quarta-feira, novembro 24, 2010

Para quê?

 

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Ter telémovel com camera fotográfica que também filma com HD: que transmite as fotos para qualquer lugar do mundo enquanto usa o msn para falar com amigos. Também pode escrever e ler o twitter, encontrar e ser encontrado por amigos (que nunca conheceu) no Hi5 e fazer parte de “grupos” que nunca se  encontraram ou encontram.

Pode navegar na net quase como qualquer LapTop e escrever no Blog. Pode consultar o E-mail pessoal ou o de trabalho receber, lêr ou enviar relatórios e mandar imprimir documentos numa impressora a quilómetros de distância. Guia-nos pelas ruas, estradas e avenidas e diz sempre em que desconhecido lugar nos encontramos. Serve de gravador de mensagens e lembretes, armazena música, videos e também pode dizer o tempo previsto para Nova York ou as horas de Ancara; serve para ver filmes e fotos dos primos que vivem no Rio  de Janeiro à medida que são tiradas em Copacabana. Avisa dos golos da equipa favorita mal entram nas balizas e os resultados do Euromilhões e da NBA.

 Desperta para acordar, avisa da hora dos comprimidos para o stress, armazena a lista de supermercado, as datas de aniversário de toda a gente e grava reuniões. Além disso reenvia chamadas, filtra-as e tem mil e dois jogos para matar o tempo enquanto o tempo nos mata.

 

 Ter um destes e não saber escalfar um ovo ou aparafusar um parafuso. Não ter um pingo de humanidade ou de consideração pelo semelhante. Não gostar do ar puro campestre, das folhas amarelecidas dos parques. Não ter tempo para nada nem paciência para crianças.

GRAVE GREVE GERAL

GREVE GERAL- GRAVE GERAL- GRAVE

segunda-feira, novembro 22, 2010

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Mediática

cabine in-provavel

Para quem tiver paciência para ler com olhos de ler e procurar semelhanças com a actual situação  nacional e internacional!

Avram Noam Chomsky
Linguista, filósofo, activista, autor e analista político.

 

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.

A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o povo de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área das ciências, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à quinta como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado "problema-reacção-solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reacção no público, a fim de que este tenha a percepção que participou nas medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público exija novas leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, durante anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários baixíssimos, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é aplicado imediatamente. Segundo, porque o público - a massa - tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá vir a ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia da mudança e de aceitá-la com resignação quando chegar o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO SE DE CRIANÇAS SE TRATASSEM

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entoação particularmente infantis, muitas vezes próximos da debilidade mental, como se cada espectador fosse uma criança de idade reduzida ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar ao espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante. Porquê? "Se você se dirigir a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a dar uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".

6- UTILIZAR MUITO MAIS O ASPECTO EMOCIONAL DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do discurso emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e pôr fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para incutir ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos...

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de eliminar (ver 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')".

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover no público a ideia de que é moda o facto de se ser estúpido, vulgar e inculto...

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, de suas capacidades, ou do seu esforço. Assim, ao invés de revoltar-se contra o sistema económico, o indivíduo autocritica-se e culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo, do qual um dos seus efeitosmais comuns é a inibição da acção. E, sem acção, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No decorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado um crescente afastamento entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos sobre si próprios.

terça-feira, novembro 16, 2010

Um desafio do Facebook

Capitão Rui V. Haddock

"Em Novembro, mudem a vossa imagem de perfil por uma imagem de banda desenhada, desenhos animados, ou bonecos da vossa infância e convidem os vossos amigos a fazer o mesmo. O objectivo do jogo? Não ver nenhuma cara no "facebook" mas uma verdadeira invasão de... lembranças de infância. Embora lá:)"

Corre pelo “facebook” um interessante “desafio” que consiste em alterar a fotografia do perfil substituindo-a por uma imagem de um personagem de ficção favorito ou (penso EU) empático connosco.

Escolhi este.

