sexta-feira, junho 15, 2012
sexta-feira, maio 25, 2012
quarta-feira, maio 23, 2012
Considerações acerca da Ressaca
As bebedeiras de antigamente eram mais dignas do que as actuais.
Quando se partia para elas havia a certeza de que o dia seguinte seria um dia de inferno invernoso, de caos, de peste, sede e guerra… sobretudo sede, muita sede.
A ressaca era uma prova da existência de Deus e de que todo o prazer seria castigado. Uma borracheira das antigas era isso mesmo: uma borracheira das antigas.
Hoje em dia há comprimidos e xaropes para a ressaca e as novas gerações não conhecem a verdadeira ressaca. Bebem como camelos que atravessaram um deserto e não sofrem consequências por isso. Apanham “pianchas” de caixão à cova e acordam novos em folha, prontos para outra.
Claro que há uma crise de valores, se a ressaca já nada vale o que vale a “copofónica”?
As “nássas” tinham razões e motivos honrosos. Ajudavam a esquecer ou serviam para recordar e eram grandiosas. Alegravam e entristeciam. As “nenas” eram inesquecíveis e memoráveis e as suas consequências também eram inesquecíveis. Hoje são inconsequentes e vulgares como os bêbados repetitivos e chatos.
Sem o enjoo, a náusea, a terrível dor de cabeça, a azia, o desconforto de cada movimento e o sabor matinal a papel de jornal, um “grão-na-asa” perdeu a piada toda.
Nunca fui um profissional das “chumbadas”, mas recordo bem as exaltações profundas e os belos sentimentos que provocavam; as declarações de amizade sincera e profunda, os desabafos sentidos e as sensibilidades à flor da pele. De cada vez que aconteciam, lá vinha a pancada matinal, o sol demasiado forte ainda que já fosse noite e se tivesse dormido o dia todo… mas sobretudo a promessa de que “NUNCA MAIS… nem uma gota”.
Era uma espécie de luta entre o instinto de sobrevivência e o gin-tónico (mais gin do que tónico). Um conflito amigável entre dois inimigos figadais em que um deles era o meu fígado e o outro… era o vencedor.
Ainda hoje quando vejo uma rodela de limão e uma garrafa de água tónica apetece-me gritar a plenos pulmões a palavra GIN e o cabelo na minha nuca eriça-se.
Asprina, Guronsan, Alka-Seltzer, eram sinónimos de fraqueza de espírito; quase uma verdadeira traição ao espírito da coisa. Éramos habituados à sensação de morte eminente. Éramos estóicos apesar das falhas de memória. Éramos heróicos apesar de acordarmos vestidos e algumas vezes no chão do quarto.
Um brinde à ressaca!
Só mais um… Hips… p’ró caminho!
Post Sriptum: Há coisas na vida a que um Homem não foge: uma paixão bem vivida e… Arre pôrra que ainda não bebi nada hoje.
Postado por
Unknown
at
quarta-feira, maio 23, 2012
2
comentários
quarta-feira, maio 16, 2012
quinta-feira, abril 19, 2012
A máscara do contra / V de victoria / Guy Fawkes
Criada por David Lloyd que foi um dos autores de “V” (o filme de 1982 representa) Guy Fawkes um soldado inglês (Católico) condenado à morte e executado por traição em 1605 acusado de planear fazer explodir o Parlamento britânico durante um discurso do Rei protestante James I.
Este movimento ficou conhecido como “O golpe da Pólvora” e ainda hoje se comemora na data em que Guy Hawkes foi capturado: 5 de Novembro.
A máscara foi adoptada em 2008 pelo Movimento (hacker) Anonymous numa campanha que levou a cabo contra a Igreja da Ciêntologia nos Estados Unidos.
Em 2011 reapareceu com os manifestantes do Movimento Ocupye tem sido usada em manifestações de vária índole sobretudo anti-globalização e contra as grandes corporações multinacionais.
Em Portugal é usada a torto e a direito por gente que ignora tudo acerca do seu significado e daquele que representa. Sendo conhecida por vezes como “a máscara do contra”.
Sempre que alguém compra esta máscara está a contribuir para a Time Warner que detém os seus direitos comerciais.
Esta é a minha versão pessoal, personalizada e quase um auto-retrato meu.
