sexta-feira, abril 16, 2010

Vampiros

VAMPIROS - IN-PROVAVEL

A Moda dos Vampiros

A Vampiro-mania não parece ser unicamente nacional; exclusivamente culpa de Hollywood nem apenas uma moda dos grupos etários dos mais novos.

Um vampiro é por definição um ser (ou um não “ser”) que se alimenta do sangue (leia-se energia vital) de outro ser vivo. Possuem aspecto humano, pelo menos depois do pôr-do-sol e depois de uma boa camada de maquilhagem ou de uma campanha de uma boa agência de estratégias de comunicação e gestão de imagem.

A ficção, as séries, livros e filmes já os fizeram de todos os tamanhos, formas e feitios, desde os horripilantes e asquerosos aos belos e ganhadores de eleições. Há-os altos e maltrapilhos, baixinhos, de fato de corte italiano, gravata de seda natural, sem gravata; Com e sem barba branca. Já foram carecas, loiros, ruivos, cabeludos, morenos; Com e sem barba branca, com ar neo-punk ou aspecto de cidadão vulgar mas com comportamentos de elite.

A realidade, por seu lado fê-los administradores executivos e não executivos de mérito inexistente; políticos de profissão única, sentido giratório e reforma avultada; nomeados para chefias do sector público por mera posse de cartão partidário; dirigentes desportivos de oportunidade e carreira; directores de órgãos de informação e autarcas dinossauros.

Aquilo que separa os vampiros de ficção dos da mera realidade não é apenas a honestidade dos primeiros ou a ignomínia dos segundos. Não é apenas o facto de uns dormirem de dia e se alimentarem apenas à noite enquanto os outros não dormem para se alimentarem todo o dia e noite à custa de todos.

Não é sequer o caso de que os da ficção se alimentam de sangue e os da realidade preferem o produto do suor.

O que os separa é o simples facto de os vampiros reais existirem e estarem entre nós. Serem eleitos, nomeados pelos eleitos, protegidos pelos eleitos e terem as suas culpas abafadas pelos eleitos; verem as possíveis provas das suas culpas destruídas como se a luz do sol as destruísse mal começam a ser divulgadas.

Os verdadeiros vampiros não possuem caninos afiados, possuem palavras mansas e tempo de antena. Não nos mordem no pescoço em noites de nevoeiro com música de fundo; Comem-nos vivos a cada fim-de-mês, a cada declaração de rendimentos honesta, a cada desconto e a cada imposto que pagamos dando-nos eles (a nós) a música da crise, da restrição e da contenção que não praticam.

Ao passo que os vampiros ficcionais podem ser mortos com uma estaca no coração os vampiros da realidade não possuem nem coração nem nada no seu lugar.

Os vampiros da literatura morrem com uma bala de prata, os da vida afastam-se para a Europa, para o Banco Central Europeu ou para um cargo da ONU por trinta moedas de cobre que lhes pagamos.

Os vampiros das histórias não suportam o alho, os outros mastigam-no nos restaurantes da moda quando se reúnem para combinar estratégias durante refeições que pagam com os seus cartões do nosso crédito.

Os vampiros reais não temem a água benta tal como não temem a revelação das escandaleiras em que se envolvem pois não se demitem em nenhuma circunstância.

Os vampiros repousam em secretárias de madeira exótica e design elaborado, em quartos de hotel e não em caixões ou em criptas obscuras. Não tem capa para voar, voam em aviões fretados com dezenas de convidados em visitas de Estado.

A única coisa que ainda têm ambas as espécies em comum é o terror pelas cruzes… uns (os de ficção) pelas cruzes religiosas, outros (os vampiros reais) pelas cruzes dos boletins de voto!

Além disso tanto vampiro quer na ficção, quer na realidade enjoa além de enojar!

sábado, abril 10, 2010

YUUUPEEE! Voltei a ser tio-avô. aí vão Cinco!

YUUUPEEE!
Voltei a ser tio-avô. aí vão Cinco!

Olá! a nossa viagem durou 37 semanas e meia. Chegámos à estação da casa de saúde da Boavista no dia 6 de Abril de 2010 às 12.45h e 12.47h. Vivemos em casas geminadas, durante este tempo todo, e a nas ecografias parecia que a casa era a mesma!... somos por isso diferentes. A Sofia é a mais nova, é maior e tem um carapuço branco A Helena é a mais velha, mais pequenina e está com os olhos abertos. Somos ambas muito bonitas! Os nossos papás e mano estão muito contentes connosco.
Beijinhos pequeninos como nós, Helena e Sofia

sexta-feira, abril 09, 2010

Farmville In-Provavel

FARMVILLE IN-PROVAVEL

Farmville


Já lhe chamaram o jogo mais viciante dos últimos anos.

Atingiu a Internet (via Facebook) como uma onda avassaladora mas igualmente estupidificante.

Conheço pessoas que falam em quantidades de morangos como se algum dia tivessem visto um morangueiro; em vacas, como se soubessem de que lado estas têm a cauda e os cornos; em ovelhas como se soubessem que estas produzem lã em vez de poliéster, se são de raça Churra Galega Bragançana ou se fazem Mé-Mé em vez de Au-Au.

Confesso que já plantei batatas e já as colhi com uma enxada na mão e depois com a mão inchada. Já reguei nabos e já conheci muitos.

