Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Queda do Muro de Berlim

muro de berlim berlin wall in-provavel

Agora que já quase toda a gente disse quase TUDO…

Ainda por cima, ou para mais... tinha que opinar em contraponto ou contra-corrente.


A queda do Muro suscitou-me os mais positivos sentimentos na altura. As esperanças mais abertas, e o desejo de mudança que ocorre sempre que algo com que crescemos e que nunca pensamos ver mudar nos provoca.

Ainda assim, a nostalgia da Berlim (que conheci "intra muros") abate-se com peso a cada comemoração da queda dessa Berlim, de cada bloco de betão (não pedra ou tijolo como já ouvi); a cada passagem de um ano sobre a liberdade que a economia adia...


Berlim era a cidade Europeia mais jovem “per capita” a sua vida cultural, universitária era.. uma "movida" com movimento estaziante para quem tinha 20 anos... ou pouco mais.
O Cinzento do lado de lá não desapareceu de todo, mas espalhou-se para a cidade quase toda... e a luz de cá, embaciou-se!


A Real Politik é outra coisa.. as imagens televisivas são recordações de transformação e de uma evolução com que nunca teria sequer sonhado no mês anterior em lá estive, uma espécie de sonho que, uma vez realizado, perdeu o fragor do ruído do sonho.
Resumindo.. Viva a Queda do Muro, falta erguer a REAL Ponte.

Um passo de cada vez! Comemorar sim, mas devagar! Um grande passo para a "Liberdade" dizem todos.... Eu diria: “mais pensamento menos foguetório”.


Não me preocupam os muros mas a falta de PONTES... Os muros caêm de podres mas a podridão jamais ergueu algo válido.


O resto somos nós e apenas as nossas "boas intenções" aprendidas em Liberdade sem consequência, via TV, revista e jornal.
Confesso que tenho saudades de Berlim... mas que exultei quando o muro caiu de podre… Lá isso…!

Não pude deixar de estranhar que alguns dos que agora correram a escrever e a comemorar com tanta veemência a queda do “muro”, na altura, enroscaram-se com a cobardia do caracol acossado e da lesma desorientada e nem um “Pio” se lhes ouviu.

Domingo, Novembro 08, 2009

Post it, Divino

post divino 2 in-provavel

 

Porque por vezes todos necessitamos de um “lembrete”, um auxiliar de memória, um sinal vindo do alto… do muito alto ou do altíssimo.

Porque a memória não é apenas a do Computador… é também a do… Esqueci-me!

Porque em (Di) vino veritas…

Porque me apetecia fazer um Post… (it).

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Para o Fim-de-Semana

 

Agenda Cultural

Apresentação do Livro

Caim In-Provavel Sara Mago

Terá lugar na Cooperativa das Letras, a apresentação do mais recente livro de Sara Mago “Caí”.

Trata-se de uma obra fundamental na carreira da autora que gerou polémica ao defender a anexação de Portugal pela Finlândia, ae ao afirmar que as Páginas Amarelas são um manual de malfeitores. No lançamento da sua obra anterior tinha atingido a marca histórica de 23,84 metros que espera agora ultrapassar pela esquerda baixa.

Exposição de Pintura

rubik's cube in-provavel

Continua patente a exposição colectiva intitulada o “Cubismo Real” com obras de RubiK e de D. José IV na galeria “Zé dos Galos”

Lançamento do Disco

CD IN-Provavel

Pedro Abrunheira, lança hoje o seu mais recente trabalho discográfico a solo depois de ter abandonado a “Girl’s band Pandemónio” intitulado “ÒsCULOS DE Sol” em que conta com a participação de Manuel Pinho (ex-ministro) como baterista.

No lançamento do seu álbum anterior, tinha atingido a marca histórica de 23,84 metros que espera agora ultrapassar pela esquerda baixa do Porto.

Estreia de Cinema

Untitled - 10.jpgs

Irá decorrer no Multiplex-Simplex (simultaneamente em todas as 96 salas) a ante-estreia do ultimo filme de Manoel do  Ó-Liveira “Os Pasmados” baseado na obra homófona de Jezabel Alçada acerca da aventura de um grupo de adolescentes que tenta sobreviver no cenário bucólico do Rio Leça. Filme este que foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Kuala Lumpur onde obteve o galardão de “Único Filme Português” e no Festival de Fitas de S. Bento onde recebeu uma menção honrosa e um diploma válido para a atribuição de mais um subsidio.

Previsão Meteorológica

meteorologia in-provavel

Forte precipitação

Vento moderado de Norte

Céu Limpo

Pequena ondulação

Vento fraco de Sul

Céu Muito Nublado

Ocorrencia de Trovoadas

Subida de Temperaturas

Queda de Neve nas Terras Altas

Neblinas Matinais

Arrefecimento Nocturno

(Riscar o que não interessa)

Agora a sério:

Luísa Azevedo In-Provavel

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Pessimismo português Vs. Realismo nacional

pessimismo  in-provavel

Se um dia me tornar pessimista ou uma noite me tornar realista hei-de escrever algo como isto…

Vivemos num tempo em que o modernismo é uma ideia antiquada e ultrapassada somos “pós-pós-modernistas” o que não significa nada…

A filosofia perde interesse a cada passo e tende a deixar de ser ensinada, aprendida e entendida.

A moral social é censurável por impor valores comuns à generalidade da sociedade. A moral religiosa foi substituída por uma moral laica indefinida e indefinível. Os deveres, que eram religiosos, passaram a ser “laicos” e apenas para com a amálgama a que se chama sociedade; para com a cidadania que ninguém pratica, venera ou reconhece. Já ninguém na sociedade actual ou na actividade politica ousa falar em deveres mas sim em direitos. Os “eleitores” não admitem possuir deveres nem sequer o da participação nas decisões que directamente lhes dizem respeito.

Os cidadãos não exercem a cidadania; não invocam ou actuam em função de deveres, antes manifestam e exigem os seus direitos individuais chegando a confundir uns com outros e ignorando quase tudo acerca de ambos.

Temos um Capítulo inteiro na Constituição acerca de “Direitos, Liberdades e Garantias” e nem um único artigo acerca de Obrigações e Deveres. O capítulo dos Direitos está lá, mas o desrespeito pelo seu conteúdo é cada vez mais evidente, óbvio e irrelevante em termos de consequências. A noção de obrigação não possui cabimento; A proibição acabou por ser proibida sem que se tivesse antes inventado algo que a substituísse como poder de regulação.

A concorrência, confunde-se com manobrismo sujo e vil; a actividade produtiva com trapaça que visa unicamente o lucro; a livre iniciativa confunde-se com selvajaria e pactos obscuros que visam o controle absoluto .A “sacrosanta” noção de LIBERDADE, ela mesma, confunde-se a cada passo com Libertinagem.

O individualismo impera e arrasa os valores colectivos. É o salve-se quem puder em todos os campos. A política prima pela subserviência à economia; pelo principio vergonhoso da irresponsabilidade e impunidade geral; pelo despotismo e descaramento evidentes, apregoados à boca pequena e elogiados entre aqueles que juram servir e servem apenas para se servirem dos outros seus pares.

