quinta-feira, outubro 11, 2012
sexta-feira, setembro 21, 2012
Ponto de Situação da CRISE
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sexta-feira, junho 15, 2012
sexta-feira, maio 25, 2012
quarta-feira, maio 23, 2012
Considerações acerca da Ressaca
As bebedeiras de antigamente eram mais dignas do que as actuais.
Quando se partia para elas havia a certeza de que o dia seguinte seria um dia de inferno invernoso, de caos, de peste, sede e guerra… sobretudo sede, muita sede.
A ressaca era uma prova da existência de Deus e de que todo o prazer seria castigado. Uma borracheira das antigas era isso mesmo: uma borracheira das antigas.
Hoje em dia há comprimidos e xaropes para a ressaca e as novas gerações não conhecem a verdadeira ressaca. Bebem como camelos que atravessaram um deserto e não sofrem consequências por isso. Apanham “pianchas” de caixão à cova e acordam novos em folha, prontos para outra.
Claro que há uma crise de valores, se a ressaca já nada vale o que vale a “copofónica”?
As “nássas” tinham razões e motivos honrosos. Ajudavam a esquecer ou serviam para recordar e eram grandiosas. Alegravam e entristeciam. As “nenas” eram inesquecíveis e memoráveis e as suas consequências também eram inesquecíveis. Hoje são inconsequentes e vulgares como os bêbados repetitivos e chatos.
Sem o enjoo, a náusea, a terrível dor de cabeça, a azia, o desconforto de cada movimento e o sabor matinal a papel de jornal, um “grão-na-asa” perdeu a piada toda.
Nunca fui um profissional das “chumbadas”, mas recordo bem as exaltações profundas e os belos sentimentos que provocavam; as declarações de amizade sincera e profunda, os desabafos sentidos e as sensibilidades à flor da pele. De cada vez que aconteciam, lá vinha a pancada matinal, o sol demasiado forte ainda que já fosse noite e se tivesse dormido o dia todo… mas sobretudo a promessa de que “NUNCA MAIS… nem uma gota”.
Era uma espécie de luta entre o instinto de sobrevivência e o gin-tónico (mais gin do que tónico). Um conflito amigável entre dois inimigos figadais em que um deles era o meu fígado e o outro… era o vencedor.
Ainda hoje quando vejo uma rodela de limão e uma garrafa de água tónica apetece-me gritar a plenos pulmões a palavra GIN e o cabelo na minha nuca eriça-se.
Asprina, Guronsan, Alka-Seltzer, eram sinónimos de fraqueza de espírito; quase uma verdadeira traição ao espírito da coisa. Éramos habituados à sensação de morte eminente. Éramos estóicos apesar das falhas de memória. Éramos heróicos apesar de acordarmos vestidos e algumas vezes no chão do quarto.
Um brinde à ressaca!
Só mais um… Hips… p’ró caminho!
Post Sriptum: Há coisas na vida a que um Homem não foge: uma paixão bem vivida e… Arre pôrra que ainda não bebi nada hoje.
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quarta-feira, maio 23, 2012
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quarta-feira, maio 16, 2012
quinta-feira, abril 19, 2012
A máscara do contra / V de victoria / Guy Fawkes
Criada por David Lloyd que foi um dos autores de “V” (o filme de 1982 representa) Guy Fawkes um soldado inglês (Católico) condenado à morte e executado por traição em 1605 acusado de planear fazer explodir o Parlamento britânico durante um discurso do Rei protestante James I.
Este movimento ficou conhecido como “O golpe da Pólvora” e ainda hoje se comemora na data em que Guy Hawkes foi capturado: 5 de Novembro.
A máscara foi adoptada em 2008 pelo Movimento (hacker) Anonymous numa campanha que levou a cabo contra a Igreja da Ciêntologia nos Estados Unidos.
Em 2011 reapareceu com os manifestantes do Movimento Ocupye tem sido usada em manifestações de vária índole sobretudo anti-globalização e contra as grandes corporações multinacionais.
Em Portugal é usada a torto e a direito por gente que ignora tudo acerca do seu significado e daquele que representa. Sendo conhecida por vezes como “a máscara do contra”.
Sempre que alguém compra esta máscara está a contribuir para a Time Warner que detém os seus direitos comerciais.
Esta é a minha versão pessoal, personalizada e quase um auto-retrato meu.
Se quiserem, copiem-na à ganância, imprimam-na até se cansarem e usem-na até que se aborreçam mas saibam o que representa e quem foi o católico Guy Hawkes. Não sejam apenas idiotas mascarados de libertadores.
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quinta-feira, abril 19, 2012
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quinta-feira, abril 12, 2012
“O ARROTO” e as opiniões
O “ARROTO” é mais do que apenas um som cavo que surge das entranhas humanas mais afastadas do cérebro.