É francamente estranho ver adultos gastar horas com uma fantasia que nada lhes traz à despensa, ou ao cérebro. Gente que a cada oito horas corre para o computador (como quem corre em aflição para uma casa de banho) para semear trigo, quando na realidade não distingue uma espiga de trigo de uma de centeio, de uma de milho ou de um prego ferrugento.

É tonto saber de crianças a acreditar que existem vacas castanhas que “dão leite com chocolate” e vacas rosa com leite com morango.

Não é menos estranho, nem menos tonto saber que há quem mande tomates às amigas e fardos de palha aos vizinhos.

Há com certeza guarda-redes que enviam frangos e administradores de empresas semi-públicas que recebem prémios, ordenham a vaca e matam as galinhas de ovos de ouro.

Já não chegava a deslavada e sensaborona fruta “normalizada” da Europa.

Robert Mugawe, presidente eterno do Zimbabwe, exigiu uma versão em que as quintas pudessem ser incendiadas e os agricultores expulsos.

Por cá consta que o Prof. Doutor António Manuel Soares Serrano (actual ministro da agricultura) prepara uma linha de crédito destinada à aquisição de computadores para agricultores que queiram passar a exercer a actividade agrícola de um modo ainda mais virtual do que a nossa actual agricultura.

O Bloco de Esquerda vai propor que seja permitido semear Canabis virtual e levar tal importantíssima questão ao Parlamento.

O PCP já contactou a a produtora do jogo (a ZYNGA) para que seja reactivada a versão Beta de quintas colectivistas com planos quinquenais e administração cooperativa que falhou redondamente no passado.

O Partido Socialista ainda não adoptou a sua ovelha negra (tresmalhada mas Alegre) perdida na corrida às presidenciais e não se sabe se o fará.

Quanto ao PSD e ao PP, ambos os líderes vieram já a público exigir o "Mercado Farmville". O PSD para poder vender a nova geração de laranjinhas e Paulo Portas ... porque adora visitas a mercados.


Depois não se admirem se houver quem pense que os ovos nascem no supermercado; que o o bacalhau é um peixe achatado como o linguado; que a pêra Rocha se chama assim por ser dura ou que o esparguete é cultivado nas margens da Ria de Aveiro.

Apenas me fica uma questão: será que no Farmville também irão existir porcos com “Perna Extra”?



.

domingo, abril 04, 2010

Emails falsos, Paranóicos, Tontos, Idiotas, Conspirativos, “Hoaxes” e Lixo no Correio Electrónico e na Internet.

Todos recebemos “porcarias” através do nosso correio electrónico. Alguns transmitimos essas porcarias com o convencimento dos estúpidos e a convicção de quem faz algo útil.

Eis alguns dos casos com que já me deparei!

In-provavel teoria da conspiração

Teorias da Conspiração.

  • -Morte de Kennedy.
  • -11 de Setembro.
  • -Gripe suína /Gripe A.
  • -Vacinas destinadas a propagar doenças.
  • -Substituição do Dólar por “Amero”.
  • -A não existência de funerais chineses em Portugal .
  • -Barack Obama é secretamente muçulmano.
  • -O observatório de Monte Palomar e o programa SETI destinam-se a comunicar com ET’s já conhecidos de alguns governos.

Michael Moore é um dos especialistas em sobrevivência e enriquecimento à custa destas e muitas outras teorias.

in-provavel catastrofe

Catastrofismos

  • -Código da Bíblia.
  • -Calendário Maia.
  • -Vírus do Milénio.
  • -Nostradamus.
  • -O último Papa.
  • -Alinhamentos de planetas.

In-provavel aviso

Falsos Avisos

  • -Todo o tipo de Vírus. Ainda que refira que alguma empresa de Anti-vírus é a autora.
  • -Aplicações informáticas perigosas.
  • -Obtenção da linha do telefone fixo se marcar 9 vezes o zero.
  • -Encerramento do MSN.
  • -Obtenção da linha do telefone móvel.
  • -Apropriação de contas bancárias.
  • -Coca-Cola e Mentos são mortais se combinados.
  • -Coca-Cola e Aspirina provocam embriaguês e alucinações se combinados.
  • -Panadol é venenoso.
  • -Aspirina é mortal para adolescentes.
  • -Vírus que faria explodir telemóveis ao atender determinado número.
  • -Roubo de rins e outros órgãos.
  • -Propagação de HIV (SIDA) com agulhas infectadas em cinemas.
  • -Sangue infectado com HIV em embalagens de ketchup de uma certa marca.
  • -Amostras de perfumes que fazem desmaiar.
  • -O “truque” do pneu furado para assaltar.
  • -Drogas em selos de correio.
  • -Pedintes assaltantes nos semáforos.
  • -Uma publicidade específica no para-brisas como marcação para “Carjacking”.
  • -Ataques, roubos e raptos em centros comerciais e parques de estacionamento.
  • -Espelhos duplos em casas de banho públicas.
  • -Óculos de visão de raios x.

