segunda-feira, agosto 02, 2010

O ANALFABETO POLÍTICO

 

banana portugues - analfabeto politico

O ANALFABETO POLÍTICO


O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não ...fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

 


Bertold Brecht

domingo, agosto 01, 2010

JUSTIÇA

 

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Cada vez mais a nossa "Justiça" não é apenas cega como deveria ser; é lenta, inoperante, estúpida, suspeita e injusta.

Os agentes que a deveriam aplicar perdem-se em considerações inúteis e mal... explicadas; corporativismos e mesquinhices pessoais.


Desbarata-se tempo em questões técnico-processuais e as prescrições são o "fel-nosso-de-cada-dia".

Cada vez mais menos gente confia na Justiça que temos (ou não temos).

Cada vez mais parece existirem 2 pesos e duas medidas. Nenhum suspeito poderoso chega a arguido e nunca se observam condenações de "poderosos".


A JUSTIÇA enjoa, enoja e enfarta e o governo assiste, os partidos aplaudem, os magistrados guerrilham e o POVINHO sofre INJUSTAmente!

quarta-feira, julho 28, 2010

“flexibilização”

ANARQUIA

Portugal encontra-se em plena marcha de Modernidade em direcção ao Séc. XIX e isso poderia ser assustador se alguém notasse.

Aprendemos com alguma “esquerda” que não devemos esperar “presentes” de qualquer espécie por parte do “Capital”.

Este apenas funciona segundo a sua própria lógica de sobrevivência; tem como única moral o lucro; e transforma a sua esfera de acção em algo semelhante a uma “selva” onde os animais mais cruéis são mais cruéis do que os animais da selva real.

Invocando a CRISE que ele próprio gerou por incapacidade própria, gula financeira e ambição desmedida, ei-lo a retomar as rédeas do TRABALHO reconquistando de uma vez só, tudo o que perdera durante dois séculos de progressos sociais, sindicais e politico-económicos.

A ameaça real do desemprego retirou toda a força a quem trabalha e deu-a a quem emprega.

Já não há protesto audível ou levado a sério.

Já não há DIREITO inalienável.

A “flexibilização” do emprego apenas significa maior dependência de quem trabalha em relação a quem emprega. Ser empregador passa a significar deter um poder extraordinário com que se decide quem (e que famílias) sobrevivem razando o limiar da POBREZA mas abaixo do nível da DIGNIDADE.

Se for proposto e votado será um voto contra os mais fracos e os mais fracos neste nosso país somos aqueles que trabalhamos.

Os mais fracos são a grande maioria dos portugueses que ainda não entendeu ser forte por ter a inteligência fraca, a participação preguiçosa, a consciência social demasiado vaidosa e a mania de falar sem saber e ouvir sem entender pensando que entende.

segunda-feira, julho 26, 2010

Não gosto de multidões!

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Uma multidão é o melhor exemplo para destruir a frase “muitas cabeças pensam melhor do que uma”. Muitas cabeças juntas deixam de pensar ou pior… tornam-se irracionais, estupidificam, animalizam-se e não podem ser controladas sem recurso a um nível de violência semelhante ou superior àquele que elas próprias produzem.

Um ser pensante, um humano pacato e civilizado perde os traços de civismo e pacatez quando em companhia numerosa. Um zé ninguém que nunca sequer ousou tossir em voz alta é capaz de gritar berros e berrar gritarias. Um boçal, um estúpido, um cretino pode ter um público que o oiça e lhe aprecie a cretinice.

Uma multidão apenas se reúne por uma de duas razões: para apoiar ou para protestar. Em qualquer dos casos pode passar de uma razão a outra com a rapidez de um raio e atirar pedras ao que apoiava ou aplaudir o anterior objecto de protesto.

