sábado, abril 29, 2006

Tempus Fugit














Nasceu ao soar da primeira badalada do relógio da torre.

Disse papá e mamã quando se ouviu a segunda.

À terceira badalada, escreveu o seu primeiro poema.

Quando a quarta se ouviu, teve a primeira paixão carnal.

Quando a quinta badalada tocou, entrou na universidade.

Ao sexto toque do relógio, terminou o doutoramento.

Ao sétimo toque, casou próspero e feliz.

Tornou-se célebre, rico e famoso quando soou a oitava badalada.

Ao som da nona, foi conhecer o neto a Paris.

Ao toque da décima, jubilou-se.

Quando soava a décima primeira badalada do relógio da torre, morria feliz rodeado da numerosa família.

À décima segunda toda a gente o tinha esquecido.

Rui

4 comentários:

Luisa disse...

Foi pena terem-se esquecido dele tão depressa mas o tempo voa e não volta atrás ...

pedro oliveira disse...

Obrigado pela homenagem... um lindo «post» para o meu aniversário.

No meu caso cumpriram-se a primeira e a segunda badaladas, provavelmente, cumprir-se-á a última.

Alien David Sousa disse...

Pois é...os terrestres não estão imunes à passagem do tempo!

Pedro, tu és um convencido lol talvez seja por isso que até gosto tanto de ti.

Rui já, desafiei o Pedro, agora chegou a tua vez. Prova-me que és mais criativo do que ele. Vai até ao meu Blog e concorre.

pedro oliveira disse...

ana e rui, desculpem a usurpação do vosso espaço.

alien, eu sou convencido, é?
tu não tens vergonha de andar pela «blogosfera» a desafiar as pessoas a resolverem um enigma de mer...?
tantas naves espaciais que avariam... eh, eh, eh