Nota: O facto de muitos destes avisos estarem “assinados” por uma advogada, um superintendente da PSP ou um médico especialista (não se sabe em quê), não lhes confere autenticidade alguma. Trata-se apenas de falsificação ou usurpação de identidade. Verifiquem a morada e os contactos e NUNCA reenviem se não tiverem a certeza da sua veracidade.

in-provavel FACEBOOK

FACEBOOK

Como tudo o que se desenvolve depressa também o Facebook foi vitima de boatos rumores e invenções. Eis algumas:

  • -Ia passar a ser pago.
  • -Seria na realidade uma forma de obter dados pessoais que seriam usados na abertura de contas bancárias falsas.
  • -Fonte de informação para raptores e gatunos. Claro que isto é possível se lá colocarmos simultaneamente todos dados e informação sensível que eles necessitam como morada, horários, NIB, BI e sobretudo se aceitarmos todos os desconhecidos que sem motivo aparente pretendem ser nossos “amigos”.
  • -Quem estivesse mais de 30 dias sem usar o Faceboock veria a sua conta encerrada.
  • -Milhentas falsas aplicações que permitem fazer quase tudo como saber quem vê o nosso perfil.

in-provavel solidariedade

Falsa Solidariedade

Totalmente falsos

  • -A Microsoft (ou outra qualquer empresa) dá dinheiro por cada reenvio de um email.
  • -O mesmo por cada visita a um site ou um blog sem qualquer outra acção.

Para cadeiras de rodas, tratamentos a queimados, camas articuladas….

Nota: Apenas alguém que não pense, não queira pensar ou desconheça de todo o que é a Internet e como funciona acreditaria que quem quer que fosse rastreasse um email para contribuir para uma causa qualquer.

  • -Em Portugal pedidos de qualquer Tipo de Sangue. O Instituto Português de Sangue NÃO faz pedidos de Sangue por este meio. Nunca fez!
  • -Pedidos de medicamentos.
  • -Doação de Órgãos.

Possivelmente falsos ou fora de prazo:

  • -Falsos desaparecimentos de crianças.
  • -Falsos desaparecimentos de animais.
  • -Animais de raças vendáveis para adopção, desde particulares.

Nota: Consultem um motor de busca (o Google por exemplo) e entre aspas coloquem uma frase significativa (importante) do texto em presença ou o contacto (aparentemente verdadeiro) que acompanha o email em questão. Verifiquem a data do documento mais antigo que vos aparece. Se for superior a seis meses não reenviem e se não for confirmem se o contacto realmente existe.

In-provavel - idiota

Para idiotas:

  • -Emails em cadeia que se não pode quebrar.
  • -Emails que dão sorte.
  • -Emails “fofinhos” e marcadamente moralistas.

Para PERFEITOS IDIOTAS

in-provavel gatinhos bonsai

-Gatinhos Bonsai.

Gatinhos que seriam criados dentro de frascos e depois mortos mantendo o tamanho e a forma do frasco.

Falso como uma nota de dois Euros provocou um autentico movimento mundial de protestos e abaixo-assinados inconsequentes.

-Aserehe. Em outubro de 2003, sugiram as mensagens dizendo que a música Aserehe, http://www.youtube.com/watch?v=RFzyYYZs um sucesso do grupo espanhol Las Ketchup, é um "mantra que promeve as forças satânicas".

-Ácido hidróxico, monóxido de dihidrogênio ou ácido hidroxílico.

“Uma substancia presente na grande maioria das bebidas comerciais e mortal se inalada em quantidade. Além disso:

  • -Já domina cerca de dois terços do planeta;
  • - É responsável pela erosão rochosa contribui para o efeito estufa;
  • - Pode causar sérias queimaduras;
  • - Contribui para a erosão da nossa paisagem natural;
  • - Acelera a corrosão e enferrujamento de vários metais;
  • - Pode causar falhas eléctricas e defeitos nos freios de automóveis;
  • - Foi encontrado em tumores de pacientes com cancer terminal;

A contaminação está atingindo proporções epidémicas!

MDH causou danos da ordem de milhões de reais em propriedades em várias cidades apenas este ano e foi o responsavél pelo desastre na Ilha da Madeira.

Apesar do perigo, Monóxido de Dihidrogênio é frequentemente usado:

  • - como solvente industrial;
  • - em Centrais Nucleares;
  • - na produção de polímeros;
  • - como retardante de fogo;
  • - em várias formas de pesquisas cruéis em animais;
  • - Em pesticidas. Mesmo lavando os alimentos, produtos continuam contaminados por esse químico;

Várias indústrias despejam MDH nos rios e oceanos, e nada pode ser feito contra essa prática, porque ela é legal!. O impacto na vida selvagem é extremo, não podemos continuar a ignorar essa situação!

O horror deve ser detido!

A ONU recusou a banir a produção, distribuição, ou uso desse químico prejudicial por causa de sua importância para a economia dos países.”

Já recebi um abaixo-assinado para ser dirigido á ONU, á Comissão Europeia e ao Governo português. É apenas ÁGUA com uma designação cientifica diferente daquela a que estamos habituados. ÁGUA !!!!!!!

Não a metam… não difundam

lixo!!!!

quinta-feira, abril 01, 2010

1º de Abril. Dia das mentiras

 

image

 

A Justiça foi feita sem polémicas e com celeridade.

A Economia ficou bem e tornou-se mais justa e equitativa.

Não houve despedimentos e diminuiu o desemprego.

Não ficou ninguém por atender nas unidades de saúde (não privadas).

Os reformados ganharam poder de compra.

A Educação melhorou, ganhou qualidade e dignidade.