Não sofro de Enochlophobia (medo das multidões) mas não aprecio a companhia de multidões mais do que aquilo que aprecio o odor a suor em grandes variedades, quantidades e concentrações; o ruído de vozes e as gritarias sem sentido; os empurrões e pisadelas ou a sensação de fazer parte de um grupo cuja companhia dispenso com prazer e cujos objectivos comuns não me interessam absolutamente.

quinta-feira, julho 15, 2010

lampada - crise
EM PORTUGAL, POR MOTIVO DE CONTENÇÃO ORÇAMENTAL A "LUZ AO FUNDO DO TÚNEL" FOI DESLIGADA!!!

sábado, julho 10, 2010

Medo de voar

medo de voar In-Provavel

Medo de voar.

Sempre achei esta expressão interessante pela insensatez que encerra. Ter medo de voar é para mim o mesmo que ter medo de respirar debaixo de água ou medo de tomar banho em gasolina inflamada. Por outro lado, também é semelhante a ter medo de andar de autocarro, comboio, ou metro.

As fobias e nem sempre se trata de uma fobia… são interessantes e confesso que tenho eu mesmo uma ou duas que muito estimo e respeito enquanto elas me tratarem do mesmo modo. O medo, não o medo fóbico, faz parte da vida de todos e contribui para a nossa preservação e sobrevivência. Recordo uma história que me contaram que ilustra bem a questão:

“Dois homens primitivos atravessavam parte de uma savana. Um era medroso e o outro ignorava o medo. De repente ao ouvirem um rosnar entre a erva alta pararam e reagiram de modo diferente. O corajoso prossegui caminho e o que conhecia o medo correu na direcção oposta ao rugido procurando refúgio numas árvores próximas. Era um leão que rosnava e que se banqueteou com o “corajoso”. O que fugiu para as árvores… era o nosso antepassado e é ao seu medo que devemos o facto de existirmos hoje.”

Voltando ao medo de voar… nunca tive oportunidade de o conhecer pois que sempre que entrei num avião estava mais preocupado com os malefícios da “comida” de bordo, com a impossibilidade de fumar, com o palerma que a meu lado não se calava um minuto, com a estúpida criança atrás de mim que pontapeava o meu lugar ou com a hospedeira que apenas parecia mostrar interesse profissional por mim.

Já vi pessoas adultas a comportarem-se como autênticas criancinhas assustadas e/ou mal educadas, tremendo, soluçando, assobiando e tomando comprimidos como quem respira. Já assisti a dois ataques de pânico (um dos quais prontamente acalmado à chapada por outro passageiro) e a uma crise de histeria por parte de uma funcionária de bordo. Já enfrentei um ébrio a bordo mas já observei vários bêbados; a diferença é que o ébrio era educado.

Já soube de quem tenha passado duas semanas em estado miserável sem comer nem dormir antes de embarcar e que adormeceu como um bébé durante o todo o voo. Já me deixaram marcas negras num dos braços; já me impediram de ler e de dormir. Apesar de tudo nunca entendi este “medo de voar”.

Já pouco ou nada me admira, sobretudo quando se espera da parte do passageiro um comportamento civilizado e o entalam como se ele fosse uma sardinha de lata apenas por se tratar de um “Low Cost”.

O avião é sem dúvida (estatística pelo menos) o mais seguro dos meios de transporte. Garante mais conforto, rapidez e vistas bonitas do que outro qualquer meio de transporte e no entanto ainda há quem se recuse a sentar-se no lugar nº 13 como se em caso de acidente o impacto dos lugares nº14 e nº12 fossem atenuados.

-Voar não é perigoso. As quedas de aviões sim.

-A probabilidade de sobrevivência é inversamente inversa ao ângulo de chegada. Quanto maior este Ângulo menor a probabilidade de sobrevivência e vice-versa.

-É sempre melhor estar cá em baixo a desejar estar lá em cima do que lá em cima a desejar estar cá em baixo.

-Os levantamentos são opcionais; As aterragens são obrigatórias.

-Em pilotagem aprende-se muito com os erros dos outros. Com os próprios erros não costuma haver muito tempo.