Não apenas pela semelhança física actual, pela sua capacidade linguística pela sua capacidade de dizer em 30 palavrões o que o “vulgo” diria em 300 frases e sobretudo pelo Vice-versa!

O velho Capitão… algo trapalhão, por circunstâncias que não dependem dele mesmo. Decisivo em momentos que são decisivos. Corajoso em circunstâncias acidentais e acidental em circunstâncias decisivas é sempre resoluto, mal entendido, sobrevivente acidental, herói acidental, confiável, auto-elogioso mas reconhecido pelos “seus”!

Fraco e forte consoante as circunstância e os momentos… ele é o verdadeiro herói incompreendido.. o anti-herói, a série “B” dos grandes heróis clássicos da BD no tempo em que os anti-heróis não existiam ainda porque ninguém os tinha inventado.

O Capitão Haddock é um fraco homem que é forte e um homem forte que consegue ser forte sendo muitas vezes tão fraco como risível!

ELE poderia ser EU e ... vice-versa, ou o seu oposto!

sexta-feira, novembro 12, 2010

PODE não adiantar nada!

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Mas… Como não posso participar nas greves GERAIS… 

QUIETO, CALADO, NEUTRO E IDIOTA …. NÃO FICO!

segunda-feira, setembro 13, 2010

Despertares

Gatos   LUA 2.0
A minha amiga "Papel" de 16 anos morreu ontem na minha ausencia mas na minha cama. Era quase cega e foi uma mãe dedicada uma, irmã atenta, uma companheira em todos os momentos.
Agora sim.. vivo realmente sozinho! Fazes-me falta  Papel.

-Abriu primeiro o olho direito e depois o esquerdo com esforço considerável. Esticou-se lenta e preguiçosamente, delicadamente como uma flor que abre as pétalas ao sol primaveril. Era a elegância dos gestos, a lentidão quase pensada, com que esticava cada um dos membros e com que tacteava com os dedos alongados, o sofá em que adormecera. Olhou em volta e abriu a boca no seu ritual de acordar, leeeenntameeeente e bocejou.

-Parou apenas um momento e respirou profundamente. Era como se visse o mundo pela primeira vez. Como se a cada despertar tudo fosse novo, diferente e belo para si. A cada despertar uma vida nova dentro de um dia novo. Olhou o sol lá fora, invernoso e pálido, mas brilhante e quente e desejou-o acima de todas as coisas. Desejou deitar-se sob ele e absorver-lhe com a pele o brilho e o calor e ficar assim para sempre nessa indolência sem pecado.

-Reparou com especial atenção no movimento de um pequeno ramo que oscilava para lá da cortina da janela e projectava a sua sombra. Recordou-se de outros despertares, de outros ramos ondulantes e vagamente de acordar com companhia ali a seu lado. Sentiu uma saudade indescritível.

-Desceu até ao chão que pisou mansamente com passos decididos e silenciosos como se dançasse uma complicada coreografia mil vezes ensaiada. Sentou-se no chão tépido, aquecido pelo sol da manhã e gozou a sensação. Começou então, devagar, a lamber as patas e depois o resto do pelo.

(Repostagem de Dezembro, 22, 2005)

quarta-feira, setembro 08, 2010

Norte, Centro, Sul… O MEU País!!!

O meu País não tem nem Norte nem Sul nem Centro.. tem um centro que é deslocado, um sul talvez exagerado

e um Norte perfeitamente desnorteado ao ponto de querer ser o Norte que já é!

Nem me movimento, nem me partidarizo! por pedaços do MEU PAÍS!

(I´m back) ao In-Provavel

segunda-feira, agosto 02, 2010

O ANALFABETO POLÍTICO

 

banana portugues - analfabeto politico

O ANALFABETO POLÍTICO


O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não ...fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

 


Bertold Brecht

domingo, agosto 01, 2010

JUSTIÇA

 

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Cada vez mais a nossa "Justiça" não é apenas cega como deveria ser; é lenta, inoperante, estúpida, suspeita e injusta.