Hoje… NÃO FOI DIA DAS MENTIRAS!

sábado, março 27, 2010

domingo, março 21, 2010

Chegada da Primavera… TELEGRAMA (REPOSTAGEM DE 2007)

pRIMAVERA     iN-pROVAVEL

Até já nem essa forma romantico/trágica de receber novas sequer existe.
-Apesar disso imaginei que tinha recebido este telegrama hoje.

sábado, março 20, 2010

Dia do Pai

scool of dreams - david weisner - in-provavel
Toda a gente, pelo menos uma única vez na vida, passou algum tempo a olhar as nuvens no céu e a imaginar ver aí “coisas” reais.
Sobretudo na infância, quantas vezes não demos por nós, deitados numa pedra ou num prado, na praia ou apenas na varanda a olhar as nuvens e a ver nelas tudo aquilo que desejávamos ver: elefantes, cisnes, pessoas conhecidas, navios…
Eram sem duvida uns momentos divertidos e uma parte inesquecível da infância. Nessa altura não existiam as fronteiras de hoje à nossa capacidade de sonhar, éramos capazes de transformar agua sob a forma de vapor em todo o tipo de sonhos.
Éramos capazes de ver o que queríamos ver. Agora, crescidos que somos, sentimos obrigação de ver tudo como os outros o vêm.
Recordei-me sem aparente motivo, ou talvez porque sempre me recordo, do meu pai.
Recordei uma manhã em que eu, doente, perdia a primavera lá fora e apenas via o sol eas núvens que entravam pela janela aberta de par em par no meu quarto de menino.
Jogávamos cartas sobre a cama e ele falava comigo não sei acerca de quê já, mas lembro que naqueles momentos me esquecia da primavera lá de fora, da escola e do tempo que já passara, primeiro no hospital e depois naquela cama.
Ele fazia-o sempre que podia e conseguia poder muitas vezes.
Sempre que se sentava comigo, ao fundo da cama trazia-me qualquer coisa nova, um livro ou uma história do seu tempo de criança; E eu que já não gostava que me contassem histórias… ficava a ouvir com toda a atenção que podia fingir e acabava sempre por gostar e pedir outra e outra até à hora de almoço.

E hoje, quando pela janela do meu quarto olhei as nuvens, não foram animais nem cenas de fantasia que vi. Foi o meu pai, mas vi-o de uma maneira tão intensa e tão real como nunca pudera ver no céu nada nascido da minha imaginação nem na minha enorme saudade.

quarta-feira, março 17, 2010

EU SOU UM PALHAÇO – In-Provavel (repostagem)

Palhaço in-provavel. - 2

-Tenho oitenta e três anos, uma reforma vergonhosa, filhos e netos que só vejo no Natal, contas que não posso pagar e uma vida inteira de trabalho. Outros que têm a minha idade entram em sentido contrário em auto-estradas porque elas são confusas. Outros, ainda nunca trabalharam e ganham mais do que a minha reforma.Outros ainda... ganham 3 reformas 30 vezes superiores à minha.

Eu sou mesmo um palhaço!

-Vivo num país em que quem tem dinheiro foge à Justiça para o Brasil, regressa em liberdade e é eleita Presidente de Câmara. Há quem se preocupe mais com a divulgação das escutas do que com o seu conteúdo e quem faça de tudo para para nunca assumir nada do que fez de irregular. Outros alongam os processos até à exaustão da paciência e da justiça.

Logo: …sou um palhaço!

-Tenho um primeiro-ministro que faz férias na neve e safaris em África. Antes e depois congela aumentos e progressões de carreira que eu mereço e pelas quais trabalhei sempre; Obriga-me a trabalhar mais anos para que me reforme, nomeia amigos e os amigos nomeiam outros amigos e ainda tem a lata de me pedir sacrifícios e de me falar da crise. Sim, a mim fala-me de crise.

…porque eu sou um palhaço!

-Estou no meu carrinho para ir para o emprego a ouvir falar de crise em todas as notícias e quando olho para o lado, vejo um rapaz de 22 anos num Mercedes que eu nunca poderia sequer sonhar ter. Ele ou o pai dele são culpados de algo muito grave com certeza, e eu?

Eu sou um palhaço!

-Tenho vinte e poucos anos passados a estudar à custa do esforço e sacrifício dos meus pais. Tenho um curso superior e vontade de trabalhar. Tenho amigos que trabalham em instituições governamentais apenas porque os tios são aí directores. Sou actualmente ajudante de peixaria de uma grande superfície. Ainda bem que a minha licenciatura era Biologia Marinha. Sim ainda bem…

… para saber que sou um verdadeiro palhaço.

-Tenho 47 anos e trabalhei desde os 14 na mesma fábrica onde o meu pai e o meu avô trabalharam sempre. A empresa encerrou deixando por pagar 18 meses de ordenados e 115 pessoas no desemprego. O Proprietário mantém as suas casas em Lisboa, Algarve, Ibiza e Brasil, bem como a quinta no Douro, um barco em Vila Moura e todos os automóveis que possuía. Eu… mantenho a família viva à custa da arte de sapateiro, mantenho alguma dignidade e pouca esperança no futuro dos meus.

Mantenho também a certeza de ter sido toda a vida um verdadeiro palhaço, triste mas ainda assim palhaço.