-O melhor dos pilotos é aquele que iguala o número das descolagens com o número de aterragens.

-As hipóteses de haver uma bomba a bordo de um avião são de mais de um milhão para uma. Essa é a hipótese que todos ficamos a conhecer.

-Há mais turbulência provocada por pilotos com café a mais do que por causas atmosféricas.

-A única altura em que há demasiado combustível num avião é na eminência de um incêndio.

-Há mais aviões no fundo do mar do que submarinos no céu.

-Se num bimotor falhar um dos motores o restante tem sempre capacidade de levar o avião até ao local da queda.

-A única semelhança entre um controlador de tráfego aéreo e um piloto é esta:

Se um piloto faz asneira o piloto morre; se um controlador faz asneira o piloto morre.

-As previsões meteorológicas para a aviação comercial são horóscopos com números.

-Conselho dado ao pilotos da RAF durante a II Guerra Mundial:

“Se um despenhamento no solo for inevitável escolham sempre o objecto mais barato, menos habitado e menos sólido. Façam-no do modo mais suave e mais lento que vos for possível.

-Nos aviões a hélice, o propósito destas era manter o piloto fresco. A comprova-lo está o facto de que mal elas parassem de girar os pilotos começavam a suar.

-Jamais alguém deixou de regressar ao chão.

-Antigamente o sexo era seguro e voar era perigoso.

domingo, julho 04, 2010

A Principezinha

A Princesinha

A Principezinha

Dias atrás lembrei-me de Saint-Exupéry. Hoje também.. à minha maneira.

Intestinos, dietas, produtos dietéticos, produtos naturais, sem cafeína, sem açucar e sem… produto. (repostagem)

intestinos in-provavel

Portugal e aparentemente outros países realmente evoluídos, parecem viver numa constante paranóia relativamente a tudo o que diz respeito à saúde intestinal e sobretudo à sua falta e à falta de verdadeira saúde intelectual.

Diariamente somos “carregados” com mensagens como:

-“IOGURTE X, BOM PARA O COLESTEROL”;

-“FLOCOS Z PARA OS INTESTINOS”;

-“BEBIDA N PARA REPÔR ENERGIA”;

-“BARRITAS COM OS MESMOS NUTRIENTES DE UMA TIJELA DE CEREAIS”; “IOGOURTE XPTO PARA REPÔR A FLORA INTESTINAL”;

-“CHOCOLATE NHÃM, EQUIVALE A DOIS COPOS DE LEITE”;

-“BEBIDA LÁCTEA COM BACTÉRIAS”

-“ESTE É QUE É MESMO SUMO DE FRUTA”

Como raio é que um sumo com apenas 30% de fruta se chama sumo de fruta? Será que ninguém vê que 70% do sumo e 100% do anúncio é pura falsidade?

 

-BEBIDA SEM ...?

Sem cafeína, sem açúcar e sem calorias? Então que diabos traz a garrafa? Apenas água, gás e corante?

 

-CAFÉ SEM CAFEÍNA?

Há dias descobri para onde vai toda a cafeína que eles retiram; Vai com certeza para as bebidas energéticas como o “BED RULL” e afins! O que uns levam trabalho a retirar é colocado com mais trabalho onde não existia. Resultado, ambos os produtos ficam mais caros.

 

-BARRITA DE CEREAIS COM A MESMA CAPACIDADE NUTRITIVA DE UM PRATO DE CEREAIS?

Que coisa será esta? Será que anda toda a gente sem tempo para comer um prato de cereais pela manhã e tem que o levar “concentradinho” no bolso ou na carteira?

 

-CHOCOLATE BAIXO EM CALORIAS?

Das duas uma: ou não é chocolate verdadeiro ou tem menos calorias por ter menos chocolate, o que obriga a comer dois em vez de um para obter alguma satisfação e alguns nutrientes.

