As frases para terem alguma graça ou humor, têm que possuir um final inesperado, alguns palavrões, sexo ou não serem entendidas por quem as ouve e este ser nosso subalterno.
sexta-feira, julho 31, 2009
Silly Season / Parvoeiras de Verão (1)
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terça-feira, julho 28, 2009
Origem das Bandas Filarmónicas
Nesta época de festas populares esta é a minha homenagem às Bandas Filarmónicas:
Uma vez, algures na China, um rapaz chamado Tá-Chin e o seu pai esperavam pelo autocarro!
O autocarro vinha completo
e o Ta-chin perguntou ao pai:
-Parará, papá? Parará?
responde-lhe o pai:
-Parará! Ta-Chin! Parará!
Tinham acabado de ser inventadas as Bandas Filarmónicas!
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sábado, julho 25, 2009
Um Pouco de azul e de todas as cores
De regresso a casa, entro num cafézinho pequeno por onde passo todos os dias e onde jamais entrara. Na realidade estou apenas a adiar o regresso a casa e o acto compulsivo de escrever o que aqui estou a escrever como resultado dessa compulsão não obsessiva. Queria que fosse algo pleno de significado, algo inspirado que traduzisse um sentimento profundo ou então, algo irrisório e vulgar mas pleno de conteúdo. Prefiro, aliás preferi sempre, ser um espectador atento ao essencial do que tornar-me parte dos acontecimentos que me levem a perder-me no circunstancial e nas descrições secundárias.
No entanto hoje não parece existir nada no mundo de que mereça falar-se ou que me mereça a vontade de falar, pensar ou escrever. Fico apenas ali, a olhar o desenho da borda do pires e os padrões da falsa madeira da mesa.
Sentara-me perto da entrada para poder ver a ruas e as alminhas penadas que se passeiam aos Sábados de tarde como se este fosse um dia especial em que as ruas fossem apenas suas. Os vestidos domingueiros, os óculos de sol de fancaria, as t-shirts com dizeres a que ignoram o significado, as mãos dadas (mais posse que paixão) os chinelos pendurados no “dedão”.
Ao fundo do café na ultima das mesas sentava-se um casal loiro com uma menina de cerca de 3 anos, também loira que eu via apenas pelos espelhos. Conversavam contidos, com uma compostura de quase humildade de gestos e de palavras. A menina usava um vestido branco de folhos como aqueles que já se não usam, com bordados feitos à mão e sentava-se na cadeira abanando as pernas ainda longe do chão. Estranhamente não olhava em volta nem fazia menção de se levantar e correr o café todo soltando gritos estridentes.
Algo neles me fazia lembrar um quadro qualquer que não me recordava ter visto alguma vez e podia chamar-se “Família Feliz” ou “Tarde em Café”.
O pai, retirara do bolso os trocos, contou-os com meticulosidade e dirigiu-se ao empregado apontando uma fatia de bolo sob uma redoma de vidro enquanto a mãe olhava para o horizonte que há-de existir para lá do balcão. Quando regressa à mesa com a fatia triangular pousada num prato desmesuradamente maior do que a fatia trazia também uma garrafa de Coca-Cola. A garotinha bateu palmas sem fazer um ruído que fosse. A mãe retirou da bolsa três velas amarelas com as pontas enegrecidas e colocou-as no bolo equanto o pai retirava de um dos bolsos fósforos com que as acendeu. A criança abandonou a imobilidade total em que se mantivera no ultimo minuto e depois da mãe olhar em volta a certificar-se de que ninguém os olhava começou a cantar uma canção quase inaudível e para mim incompreensível; seguem-se palmas. A menina sopra as velas com um sorriso aberto que lhe mostrava os dentes e os olhos claros e tão claros e abertos como o sorriso. A mãe recolhe as velas na bolsa de onde tinham saído. Trocaram beijos e sorrisos e a menina comeu a fatia de bolo e voltou a beijar os pais.