O “ARROTO” não lê e não é informado porque não quer; ouve telejornais mas não entende o que ouve por não esforçar o neurónio solitário com mais do que telenovelas, futebol e revistas sopeiras.
O “ARROTO” não lê porque ler dá trabalho e diz que ler faz mal à vista se não for jornal desportivo (leia-se futebolístico).
O “ARROTO” tem olhos mas apenas olha, não vê! Tem ouvidos mas é surdo à razão, ao conhecimento, à lógica e ao pensamento mais básico.
O “ARROTO” tem boca… tem sobretudo boca, tem practicamente apenas boca. É por ela que lhe sai tudo aquilo a que teima em chamar opinião sem saber que as opiniões necessitam de algum pensamento prévio, reflexão (ainda que mínima) e alguma justificação lógica para não serem irracionais e idiotas e não fazerem idiota quem as emite.
O “ARROTO” não fala, arrota e incomoda com os barulhos que a sua bocarra faz. O seu raciocínio tem mau hálito e as suas ideias têm bolor… ou teriam se tivesse quer raciocínio quer ideias.
O “ARROTO” repete o que ouve sem pensar porque não sabe pensar e não quer aprender mas não porque não possa. Repete o que ouve e o que julga ter ouvido e de todas as vezes repete mal. Se não entende as palavras repete-as ainda assim, ou inventa e adultera o que julga ter ouvido a outros “arrotos” de quem é “amigo”!
O “ARROTO” não faz perguntas faz afirmações e se pergunta é apenas para ter a certeza que tem razão.
O “ARROTO” não sabe nada de nada acerca de coisa alguma mas acha-se capaz de arrotar em qualquer ocasião sobre qualquer tema quer tenha quem o oiça quer não.
O “ARROTO” é inoportuno, boçal, estúpido como um portão de quinta* mas nunca é ausente o que seria a sua única qualidade.
O “Arroto” tem sempre razão e está em todo o lado apenas à espera que o deixem arrotar e aí… ai de quem tentar impedi-lo: a fúria do arroto é ruidosa, escandalosa, popularucha de “pé sem chinela” e mal criada.
Estes são alguns dos imensos arrotos que tenho coleccionado ao longo da minha vida e de que não consigo livrar-me por muito que tente e que deseje esquecer que existem e me aguardam lá fora nos taxis, metro e autocarros, nos passeios, nos programas com participação de ouvintes e por vezes (raramente) à mesma mesa de café em que me sento.
* Tenho o maior respeito e consideração por portões de quinta e no que diz respeito a compara-los com “Arrotos” estou em crer que prefiro um monólogo com um portão destes do que qualquer diálogo (se tal fosse possível) com um “Arroto”.
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quinta-feira, abril 12, 2012
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terça-feira, março 27, 2012
sexta-feira, março 16, 2012
Portugal / Grécia / Europa (UE)
Portugal não é a Grécia
De tanto ouvir que Portugal não é a Grécia comecei a pensar obstinadamente no assunto. Será mesmo que não é?
Temos ilhas, os gregos também tem ilhas.
Andámos, tal como os gregos, sempre “à porra e à massa” com os vizinhos mais chegádos.
As ementas deles são em inglês como as nossas.
Ninguém entende o que um português ou um grego diz num país estrangeiro, aliás… ninguém entende os gregos e nós… nem a nós nos entendemos.
Temos menos ruínas do que eles têm mas havemos de ter mais e eles hão-de ter menos, pelo actual rumo das coisas.
Ambos os povos tivemos a ilusão de ser europeus sem imaginarmos sequer o que isso era.
O clima é idêntico; a dieta mediterranica é semelhante; as manias históricas parecidas; somos todos tarados por futebol e por azeite consideramos o Estado como a mãe de todas as benesses e o pai de todos os males.
Mas acima de tudo, ambos tivémos um Socrates. Infelizmente o deles ficou na HISTORIA e o nosso arrastou-nos até esta tragédia de termos que nos definir como diferentes dos gregos…
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sexta-feira, março 16, 2012
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sexta-feira, março 09, 2012
quinta-feira, março 08, 2012
Diário de um Distraído / Despassarado
Introdução
Tenho vários enormes montes de papéis e livros para ler e arrumar que não faço ideia o que sejam. Já tentei organizá-los e consegui. O resultado… foram outros enormes montes de papéis e livros.
Recentemente comprei um livro de auto-ajuda “Organização de Papeis e Livros Para Idiotas”. Estou convencido que vou conseguir resolver o problema… logo que descubra em qual dos montes de está o livro.
ACTO I
-Estou… quem fala?
-(…)
-Como estás?