-Sou professor, cometi o “erro” de desejar ter uma família como toda a gente. Estive sempre, nos primeiros 18 anos de carreira, a mais de 80 quilómetros dela. Quando menos recebia tinha que pagar duas casas, gasolina, portagens, e cheguei quase a passar fome. Perdi uma boa parte do crescimento dos meus filhos enquanto adorava ensinar os filhos dos outros; Esforcei-me sempre o mais que pude sem ter muitas vezes os meios que necessitava, para os alunos e por eles. Fui insultado, tentaram agredir-me, riscaram-me o carro, não me aumentam e exigem-me que trabalhe nas escola e o volte a fazer quando chego a casa. No entanto ainda gosto do que faço, mas parece que nem pais, alunos ou ministras o entendem. Tudo isso apenas porque é por vezes difícil entender um palhaço.

E eu… sou apenas mais um palhaço!

NOTA:“Nenhuma das situações aqui relatadas reflecte qualquer situação real que o autor verdadeiramente conheça. Trata-se unicamente de situações imaginárias e ficcionadas e como tal impossíveis de existirem na vida real.”

Depois de feito tal esclarecimento também eu afirmo que sou um palhaço, embora nutra enorme respeito e estima por todos aqueles que o são profissionalmente.

domingo, março 14, 2010

Manual Para Políticos Amadores (Capitulo III)

IN-PROVAVEL MACACO POLITICAL

Acusar
-Incriminar.
-Apontar responsabilidades.

Adversários
-Protagonistas oponentes.

Amanhã
-Futuro próximo.
-Nunca.

Ambição
-Vontade de servir.
-Progressão politica.

Atrasado
-Moroso.

Cabeçadas
-Divergências.
-Discordâncias.
-Dissonâncias.

Cabeçudo
-Determinado

Cacique
-Líder de opinião local.

Cínico
-Bem humorado.
-Original.

Combinação explosiva
-Coabitação.

Contestação
-Agitação.
-Oportunismo.
-Desvario.

Confissão
-Clarificação.

Culpado
-Alegadamente responsável.

Cumplicidade
-Convergência de interesses.
-Comunhão de objectivos.
-Princípios e objectivos comuns.

Deixa andar
-Manutenção do status quo.

Desvalorização salarial
-Reajustamento salarial.

Discordância
-Dissonância.

Doido
-Desequilibrado.
-Original.
-Stressado, esgotado, cansado ou com problemas de coluna, se membro de um governo

Droga
-Dependência.
-Substancia tóxica.

EVASÃO
-Se recluso - Reinserção social.
-Se capitalista - Investimento no estrangeiro.
-Se jornalista - Contornar a questão.

Falhanço
-Adiamento.

Fraqueza
-Tolerância.

Greve
-Paralisação laboral.
-Bloqueio produtivo.
-Ataque às instituições.

Gueto
-Minoria
-Grupo desfasado da realidade.
-Desajustados sociais.

Homem de mão
-Colaborador próximo.
-Assistente pessoal.
-Assessor.

Imobilismo
-Status quo.
-Manutenção da actual situação.

Ignorância
-Desinformação involuntária.

Inflação galopante
-Ligeira derrapagem de preços.
-Dificuldade económica de aquisição.

Jovem palerma ambicioso
-Neófito.

Lobby
-Grupo de pressão.
-Grupo de interesses.

Luta
-Debate aceso de ideias.

Mentiras
-Alegações.
-Desinformação voluntária.

Miséria
-Condições precárias.
-Necessidade económica.
-Precariedade social.

NÃO
-Sim mas…
-Talvez.
-Logo se verá.

Pacóvio
-Rural.

País subdesenvolvido
-País em vias de desenvolvimento.

Pobre
-Necessitado.
-Excluído.
Privilégios
-Vantagens adquiridas.
-Recompensa monetária.
-Compensação.

Propaganda
-Informação.
-Conferencia de imprensa.
Sacudir a água do capote
-Referendo.

Reaccionário
-Tradicionalista.

Repressão
-Manutenção da ordem.

Saco de gatos
-Congresso.

Salário miserável
-Rendimento mínimo.

Suborno
-Contribuição.
-Ajuda monetária.
-Financiamento pessoal.

Víbora
-Dissidente.
-Discordante.

Vira-casacas
-O que sai do meu partido para outro; O que faz o oposto é sempre uma pessoa de coragem politica, carácter, coragem e assinalável percurso politico.

sexta-feira, março 12, 2010

Manual para Políticos Amadores (Capit. 2)

Manual para poíiticos amadores-Capitulo II

 

O Que se pensa e o que se diz:

A demora deve-se à excessiva burocracia.
“-O ligeiro atraso verificado deve-se à necessidade de serem respeitados os prazos e procedimentos legais necessários.”

A Inflação vai aumentar.
“-Uma certa incerteza paira sobre as perspectivas de aumento de poder de compra.”

Ambos são cúmplices.
“-Entre ambos existe uma grande convergência de interesses pessoais e outros.”

As eleições mudaram esta trapalhada toda.
“-Trata-se muito naturalmente do fim de um ciclo político e do inicio de um outro na sociedade portuguesa.”

As guerras internas no partido são inevitáveis e perigosas.
“-É salutar que diferentes sensibilidades se exprimam no contexto interno.”