 

-FLOCOS PARA ”REGULARIZAR” OS INTESTINOS?Irra, alguém se esqueceu do laxante que se vende por “meia-tuta” em qualquer farmácia? Coma flocos a sério e coloque uma colher de café de laxante. Vai ver que o resultado se não for melhor, será pelo menos o mesmo. Cheirará concerteza ao mesmo e fará o mesmissímo efeito! Apenas custará 3% do outro produto "natural"... naturalmente.

quarta-feira, junho 30, 2010

Seleção Nacional Portugal - Portugal

Selecção Nacional Portuguesa

SEM PALAVRAS ACTOS  ou noção de MISSÂO!!

terça-feira, junho 29, 2010

Antoine de Saint-Exupéry (110º Aniversário)

principezinho

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (29 de junho de 1900, Lyon - 31 de julho de 1944)

quinta-feira, junho 24, 2010

IDIOTAS E CRIANÇAS (Repostagem de) Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

Crianças e tótós que não são crianças

-Há gente que me irrita “figadalmente” apenas pelo simples facto de existir. Outros… apenas me fazem entrar em erupção violenta quando decidem começar a falar e abrem a boca para dizer o que quer que seja do modo específico que mais me encanita.

Um dos melhores exemplos que posso dar é o de gente que fala com crianças com aquele tom de voz esganiçado, pau..sa..da men..te e estupidamente. Gente que imita a vózinha delico-doce de uma galinha constipada demonstrando possuir ainda menos neurónios do que o galináceo em questão.

-Vou começar por vos contar um segredo. O Papão NÃO existe. Tal como não existe o Pai Natal... muito menos existe a cegonha de que nos falavam em crianças.

-Na realidade quando éramos crianças vivíamos enganados, éramos enganados quase todos os dias por aqueles em quem mais confiávamos: os nossos pais e os adultos em geral. Os adultos não hesitam em recorrer ás mais torpes patranhas para ludibriar as crianças e fazem-no com a maior desfaçatez; Fazem-no até, achando que é esse o seu dever de progenitores e educadores, como se cumprissem um qualquer dever ou uma obrigação superior.


-Quando as crianças não querem comer, os adultos tentam fazer-lhes crer que a colher cheia daquele horroroso puré de verduras, é na realidade um aviãozinho e no intuito de enganar as pobres crianças, até imitam o ruído do motor: VVRRRUUUMMMMM. Qual será a lógica disto? Se as crianças não querem comer o puré, será que lhes apetece comer aviões?

-Outra técnica muito usada é a de tornar a criança responsável pela alimentação de toda a família: “Esta pela mama, esta pelo papá, esta pelo senhor da leitaria. Ou seja, o pobre infante, ou infanta, tem que comer por toda aquela cambada de glutões.
-Para adormecer então é que os adultos mentem, inventam letras idiotas, arrasam as mais belas músicas de embalar e destroem as obras mais clássicas transformando-as em algo semelhante ao jazz experimental cantado por um rouco-surdo. Quem depois de tais maus-tratos aos ouvidos conseguiria pregar olho?

-Os médicos também enganam as crianças. Quem nunca ouviu no final de uma consulta a frase: “Toma meu menino, isto é para ti” enquanto nos estendem uma espécie de pau de gelado sem gelado algum?
-Ainda para mais, somos obrigados pela mãe ou pelo pai a agradecer: “Que se diz ao senhor doutor?”, quando o que nos apetecia era mandar que ele metesse o pauzinho no...no... no bolso.

-Outra ideia peregrina dos adultos foi a invenção dos jogos educativos, que consiste essencialmente em associar algo de que não se gosta com algo de que se goste muito. Por exemplo: tinham que associar a bola de praia ao globo terrestre?

sábado, junho 19, 2010

Saramago (José)

saramago in-provavel

Saramago (Azinhaga, Golegã, 16 de Novembro de 1922 — Lanzarote, 18 de Junho de 2010)

Que a terra te seja leve ou que as tuas cinzas se espalhem como a tua obra que admiro!

Do homem conservarei a minha opinião.

“Nunca confundi a obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras!”