O pai levantou-se e dirigiu-se ao balcão para pagar e foi então que reparou que eu também ali estava. Pareceu incomodado mas não desviou o olhar do meu. Sorri-lhe e ele sorriu-me de volta.
Lembro-me de ter pensado que gostava que todos os sorrisos fossem como o sorriso daquela criança ou o do pai e que tudo fosse dão digno e simples como o que acabara de presenciar.
A tristeza apenas me surgiu quando os vi sair de mão dada.
A criança no meio dos pais saltitando como todas as crianças felizes de três anos saltitam quando se sentem felizes.
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sábado, julho 25, 2009
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terça-feira, julho 21, 2009
LUA – Aniversário da chegada do homem à Lua 40 anos
Estou na Lua.
Tu és aluado.
Ele tem cara de Lua cheia.
Ela levava-me à Lua.
Nós sob a Lua.
Vós viveis na Lua.
Eles são selenitas.
Desde sempre a Lua foi um mistério para a humanidade. Fonte de medos primitivos e de exaltações poéticas, não deve ter existido, desde os primeiros dias da humanidade, um único ser humano que nunca tenha formulado questões sob a lua e a sua luz reflectida. Não deve ter existido um poeta que a não tivesse reverenciado e que não tivesse cantado os seus encantos. Não existiu um único ser apaixonado que não a tivesse invocado como testemunha do seu amor ou do seu sofrimento por amor.
Dizem que comanda as marés e os nascimentos e que influência a vida das gentes.
É simbolo de magias e de religiões. É uma e quatro diferentes.
Ontem comemoraram-se 40 anos desde que foi pisada pela primeira vez.
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terça-feira, julho 21, 2009
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segunda-feira, julho 13, 2009
Comissão Nacional de Protecção de Dados - cadernos eleitorais e recenseamento eleitoral
Pelos vistos a Comissão Nacional de Protecção de Dados descobriu aquilo que já todos sabíamos. Existem irregularidades nos cadernos eleitorais. Se algumas até podem ser divertidas pelo caricato que significam como o facto de existir um cidadão eleitor com 136 anos de idade, outras são realmente graves e podem implicar o desprestigio de um acto eleitoral, o vicio do direito de escolha através do voto, ou a manipulação de resultados. Existem cidadãos portugueses falecidos com “licença para votar”; existem menores de, não 18 anos mas 17 anos inscritos nos cadernos eleitorais e para contrabalançar existem cidadãos maiores de 18 anos que não possuem capacidade eleitoral por pura asneirada administrativa. Há uma só pessoa que tem 614 registos; deve poder votar desde Bragança a Faro e caso esteja de férias na Madeira ou Açores… vota na mesma.
Na Base de Dados de Recenseamento Eleitoral (BDRE) existem cerca de 15 milhões de cidadãos eleitores o que excede largamente o número total de cidadãos portugueses que se encontra próximo dos 10 milhões.
Por outro lado, a gestão e actualização da base de dados foi entregue à Critical Software, uma empresa privada, fazendo o governo “letra morta” das recomendações e opinião da Comissão Nacional de Protecção de Dados que considera tratar-se de uma ilegalidade.
Nas ultimas eleições vimos nas televisões o primeiro-ministro votar com toda a facilidade usando o seu cartão único (CU?) mas nada se disse acerca das dezenas ou centenas de cidadãos que foram impedidos de exercer o seu direito porque nas mesas voto não constavam por usarem esse mesmo cartão. Sabemos agora que também existem cidadãos duplamente inscritos por culpa do mesmo documento.
Em resposta às conclusões da CNPD José Magalhães, secretário de Estado da Administração Interna, garante que a empresa tem os poderes controlados pela direcção-geral e que já anteriormente existiam erros e que vai pedir uma nova auditoria à mesma comissão que elaborou esta.
Das três uma: ou não soube ler a auditoria anterior, ou espera que por artes milagrosas tudo se tenha auto-corrigido entretanto ou finalmente prepara-se para “atirar” qualquer acção de correcção dos erros para depois das próximas eleições.