A Justiça não é cega, é lenta e estúpida por ser inoperante e injusta por não ser nem parecer ser justa.

O “estranho”, o exótico, o chocante, o “diferente” é o mais valorizado. A normalidade e a descrição são secundarizadas.

A austeridade é risível; a modéstia é impraticável. A Educação e a cultura confundem-se numa mera estatística estatal, manobrada a cada momento, a cada maré e a cada gabinete ministerial.

A Democracia envelheceu em vez de ter amadurecido. A República monarquizou-se naquilo que de pior ambos os regimes possuem. Os órgãos tornaram-se aparelhos e os aparelhos organizaram-se em função de objectivos abjectos e de grupos de pressão que se servem apenas a si mesmos.

É o tempo do pós-dever, do imediatismo, do ego.

Em Portugal, o fundo do poço é apenas uma nova etapa na descida e a luz ao fundo do túnel, um comboio desgovernado e pronto a atropelar-nos novamente.

Portugal não inventou os maus políticos, mas a impunidade podia ter sido inventada por cá.

Terça-feira, Novembro 03, 2009

EQUIVOCOS, confusões, expectativas e “enfins”. Há livros assim.

 

Livros e amores in-provaveis

-Disse-me um dia um amigo chamado Yur Adelev que existe um provérbio russo mais ou menos assim:

“As armaduras, os livros, os amores e as roupas bonitas são para que caibam em nós e nós neles. Caso contrário não nos servem para nada nem nós a eles!”

-Quando tal acontece…  de nada adianta insistir fortemente  ou desistir fracamente.

Domingo, Novembro 01, 2009

Armando Vara, BCP, Processo, caso e tudo o mais….. (repostagem)

 

Armando Vara -In-Provavel reedição

Ou como o "salto à Vara" compensa.

Publicado em : http://in-provavel.blogspot.com/2007/12/armando-vara-no-bcp.html



PÚBLICO

20.04.2007 - 09h03

José António Cerejo,


Ex-professor de Sócrates envolvido no projecto
Morais, GEPI e construtora da Covilhã fizeram moradia de ArmandoVara

Armando Vara, quando era secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do MAI) e a engenheiros que dele dependiam para projectar a moradia que construiu perto de Montemor-o--Novo.


Para fazer as obras serviu-se de uma empresa e de um grupo ao qual o GEPI adjudicava muitos dos seus concursos públicos.
Com 3500 contos (17.500 euros) o ex administrador da Caixa Geral de Depósitos, actual Vice-Presidente do BCP e licenciado pela Universidade Independente tornou-se dono, em 1998, de 13.700 m2 situados junto a Fazendas de Cortiços, a três quilómetros de Montemor-o-Novo. Em Março de 1999 requereu à câmara o licenciamento da ampliação e alteração da velha casa ali existente.


Tratava-se de fazer uma casa nova, com 335 m2, a partir de uma quase ruína de 171 m2. O alvará foi emitido em 2000 e a moradia, que nunca teve grande uso e se encontra praticamente abandonada, ficou pronta meses depois. Já em 2005, Vara celebrou um contrato para a vender a um particular por 240 mil euros, mas o negócio acabou por não se concretizar.
Onde a história perde a banalidade é quando se vê quem projectou e construiu a moradia. O projecto de arquitectura tem o nome de Ana Morais. Os projectos de estabilidade e das redes de esgotos e águas foram subscritos por Rui Brás. Já as instalações eléctricas são da responsabilidade de João Morais. O alvará da empresa que fez a casa diz que a mesma dá pelo nome de Constrope.


A arquitecta Ana Morais era à época casada com António José Morais, o então director do GEPI,  (e ex-professor de José Sócrates) que fora assessor de Armando Vara entre Novembro de 1995 e Março de 1996. Nessa altura, recorde-se, foi nomeado director do GEPI por Armando Vara - cargo em que se manteve até Junho de 2002 - e era professor de quatro das cinco disciplinas que deram a José Sócrates o título de licenciado em Engenharia pela UnI.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1291685&idCanal=21

Diário de Notícias

23.01.05

Um osso duro de roer

Filipe Santos Costa

Apesar do esforço de organização e método, Sócrates evitou passos em falso, como o negócio em que entrou com o amigo Vara numa empresa de distribuição de combustíveis. Em 1990 os dois deputados do PS tornaram-se sócios da Sovenco - Sociedade de Venda de Combustíveis, com outros três parceiros, um dos quais, anos depois, havia de dar pano para mangas nos jornais Virgílio de Sousa, condenado a prisão por um processo de corrupção no centro de exames de condução de Tábua. A aventura empresarial de Sócrates foi curta (menos de um ano) e literalmente para esquecer: no ano passado [2004], quando a revista Focus desenterrou esse episódio, o socialista jurou que estava a ouvir falar dessa empresa "pela primeira vez". Só após algum esforço de memória se lembrou que tinha sido sócio.

http://dn.sapo.pt/2005/01/23/tema/um_osso_duro_roer.html


CORREIO DA MANHÃ

2005-08-02 - 02:00:00
Banca – Remodelação na Caixa

Armando Vara, ex-secretário de Estado da Administração Interna no governo Guterres, de onde saiu em consequência do escândalo da Fundação para Prevenção e Segurança, foi nomeado pelo novo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD).


EXPRESSO

16.12.2000

Demissão de Vara e Patrão foi imposta por Sampaio.

AS DEMISSÕES de Armando Vara e de Luís Patrão resultaram da pressão de Jorge Sampaio que, na conversa que manteve ao fim da tarde de quinta-feira com Guterres, exigiu que fosse extinta de imediato a Fundação para a Prevenção e Segurança. Na sequência dessa conversa, o chefe do Governo viu que não havia outra saída que não fosse a demissão do ministro e do secretário de Estado.

NOTA MINHA: Consta que o “ser” em causa nutre, ainda hoje, um ódio descomunal pelo Ex-Presidente. Facto de que me não admiro já que na práctica, foi apanhado com a “boca na botija” e nem sequer Sampaio não lhe tolerou o intolerável.



Braganzónia

http://braganzonia.blogspot.com/2007/04/o-curso-de-armando-vara.html

Ao ler as 'últimas' acerca da averiguação [não oficial, vergonhosamente] que vai sendo feita um pouco por toda a parte sobre o 'curriculum' académico do senhor Eng. Técnico José Sócrates, chamou-me a atenção o que lá e no 'CM' também se escrevia sobre Armando Vara.
Sim, 'esse' mesmo, o de Vinhais. O tal que, não pela 'via Verde' mas pela 'via PS', rapidamente passou de caixeiro a deputado, a secretário de estado e a ministro, e a não sei quantas merdas mais antes de ser 'nomeado', certamente por comprovada competência e experiência na matéria, administrador da CGD.
Presume-se que por haver sido já antes 'caixeiro', não na 'Caixa' mas no balcão da loja do Zé Vieira, na Rua Direita em Bragança!
Por isso e outras coisas, 'esse' conhecemos nós bem por aqui! Desde 'caixeiro'. E por isso mesmo, apesar de a notícia não espantar, sempre seria bom saber-se, não como foi 'licenciado' pela UnI, mas onde diabo foi ele arranjar as habilitações [12º ano] para ingressar no ensino superior!
Mesmo sendo ele 'compincha' de longa data de José Sócrates, e mesmo que num estabelecimento pouco recomendável como a 'Independente' onde, pelo que se está a ver, escrúpulos são 'cousa' vã...