A reunião foi detestável e sem resultados.
“-A reunião decorreu em clima franco e cordial com muitos pontos de vista semelhante e também algumas discordâncias.”

Bolas o fulano tem toda a razão, vou fazer como ele disse.
“-Sou extremamente sensível à eficaz analise que acabou de fazer e não deixarei de a ter em conta no futuro.”

BRONCA:
“-Circunstancias totalmente imprevisíveis levaram a que se cometesse um erro de cálculo com base em previsões não realizadas.”

Cala a boca idiota!
“-Tenha a bondade de me deixar terminar o meu raciocínio sem me interromper constantemente.”

CUNHA:
“-Ligação de personalidades da sociedade civil ao aparelho de Estado.”
“-Escolha pessoal com base na confiança e competência demonstradas.”

Ele é um valho jarreta, dorminhoco e cada vez mais gágá.
“-Ele é um bastião dos grandes valores ideológicos da democracia e a sua contribuição não pode nunca ser descurada ou esquecida.”

Ele é autoritário e déspota.
“-Ele possui uma considerável capacidade de chefia e liderança.”

Eleições? Que chatice.
“-As consultas eleitorais que pautam a vida do nosso país, permitem aos portugueses exprimir os seus anseios de forma democrática.”

Está bem eu digo-vos, mas nada de escrever isto.
“-Naturalmente informar-vos-ei acerca dessa questão mas off-the-record.”

Está totalmente lixado!
“-A sua posição pessoal encontra-se algo fragilizada.”

Está tudo lixado e vai tudo pró desemprego!
“-A actual conjuntura, a avaliar pelos recentes índices da Comunidade Europeia e da OCDE, apresenta sérios défices estruturais cujo resultado poderá traduzir-se na desacelaração da nossa economia e na forte penalização de algumas categorias sócio-profissionais.”

Fui obrigado a ceder em quase tudo.
“-Foi uma frutuosa troca de pontos de vista que me deu ocasião para redefinir as minhas convicções acerca de alguns assuntos específicos.”

Grande escandaleira.
“-Acontecimento algo embaraçoso.”

Há quem saiba bem quem ele é.
“-Goza de uma certa notoriedade em certos círculos.”

Há tantos militantes como correntes internas.
“-A galáxia de opiniões é rica na sua diversidade”

Morreu? Ainda bem, não faz cá falta nenhuma.
“-Uma perda irreparável para a democracia portuguesa.”
“-Um enorme exemplo de respeito pela liberdade, um democrata e um lutador de excepção e sem paralelo.”

Os idiotas dos eleitores.
“-O tecido eleitoral português.”

O Chato do Presidente da República.
“-O Garante da unidade nacional, o supremo magistrado da nação, o Chefe supremo das forças armadas e o verdadeiro vértice do estado.”

Os pobres estão cada vez mais miseráveis.
"-Verifica-se um ligeiro incremento no numero de portugueses necessitados e na taxa de exclusão social.”

O tipo além de cabotino é teimoso como uma mula.
“-Para além da sua personalidade extremamente mediática é sem qualquer duvida possuidor de sólidas convicções.”

O tipo é um fraco.
“- Possui uma enorme abertura de espírito que sempre soube demonstrar.”

O tipo é um idiota chapado e um indeciso.
“-Possui a primordial qualidade de um verdadeiro homem de estado, que é a de saber utilizar a capacidade de análise e reflexão.”

Passa o tempo todo a mudar de opinião.
“-Possui convicções flutuantes mas perfeitamente bem fundamentadas.”

Se falo acerca disso ainda me enterro.
“- Não sustentarei discussões estéreis e inúteis desadequadas ao momento presente.”

Ser do Contra.
“-Exprimir a diferença.”

TACHO:
“-Desempenho desinteressado de funções oficiais da mais alta responsabilidade e da maior importância para o país.”

Uns dias de sonho nas Seychelles com tudo pago.
“-Uma missão de representação ao mais alto nível, com vista ao estabelecimento de contactos comerciais e ao aprofundamento dos laços de amizade entre os dois estados.”

Vou ser demagogo porque isso ainda dá votos.
“-É necessário dar atenção relevada aos problemas que afligem os portugueses e não descurar nunca o aspecto social da governação.”

quinta-feira, março 11, 2010

Manual para Políticos Amadores (Capit. 1)

in-provavel manual para politicos amadores

-Considero-me um tradicionalista moderado com alguns tiques de reaccionário e umas quantas, se não muitas, atitudes de revolucionário libertário. Possuo uma cada vez maior e mais intensa aversão a algumas pessoas enfeudadas em alguns partidos. Não acredito, nas esquerdas militantes e extremadas, nem tão pouco nas direitas extremas e militantes.


-Por incrível que isso por vezes me pareça a mim e a quem me conhece, acredito no sistema político, na honestidade de uma grande maioria dos seu elementos e não encontro mal de monta no actual regime.


-Outrora, fui militante intenso e responsável; A situação que então se vivia exigia-o e eu tinha a consciência dessa exigência. Ganhei e perdi “combates”, eleições, confrontos ideológicos e tempo, muito tempo e algum dinheiro.

Concretizei e vi caírem muitos projectos meus e de outros com quem tinha uma relação leal de comunhão de pontos de vista.

Quando considerei ter chegado o momento de me afastar, fi-lo deliberada e lentamente, como se disso dependesse alguma vez a minha dignidade, mas não abandonei nunca o hábito de pensar e reflectir a “coisa politica”.