-(…)
-Claro que sim!
-(…)
-O que foi que perguntaste?
-(…)
-Sim! Claro que sim!!
-(…)
-Pois!
(…)
-Foi isso que eu respondi? De certeza?
-(…)
-Pois.. pois.
-(…)
-Espera… Quem é que fala?
… … …
ACTO II
Sempre que estou aborrecido, o tempo parece que não passa; quando me interesso por alguma coisa o tempo passa a correr ou pior… não tenho tempo.
Mas que interessa isso… o tempo é relativo e Eu por vezes perco a noção de “tempo”. Os anos parecem passar sem que note e os dias arrastam-se.
Os amigos por vezes protestam por não os contactar durante muito tempo, mas que diabo, eles podiam contactar-me a mim!
Ligaste-me? Quando??
-(…)
Ah.. Pois… Então eras tu ao telemóvel!
-(…)
ACTO III
-Estava a preparar-me para escrever “isto” na precisa altura em que começou na televisão um documentário que queria muito ver e foi quando me lembrei que nem o gato nem eu tínhamos jantado e o telemóvel tocou. Atirei o jantar para dentro do forno e fui atender. Enquanto falávamos fui lendo o correio e devo ter-me distraído por isso desliguei.
Por falar nisso… Eu disse jantar ou gato no forno????
-(…)
-Não, não sabia que tinhas voltado a casar!
-(…)
-Convite? Qual convite?
-(…)
-Pois… sabes? Os tais montes de papeis….
-(…)
-Padrinho? Minha irmã?
……..
EPÍLOGO
Desde tempos de que já nem me lembro que sou distraído. Isto é o que me dizem pelo menos os amigos de que me vou lembrando e outros amigos que tenho a sensação que não conheço. Mas acabo sempre por me lembrar onde deixei as coisas que perco. O mais estranho… é que quando vou ao local onde tenho a certeza que ficaram não é lá que elas estão.
Por vezes perco objectos como a carteira ou as chaves de casa. A carteira foi-me devolvida pelo correio quase um ano depois. Agora, basta-me encontrar as chaves para poder abrir a porta de casa e a caixa de correio.
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quinta-feira, março 08, 2012
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sexta-feira, março 02, 2012
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Fernando Pessoa - ontem
Obrigado desde o Dr. Pancracio, passando pelo Chevalier de Pas (o primeiro), ao Bernardo Soares (o meu favorito limitado) e para terminar na ordem alfabética ao Vadooisf (mediúnico e estranho) Obrigado Fernando e outros 71 (?) Parabéns outro ano!
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terça-feira, setembro 06, 2011
Freddie Mercury
http://www.youtube.com/watch?v=67aDYTg0Wow&feature=share
Quero lá saber se fumava, se bebia; Com quem coisava ou o que raio ele fazia!!! Era uma voz do CARAÇAS! Eu gostava e tive pena! Hoje faria anos!
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terça-feira, setembro 06, 2011
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quinta-feira, setembro 01, 2011
Cozinha Erótica
- Cozinhas muitas vezes?
-Sempre que quero comer!
-Quem?
-Hum?.. Queres um copo de vinho antes do jantar?
-Sim! É branco?
-Quem?
-Pois… E doces também fazes?
-Sempre que posso e me deixam… mas não sou guloso.
-Bonito saca-rolhas…
-Tem a mesma idade que eu.
-Bolas, fiz uma nódoa no vestido…
-Queres tirar? A nódoa! Há tira-nódoas nessa prateleira.
-Ok, já vi!
-Gostas de banana?
-Banana?
-Sim banana frita com mel e Vinho do Porto. Sobremesa?
-Pois… sobremesa é bom. Há tomates? Posso ir fazendo uma salada… já vi que tens um bom queijo… no frigorífico.
-Tens agrião no fundo do frigorífico, alface frisada e pepino nacional.
-Onde? Não vejo a alface..
-Baixa-te mais um pouco. Mais.. mais… aí mesmo! UI... IRRA!
-Que foi?
-Nada… cortei-me c’um alho!
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quinta-feira, setembro 01, 2011
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MONÓLOGO In-Provavel
Uma noite, um homem que tinha tão mau feitio que nenhum fato lhe assentava bem, regressava a casa já de madrugada. Tinha o passo largo e os sapatos apertados, a gravata estava meio aberta e os joelhos estavam a meio das pernas. Ao entrar em casa viu um grande saco de cabedal no hall de entrada e no quarto viu o carteiro com a sua mulher. Depois de disparar quatro tiros de pólvora seca explicou ao filho que já podia recusar-se a comer a sopa. O homem do saco não ia voltar a importunar-lhe o sono quando o pai não estivesse em casa.
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quinta-feira, setembro 01, 2011
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