CONCLUSÃO:

-Depois de ter lido este texto num blog que considero de CONFIANÇA ainda mais se me abriu o sorriso e mais me aumentaram as dúvidas acerca da sanidade mental dos acionistas do BCP.

Ter razão antes do tempo ainda que o tempo seja ÓBVIO e a razão  idem…

Publicado em Domingo, Dezembro 23, 2007

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Por nada…

Julia Calçada História sem páginas-Oleo

As pontes de regresso a casa colapsaram; o futuro esbatera-se sob cores novas e as antigas empalideceram a cada raio de luar de cada nova noite. Tinha morrido o ultimo vislumbre do sonho, da sua ingenuidade e já nem a sua amarga inteligência lhe servia de refúgio. A sua única quinta-essência desaparecera sem rasto ou razão e era tudo o que ligava a um tempo perdido.

Não conseguia sentir dor alguma que não fosse física e estava tão longe no caminho do sofrimento que nem o ponto de partida lhe era uma memória palpável. Temia ter-se tornado numa espécie de monstro; um ser pendente entre o imoral e o amoral. Fóra do mundo ou sem correspondência com ele, sem reconhecimento dele e sem a sensibilidade necessária para viver nele.

Convivera sempre com os seus sentimentos mas sem os conhecer. Pelo menos de um modo exaustivo. Analisara-os sempre, autopsiava-os a cada passo e como quem esventra uma rã para lhe distinguir os detalhes anatómicos e a mutila a cada movimento, fizera-o a tudo o que sentira até ali. Era esse o procedimento que lhe permitia conservar a sua dignidade, juntamente com as suas ideias, a sua imaginação e as memórias, já que nunca confiara nas fruições tácteis ou nas palavras alheias.

Já tivera tantos reinícios na sua vida que qualquer hipótese de um reinicio qualquer era uma hipótese obscura e evitável, como se uma ferida por cicatrizar lhe mantivesse a convalescença sentimental em chagas vivas sob um emaranhado de ligaduras. A dor tinha tido escalas, mas a carne era sempre a mesma carne e a sua teimosia quase pueril em ignorá-la acabara por levar a melhor.

Olhou as horas e com um esgar desligou o computador e jurou nunca mais repetir o mesmo erro… novamente.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Redes sociais I

REDES  SOCIAIS - SOCIAL NETWORKS  IN-PROVAVEL

Ainda não entendi muito bem esta necessidade extrema que todos os habitantes da Internet parecem possuir de participar naquilo a a que se convencionou chamar “Redes Sociais”.

A algumas não entendo a utilidade, a piada, o objectivo ou a ideia que presidiu à sua criação. É o caso do “Twitter”. Enviar recadinhos minimizados e quase merdosos acerca do que se pensa ou faz a cada momento é além de redutor em termos de mensagem, uma parvoíce destinada a quem não tem nem vida social “in vivo” ou a que tendo-a, procura interrompe-la a cada momento declarando sensações que sendo suas não me interessam a mim.

Outras, como o hi 5, destinam-se aparentemente a pré-adolescentes, adolescentes e recém pós-adolescentes que por falta de amigos e telemóvel carregado pelos papás vão colocando fotos parvas q.b., em troco nú ou poses estranhas e deslocadas, a par com figurinhas que piscam como colares de lantejoulas Kitsch e pindéricas.

Confesso que tive e que se auto-mantêm um twitter e um Netlog; tenho conta no YouTube, no Msn e tenho um Facebook que uso e que visito com alguma regularidade.

Ao hi5 abri-o a pedido do filho de um amigo que queria ter amigos no seu hi5. Depois permiti de modo totalmente imbecil, que se tornassem amigos e amigas (risivél não é ? esta noção de amizade) toda uma cambada de gente simpática que não conhecia, não conheço e não tenciono conhecer nunca misturando-os com algumas pessoas que realmente aprecio.

Com o FACEBOOK aprendi a lição e não peço nem concedo o titulo de amizade a quem mo pede apenas porque sim. Não permito que desconhecidos permaneçam desconhecidos com título de “amigos” ou façam parte da minha lista de amizades.

Tenho os meus limites, as minhas condições (que não divulgo) para aceitar amigos/as e não entendo nem aceito como outras pessoas o fazem. Não é minha intenção realizar autenticas colecções de nomes de pessoas e fotos no meu facebook nem em outro qualquer local. Considero uma imbecilidade possuir-se uma rede de contactos com desconhecidos por que esses são exactamente isso apenas: DESCONHECIDOS ou apenas vagos conhecidos; do mesmo modo que não privo com o senhor Raul, com quem falei uma vez no metro na vida real, não é minha intenção privar com ele na net.

Não coleciono contactos no MSN, não procuro ninguém não uso ninguém e não me tornarei uso de quem quer que seja, não bloqueio e se o fizer terei as minhas razões para o fazer que certamente preferia não ter. Mas jamais manterei um contacto com quem quer que seja ou fornecerei o meu por básicas futilidades.

Já não tenho, nem tive nunca, idade ou vontade para tricas, “contos & ditos”, manobras de faz de conta, para me imiscuir na vida dos outros ou para permitir que o façam com a minha. Não tenho paciência para ter e exibir ídolos de barro para que outros os vejam. Os meu perfis são públicos e abertos para todos, enquanto o merecerem e fechados para os que deixaram de o merecer.

Não tenho clubes de fãs nem farei parte de nenhum!

Domingo, Outubro 25, 2009

Novo Governo, Novos ministros, tomada de posse – Socrates - “Os Substitutos”

SOCRATES, NOVO GOVERNO, NOVOS MINISTROS TOMADA DE POSSE IN-PROVAVEL - OS SUBSTITUTOS

Mais um grande filme para distrair e continuar tudo na mesma ou quem sabe pior ainda?

O público cinéfilo anda distraído, é um facto. Mas será realmente idiota ao ponto de comprar bilhete para uma repetição de um argumento estafado, apenas com alguns actores novos e já sobejamente vistos?

Desta vez o anti-herói não prometeu 450 mil empregos e optou pela intenção de dialogar a todo o custo, contra todos se for necessário e por cima de todos, se lhe for possível. Uma história de robots comandados por um boneco de lata com fatos elegantes uns deles retirados do ferro-velho, outros reciclados à pressa da sociedade civil e do "serventilismo" politico da oportunidade declarada de “ir a ministro”!

Tecnicamente, este filme não apresenta planos interessantes ou não se lhe conhecem os planos… poderia ser uma história de navegação à vista nos mares minoritários da negociação e da negociata, pois os piratas não faltam e já se conhecem bem. A fotografia é pobre de cores e de espírito.

De lamentar, a não inclusão no elenco de alguns dos cómicos a que já nos tinham habituado com os seus disparates diários e medidas hesitantes e avulsas ao sabor da corrente e do economicismo básico sem resultados.