Se quiserem, copiem-na à ganância, imprimam-na até se cansarem e usem-na até que se aborreçam mas saibam o que representa e quem foi o católico Guy Hawkes. Não sejam apenas idiotas mascarados de libertadores.
Postado por
Unknown
at
quinta-feira, abril 19, 2012
2
comentários
quinta-feira, abril 12, 2012
“O ARROTO” e as opiniões
O “ARROTO” é mais do que apenas um som cavo que surge das entranhas humanas mais afastadas do cérebro.
O “ARROTO” não lê e não é informado porque não quer; ouve telejornais mas não entende o que ouve por não esforçar o neurónio solitário com mais do que telenovelas, futebol e revistas sopeiras.
O “ARROTO” não lê porque ler dá trabalho e diz que ler faz mal à vista se não for jornal desportivo (leia-se futebolístico).
O “ARROTO” tem olhos mas apenas olha, não vê! Tem ouvidos mas é surdo à razão, ao conhecimento, à lógica e ao pensamento mais básico.
O “ARROTO” tem boca… tem sobretudo boca, tem practicamente apenas boca. É por ela que lhe sai tudo aquilo a que teima em chamar opinião sem saber que as opiniões necessitam de algum pensamento prévio, reflexão (ainda que mínima) e alguma justificação lógica para não serem irracionais e idiotas e não fazerem idiota quem as emite.
O “ARROTO” não fala, arrota e incomoda com os barulhos que a sua bocarra faz. O seu raciocínio tem mau hálito e as suas ideias têm bolor… ou teriam se tivesse quer raciocínio quer ideias.
O “ARROTO” repete o que ouve sem pensar porque não sabe pensar e não quer aprender mas não porque não possa. Repete o que ouve e o que julga ter ouvido e de todas as vezes repete mal. Se não entende as palavras repete-as ainda assim, ou inventa e adultera o que julga ter ouvido a outros “arrotos” de quem é “amigo”!
O “ARROTO” não faz perguntas faz afirmações e se pergunta é apenas para ter a certeza que tem razão.
O “ARROTO” não sabe nada de nada acerca de coisa alguma mas acha-se capaz de arrotar em qualquer ocasião sobre qualquer tema quer tenha quem o oiça quer não.
O “ARROTO” é inoportuno, boçal, estúpido como um portão de quinta* mas nunca é ausente o que seria a sua única qualidade.
O “Arroto” tem sempre razão e está em todo o lado apenas à espera que o deixem arrotar e aí… ai de quem tentar impedi-lo: a fúria do arroto é ruidosa, escandalosa, popularucha de “pé sem chinela” e mal criada.
Estes são alguns dos imensos arrotos que tenho coleccionado ao longo da minha vida e de que não consigo livrar-me por muito que tente e que deseje esquecer que existem e me aguardam lá fora nos taxis, metro e autocarros, nos passeios, nos programas com participação de ouvintes e por vezes (raramente) à mesma mesa de café em que me sento.
* Tenho o maior respeito e consideração por portões de quinta e no que diz respeito a compara-los com “Arrotos” estou em crer que prefiro um monólogo com um portão destes do que qualquer diálogo (se tal fosse possível) com um “Arroto”.
Postado por
Unknown
at
quinta-feira, abril 12, 2012
0
comentários
terça-feira, março 27, 2012
sexta-feira, março 16, 2012
Portugal / Grécia / Europa (UE)
Portugal não é a Grécia
De tanto ouvir que Portugal não é a Grécia comecei a pensar obstinadamente no assunto. Será mesmo que não é?
Temos ilhas, os gregos também tem ilhas.
Andámos, tal como os gregos, sempre “à porra e à massa” com os vizinhos mais chegádos.
As ementas deles são em inglês como as nossas.
Ninguém entende o que um português ou um grego diz num país estrangeiro, aliás… ninguém entende os gregos e nós… nem a nós nos entendemos.
Temos menos ruínas do que eles têm mas havemos de ter mais e eles hão-de ter menos, pelo actual rumo das coisas.
Ambos os povos tivemos a ilusão de ser europeus sem imaginarmos sequer o que isso era.
O clima é idêntico; a dieta mediterranica é semelhante; as manias históricas parecidas; somos todos tarados por futebol e por azeite consideramos o Estado como a mãe de todas as benesses e o pai de todos os males.