Os agentes que a deveriam aplicar perdem-se em considerações inúteis e mal... explicadas; corporativismos e mesquinhices pessoais.


Desbarata-se tempo em questões técnico-processuais e as prescrições são o "fel-nosso-de-cada-dia".

Cada vez mais menos gente confia na Justiça que temos (ou não temos).

Cada vez mais parece existirem 2 pesos e duas medidas. Nenhum suspeito poderoso chega a arguido e nunca se observam condenações de "poderosos".


A JUSTIÇA enjoa, enoja e enfarta e o governo assiste, os partidos aplaudem, os magistrados guerrilham e o POVINHO sofre INJUSTAmente!

quarta-feira, julho 28, 2010

“flexibilização”

ANARQUIA

Portugal encontra-se em plena marcha de Modernidade em direcção ao Séc. XIX e isso poderia ser assustador se alguém notasse.

Aprendemos com alguma “esquerda” que não devemos esperar “presentes” de qualquer espécie por parte do “Capital”.

Este apenas funciona segundo a sua própria lógica de sobrevivência; tem como única moral o lucro; e transforma a sua esfera de acção em algo semelhante a uma “selva” onde os animais mais cruéis são mais cruéis do que os animais da selva real.

Invocando a CRISE que ele próprio gerou por incapacidade própria, gula financeira e ambição desmedida, ei-lo a retomar as rédeas do TRABALHO reconquistando de uma vez só, tudo o que perdera durante dois séculos de progressos sociais, sindicais e politico-económicos.

A ameaça real do desemprego retirou toda a força a quem trabalha e deu-a a quem emprega.

Já não há protesto audível ou levado a sério.

Já não há DIREITO inalienável.

A “flexibilização” do emprego apenas significa maior dependência de quem trabalha em relação a quem emprega. Ser empregador passa a significar deter um poder extraordinário com que se decide quem (e que famílias) sobrevivem razando o limiar da POBREZA mas abaixo do nível da DIGNIDADE.

Se for proposto e votado será um voto contra os mais fracos e os mais fracos neste nosso país somos aqueles que trabalhamos.

Os mais fracos são a grande maioria dos portugueses que ainda não entendeu ser forte por ter a inteligência fraca, a participação preguiçosa, a consciência social demasiado vaidosa e a mania de falar sem saber e ouvir sem entender pensando que entende.

segunda-feira, julho 26, 2010

Não gosto de multidões!

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Uma multidão é o melhor exemplo para destruir a frase “muitas cabeças pensam melhor do que uma”. Muitas cabeças juntas deixam de pensar ou pior… tornam-se irracionais, estupidificam, animalizam-se e não podem ser controladas sem recurso a um nível de violência semelhante ou superior àquele que elas próprias produzem.

Um ser pensante, um humano pacato e civilizado perde os traços de civismo e pacatez quando em companhia numerosa. Um zé ninguém que nunca sequer ousou tossir em voz alta é capaz de gritar berros e berrar gritarias. Um boçal, um estúpido, um cretino pode ter um público que o oiça e lhe aprecie a cretinice.

Uma multidão apenas se reúne por uma de duas razões: para apoiar ou para protestar. Em qualquer dos casos pode passar de uma razão a outra com a rapidez de um raio e atirar pedras ao que apoiava ou aplaudir o anterior objecto de protesto.

Não sofro de Enochlophobia (medo das multidões) mas não aprecio a companhia de multidões mais do que aquilo que aprecio o odor a suor em grandes variedades, quantidades e concentrações; o ruído de vozes e as gritarias sem sentido; os empurrões e pisadelas ou a sensação de fazer parte de um grupo cuja companhia dispenso com prazer e cujos objectivos comuns não me interessam absolutamente.

quinta-feira, julho 15, 2010

lampada - crise
EM PORTUGAL, POR MOTIVO DE CONTENÇÃO ORÇAMENTAL A "LUZ AO FUNDO DO TÚNEL" FOI DESLIGADA!!!

sábado, julho 10, 2010

Medo de voar

medo de voar In-Provavel

Medo de voar.

