidade a conversas que não me interessem e evito sobretudo a companhia de “chatos” por ter sempre desconfiado que a “chateza” possa ser contagiosa como uma espécie de sarampo da mente. No entanto, já me tem acontecido ser apanhado com a guarda em baixo e deixar que um chato se torne meu amigo. Depois disso torna-se muito difícil achá-lo “chato” do modo que antes o achava e acabo por vezes até por gostar das pequenas coisas que me exasperam mas que nele consigo, se não aceitar, pelo menos entender como parte dele. Nessas alturas reparo, sempre como uma novidade, que os “chatos” não sabem que o são. Vivem como se fossem pessoas normais, vão a jantares, casam, tem amigos e filhos como se não fossem os “chatos” que são. Alguns cometem mesmo o “crime” de serem excelentes pessoas nos intervalos das sua “chateza”, são realmente preocupados com os conhecidos e procuram ajudar sempre que podem, muitas vezes sem que lhes peçam e algumas vezes atrapalhando mais do que ajudam. Mas não será isso que faz deles más pessoas, apenas pessoas “chatas”.

  Espero não ter sido “chato”, mas não escrevo mais por recear que se torne uma chatice.


sábado, Junho 29, 2013

sábado, Junho 15, 2013

LIBERDADE DE EXPRESSÃO


A TODOS os que enchem a boca com a "Liberdade de Expressão" e ignoram o seu significado e ou que é viver sem ela o meu abraço, um beijinho e um rótulo de PIMBA no focinho.



segunda-feira, Abril 22, 2013

quinta-feira, Março 28, 2013

Parabéns do padrinho (7 vezes)



adaptado de algo retirado da net


























original


























 Confesso que no início não te achei nada de especial. Eras apenas um bebé avermelhado, com pouco cabelo e dormias a maior parte do tempo em que estava presente sem me dares a atenção que eu mereço. Eras apenas a primeira vez que aceitara ser padrinho de alguém ou de alguma coisa.

Depois o teu cabelo foi crescendo e tu também, tinhas a pele aveludada e cheiravas bem… quase sempre… mas as excepções nunca me assustaram e reaprendi a mudar fraldas.

Habituei-me ao teu sorriso e ao tempo que passava contigo. Habituei-me à tua tosse fingida para me chamares a atenção e à tua mão na minha entre o infantário e a tua casa.
Entendi que o desconforto, a dor e o sofrimento físico por que já passaste, e  que me fariam a mim desatinar, não te retiraram a fé nos que te rodeiam  nem o sorriso e que o Teu sorriso é o mais sincero de todos os sorrisos que conheci.

Aprendi que a tua gargalhada soa a chá quente e mel.
Aprendi a ler-te o afecto no olhar e a adivinhar-te as patifarias no sorriso.

Aprendi que quando não estás, o meu coração bate fora do meu peito