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Novo Governo – Outra Aventura

 

novo governo in-provavel

Acabou o “Tabu”.

Terminaram as cogitações, as meras hipóteses, as indefinições, os convites e recusas; os contactos e as conversas de bastidores.

Há governo. Melhor, volta a haver hipótese de haver governo.

O país real (apesar de sermos uma Républica) regozija e o país politico agita-se.

Depois de ter vencido as eleições José Socrates, em versão dialogante, já conseguiu reunir nomes suficientes para formar um Governo e tentar agradar a Gregos e a Troianos. Infelizmente temo que continue a desagradar aos portugueses.

Este será, sem duvida alguma, um governo de conciliação e pelo que já se pode observar, concilia os incompetentes do costume com outros novos incompetentes; Os oportunistas do costume com novos oportunistas, “caceteiros” com “arrivistas” e as desculpas do costume com as mesmissímas desculpas, mas agora vindas de pastas governativas diferentes e de diferentes imitações de céreberos e princípios. Por outro lado nota-se-lhe um esforço para conciliar tendências internas do partido socialista, algumas delas são até tendências politicas favoraveis ao primeiro ministro, imagine-se.

Temos uma pianista na Cultura, uma Pássaro no ambiente e uma inventora de histórias na Educação o que desde logo permite concluir que a Cultura continuará “piano”, o Ambiente a voar a olhos vistos e bicadas dadas e que a Educação continuará a primar pela imaginação e aventureirismo.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Chuva dentro de mim

chuva in-provavel

Houve um tempo em que gostava de chuva. Apreciava-lhe o toque, a frescura, o som ritmado, quase doce no telhado. Via com agrado os desenhos das gotas nas vidraças, os reflexos das luzes nas poças das ruas, o brilho dela de encontro aos candeeiros e aos neons.

Cheguei a caminhar, no Verão, por entre as suas gotas ou através delas, alegremente ensopado no cheiro da terra húmida ou do asfalto. Costumava passar à janela longos minutos apenas a vê-la cair, vertical e lisa umas vezes, ondulante e pesada outras, a acompanhar o vento. Saudava as nuvens plumbeas (quase negras) que a traziam, como quem saúda velhas amigas bem-vindas num regresso. Elogiei-lhe a obscuridade com que aconchegava as coisas feias dos dias curtos de Outono e Inverno. Cheguei a escrever-lhe elogios sinceros, a tratá-la como algo de belo que a natureza distribuísse generosamente.

Agora… a chuva irrita-me. O seu ruído assemelha-se-me a marteladas ininterruptas que me privam do descanso e da paciência. O seu toque tornou-se-me vil e asqueroso; O brilho desprezível que faz no chão das praças, mais me parece o de um espelho disforme e lamacento. Turva a luz das janelas, distorce a beleza e torna amorfos os sentidos.

Impede-me de ver, de ouvir e de pensar ou força-me a pensar no que não quero que seja pensado. Traz-me recordações que não tenho de ocasiões que não vivi mas que desejei. Impede a luz de chegar, torna mais feia a realidade feia, molha-me os sentidos e os olhos

Por mim, a chover que chova longe de mim.

Se me dizem que é necessária respondo que não sou hortelão nem guarda-rios.

Se há seca em Cabo Verde que chova lá até à saciedade dos afogados mas não aqui. Se os rios vão secos que chova nos seus leitos; lá mas não cá.

Se é necessário vender guarda-chuvas, que se usem como sombrinhas para tapar o sol.

Passei apenas para cumprimentar…

cumprimentos in-provavel

Quando se está na tropa faz-se continência!

Quando se está no hipermercado faz-se In-Continente?

 

“Como tens passado?” - Pergunta a batata frita ao bife. “Mal, estou quase cru!” Responde este.

 

Na Máfia quando há um abraço apertado, ficamos em apertos?

 

Se não é humorista nunca diga graças a Deus.

 

Se o emprego lhe oferece um jantar de despedida, o desemprego oferece um almoço de Boas-Vindas?

 

“Hugh!” Disse o grande chefe Índio.

“Grant!” Disse o actor inglês.

 

Numa visita à campa de um amigo nunca diga: “Venham de lá esses ossos!”

 

“Muito bonita, muito inteligente!”- É um cumprimento!

“Burra como um calhau e feia mas simpática!” – É uma largura?

 

À Conceição deve fazer uma saudação ou uma Sou-da-São?

 

Estava cumprida aquela cerimónia de cumprimentos.

 

Quando o Embaixador entrou para apresentar os cumprimentos a sua majestade, levava consigo  um  “Tudo bêin?” e um “Oi! Cára?”. Era o embaixador do Brasil.

 

Os militares fazem continência; os padres fazem abstinência.

 

Ele sempre preferiu as salvas de prata às de 21 tiros… era um larápio inteligente.

 

“O Prazer foi todo meu” disse-lhe ele ao acordarem. Ela esbofeteou-o, saiu de casa e pediu o divórcio acusando-o de egoísmo.

Domingo, Outubro 18, 2009

Procrastinação

urso peluche azul in-provavel

-Regra geral costumo rodear o assunto antes de começar a falar dele, sempre que se trata de um tema controverso ou algo sensível, pessoal, social ou politicamente. E não vejo qualquer razão para para que o não faça hoje.

-Se tivesse que me sentar e escrever uma lista dos meu principais defeitos (modéstia à parte) tenho a certeza de que não seria muito extensa mas de que à cabeça haveria de constar a procrastinação.

-Para ser totalmente honesto o mais natural seria não terminar a lista ou talvez nem a começar. Deixá-la-ia para um outro dia, para uma hora mais oportuna ou para um momento que me parecesse mais adequado do que qualquer momento em que decidisse começara a fazê-la. Talvez chegasse mesmo a inscrevê-la na minha “Lista de Coisas a Fazer” se alguma vez tivesse iniciado essa tal “lista” ou se não me distraísse a ver fotos de gatos (bichos , entenda-se) em poses estranhas na internet ou desenhos de ursos de peluche azuis.

-Para dizer a verdade não era acerca de procrastinação que hoje tencionava escrever. Era acerca de ursos de peluche azuis ou acerca das relações entre pessoas na Internet; HI 5, Facebook, Netlog redes sociais; paixões e amores reais através do espaço virtual. Acerca de relações, ralações e relacionamentos… mas decidi adiar para data incerta.

-Isto é o que acontece quando se teima em escrever, se espera até esta hora pela inspiração e ela não aparece.

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

DESILUSÃO

















-Há dias tive uma conversa ocasional acerca da desilusão e ainda não esqueci algumas das coisas que nela disse e ouvi.


-Afinal, a desilusão só existe por oposição à ilusão. Só pode existir se antes tivermos sido iludidos, se nos deixámos iludir ou (pior) nos tivermos iludido a nós próprios de um modo qualquer.

-Quando olhamos para trás, ainda que para um passado próximo e concluímos que aquilo que existia, o que era único e diferente todos os dias, se desvanece a cada dia novo deixando no seu lugar uma ferida insanável durante um tempo indeterminado… estamos perante a desilusão.