A “bandalheira é geral e evidente, há disparates enormes a serem cometidos com impunidade e paninhos quentes para todos eles. Todos os dias.
Neste país é preciso colocar cornos na própria testa em directo na televisão para que exista motivo de demissão.
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segunda-feira, julho 13, 2009
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sexta-feira, julho 10, 2009
quinta-feira, julho 02, 2009
A CRISE Chama-se Portugal!
Os portugueses vivem em crise desde a fundação do país que teve origem, básicamente, numa crise familiar ocorrida na família dos Afonsinhos. À fundação da nacionalidade seguiram-se inúmeras crises, tão constantes que a nossa história nacional na melhor das hipóteses pode ser vista como uma sucessão de crises ou alternativamente um crise constante e ininterrupta.
Tivemos crises sucessórias em praticamente todas as transições entre reis e uma entre cada dinastia. Tivemos crises com os Papas, com os Espanhóis e com todos os povos que fomos conhecendo.
Tivemos crises de moeda, crises religiosas, crises sociais, crises económicas, a crise de 1383-1385, a do terremoto, a do Marquês do Pombal, a crise das invasões napoleónicas, a crise da Guerra Civil, a crise do mapa cor-de-rosa, a crise da monarquia, a da 1ª República, a da 1ª Guerra, a da 2ª República e 2ª Guerra, a crise Coimbrã, a do Marcelismo, a do pós-25 de Abril, a Crise económica posterior… enfim crises e mais crises ou mais obviamente, uma só crise que dura desde que existimos.
Pessoalmente estou em crise desde que me conheço. Apenas ainda não sei se sou um português em crise ou se estou em crise por ser português.
Cresci em plena crise de Liberdade Democrática, conheci (vagamente) a crise Coimbrã e a do Maio de 68. Vivi a crise do equilíbrio nuclear e a crise da guerra colonial, a do Marcelismo e a resultante dos excessos do PREC. Passei pela crise dos governos provisórios e pela da descolonização; pela da Fonte Luminosa e a de Rio Maior.
Fui vítima da crise do ensino e das sucessivas reformas que de crise em crise me arrastaram, como uma cobaia, de metodologia em metodologia, de sistema em sistema, de programa em programa.
Vi a crise do Bloco de Leste, a da bolsa, a da industria textil e calçado. Via a fome em Setúbal tal como a vejo hoje no país todo.
Talvez me devessem ter baptizado Crisóstimo mas na altura, este era um nome em crise.
Há dias, o ministro Teixeira dos Santos, o mesmo que o “Financial Times” considerou como pior ministro da Europa, veio anunciar o principio do fim da crise. Talvez o senhor ignore que a credibilidade que lhe resta é pouca e que já o ministro das Obras Públicas e o da Economia (a célebre dupla “Lino & Pinho”) o haviam feito sempre que puderam.
Talvez a “luz ao fundo do Túnel” seja finalmente, o farol do comboio que os há-de (se não atropelar) levar para bem longe.
Estou sem humor apenas por estar em CRISE!
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quinta-feira, julho 02, 2009
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sexta-feira, junho 26, 2009
CURSO DE FÉRIAS- - 2009
Se está de Férias ou se vai estar em breve.
Se tem receio da Gripe A.
Se não tem dinheiro para viagens aos lugares mais vulgares onde todos os seus conhecidos já foram.
Se não tem pachôrra para ficar em casa a ver televisão ou a reler os debates da Assembeleia da Republica.
Se procura algo excitante que aumente a sua cultura.
VENHA FAZER UM CURSO DE FÉRIAS IN-PROVAVEL
DATA: 1 de Julho a 31 Setembro
LOCAL: Praia e Campo à sua escolha.
DURAÇÃO MÁXIMA: 5 anos.
DESTINATÁRIOS: O curso destina-se a indivíduos de qualquer sexo maiores de 1,20 de altura e com espesura superior a 10 centimetros.