No entanto vou ouvir elogios dos que te detestavam. Vou ler loas daqueles que te leram atravessadamente ou dos que nunca te leram em “modo de ler”.

Vais ser honrado por quem te usou usando-te de novo e pelos que usáste Tu. Serás analisado, reeditado, relido, refalado, talvez até perdoado… e vais ser confundido com a tua obra que era apenas “a tua obra”. Talvez fiques na História e as tuas histórias de homem vulgar e daninho como são todos os homens vulgares sejam esquecidas, do mesmo modo que se perdoam os pecados aos homens daninhos que deixaram de ser vulgares.

Que a terra te seja leve José!

Desejo-te uma boa morte!

sexta-feira, junho 04, 2010

Praia.. filhos da praia…

beach - praia in-provavel

Desde criança que meio mundo tenta convencer-me que a praia é algo de bom, saudável, tonificante, agradável e que o simples facto de ir lá promove o meu bem estar social, psíquico e físico. A tez morena é “In”, a pele calcinada pelo sol é socialmente bem aceite e o “iodo”é um trunfo contra coisas tais como a gripe vulgar, o stress, a estupidez profunda a neurastenia, a frustração ou a falta de cálcio.

Também Eu passei a fase da “barraca alugada” pela família numa praia de conveniência e a da convivência entre vizinhos de férias que nunca mais (com alguma sorte minha) voltaria a suportar.

Também gostei de ensopar os calcanhares junto à areia molhada e dos mergulhos entre alforrecas e peixes-aranha. Confesso que brinquei com bolas que “diziam” NIVEA a branco em fundo azul e puxei papagaios ao longo da rebentação das ondas.

Tempos houve em que eu apreciava a exposição ao sol. Tempos em que me deitava em dois metros quadrados de tecido com um desenho da moda e me dedicava a suportar a areia escaldante, os UV’s, os bichos saltitantes, os animais passeantes, as famílias palrantes e outras avantesmas que preenchiam cada palmo quadrado da costa com a sua própria “quadradez”.

Tive os meus dias de Algarve antes que lhe chamassem alarvemente “ALLGARVE”; conhecia a costa alentejana quando era (realmente) um deserto quase absoluto e belíssimo; Conheci as praias desde Caminha ao “Quinto caneco” como diria um amigo e era adepto das do Minho sobretudo. Era quase um fã.

Entretanto cresci fisicamente… pelo menos. Tornei-me mais ácido (ao que me dizem) e sobretudo aprendi que a areia é um dos elementos que fazem parte da minha noção de “praia”. Sim a areia… essa coisa constituída por milhões de pequenos grãos que se metem em tudo como as finanças, o Estado e os vizinhos nojentos.

Actualmente, sempre que alguém ainda ousa convidar-me para uma ida à praia e não recebe um simpático “Tás maluco/a ou que?” como resposta… recebe a pergunta : “Tem esplanada ou é relvada?”.

terça-feira, junho 01, 2010

EXPOSIÇÃO

CARTAZ A3

Desenhos de Rui Veleda…

segunda-feira, maio 31, 2010

Sindrome de Asperger, o que é?

asperger in-provavel

O Síndrome de Asperger é algo verdadeiramente difícil de explicar e como tal não admira que muitos educadores, médicos (pediatras inclusivamente) e até mesmo psicólogos apenas tenham lido dois ou três parágrafos num qualquer manual durante a sua formação académica ou conheçam apenas a “designação genérica” através de acções de formação em que o tema é abordado sucinta e superficialmente na grande maioria das vezes.

No entanto, todos nós (sem excepção, ainda que não nos tenhamos dado conta disso) tivemos ao longo da vida múltiplos conhecimentos de pessoas com SA e não nos demos conta de tal.

O termo "síndrome de Asperger" foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até à década de 90. O síndrome foi reconhecida pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).