-Nessas alturas, tudo o que fazemos é dúplice: possui dois aspectos, dois formatos, duas facetas como uma mesma moeda vista de apenas um lado de cada vez. Afirmamos que não havia afinal para connosco ou em nós, nenhum dos sentimentos que antes víamos com toda a clareza, mas simultaneamente recusamos acreditar que assim fosse e temos todas as razões da lógica para o fazer.

-Alternamos entre uma afeição profundíssima e uma imitação de ódio que nos impomos sentir como couraça contra os outros sentimentos. Somos ora esperançados, ora desesperados e passamos de um estado a outro sem qualquer sinal definível, sem a necessidade de um “click”, sem querer e sem pedir desculpa.


-A desilusão não é uma faca que golpeia e mata , como dizem os poetas. É uma faca de dois gumes , encurvada, com serrilha, lima, lupa e saca-rolhas… Não golpeia apenas, amplia, dilacera, esmaga, retorce os nervos, os músculos, os pensamentos todos e infecta com o vírus da tristeza, a bactéria da saudade e a gangrena do sentimento de perda.


-Porque falei disso hoje quando as eleições autárquicas foram ontem? Porque a desilusão de uma só pessoa é mais importante do que todas as ilusões criadas em cada acto eleitoral e porque me apeteceu e posso.


Sexta-feira, Outubro 09, 2009

AUTÁRQUICAS 2009














"Que Deus tenha piedade e os portugueses vergonha."

Domingo, Outubro 04, 2009

ESQUERDA POSSÍVEL… (POEMA In-Provavel)

ESQUERDA POSSIVÉL - ESQUERDA IN-PROVAVEL

Esquerda Caviar?

Esquerda Take-away?

Esquerda para levar?

Esquerda que já não sei?

Esquerda Rosa Chic ?

Esquerda Vodka Tonic?

Esquerda Rosa-choque?

Esquerda Endireitada?

Esquerda com “amóke”?

Esquerda, economia e mais nada?

Esquerda 10 iludida?

Esquerda opção de vida?

Esquerda água-pé, porreiro Pá?

Esquerda à direita do Direito?

Esquerda que já não há?

Esquerda social sem respeito?

Esquerda possível?

Esquerda risível?

Esquerda Pret-a-porter?

Esquerda adiável?

Esquerda In.Provavel?

Esquerda? Qual? Quê?

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

Uma Lady no Parlamento Europeu, uma louca na Camâra

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Para desgraça minha e do que me resta de fé em alguma da humanidade, no dia anterior ao de ontem vi e ouvi o debate entre os candidatos à Câmara Municipal do Porto, na SIC.

Talvez devesse dizer: “debate entre Rui Rio e os restantes candidatos, pois foi isso o que aconteceu.

Quanto a Elisa Ferreira conseguiu (na minha opinião) comportar-se de tal modo, que apenas não me desiludiu profundamente por nunca me ter iludido minimamente.

Desde o inicio interrompeu constantemente todos os outros intervenientes, num exercício de rudeza e vulgaridade não raros em debates políticos, mas sempre profundamente reprovável. Nem sequer os pedidos do moderador, a par com as chamadas de atenção surtiram qualquer efeito ou acordaram nela as regras do civismo televisivo, da básica educação que deve ter também lugar na actividade politica ou o menor traço de bom senso.

A “senhora”(*) insistia em boicotar as afirmações de TODOS sem excepção e pretendia tornar-se “dona da bola argumentativa”. Um espectáculo triste, a raiar a má educação e a ultrapassá-la demasiadas vezes.

Talvez ainda não tenha havido quem lhe tivesse feito ver que “tem razão que a tem e quem a bem explica e não quem a quer ter”.

Pouco revelou da suas intenções para com a cidade a não ser vagas referências generalistas e sem detalhe que lhas credibilizasse. Esteve apenas e sempre apostada em falar, sem nada dizer, criticar sem nada propor e exibir-se sem ter que mostrar.

Não lhe ouvi uma só palavra acerca da sua permanência na edilidade, no caso de não ser (que aos portuenses livre o canhoto!) eleita presidente da Câmara.

Nesse caso, a cidade já não seria tão importante. Para ela é presidente de câmara (só) ou deputada europeia. Tem assim, como qualquer “bom malandro que se preze”, ambos os pés bem assentes no ambicioso estrume da carreira politica.

A “senhora” (*) que me desculpe, mas de si não voltarei a dizer mais nada.



(*) – O uso de aspas é totalmente intencional.

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

Crenças, crendices, teorias e seitas avulsas – Da imaginação á practica sem passar pela casa “Partida”

caderno diario das ideias In-Provavel

O Mundo está cheio de crenças e crendices, seitas, grupos, pseudo-religiões e outras teorias mais ou menos estranhas, mais ou menos sofisticadas, mais menos credíveis, aceitáveis, elaboradas, cientificas, imaginativas e desonestas.

Neste assunto não misturo as religiões tradicionais, as práticas meditativas, ou algumas artes de cura como a acupunctura, por não se tratarem de “coisas” da área da crença”.

Ainda hoje ouvi uma entrevista acerca de uma estranha forma de pensar que (em linhas muito gerais) preconiza que a água emana e recebe energia (ou é ela mesma energia); que as palavras influenciariam o modo como as próprias moléculas da água se comportam e que sendo o ser humano composto maioritariamente por água… enfim. Fale-se então com a água para obter o progresso e a felicidade humana.

Esta, como outras imensas “imensidades” que tenho escutado e conhecido, baseia-se também no pensamento de um ancião japonês a quem carinhosa e reverentemente, como de costume, tratam por Doutor (quer o seja quer não).

O filão de teorias provenientes de Doutores anciãos japoneses parece inesgotável. Todas elas falam em “Estudos”, elaborados em países como os Estados Unidos, o Japão, a Dinamarca e (digo eu) o Burkina Fasso e que suportariam as teorias que propalam. No entanto, esses estudos raramente são acompanhados por nomes, datas e publicações credíveis. Já ouvi até falar de “estudos da NASA” e em outras fontes tão gerais e tão secas como o antigo leito do Mondego em pleno Verão.

Não coloco em causa nem a fé, nem o conhecimento científico de quem defende as opções que defende. Cada um é como cada qual, ainda que defender inconscientemente questões de “crença” com base em pseudo-argumentos científicos seja algo tão lógico e premente, como o é defender a existência do sol apenas com base no facto de se ter sabido através de um “livro” que ele existiria.

Neste como em muitos outros capítulos da vida, estar vivo e usar o que a inteligência nos permite usar do restante cérebro que possuímos… é um apreciável troféu.

Terça-feira, Setembro 29, 2009

Eleições e Democracia In-Provavel

As eleições a a Democracia In-Provavel

As eleições, se democráticas, têm destas coisas…

As eleições não são comparáveis ao desporto, não existe treino, não existe sorte. Existem opiniões bem e mal formadas e bem ou mal justificadas que em ultima análise se transformaram em votos.

Umas opiniões são correctas: elaboradas com base na análise dos actos dos governantes, das medidas tomadas, das promessas, programas e capacidades demonstradas pelos que querem governar.