Neste curso pode aprender a meter metade da sua casa nas malas de viagem, a evitar perder-se enquanto circunda uma rotunda ou o melhor modo de provocar zaragatas numa discoteca.
Aprenderá que as férias são uma excelente ocasião para conhecer locais fantásticos onde nunca mais vai querer voltar e conhecer populações simpáticas que hão-de tentar sugar-lhe a carteira até ao ultimo centímo.
Vamos ensiná-lo como passear no campo, em saudavél convivio com as vespas, víboras e formigas danádas assim como a saber distinguir que tipo de cogumelos colher para dar de jantar à sua sogra.
Receberá toda a formação de que necessita acerca de farnéis, casas de banho de estações de serviço e hóteis manhosos bem como do melhor modo de combinar chinélos horriveis e t-shirts pirósas.
Temos técnicos especializados para actividades ao ar livre e ao ar de parvo e formadores altamente experientes que têm estado de férias nos últimos 25 anos.
Os primeiros inscritos receberão duas semanas de Férias de Natal na Ilha de Páscoa ou em alternativa duas semanas de Férias de Páscoa na Ilha de Natal.
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sexta-feira, junho 26, 2009
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terça-feira, junho 23, 2009
Noite de S. João
Porque esta noite é noite de S. João
Hão-de sair à rua os milhares do costume com os martelinhos de plástico, agora feitos na China, a fazer a algazarra do costume. Uns divertem-se, outros esforçam-se para concretizar o sonho de diversão que guardaram para este dia outros emulam o contentamento que não sentem.
O cheiro a sardinhas assadas (ao preço do costume) vai invadir a cidade toda até à náusea e nos céus hão-se haver balões de papel a arder e foguetório;que a crise hoje não tem lugar.
Vai correr vinho e cerveja até chegar ao Douro onde os políticos do costume jantarão a bordo do barco habitual longe do povinho e das marteladas.
Já não existem fogueiras para saltar, nem raminhos de cidreira com arruda no interior e rareiam os alhos-porros.
Pela manhã, o nevoeiro das madrugadas há-de esconder à cidade os que dormitam nos bancos de jardim e nos portais gastos. Hão-de haver garrafas vazias e sapatos pelo chão e nos pés, bolhas dolorosas como as paixões que o S. João trouxe e levou.
O metro vai andar cheio toda a noite e há-de levar, já de manhã, os corpos cansados, os hálitos alcoólicos e as frustrações de outra noite de S. João.
Quem sabe, para o ano também haverá S. João.
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terça-feira, junho 23, 2009
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sábado, junho 20, 2009
7º Dia
Pode ser o fim de um ciclo ou apenas o início de todos os outros que ainda restem.
Pode ser uma fase de luto ou o que resta do resto de tudo.
Tenho saudades da minha mãe!
Hei-de ter sempre!
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sexta-feira, junho 12, 2009
Nada
Queria dizer aqui algo que pudesse ter algum significado. Algo que pudesse de um qualquer modo servir como conselho, exemplo ou reforço positivo a outro alguém que um dia passasse por aquilo que eu imaginei passar mas que nunca achei que fosse tão.. tão inultrapassavél como constato agora que é na realidade.
Todos nós num ou outro momento da vida receamos pelos que nos rodeiam e a quem amamos. Afastamos esses pensamentos pelo incómodo e sofrimento óbvio que nos causam e seguimos em frente esperando fervorosamente que nunca se concretizem.
Face aos acontecimentos funestos que afectam os nossos amigos/conhecidos sabemos sempre o que dizer e sabemos (julgamos nós) tudo aquilo que fariamos se fosse connosco. Frases vãs parecem-nos possuir significados profundos e chegamos mesmo a achar que o que nos sai dos lábios deveria ser cumprido à risca.
No entanto, quando na nossa alma existe uma dor que não sendo nossa também o é. Dor por quem amamos e pelas sua próprias dores e sofrimentos. Uma dor das que nos esvazia a alma que nos atormenta desesperadamente e leva a esperança toda com ela… Não há nada que se possa dizer ou ouvir; não há conselhos; não há sono; não há satisfação em nada e nem há sequer nada.