Sempre achei esta expressão interessante pela insensatez que encerra. Ter medo de voar é para mim o mesmo que ter medo de respirar debaixo de água ou medo de tomar banho em gasolina inflamada. Por outro lado, também é semelhante a ter medo de andar de autocarro, comboio, ou metro.

As fobias e nem sempre se trata de uma fobia… são interessantes e confesso que tenho eu mesmo uma ou duas que muito estimo e respeito enquanto elas me tratarem do mesmo modo. O medo, não o medo fóbico, faz parte da vida de todos e contribui para a nossa preservação e sobrevivência. Recordo uma história que me contaram que ilustra bem a questão:

“Dois homens primitivos atravessavam parte de uma savana. Um era medroso e o outro ignorava o medo. De repente ao ouvirem um rosnar entre a erva alta pararam e reagiram de modo diferente. O corajoso prossegui caminho e o que conhecia o medo correu na direcção oposta ao rugido procurando refúgio numas árvores próximas. Era um leão que rosnava e que se banqueteou com o “corajoso”. O que fugiu para as árvores… era o nosso antepassado e é ao seu medo que devemos o facto de existirmos hoje.”

Voltando ao medo de voar… nunca tive oportunidade de o conhecer pois que sempre que entrei num avião estava mais preocupado com os malefícios da “comida” de bordo, com a impossibilidade de fumar, com o palerma que a meu lado não se calava um minuto, com a estúpida criança atrás de mim que pontapeava o meu lugar ou com a hospedeira que apenas parecia mostrar interesse profissional por mim.

Já vi pessoas adultas a comportarem-se como autênticas criancinhas assustadas e/ou mal educadas, tremendo, soluçando, assobiando e tomando comprimidos como quem respira. Já assisti a dois ataques de pânico (um dos quais prontamente acalmado à chapada por outro passageiro) e a uma crise de histeria por parte de uma funcionária de bordo. Já enfrentei um ébrio a bordo mas já observei vários bêbados; a diferença é que o ébrio era educado.

Já soube de quem tenha passado duas semanas em estado miserável sem comer nem dormir antes de embarcar e que adormeceu como um bébé durante o todo o voo. Já me deixaram marcas negras num dos braços; já me impediram de ler e de dormir. Apesar de tudo nunca entendi este “medo de voar”.

Já pouco ou nada me admira, sobretudo quando se espera da parte do passageiro um comportamento civilizado e o entalam como se ele fosse uma sardinha de lata apenas por se tratar de um “Low Cost”.

O avião é sem dúvida (estatística pelo menos) o mais seguro dos meios de transporte. Garante mais conforto, rapidez e vistas bonitas do que outro qualquer meio de transporte e no entanto ainda há quem se recuse a sentar-se no lugar nº 13 como se em caso de acidente o impacto dos lugares nº14 e nº12 fossem atenuados.

-Voar não é perigoso. As quedas de aviões sim.

-A probabilidade de sobrevivência é inversamente inversa ao ângulo de chegada. Quanto maior este Ângulo menor a probabilidade de sobrevivência e vice-versa.

-É sempre melhor estar cá em baixo a desejar estar lá em cima do que lá em cima a desejar estar cá em baixo.

-Os levantamentos são opcionais; As aterragens são obrigatórias.

-Em pilotagem aprende-se muito com os erros dos outros. Com os próprios erros não costuma haver muito tempo.

-O melhor dos pilotos é aquele que iguala o número das descolagens com o número de aterragens.

-As hipóteses de haver uma bomba a bordo de um avião são de mais de um milhão para uma. Essa é a hipótese que todos ficamos a conhecer.

-Há mais turbulência provocada por pilotos com café a mais do que por causas atmosféricas.

-A única altura em que há demasiado combustível num avião é na eminência de um incêndio.

-Há mais aviões no fundo do mar do que submarinos no céu.

-Se num bimotor falhar um dos motores o restante tem sempre capacidade de levar o avião até ao local da queda.