Mas acima de tudo, ambos tivémos um Socrates. Infelizmente o deles ficou na HISTORIA e o nosso arrastou-nos até esta tragédia de termos que nos definir como diferentes dos gregos…
Postado por
Unknown
at
sexta-feira, março 16, 2012
3
comentários
sexta-feira, março 09, 2012
quinta-feira, março 08, 2012
Diário de um Distraído / Despassarado
Introdução
Tenho vários enormes montes de papéis e livros para ler e arrumar que não faço ideia o que sejam. Já tentei organizá-los e consegui. O resultado… foram outros enormes montes de papéis e livros.
Recentemente comprei um livro de auto-ajuda “Organização de Papeis e Livros Para Idiotas”. Estou convencido que vou conseguir resolver o problema… logo que descubra em qual dos montes de está o livro.
ACTO I
-Estou… quem fala?
-(…)
-Como estás?
-(…)
-Claro que sim!
-(…)
-O que foi que perguntaste?
-(…)
-Sim! Claro que sim!!
-(…)
-Pois!
(…)
-Foi isso que eu respondi? De certeza?
-(…)
-Pois.. pois.
-(…)
-Espera… Quem é que fala?
… … …
ACTO II
Sempre que estou aborrecido, o tempo parece que não passa; quando me interesso por alguma coisa o tempo passa a correr ou pior… não tenho tempo.
Mas que interessa isso… o tempo é relativo e Eu por vezes perco a noção de “tempo”. Os anos parecem passar sem que note e os dias arrastam-se.
Os amigos por vezes protestam por não os contactar durante muito tempo, mas que diabo, eles podiam contactar-me a mim!
Ligaste-me? Quando??
-(…)
Ah.. Pois… Então eras tu ao telemóvel!
-(…)
ACTO III
-Estava a preparar-me para escrever “isto” na precisa altura em que começou na televisão um documentário que queria muito ver e foi quando me lembrei que nem o gato nem eu tínhamos jantado e o telemóvel tocou. Atirei o jantar para dentro do forno e fui atender. Enquanto falávamos fui lendo o correio e devo ter-me distraído por isso desliguei.
Por falar nisso… Eu disse jantar ou gato no forno????
-(…)
-Não, não sabia que tinhas voltado a casar!
-(…)
-Convite? Qual convite?
-(…)
-Pois… sabes? Os tais montes de papeis….
-(…)
-Padrinho? Minha irmã?
……..
EPÍLOGO
Desde tempos de que já nem me lembro que sou distraído. Isto é o que me dizem pelo menos os amigos de que me vou lembrando e outros amigos que tenho a sensação que não conheço. Mas acabo sempre por me lembrar onde deixei as coisas que perco. O mais estranho… é que quando vou ao local onde tenho a certeza que ficaram não é lá que elas estão.
Por vezes perco objectos como a carteira ou as chaves de casa. A carteira foi-me devolvida pelo correio quase um ano depois. Agora, basta-me encontrar as chaves para poder abrir a porta de casa e a caixa de correio.
Postado por
Unknown
at
quinta-feira, março 08, 2012
0
comentários
sexta-feira, março 02, 2012
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Fernando Pessoa - ontem
Obrigado desde o Dr. Pancracio, passando pelo Chevalier de Pas (o primeiro), ao Bernardo Soares (o meu favorito limitado) e para terminar na ordem alfabética ao Vadooisf (mediúnico e estranho) Obrigado Fernando e outros 71 (?) Parabéns outro ano!
Postado por
Unknown
at
quinta-feira, dezembro 01, 2011
3
comentários
terça-feira, setembro 06, 2011
Freddie Mercury
http://www.youtube.com/watch?v=67aDYTg0Wow&feature=share
Quero lá saber se fumava, se bebia; Com quem coisava ou o que raio ele fazia!!! Era uma voz do CARAÇAS! Eu gostava e tive pena! Hoje faria anos!
Postado por
Unknown
at
terça-feira, setembro 06, 2011
2
comentários
quinta-feira, setembro 01, 2011
Cozinha Erótica
- Cozinhas muitas vezes?
-Sempre que quero comer!
-Quem?
-Hum?.. Queres um copo de vinho antes do jantar?
-Sim! É branco?
-Quem?
-Pois… E doces também fazes?
-Sempre que posso e me deixam… mas não sou guloso.
-Bonito saca-rolhas…
-Tem a mesma idade que eu.
-Bolas, fiz uma nódoa no vestido…
-Queres tirar? A nódoa! Há tira-nódoas nessa prateleira.