Por isso não tenho nada para dizer e já nem sei sequer dizer nada.
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segunda-feira, junho 08, 2009
Resultados das Eleições Europeias 2009 - Victória e Derrota
Quem ganhou:
-A abstenção
-PSD e Manuela Ferreira Leite
-Bloco de Esquerda
Quem Perdeu:
-PS, o governo e José Sócrates
-PCP
-Empresas de Sondagens, sobretudo no caso CDS/PP
Se a vitória do PSD foi sobretudo a derrota do Partido Socialista, já a derrota de Sócrates não se justifica apenas com a derrota do candidato (mal) escolhido. Foi uma derrota pessoal, e das políticas governativas seguidas durante o corrente mandato. Foi a derrota da atitude sobranceira e orgulhosa, da falta de humildade e das manobras oportunistas, evidentes e quase “amadoras” à porta das eleições. Lembremos a gratuitidade dos medicamentos genéricos para os pensionistas miseravelmente ressarcidos por uma vida inteira de trabalho.
Como apontamento gracioso ficam as imagens dos ministros ao serem confrontados com os números que francamente não esperavam. A Maria de Lurdes Rodrigues apenas lhe faltou assassinar com o olhar e a habitual voz estridente (da qual não lhe cabem culpas) os jornalistas que procuravam obter a sua opinião. Luís Amado parecia perdido, deslocado e confuso talvez imaginasse que estava no estrangeiro ou noutro local qualquer que não ali onde estava e parecia não saber. Mário Lino desta vez não gritou “Jamais” (em francês) e retirou-se, também à francesa, de cena.
Talvez o erro mais clamoroso cometido pelo Partido Socialista, por José Sócrates (secretário-geral) e por José Sócrates (primeiro ministro) tenha sido o facto de ter colado a sua imagem à do candidato derrotado Vital Moreira. Todos os restantes partidos apareceram duas vezes no ar; uma com as declarações dos candidatos e uma segunda, com as declarações dos lideres partidários. Todos maximizaram os tempos de exposição mediática. Todos? Todos excepto o PS que além de não o ter sabido fazer, geriu de modo amador o seu tempo de entrada em cena sendo obrigado a sair dela pela aparição do PSD.
Falta agora a José Sócrates Pinto de Sousa saber desatar os nós que ele próprio atou. Gostava de acreditar que seria capaz de mudar de rumo, levando em linha de conta os erros que cometeu. Mas francamente têm sido tantos e tão graves e danosos para o país, que não me parece que tenha tempo, capacidade, discernimento ou humildade para tanto.
O PS perdeu, mas antes dele perdemos todos muitíssimo e ainda continuaremos a perder com as consequências dos seus actos.
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segunda-feira, junho 08, 2009
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quinta-feira, junho 04, 2009
A nobre arte do insulto ou como bem insultar alguém (repostagem)
Para que seja possível insultar alguém com alguma dignidade e inteligência, não basta o palavrão batido, a expressão ordinária e repetida, a referência aos parentes próximos ou o achincalhamento próprio dos simplórios e dos parlapatões sem ideias. Para bem insultar alguém, é necessária alguma arte e estilo; É necessário que se possuam recursos linguísticos e imaginação suficiente, para poder improvisar metáforas inteligentes.
São estas metáforas que muitas vezes constituem autênticos homicídios de personalidade para o insultado mas que ele, apesar de tudo, pode tolerar sem a verdadeira e irreversível ofensa.
A arte de bem insultar é sempre uma demonstração de agudeza de espírito por parte de quem em determinada altura sente necessidade de dizer a outrem o quão mau, baixo, ou estúpido é, ou está a ser momentaneamente.
O insulto demonstra, quando inteligente, uma boa integração social, humor, capacidade de análise e de reacção a factos adversos. O insulto, se inteligente, é libertário, democrático, humanista e terapêutico.