Outras são irreais e ridículas: baseadas no emprego que o presidente da Junta de Freguesia “arranjou” ao sobrinho do cidadão eleitor; na cor da gravata de seda do primeiro-ministro; nos modos afectados ou violentos do porta-voz do conselho de ministros ou no aspecto dos óculos do líder do partido “A” ou “B”.

Infelizmente, o valor de um voto coerente, pensado e consciente é exactamente o mesmo de um outro voto precipitado, baseado em falsas premissas ou expresso ao acaso.

Para se votar basta ter 18 anos. Não é necessário possuir qualquer formação cívica ou outra. Não é necessário possuir cultura de qualquer espécie, saber ler e escrever, fazer contas, pensar ou sequer sentir.

Isto, com todo o respeito que possa sentir pelos meus concidadãos e pela noção de igualdade democrática encanita-me sincera e profundamente.

Afinal o Ti Xico Palhetão que não passa de um beberrão idiota e mal-educado como um carroceiro; Que veste roupa limpa para ir ao futebol distrital e ir a votar e que apenas se levanta do sofá da sala, para dar uma sova na mulher e nos filhos… vota tanto como Eu.

A D. Amália que pensa que Salazar é o primeiro-ministro, que Angola ainda é “nossa” e que foi apenas uma vez a Viseu quando partiu a bacia (a da casa de banho) com a cabeça, vota o mesmo que Eu.

O Quim-arrumador, que crava dinheiro a torto e a direito, crava cigarros a direito e a direito e crava ao país o “rendimento mínimo” sem qualquer direito. Que finge que não pode trabalhar e nem sequer água sabe dizer, sem escarrar no chão e disparar três palavrões… vota tanto como eu.

O avô João que sofre de Alzheimer e não sabe onde mora a dois metros da porta de casa… vota tanto como Eu.

O Puto bandalho que fugiu da “instituição”, que insulta as assistentes sociais, rouba os putos à saída da Escola, atira garrafas aos carros de polícia que se aventuram no bairro e aterroriza a vizinhança… vota tanto como Eu.

A Maria da Esperança que pensa que o “Professor Marcelo” é o Presidente da Républica, que chora baba e ranho ao ouvir o Toni Carreira, tem três filhos de quatro pais diferentes e adora piropos dos trolhas… vota tanto como Eu.

Pois é! É assim por que é democrático!

No entanto, nunca deixo de recordar a quantidade de ditadores sanguinários e outros facínoras que chegaram ao poder através de eleições comprovadamente democráticas, livres e justas.

Depois dá nisto !

Domingo, Setembro 27, 2009

Reflexão pré-eleitoral e outras

Eu em reflexão  in-provavel

Dia de reflexão

Tradicional e legalmente o dia que antecede o dia de eleições é considerado como dia de reflexão e isso é bom!

É?

Seria, se fosse verdade, como quase tudo o que é mentira neste país que é o nosso.

Atendendo a que os actos eleitorais ocorrem a uma média de um por ano isso significa que existem 364 dias em que ninguém reflecte acerca de coisa alguma. Talvez apenas os espelhos e ainda assim duvido, pois se muita gente se visse reflectido ao espelho não cometeria os crimes de lesa-inteligência que ocorrem quase diariamente.

Mas reflexão para que raio e por que raio?

A campanha apenas atingiu pontos de elevada audiência num programa de humor. As questões essenciais foram o “metro Europeu” (vulgo TGV) e as escutas na Presidência da República. O Governo e o Partido no poder não se distinguiram em nenhuma situação. Apareceram mais partidos a falar mal dos partidos que já existiam.

Mas reflexão para que raio e por que raio?

Seremos burros para que sejamos incapazes de raciocinar sob o ruído da argumentação partidária?

Seremos ainda mais do que apenas burros se deixamos que ela nos influencie?

Seremos estúpidos e diletantes ao ponto de decidir o sentido do nosso voto nas 24 horas anteriores?

Seremos todos parvos e absolutamente influenciáveis?

Eu sinto-me tentado a pensar que sim mas não por estas razões.

Actualmente este dia de reflexão prestaria um bom serviço se fosse usado para reflectir e não apenas para silenciar informação clássica da tv, revistas e jornais.

Uma reflexão séria não se compadece com as compras no hipermercado; com as sornas e sestas depois de almoço e jantar; com os passeios dos parvos e famílias de parvos de Sábado à tarde; com os futebóis vergonhosamente mal-arbitrados e mal comentados; com novelas em todos os canais.

Pela parte que me toca fartei-me de reflectir durante os últimos 4 anos e não deu grandes resultados visíveis, positivos fiáveis ou utilizáveis…

Por isso, a única reflexão que estou disposto a ter até à hora do Voto é acerca do que hei-de fazer com quem me bloqueou no seu “Facebook”; que camisa hei-de vestir; se irei comer daqui a pouco uma laranja ou uma maça ou se o sono me vai pregar a mesma partida que costuma pregar…

O resto… bem o resto, ao que me dizem, já o pensei demais… só lamento ter tido razão!

Posso não saber o que fazer, mas sei em quem não votar e por consequência em quem votar!

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

ELEIÇÕES 2009 – O CIRCO NACIONAL

eLEIÇÕES 2009  - o circo iN-PROVAVEL

PALAVRAS PARA QUÊ? 

SÃO ARTISTAS PORTUGUESES!

Grandes malabaristas.

Leoas com pêlo na benta.

Tigres de papel.

Acrobátas da Política.

Animais Selvagens da Economia.

Trapezistas de Poleiro.

Contorcionistas das ideologias.

Ilusionistas da Justificação.

Equilibristas do Tacho.

OS PALHAÇOS SOMOS TODOS!

AINDA ASSIM VOTE!!!

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

Annus horribilis

Luto in-provavel

---Tínhamos ambos o hábito de gastar as tardes de domingo em intermináveis conversas circulares, acerca do mundo e dos seus arredores recônditos. Cada um de nós, por motivos diferentes, detestava as neuras das tardes dominicais, em que as horas se arrastavam teimosamente até que chegava a altura de regressar a casa para o jantar. Nessa altura, a grande maioria dos cafés da cidade mantinha o hábito do descanso semanal no primeiro dia da semana e aquele onde nos acolhíamos era uma excepção rara e simpática; não era maior do que o espaço de uma sala pequena com um balcão ao fundo, mal iluminado e espelhado. Nunca combinava-mos as horas de chegar nem as de partida, chegávamos e íamo-nos embora com a naturalidade do acaso mas quase sempre simultaneamente.

---Eram tardes atiradas à leitura de semanários, de revistas e raramente de estudo como exigiria o bom senso da nossa actividade principal de então. A amizade era feita de pequenos desabafos, de contos e ditos, das frustrações e êxitos que a vida, de quem tinha vinte e poucos anos naquela altura, trazia nas marés das semanas civis. Fazia-se o balanço das noites de Sexta e de Sábado, comentava-se a semana política e maltratava-se a táctica futebolística.

Tornámo-nos mais amigos, mais sinceros e mais tarde, quando a vida nos alterou os domingos de tarde bastava um telefonema com a palavra “café” e uma hora marcada para que nos voltássemos a reunir para contar o êxito pessoal ou a tristeza romântica que nos alegrava ou afligia.