Historicamente e em traços muito gerais foi Hans Asperger, um pediatra austríaco, quem publicou (em 1944) um artigo numa revista de psiquiatria e neurologia alemã em que descrevia um grupo de crianças com características que sendo similares a algumas outras do espectro do autismo possuíam entre si características que as distinguiam deste mesmo espectro. Características que nunca havia anteriormente observado.

Na década de 90 prevaleceu a ideia de que se tratava de uma variedade do autismo e um transtorno generalizado do desenvolvimento. Actualmente considera-se um sub-grupo dentro do espectro autista possuindo critérios próprios de diagnóstico e sendo muito mais comum do que o autismo clássico.

As crianças/indivíduos com SA são socialmente estranhos, ingénuos, emocionalmente desligados dos que os rodeiam parecendo viver num mundo à parte.

Embora em alguns casos haja atraso na aquisição da linguagem, possuem uma boa gramática e um vocabulário extenso; um discurso fluído, literal e mesmo pedante, muitas vezes usado em monólogos.

Possuem uma fraca comunicação não verbal e por vezes uma entoação monótona e peculiar.

Têm interesses circunscritos a temas específicos (p. ex: dinossauros, locomotivas, series de tv) tornando-se “especialistas” nestes temas e insistindo a “despropósito” em falar acerca deles.

Ainda que a maioria possua inteligência mediana ou superior à media apresentam dificuldade em aprender tarefas escolares convencionais.

A coordenação motora é frequentemente pobre, embora alguns se possam destacar em áreas dos seus interesses “especiais” (por exemplo: tocar um instrumento musical).

Muitas vezes são rejeitados pelos seus pares dada a sua incapacidade de interpretar segundos sentidos, de mentir e interpretar “expressões faciais ou de fantasiar o que faz com que frequentemente padeçam de depressão.

Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger, como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Miguel Angelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o xadrezista Bobby Fischer.

… Não existe no autismo absolutamente nada que seja “suave”. Asperger é uma desordem neurobiológica que afecta profundamente a vida e as actividades sociais mais básicas dos seus portadores. As pessoas com SA lutam tremendamente para conseguirem ultrapassar as suas limitações e os seus deficits. Tem muito mais para aprender do que os outros. Tem que trabalhar para aprender o que os outros aprendem intuitivamente.

Quando chega à nossa vida uma pessoa assim a nossa vida muda, aprendemos mais, tornamo-nos mais sábios porque aprendemos mais acerca de algo que ignorávamos em absoluto. No meu caso aprendi, com a sua “chegada”, que é possível amar uma diferença.

quarta-feira, maio 26, 2010

terça-feira, maio 25, 2010

QUERO UM CAMPO DE RUGBY NO PORTO!

RUGBY PORTO IN-PROVAVEL

Quero um campo com verde e postes; Um de que Eu goste e Tu gostes!

Quero mais, quero um campo onde acampem os pardais. Um com Asas e linhas com formação e abertura, com desporto e ternura; onde haja ponta direito sem faltas mas com muito jeito e onde as penalidades não penalizem ninguém. Quero um campo do tamanho deste mundo onde haja um 1º Centro e um segundo. Um tipo de personalidade “tesa” um talonador e um defesa. Quero um campo na minha cidade que seja marco e ensaio, quero jogar”o melão/bola” em pleno mês de Maio.

Não quero um relvado torpe e morto… “QUERO UM CAMPO DE RUGBY NO PORTO! “

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sexta-feira, maio 07, 2010

O valioso tempo dos maduros versus PDI

PDI

O valioso tempo dos maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir

assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena.

E para mim, basta o essencial!

de Mário de Andrade

 

Este “escrito” não é meu mas pareceu-me apropriado ao que senti recentemente quando confrontado com um esforço físico “inhabitual”.

Tentei culpar a falta de hábito, a desabituação… mas acabei por concluir que até fora da matemática … 46 significa apenas 46 e que as rodas que rodam para a direita não rodam para esquerda; o tempo não pára nem volta para trás e que tudo isso não passa sem marcas.