O insulto, não é desprezível nem deve ser desprezado. Não se deve jamais confundir o “bom insulto” com ordinarice, demência, saloiice ou vulgaridade. O “bom insulto” é insolente, é malicioso, é diabolicamente perverso e ao mesmo tempo elegante e quase aristocrático.
-O insulto, é património cultural de toda a humanidade e da sua comunicação verbal. É instrumento preciso para que aqueles que não se submetem, possam permanecer livres de peias que não desejam, de ideias pré-concebidas e de tentativas de imposição de toda a espécie.
-Quem ao longo da sua vida não insultou em determinada situação, voluntariamente alguém?
-Quem, na altura de escolher as palavras, não hesitou entre a verborreia da vulgaridade e elaboração inteligente de frases? Nestas situações limite, é necessário possuir precisão para ferir sem deixar ferida, bater sem deixar nódoa, magoar sem fazer doer mais do que o tempo necessário para que o insultado possa ver o seu erro, e cair em si… ou não.
-Foram muitos os escritores que cultivaram esta arte de dizer verdades ofendendo apenas o necessário. Muitas vezes disfarçado sob o manto largo do humor, o insulto foi usado magnificamente por: Nicarcos, Gil Vicente, Moliere, Bocage, Rafael Bordalo Pinheiro, Eça de Queirós, Cervantes, Quevedo, Lope de Veja, Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão, Winston Churchill, Bernard Shaw, Serge Gainsbourg, Jorge Luís Borges e tantos, tantos outros.
-Talvez que em ultima instância, seja a arte do bom insulto a única coisa que valha a pena salvar neste país de façanhudos e gente de riso tonto e fácil. Gente de comunicados oficiais e de “oficiais” sem capacidade de comunicação. Neste país de pseudo cultos sorumbáticos e de palhaços alegres mas ridículos. De gente alinhada em demasia ou demasiado desalinhada; Deprimida e deprimente.
Saiam à rua e insultem com elegância, ou então… vão afogar peixes.
Heis alguns exemplos de que gosto:
- Eu insultava-te mas acho que não irias notar.
- Não, não te chamei estúpido. Isso seria insultar os estúpidos deste mundo.
- Será que a corrente dos teus pensamentos tem algum elo?
- Nem todas as pessoas são aborrecidas, também há os falecidos.
- Estou a tentar imaginar-te com uma personalidade.
- Se eu atirar um ramo para longe tu sais daqui?
- Tu? Do meu planeta?
- Quando é que o teu circo de anormalidades passa cá para te vir buscar?
- E… a tua opinião deslocada, estúpida e a despropósito, seria?
- Olha lá, por acaso eu pareço-te alguém com vontade de te ouvir?
- Eu finjo trabalhar e eles fingem pagar-me.
- Será que os extraterrestres se esqueceram de te retirar a sonda anal?
- Gosto do teu perfume, mas seria preciso tomares banho nele?
- Qualquer que seja o teu novo visual devo dizer-te que falhaste.
- “Ele pode parecer como um idiota e falar como um idiota, mas não deixes que isso te engane. Ele é um perfeito idiota.” - Groucho Marx
- Deves ser o único génio com um Q.I. de 10.
- Os teus pais por acaso não serão irmãos?
- Deve estar a fazer anos que foste excretado pelo organismo da tua mãe, não?
- Deixa lá, ainda um dia hás-de ser famoso. Lá no manicómio onde te internarem.
- Estás a começar a parecer razoável, vai tomar a medicação!
- Tens mesmo cara de santo… S. Bernardo!
- Sabes bem que entendo esse sentimento de vazio de que falas, conheço bem o teu cérebro!
- Não sei qual é o teu problema mas com certeza a psiquiatria em um nome para ele.
- Gosto de ti fazes-me lembrar de mim quando eu era estúpido!
- Hei! Quem é que te escolhe a roupa, O Stevie Wonder?
- Ok, prometo tentar ser mais simpático se prometeres tentar ser mais inteligente.