--Era um poço de calma como eu nunca serei. Por detrás da sua voz, sempre baixa, nunca se lhe lia uma ira, uma zanga profunda ou qualquer ódio a quem quer que fosse. Conciliava quase tudo e todos com a ponderação de um velho conciliador experiente e com o empenho de quem fizesse disso profissão. Era talvez o pior cozinheiro do mundo e um simples ovo estrelado significava para ele um desafio maior do que uma escalada vertical ou um mergulho em águas turvas e agitadas.

--Estive ao seu lado no altar quando casou; ainda ambos a destilarmos os vapores da sua despedida de solteiro. Lembro-me do nascimento dos seus dois filhos e de ter sabido, em primeira-mão, de cada uma das gravidezes desejadas e ansiadas pelo casal. Estive no funeral dos seus pais e irmão e nos aniversários familiares quase todos.

--Recentemente, estive horas a ouvi-lo contar as razões da separação e do divórcio. Tantas razões, tão estranhas e inevitavelmente tão diferentes das razões que me contou a sua mulher em outras tantas horas de conversa pesada. Como estas conversas são sempre tão pesadas. Recordo a impotência que senti, o quase desespero de voltar a não entender as pessoas, os argumentos e atitudes de cega obstinação de ambos e a tristeza profunda que tudo aquilo acrescentou a este ano de tristezas quase ininterruptas.

Ontem, soube que tinha caído nas escadas de casa e morrido de uma morte tão estúpida e inútil como apenas a morte de mais alguém chegado consegue ser. Hoje foi a enterrar e nem sequer era domingo.

É apenas outro dia mau deste interminável annus horribilis.

Terça-feira, Setembro 15, 2009

Sem cometários nem esperança alguma… “ora bólas !”

textículos in-provavel

"Hoje vou dormir como um cão... vou enrolar-me, rosnar e sonhar com um país cheio de ossos já sem carne visível mas ainda assim, apetecível para TODOS os partidos políticos em campanha.

Ao acordar... vou cheirar o próprio rabo e deixar que os meus correlegionários cheirem o meu como sempre se fez na matilha.

Depois, vou sair para a rua a lamber as caras dos possíveis votantes, ladrando as mesmas promessas ou desculpas de sempre e outras que me hão-de ocorrer a cada árvore a que levante a pata."


"Assim vai a política" Yur Adelev

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

A importância da INFORMAÇÃO

arroto in.provavel

Todos nós, hoje em dia partilhamos a opinião de que é aconselhável seguir as noticias e os telejornais, os jornais, as revistas e ler todas as noticias na Internet. Para que nos sintamos humanos e vivamos em sociedade temos sempre o radio ligado num canal informativo e a tv num que se chame noticias ou informação qualquer coisa.

Depois temos que ver todos os “Filmes-catástrofe” acerca de terramotos, ondas gigantes, meteoros, vulcões, explosões e outras complicações aterradoras ou aberações da natureza natural e da humana.

Parece que a primeira preocupação que possuímos é a de conhecermos todos os modos possíveis de morrer. Conhecemos todos os males ambientais possíveis, todas as gorduras perigosas, os corantes malévolos, as substancias cancerígenas. Falamos de Tsunamis, acidentes mortais, escassez de água e afogamentos como quem fala da ementa do almoço de ontem.

Mas as noticias também são boas para nós. O tipo que endoidou, matou a família toda, o vizinho da frente e seis pessoas que não conhecia, não era o nosso vizinho. A casa que vimos explodida no jornal da tarde, não era a nossa era na rua ao lado. Os 30 que ficaram hoje sem emprego não eram nossos colegas de trabalho… foi lá para o Norte ou numa cidade do interior. O incêndio que matou 20 pessoas e dura à 9 dias, não é cá é na Austrália… coitados deles… “Onde raio fica a Austrália João?”. O avião que caiu não levava ninguém conhecido, eram todos mães, pais irmãos e amigos de outras pessoas.

Isto acaba por nos reconfortar, sentimos que afinal somos mais saudáveis, mais felizes ou pelo menos não tão infelizes, como os 200 ou 300 que “se foram” no Bangladesh numa derrocada ou num golpe de Estado.

Lamentamos é claro, mas não podíamos fazer nada. É que no fundo, no fundo o importante é andar informado e que isso não nos aconteça a nós.

Sábado, Setembro 12, 2009

O Rosto Feminino através de 500 anos de Arte

http://www.artgallery.lu/digitalart/women_in_art.html


Porque há coisas que merecem ser vistas !


Vejam!




"Há pessoas belas que nos enviam coisas belas. Se ao menos soubessemos apreciar ambas sempre....."


Nota: Desliguem antes a música da "casa" (aqui ao lado).
Ouvir também faz bem à alma.

Terça-feira, Setembro 08, 2009

FAQ - perguntas e respostas

F A Q In-Provavel

FAQ

Toda a gente sabe que FAQ significa Frequently Asked Questions e não há página da Internet que não possua uma secção com este nome, ainda que seja em português e que nunca contenha as respostas às perguntas que queremos ver respondidas.

Gosto além disso do som de FAQ, dito de um determinado modo parece um palavrão muitas vezes repetido em tudo o que é filme americano e que é exactamente aquilo que muitas vezes me apetece responder a determinadas perguntas que determinadas pessoas me fazem com indeterminada vulgaridade. Em vez disso…


P: Então, como vais?

R: Regra geral vou a pé mas hoje por sinal, vou apanhar um autocarro e estou mesmo atrasado para isso.


P: Então, como estás?

R: Até este momento estava sentado aqui sozinho e bem mas já que tenho que responder aos teus lugares comuns… vou estar bem para outro lado onde não estejas.


P: Então, como tens passado?

R: Mal, muito mal. Imagina que ainda ontem me descuidei e deixei queimar a minha camisa preferida. Por falar nisso tenho que ir comprar uma. Adeusinho!


P: Porquê agora e porquê a mim…?

R: Talvez por seres uma besta quadrada que merece todo o mal que lhe acontece e porque agora é uma altura tão boa como qualquer outra para que aconteça mal a imbecis. Aliás, assim já ficas despachado.


P: Lindo dia, não achas?

R: Não! Está a caminho uma frente fria que vai provocar acentuado arrefecimento nocturno, aguaceiros fortes lá para o final da tarde e vento forte de Nordeste, com possibilidade de queda de neve na Serra da Gardunha e de parvos aqui mesmo.


P: Estás com pressa?

R: Nenhuma. Podes ir indo à frente!


P: Para que lado vais?

R: Vou para o lado oposto ao que tu fores!


P: Deves estar a brincar comigo, não?

R: Claro que não. Eu contigo nem sequer seriamente gosto de falar!


(Ao telefone de casa)

P: Então, onde estás?

R:Em Fafe e por isso não posso falar agora! Liga para a semana que vou estar em Aljustrel.


(Ao Tlm.)

P: Que estavas a fazer?

R. A pensar mudar de número de tlm.


(Em ambos de madrugada)

P: Estavas a dormir?