-Pelo caminho, tomei notas e apontamentos que usei muitas vezes em várias ocasiões, e que aqui irei deixar sob o actual titulo. A mim serviram-me bem.


-Hoje, mais perto do centro do “sistema”, inserido totalmente no mundo e ainda e sempre a pensar, sinto-me cada vez mais cínico com relação a alguns políticos, nada crédulo com relação a algumas intenções e totalmente contrário a determinadas práticas.

Não se trata nem da frustração nem da desilusão e nem sequer da descrença. Trata-se apenas de um modo de pensar e da vontade de ver mudar o que de mal está neste meu país.

Em Politica:

  • Por vezes não é bom destapar a caixinha dos vermes.
  • Não é aconselhável abanar o barco onde vamos todos juntos pois podemos ir ao fundo, todos separados.
  • A melhor táctica é a do salame, isto é: comer apenas uma fatia de cada vez.
  • O nada é tudo.
  • O que parece é! – Lenine
  • Tudo está ligado a tudo o resto.
  • Bajular resulta sempre.
  • O mentiroso é um criador de factos políticos. O homem honesto é apenas um mero divulgador.
  • É mais difícil reconhecer os inimigos. O tipo que nos trama é o que nos sorri da cadeira ao lado.
  • O referendo é como um “spray” que se abana quando não há coragem para usar e decidir.
  • È sempre bom perdoar aos inimigos, nada os aborrece mais. – Óscar Wilde
  • O protesto é arriscado, a crítica perigosa e a irreverência imperdoável.
  • A coerência é um luxo que por vezes se paga caro.
  • A única coisa para que o passado serve é para ficar para trás.
  • Nunca se deve acreditar em nada até que seja oficialmente desmentido.
  • Não se deve ser revolucionário sem revolução.
  • Há quem possa ser acusado de praticamente tudo, excepto de honestidade, coerência e competência. Disso ninguém os pode acusar.
  • Existem políticos que possuem o mais rígido código de imoralidade.
  • Um conservador de hoje é alguém que defende as ideias de um reformador de ontem.
  • Um reformador só é reconhecido quando morre, mas por isso deixa de reformar morre nesse instante.
  • Agir correctamente pode provocar embaraços. No entanto isto não é razão para deixar de o fazer.
  • Um economista é alguém que serve para explicar amanha, o porquê de as previsões que fez ontem falharem hoje.
  • Alguns políticos não servem para fazer nada, mas sim para explicarem porque não se fez nada e prometerem de novo fazer tudo.
  • O melhor modo de não fazer nada acerca do que quer que seja é falar constantemente nela.

4 passos para não fazer nada em politica:

1- “Ainda é cedo para fazer o que quer que seja!”
2- “Estamos a analisar o que poderá ser feito!”
3- “Estamos a envidar esforços para que tudo ao nosso alcance seja feito!”
4- “Infelizmente já nada podemos fazer, os factos estão consumados!”

  • Quando o tempo confirma os factos eles já não têm significado.
  • O poder adora arrependidos.
  • Existe o trunfo dos sem coração sobre os sem miolos.
  • “No pântano da arrogância, o trajecto dos néscios é tranquilo impune e bem remunerado”.

quinta-feira, março 04, 2010

Saudade

In-provavel - saudade

Saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular, "saudade", só conhecida em galego-português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".

Diz a lenda que foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil colónia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou acções. Provém do latim "solitáte", solidão.

In “Wikipedia”

Saudade é uma espécie de lembrança nostálgica, lembrança carinhosa de um bem especial que está ausente acompanhado de um desejo de revê-lo ou possui-lo.

Diz-se que é possível ter saudade de pessoas, locais, animais, objectos e (imagine-se) regimes políticos, políticos e governantes.

No entanto, na realidade, tudo aquilo de que temos saudade é do passado. Do que nele vivemos de bom, do que de positivo passámos, daqueles que tivemos e perdemos, do que fomos e não somos.

O resto são memórias que nos despertam a saudade e não a saudade propriamente dita que gera a cada passo um violento sentimento evocativo; triste; melancólico; subjectivo; de angústia, nostalgia e perda.

“A saudade é um sentimento do coração que vem da sensibilidade e não da razão” tem pouco a ver com ela e ainda assim…

É comunicável mas é intransmissível; é exclusivamente humana e aparece com a solidão em comum (a solidão no meio da multidão).

A saudade torna-nos ensimesmados e contemplativos; enche-nos de emoções contraditórias. Faz-nos contrapor o presente ao passado e acreditar que o passado vale mais do que o presente.

A saudade existe em quem não vive o presente em pleno, porque não quer ou não poder e tem desvios e contrastes que as crianças não possuem por não terem “passado”.

O saudosismo é sobretudo patente nas sociedades e nas pessoas que as formam em alturas de retrocesso, de crise de marasmo, de descrença e desesperança.

Portugal está saudosista e eu com ele.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

DÚVIDAS ESSÊNCIAIS

 

4v4x5bn

Quem não dorme de noite não tem o sono em dia?

O Queijo Flamingo é cor-de-rosa em vez de vermelho?

Os anjos discutem o sexo dos homens?

Se há partidas de Carnaval também há regressos de Natal? E se umas se pregam as outras aparafusam-se?