- Namorada nova? Onde é que ela deixa o cão e a bengala às riscas?
- Olha que o facto de ninguém te entender não é por seres um artista modernista.
- Irra! Parece impossível como em tempos foste o mais rápido dos espermatozóides!
- Naturista, tu? Depois de tudo o que a natureza te fez?
- Eu sei que toda a gente tem direito a fazer asneiras mas tu abusas desse direito.
- Recordas-me alguém que conheci em tempos, … durante um pesadelo.
- Já pagaste as quotas deste mês do clube dos canalhas?
- Eu sei que não és um plagiador, mas tu não plagias é a raça humana!
- Se alguma vez te vir a afogar, prometo que te atiro uma corda, ambas as pontas e tudo.
- Só ouvirás algo de bom acerca de ti se for num monólogo!
- Gostava imenso de trabalhar para si, mas como coveiro.
- Se disse algo que te tenha ofendido, podes ter a certeza de que foi totalmente propositado.
- És tão estranho que eras capaz de tropeçar no fio de um telefone sem fio.
- Eh pá, vai afogar peixes!
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quinta-feira, junho 04, 2009
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quarta-feira, junho 03, 2009
Eleições Europeias 2009– Parlamento Europeu
Partidos e Candidatos In-Provaveis
O Mundo está perigoso mas Portugal está ainda, e sempre, mais perigoso do que a Europa e o mundo.
Nos últimos dias, por exemplo, não tem sido possível ao comum dos cidadãos, andar sossegado pelas ruas, fazer compras nos mercados habituais, andar nos centros das cidades ou sequer executar actos tão simples como ver televisão ou ouvir rádio. Já nem é sequer possível observar os belíssimos arranjos paisagísticos das rotundas das cidades, vilas e aldeias sem ter um cartaz de um candidato ao Parlamento Europeu.
Existem em todas as formas, cores e feítios. Há os altos e magros, os baixos e gordinhos, os de cabelo curto, os de cabelo branco, os carécas e os opostos de todos eles. Há candidatos que são a favor da Comunidade Europeia, outros que são contra e até existe um que era contra mas que agora é a favor.
Há ex-presidentas da câmara e pretendentes a presidentas de câmara; ex e actuais jornalistas; ex e actuais deputados; ex e actuais comunistas.
A trapalhada com os partidos clássicos já era anteriormente um facto, mas a ela juntam-se agora os “movimentos de independentes” que assim deixam de ser independentes para se tornarem partidos com o nome de movimento.
Isto é um belíssimo exemplo de uma Democracia participativa. Há de tudo para todos os gostos. Cada ideologia seu sabor e até sem sabor e sem ideologia.
Com tanto por onde escolher… Vá lá! Vá votar.
Ou em alternativa adopte um!
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sábado, maio 30, 2009
quinta-feira, maio 28, 2009
Dias de angústia
Angústia ao chegar por não saber o que vou encontrar. Angústia ao partir por não saber se voltarei a encontrar alguém na seguinte etapa desta Via Sacra dessacralizada, nesta corrida de idas e retornos a um hospital onde a esperança não reina, não governa, não mantém e já nem ilude sequer.
Nunca me passou pela cabeça que tanta gente acorresse em “peregrinação” a um hospital em busca de um familiar, de um ente Querido, de uma notícia que não fosse de alguma forma má. Nunca testemunhara tanto choro contido, tanto sofrimento silencioso, tanta esperança tão vã. Está por todo o lado, lá onde passo. Nos elevadores onde os olhos não se cruzam para não deixarem o chão, nos corredores onde as perguntas se trocam com o respeito que apenas ali existe mas que é medo e não respeito.
No átrio ou na cafetaria os rostos variam de expressão, de brilho nos olhos e de intensidade de sentimento mas raramente de preocupação ou de grau de triste desespererança. O casal da província que come uma “sandes de presunto” e uma sopa a um canto; O homem sozinho a olhar a chávena de café há 20 minutos. A ansiedade das irmãs que aguardam a sua vez de subir para a visita paterna. A família cigana que de negro aguarda a “palavrinha” que o médico há-de dar enquanto dispensa aos garotos o colo e carinho que eles próprios necessitam naquela expectativa de horas de espera.