-A única semelhança entre um controlador de tráfego aéreo e um piloto é esta:

Se um piloto faz asneira o piloto morre; se um controlador faz asneira o piloto morre.

-As previsões meteorológicas para a aviação comercial são horóscopos com números.

-Conselho dado ao pilotos da RAF durante a II Guerra Mundial:

“Se um despenhamento no solo for inevitável escolham sempre o objecto mais barato, menos habitado e menos sólido. Façam-no do modo mais suave e mais lento que vos for possível.

-Nos aviões a hélice, o propósito destas era manter o piloto fresco. A comprova-lo está o facto de que mal elas parassem de girar os pilotos começavam a suar.

-Jamais alguém deixou de regressar ao chão.

-Antigamente o sexo era seguro e voar era perigoso.

domingo, julho 04, 2010

A Principezinha

A Princesinha

A Principezinha

Dias atrás lembrei-me de Saint-Exupéry. Hoje também.. à minha maneira.

Intestinos, dietas, produtos dietéticos, produtos naturais, sem cafeína, sem açucar e sem… produto. (repostagem)

intestinos in-provavel

Portugal e aparentemente outros países realmente evoluídos, parecem viver numa constante paranóia relativamente a tudo o que diz respeito à saúde intestinal e sobretudo à sua falta e à falta de verdadeira saúde intelectual.

Diariamente somos “carregados” com mensagens como:

-“IOGURTE X, BOM PARA O COLESTEROL”;

-“FLOCOS Z PARA OS INTESTINOS”;

-“BEBIDA N PARA REPÔR ENERGIA”;

-“BARRITAS COM OS MESMOS NUTRIENTES DE UMA TIJELA DE CEREAIS”; “IOGOURTE XPTO PARA REPÔR A FLORA INTESTINAL”;

-“CHOCOLATE NHÃM, EQUIVALE A DOIS COPOS DE LEITE”;

-“BEBIDA LÁCTEA COM BACTÉRIAS”

-“ESTE É QUE É MESMO SUMO DE FRUTA”

Como raio é que um sumo com apenas 30% de fruta se chama sumo de fruta? Será que ninguém vê que 70% do sumo e 100% do anúncio é pura falsidade?

 

-BEBIDA SEM ...?

Sem cafeína, sem açúcar e sem calorias? Então que diabos traz a garrafa? Apenas água, gás e corante?

 

-CAFÉ SEM CAFEÍNA?

Há dias descobri para onde vai toda a cafeína que eles retiram; Vai com certeza para as bebidas energéticas como o “BED RULL” e afins! O que uns levam trabalho a retirar é colocado com mais trabalho onde não existia. Resultado, ambos os produtos ficam mais caros.

 

-BARRITA DE CEREAIS COM A MESMA CAPACIDADE NUTRITIVA DE UM PRATO DE CEREAIS?

Que coisa será esta? Será que anda toda a gente sem tempo para comer um prato de cereais pela manhã e tem que o levar “concentradinho” no bolso ou na carteira?

 

-CHOCOLATE BAIXO EM CALORIAS?

Das duas uma: ou não é chocolate verdadeiro ou tem menos calorias por ter menos chocolate, o que obriga a comer dois em vez de um para obter alguma satisfação e alguns nutrientes.

 

-FLOCOS PARA ”REGULARIZAR” OS INTESTINOS?Irra, alguém se esqueceu do laxante que se vende por “meia-tuta” em qualquer farmácia? Coma flocos a sério e coloque uma colher de café de laxante. Vai ver que o resultado se não for melhor, será pelo menos o mesmo. Cheirará concerteza ao mesmo e fará o mesmissímo efeito! Apenas custará 3% do outro produto "natural"... naturalmente.

quarta-feira, junho 30, 2010

Seleção Nacional Portugal - Portugal

Selecção Nacional Portuguesa

SEM PALAVRAS ACTOS  ou noção de MISSÂO!!

terça-feira, junho 29, 2010

Antoine de Saint-Exupéry (110º Aniversário)

principezinho

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (29 de junho de 1900, Lyon - 31 de julho de 1944)

quinta-feira, junho 24, 2010

IDIOTAS E CRIANÇAS (Repostagem de) Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

Crianças e tótós que não são crianças

-Há gente que me irrita “figadalmente” apenas pelo simples facto de existir. Outros… apenas me fazem entrar em erupção violenta quando decidem começar a falar e abrem a boca para dizer o que quer que seja do modo específico que mais me encanita.