-Ok, já vi!
-Gostas de banana?
-Banana?
-Sim banana frita com mel e Vinho do Porto. Sobremesa?
-Pois… sobremesa é bom. Há tomates? Posso ir fazendo uma salada… já vi que tens um bom queijo… no frigorífico.
-Tens agrião no fundo do frigorífico, alface frisada e pepino nacional.
-Onde? Não vejo a alface..
-Baixa-te mais um pouco. Mais.. mais… aí mesmo! UI... IRRA!
-Que foi?
-Nada… cortei-me c’um alho!
Postado por
Unknown
at
quinta-feira, setembro 01, 2011
3
comentários
MONÓLOGO In-Provavel
Uma noite, um homem que tinha tão mau feitio que nenhum fato lhe assentava bem, regressava a casa já de madrugada. Tinha o passo largo e os sapatos apertados, a gravata estava meio aberta e os joelhos estavam a meio das pernas. Ao entrar em casa viu um grande saco de cabedal no hall de entrada e no quarto viu o carteiro com a sua mulher. Depois de disparar quatro tiros de pólvora seca explicou ao filho que já podia recusar-se a comer a sopa. O homem do saco não ia voltar a importunar-lhe o sono quando o pai não estivesse em casa.
Postado por
Unknown
at
quinta-feira, setembro 01, 2011
0
comentários
terça-feira, agosto 30, 2011
Dias assim
Diz-se por aí e pratica-se por aqui… que “não há duas sem três”… No entanto, francamente nunca tinha ouvido dizer que existiam 4, 5, 6 e pôrra outras tantas mais ou mesmo mais… demasiadamente mais!
Quando um vulgar cidadão regressa ao conforto do seu “Lar” (algumas vezes doce) merece descanso; merece a paz dos justamente tributados fiscalmente a boa consciência dos cumpridores que de plena consciência são obrigados a cumprir o que lhes é imposto.
Ora.. ontem não foi o que se passou comigo! Ao abordar o princípio de rua em cujo inicio moro avistei um grupo de pessoas que como qualquer outra manada de carneiros olhava alguma coisa no passeio. Ignorei-os como habitualmente ignoro os caprinos que não pastam em liberdade campestre e os bovinos que ruminam ideias digeridas no mundo virtual. Entrei em casa, tirei os sapatos e liguei a televisão… perdão o futebol!
Momentos depois alguém me chamava para ver um cão que estava ali e que devia estar perdido.
Á falta de um idiota maior, de um super-herói ou de uma figura de circo que soubesse alguma coisa mais do que vender carros em stands de beira de estrada e gritar impropérios ao governo (qualquer que seja) recorreram ao idiota maior acerca de quem conhecem pouco; EU!
Era um bulldog inglês com ar de poucos amigos, como um holligan cujo clube tivesse perdido uma taça. Ninguém sabia o que lhe fazer. Andava por lá há dois dias, recusava comida e rosnava a quem tentasse chegar perto. Estava fraco e muito confuso. Não era o único!
Moral da história… por que todas as más historias têm uma moral… a besta hipopótamica acabou por vir comigo, instalou-se no meu sofá; comeu a minha comida, roeu uma velha sapatilha (imitação de NIKE) e só 3 horas depois permitiu que lhe desse um banho!
Enquanto escrevo “isto” dorme o sono dos imbecis, convencido que é um justo e não um perdido ou mais um abandonado, Ressona como um furacão-cão e quando acordar… ou se baba como já fez ou me vai trazer uma dúzia de problemas que eu nãio necessitava e não queria ter ou me vai suscitar todos os problemas em que ainda não tive tempo para pensar.
Trazia com ele um porte magnífico, marcas de ter sido amado algures e uma coleira que dizia “Taurus”. Descobri depois que era não o seu nome mas a marca da coleira de fabrico espanhol ao que me pareceu.
Estamos zangados neste momento porque descobriu que gosto de gatos e que tem que dormir na cama que foi de um. Mas não me surpreende que mal eu adormeça não me volte para o colo no sofá como já fez duas vezes quando adormeci antes.
Não sou pessimista… mas não prevejo nada de bom que possa sair disto! Ou pelo menos.. nada de bom para mim! Assim seja!
Postado por
Unknown
at
terça-feira, agosto 30, 2011
2
comentários