Todos os dias a mesma desorientação de pessoas que chegam e não conhecem o “Piso 3”, a enfermaria “Y”, o significado da senha “J”. Não sabem e gostariam de nunca saber, gostariam de não estar lá, gostariam de jamais saber naquelas circunstâncias.
Os nervosos que contam anedotas entre amigos, enquanto sugam veementemente cigarros que apagam no vaso de areia do lado de fora da porta; Os “profissionais da visita hospitalar”, que tratam as maleitas pelo nome próprio, os sintomas e tratamentos pelas experiências dos primos e dos vizinhos que já se “finaram”. Os que não perdem uma ocasião para se debruçarem na cama e deixar escorrer a lágrima de lagartixa para exclamar o “Coitadinho/a”. Já viram tudo na pessoa dos outros; já lhes morreram assim os cunhados, os amigos, os colegas. Para estes, a “visita” é motivo para contar na tasca, no café ou para recordar na próxima visita a outra vítima inoportuna da doença e da sua (deles) concuspicência e curiosidade mórbida em forma de piedádezinha.
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quinta-feira, maio 28, 2009
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terça-feira, maio 26, 2009
segunda-feira, maio 25, 2009
CASO ALEXANDRA
Será necessário dizer o que quer que seja para descrever a CEGUEIRA da "justiça" nacional?
Por mim estou INDIGNADO, OFENDIDO, CHOCADO, ATÓNITO, TRISTE, PREOCUPADO mas não estou de modo algum Surpreendido com mais este disparate absoluto cometido pela nossa Injustiça travestida de Justiça.
Peço que procurem saber mais aqui: http://xaninhanossa.blogspot.com/
e que se manifestem aqui: http://www.peticao.com.pt/
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segunda-feira, maio 25, 2009
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domingo, maio 24, 2009
segunda-feira, maio 18, 2009
STAR TREK - STAR PORT - STAR TROCAS- TE (Sócrates)
Star Port XI é o 11º filme da série de trapalhadas que esta tripulação tem cometido ao longo da nossa saga socialista. Os produtores e Directores são os mesmo que foram responsáveis por fitas tais como: “Transformers” (como transformar um Secretário de Estado em Engenheiro) e “Missão Impossível 3” (dizer a verdade em alguma circunstância). Foram também eles os responsáveis por series de asneiradas como: “Alias” (150 mil empregos aliás… perderam-se os números de desempregados) e “Lost” (historia de portugueses perdidos na governação que perderam, o Norte, o bom senso e a vergonha.
Elenco:
- José Sócrates – Capitão Kork
-Pedro Silva Pereira – Clone do Capitão Kirk
- Manuel Pinho – Spock
- Teixeira dos Santos – Scotty
- Maria de Lurdes Rodrigues – Nyota Uhura
- Ana Jorge – Leonard ‘Bones’ McCoy
- Alberto Costa - Pavel Chekov
-Luís Amado - Embaixador demente
- Augusto Santos Silva – Klingon de serviço
- José António Pinto Ribeiro – Extra terrestre desconhecido
Ficha Técnica
* Título Original: Star Port XI
* Gênero: Ficção Económica e social, Aventura governativa, inAção
* Tempo de Duração: 4 anos
* Ano de Lançamento: 2005
* Site Oficial: http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT
* Estúdio: Bad Primeiro Ministro
* Distribuição: PS / JS e 21th Century
* Direção/Produção: Errática
* Efeitos Especiais: RTP 1
* Música: Muita* Fotografia: Estúdios do Largo do Rato - Lisboa
Classificação Zero Estrelas
DEFINITIVAMENTE A PERDER PORQUE A PERDER ANDAMOS TODOS!
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Unknown
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segunda-feira, maio 18, 2009
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