Ainda assim há vantagens e desafios novos, e modos diferentes de encarar quase TUDO, TODOS OS DIAS.

Mas para MIM também basta o ESSENCIAL!

Vários ESSENCIAIS!

sexta-feira, abril 16, 2010

Vampiros

VAMPIROS - IN-PROVAVEL

A Moda dos Vampiros

A Vampiro-mania não parece ser unicamente nacional; exclusivamente culpa de Hollywood nem apenas uma moda dos grupos etários dos mais novos.

Um vampiro é por definição um ser (ou um não “ser”) que se alimenta do sangue (leia-se energia vital) de outro ser vivo. Possuem aspecto humano, pelo menos depois do pôr-do-sol e depois de uma boa camada de maquilhagem ou de uma campanha de uma boa agência de estratégias de comunicação e gestão de imagem.

A ficção, as séries, livros e filmes já os fizeram de todos os tamanhos, formas e feitios, desde os horripilantes e asquerosos aos belos e ganhadores de eleições. Há-os altos e maltrapilhos, baixinhos, de fato de corte italiano, gravata de seda natural, sem gravata; Com e sem barba branca. Já foram carecas, loiros, ruivos, cabeludos, morenos; Com e sem barba branca, com ar neo-punk ou aspecto de cidadão vulgar mas com comportamentos de elite.

A realidade, por seu lado fê-los administradores executivos e não executivos de mérito inexistente; políticos de profissão única, sentido giratório e reforma avultada; nomeados para chefias do sector público por mera posse de cartão partidário; dirigentes desportivos de oportunidade e carreira; directores de órgãos de informação e autarcas dinossauros.

Aquilo que separa os vampiros de ficção dos da mera realidade não é apenas a honestidade dos primeiros ou a ignomínia dos segundos. Não é apenas o facto de uns dormirem de dia e se alimentarem apenas à noite enquanto os outros não dormem para se alimentarem todo o dia e noite à custa de todos.

Não é sequer o caso de que os da ficção se alimentam de sangue e os da realidade preferem o produto do suor.

O que os separa é o simples facto de os vampiros reais existirem e estarem entre nós. Serem eleitos, nomeados pelos eleitos, protegidos pelos eleitos e terem as suas culpas abafadas pelos eleitos; verem as possíveis provas das suas culpas destruídas como se a luz do sol as destruísse mal começam a ser divulgadas.

Os verdadeiros vampiros não possuem caninos afiados, possuem palavras mansas e tempo de antena. Não nos mordem no pescoço em noites de nevoeiro com música de fundo; Comem-nos vivos a cada fim-de-mês, a cada declaração de rendimentos honesta, a cada desconto e a cada imposto que pagamos dando-nos eles (a nós) a música da crise, da restrição e da contenção que não praticam.

Ao passo que os vampiros ficcionais podem ser mortos com uma estaca no coração os vampiros da realidade não possuem nem coração nem nada no seu lugar.

Os vampiros da literatura morrem com uma bala de prata, os da vida afastam-se para a Europa, para o Banco Central Europeu ou para um cargo da ONU por trinta moedas de cobre que lhes pagamos.

Os vampiros das histórias não suportam o alho, os outros mastigam-no nos restaurantes da moda quando se reúnem para combinar estratégias durante refeições que pagam com os seus cartões do nosso crédito.

Os vampiros reais não temem a água benta tal como não temem a revelação das escandaleiras em que se envolvem pois não se demitem em nenhuma circunstância.

Os vampiros repousam em secretárias de madeira exótica e design elaborado, em quartos de hotel e não em caixões ou em criptas obscuras. Não tem capa para voar, voam em aviões fretados com dezenas de convidados em visitas de Estado.

A única coisa que ainda têm ambas as espécies em comum é o terror pelas cruzes… uns (os de ficção) pelas cruzes religiosas, outros (os vampiros reais) pelas cruzes dos boletins de voto!

Além disso tanto vampiro quer na ficção, quer na realidade enjoa além de enojar!