R: Vai-te… #%&/)(“ ! FAQ!

Clara, são 04:49 estou a escrever este post apenas para incluir esta frase: Gosto muito de Ti e tenho saudades. Um Beijo!

Domingo, Setembro 06, 2009

ELEIÇÕES 2009

eleições 2009

Voltamos de novo às Eleições e consequentemente às Campanhas Eleitorais e ao primado da vida politica na actualidade nacional.

Isto passa-se num país onde a confiança da população no Regime, no Sistema Governativo, nas Instituições de Justiça, nos órgãos de Soberania em geral, na Administração Pública, nos detentores de Cargos Públicos e em TODA a Classe Politica é mínima como não há memória de ter sido depois da rebaldaria em que se tornou a 1ª República.

Algures entre a instalação da Democracia representativa em Portugal e os nossos dias as convicções e as crenças parecem ter desaparecido. Os sentimentos patrióticos estão reservados para as selecções. As paixões por causas nobres estão reservadas para festas em discotecas para angariação de fundos e auto-promoção de pseudo-vedetas.

A Intriga intra-partidária fede de desrespeito e ausência de solidariedade entre correlegionários, de desrespeito pelos lideres e por compromissos assumidos em congresso.

A intriga inter-pardidária perdeu a pouca polidez que possuía. O debate tornou-se arrogante e de baixo teor informativo; O poder não responde às questões da oposição; dribla, evita e foge às perguntas fingindo-se insultado por elas.

Os Adversários já se não detestam por diferenças doutrinárias, agora detestam-se por inveja de cargos de poder e de acesso a altas remunerações ou pelo domínio de grupos financeiros essenciais à NOSSA economia; ou em alternativa, agora são solidários nas mesmas fraquezas, na desmedida ambição pessoal e nos desprezos interpessoais.

O carácter dos políticos é constantemente colocado em causa apenas por que eles (na generalidade) o não possuem. A psicologia politica vigente não é a de servir mas a de servir-se da “coisa pública”. A integridade é cada vez menor e os armários estão a abarrotar de esqueletos disfarçados de fatos italianos comprados em NY ou de casaquinhos e camisolas a cheirar a génio e haxixe marados.

A culpa é também nossa (de todos). Há muito que nos demitimos por básica incultura politica e preguiça mental de exercer o direito de voto e a obrigação de fiscalizar a acção dos nossos políticos. Colocámos as “jóias da democracia” nas suas mãos; Criticámos os políticos de carreira, confundimos carreira com carreirismo politico e agora temos amadores e pára-quedistas no exercício do poder, misturados com oportunistas e saqueadores. Todos apressados em enriquecer e em enriquecer os amigos, a família, os amigos e afilhados.

Vem aí de novo a Campanha Eleitoral mas esta, ainda que em tempo de crise, bate todos os recordes de despesismo e gastos de um modo obsceno, sendo que o exemplo pior é dado pelo mesmíssimo partido que nos exige mais e maiores sacrifícios.

Quarta-feira, Setembro 02, 2009

Coisas de pensar de mais

just me in shit - in-provavel 

Ele há nós que nos apertam no pescoço

mais do que abraços que  partem costelas…

Segunda-feira, Agosto 31, 2009

O Gato e o Arco-Irís

O Gato e o Arco-irís

O meu gato nunca viu um arco-íris.

Não pelo facto de não existirem arco-íris ou por não ter sonhos românticos o meu gato.

O meu gato, não sabe que o arco-íris existe porque nunca viu um arco-íris, mas já viu as estrelas, os pássaros, as flores e até já miou à lua-cheia.

O meu gato acredita que o arco-íris existe, apenas por que é o meu gato,porque sente assim e por que tem uma alma sensível; É uma alma-de-gato mas é muito sensível a alma do meu gato.

O meu gato nunca viu um arco-íris, apenas porque os gatos não vêm todas as cores do arco-íris e porque eu não tenho um gato.

Yur Adelev

Sábado, Agosto 29, 2009

Fotocópias de BI

BI traçado

Entre as linhas paralelas deve escrever-se "entregue na loja xxxx" ou "entregue no serviço público yyyy", dependendo da situação

Por uma vez, um aviso a circular na Internet não é produto de uma mente criativa com demasiado tempo livre. Segundo uma fonte oficial da PSP, apesar de não existir um "alerta policial", cruzar uma fotocópia de um Bilhete de Identidade é "uma medida de prevenção que pode ser utilizada pelo comum cidadão". E é absolutamente legal.

Há cópias de BI utlizadas para abrir contas num banco, contrair empréstimos ou adquirir cartões de crédito. O prejuízo é sempre do dono do BI.

 

In: http://aeiou.expresso.pt/bilhete-de-identidade-alerta-que-circula-na-net-e-a-serio=f532821

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

Arrependimento Claramente Arrependido

arrependimento provavel - In-Provavel

ARREPENDIMENTO

Claramente, já todos nós alguma vez na vida nos arrependemos de ter dito, pensado ou feito algo levados pelo momento, pelo instinto ou pela inconsciência. Depois, infelizmente, apenas depois entendemos que metemos o pé na boca, na argola e que o deveríamos tê-lo metido noutro qualquer local ou te-lo mantido dentro do sapato ou chinela “de-meter-o-dedo”. Se o caso é grave, pode ser tarde de mais para voltar a trás e desfazer, desdizer ou “despensar” o que fizemos, dissemos ou pensámos.

Embora a sabedoria popular afirme que o arrependimento mata, ainda não me convenci nem de que a sabedoria popular existe nem de que o arrependimento mate realmente. Penso sim, que se passa com o arrependimento algo semelhante ao que se passa com a Gripe-A: são os que se encontram mais fracos por padecerem de outros males que morrem de arrependimento ou remorso. Este, o remorso é algo que não chega a ser arrependimento, é a constatação do facto e o medo das consequências mas não é ainda o arrependimento. É o “Porra. Que fiz asneira e pode trazer-me chatices!” bem diferente do “Bolas! Saí-me mesmo mal e prejudiquei alguém gravemente. Não devia nem podia tê-lo feito!”.

Se o remorso aborrece e incomoda o arrependimento magoa e corrói. Se um pica e dá comichão o outro queima e dói profundamente, da pele às entranhas todas. Se o remorso nos tira umas noites de sono o arrependimento torna-nos íntimos da insónia para o resto da vida, tira-nos o apetite, faz cair o cabelo ou embranquece-o; Faz de nós gato-sapato, causa lágrimas silenciosas que se limpam à socapa para não molhar o teclado, suspiros abafados e muita muita tristeza. O remorso pode até merecer desculpa mas apenas o arrependimento merece o perdão.

Já perdoei e desculpei muita coisa e muita gente ao longo da vida. Já pedi desculpa muitas vezes e perdão outras menos. Tenho o perdão mais fácil do que tenho o verbo e poucas vezes me tenho arrependido de perdoar ou desculpar.

Acho que foi imperdoável da minha parte escrever acerca deste assunto e arrependo-me amargamente de o ter tentado fazer. Por isso e por outras coisas mais peço desculpa e perdão por ter falado nisto!