Um dos melhores exemplos que posso dar é o de gente que fala com crianças com aquele tom de voz esganiçado, pau..sa..da men..te e estupidamente. Gente que imita a vózinha delico-doce de uma galinha constipada demonstrando possuir ainda menos neurónios do que o galináceo em questão.

-Vou começar por vos contar um segredo. O Papão NÃO existe. Tal como não existe o Pai Natal... muito menos existe a cegonha de que nos falavam em crianças.

-Na realidade quando éramos crianças vivíamos enganados, éramos enganados quase todos os dias por aqueles em quem mais confiávamos: os nossos pais e os adultos em geral. Os adultos não hesitam em recorrer ás mais torpes patranhas para ludibriar as crianças e fazem-no com a maior desfaçatez; Fazem-no até, achando que é esse o seu dever de progenitores e educadores, como se cumprissem um qualquer dever ou uma obrigação superior.


-Quando as crianças não querem comer, os adultos tentam fazer-lhes crer que a colher cheia daquele horroroso puré de verduras, é na realidade um aviãozinho e no intuito de enganar as pobres crianças, até imitam o ruído do motor: VVRRRUUUMMMMM. Qual será a lógica disto? Se as crianças não querem comer o puré, será que lhes apetece comer aviões?

-Outra técnica muito usada é a de tornar a criança responsável pela alimentação de toda a família: “Esta pela mama, esta pelo papá, esta pelo senhor da leitaria. Ou seja, o pobre infante, ou infanta, tem que comer por toda aquela cambada de glutões.
-Para adormecer então é que os adultos mentem, inventam letras idiotas, arrasam as mais belas músicas de embalar e destroem as obras mais clássicas transformando-as em algo semelhante ao jazz experimental cantado por um rouco-surdo. Quem depois de tais maus-tratos aos ouvidos conseguiria pregar olho?

-Os médicos também enganam as crianças. Quem nunca ouviu no final de uma consulta a frase: “Toma meu menino, isto é para ti” enquanto nos estendem uma espécie de pau de gelado sem gelado algum?
-Ainda para mais, somos obrigados pela mãe ou pelo pai a agradecer: “Que se diz ao senhor doutor?”, quando o que nos apetecia era mandar que ele metesse o pauzinho no...no... no bolso.

-Outra ideia peregrina dos adultos foi a invenção dos jogos educativos, que consiste essencialmente em associar algo de que não se gosta com algo de que se goste muito. Por exemplo: tinham que associar a bola de praia ao globo terrestre?

sábado, junho 19, 2010

Saramago (José)

saramago in-provavel

Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Lanzarote, 18 de Junho de 2010)

Que a terra te seja leve ou que as tuas cinzas se espalhem como a tua obra que admiro!

Do homem conservarei a minha opinião.

“Nunca confundi a obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras!”

No entanto vou ouvir elogios dos que te detestavam. Vou ler loas daqueles que te leram atravessadamente ou dos que nunca te leram em “modo de ler”.

Vais ser honrado por quem te usou usando-te de novo e pelos que usáste Tu. Serás analisado, reeditado, relido, refalado, talvez até perdoado… e vais ser confundido com a tua obra que era apenas “a tua obra”. Talvez fiques na História e as tuas histórias de homem vulgar e daninho como são todos os homens vulgares sejam esquecidas, do mesmo modo que se perdoam os pecados aos homens daninhos que deixaram de ser vulgares.

Que a terra te seja leve José!

Desejo-te uma boa morte!