Bater à porta de casa é uma forma de “violência doméstica”?

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

DIA MUNDIAL DO ASPERGER – SINDROME DE ASPERGER

amar asperger in-provavel

As crianças e jovens com Síndrome de Asperger, uma 'disfunção neurocomportamental' da família do autismo, são muitas vezes incompreendidos e mal tratados na escola porque os professores, os auxiliares e os restantes alunos não estão ainda familiarizados com a patologia.
A denúncia parte da presidente da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA) que, em entrevista à Lusa por ocasião do Dia Internacional do Asperger, que se assinala quinta-feira, revelou: 'Ainda há muitos miúdos que são incompreendidos'.
'Algumas [crianças] são alvo de 'bullying' [ameaça ou agressão de forma intencional e repetida] sem sombra de dúvida, não só na violência física, mas na psicológica que é muito pior porque os professores, muitos deles, não estão familiarizados com a problemática ou mesmo que estejam, não são os olhos dos meninos todos no intervalo', adiantou Maria Piedade Monteiro.
De acordo com a presidente da APSA, mãe de um jovem de 17 anos com a síndrome, os doentes de Asperger têm uma grande dificuldade no relacionamento social e na interação com os seus pares, o que leva a que 'qualquer coisa que se lhes faça' tenha repercussões no seu comportamento.
'Basta ser gozado uma ou duas vezes, mesmo em contexto de sala de aula, para nunca mais abrir a boca', exemplificou.
Admite que 'às vezes há maus tratos' sobre estas crianças e jovens e pede 'a maior atenção aos pais, educadores, aos auxiliares de apoio educativo'.
Em caso de suspeitarem de 'bullying', os pais devem dizer-lhes que nunca fiquem sozinhos na escola. Que se mantenham perto de um grupo, por muito difícil que seja, ou que fiquem próximos de uma auxiliar de apoio educativo, avisou, recordando que 'os olhos dos auxiliares não estão em todo o lado'.
Entende, por isso, ser 'urgente' que os profissionais recebam formação 'consistente e uniformizada', apesar de lembrar que o Ministério da Educação fez 'uma grande divulgação e uma grande formação do espectro do autismo e síndrome de Asperger'.
Não só para os portadores de síndrome de Asperger, mas para todos os alunos com necessidades educativas especiais, defende que cada agrupamento de escolas tenha 'forçosamente' uma equipa multidisciplinar que englobe uma psicóloga e uma assistente social.
'Isto é fundamental porque vivemos hoje uma juventude muito, muito problemática em termos de comportamento e as famílias precisam de ajuda para se estruturarem', sublinhou Maria Piedade Monteiro.
Segundo a presidente da APSA, a Síndrome de Asperger manifesta-se 'por alterações sobretudo na interação social, na comunicação e no comportamento', é de transmissão genética, afeta maioritariamente rapazes e são cerca de 40 mil as pessoas em Portugal que têm esta patologia.
Os sintomas podem passar por atraso na linguagem, dificuldade no relacionamento social e na interação com os pares, dificuldade na compreensão das regras sociais e desajuste social e emocional, dificuldade na expressão não verbal e em compreender expressões faciais, atitudes bizarras ou excêntricas, hipersensibilidade sensorial, entre outras.
A APSA propõe-se esclarecer os pais, tanto através do site www.apsa.org.pt, como da linha telefónica, numa entrevista presencial ou até mesmo durante as reuniões mensais, nos primeiros sábados de cada mês, na Junta de Freguesia do Estoril.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

O texto é da Agência LUSA e foi retirado do “Correio do Mnho”

http://correiodominho.com/noticias.php?id=23293

sábado, fevereiro 13, 2010

S. Valentim (2010) – respostagem revista!

S. Valentim  In-Provavel

Desculpem o meu cinismo, mas vocês sabem que isso não vai durar. Claro que durante algum tempo vão andar por aí com esse sorriso idiota estampado na cara; Vão dizer palavrinhas parvas, como quem fala com um bebé de meses, um ao outro e nunca vão largar-lhe a mão com medo que se possa perder numa multidão de três pessoas.

Vão andar aos beijos pelos passeios, cafés, centros comerciais ou durante os primeiros 25 jantares românticos.

Mas daqui a alguns meses onde é que vão estar?

Ainda a namorar? Casados? Juntos? A viver maritalmente?

Provavelmente vão estar na berma de uma estrada qualquer ao lado do carro do/a melhor amigo/a solteiro/a ou já divorciado/a segurarando o cabelo ou a tentar não acertar com o vómito nos sapatos.

Os amigos e amigas vão ser ignorados durante três ou quatro meses; vão ligar para saber como está ou se ainda cá está. Depois, quando finalmente se encontrarem, vão ter que suportar telefonemas de 5 minutos a cada 10 minutos, a ouvi-lo/a dizer onde está e com quem está e que invariavelmente terminam com um “Amo-te muito amorzinho” ou “Eu também te amo muito amorzinho”.

Pior ainda é que nos intervalos dos telefonemas vão querer contar tudo o que de “maravilhoso” tem feito por si a pessoa amada. Vai falar da “sua Maria” ou do “seu João” como se todos, “o” ou “a” conhecessem intimamente e como se alguém estivesse minimamente interessado em ouvir o que tem para contar.

Vai colocar constantemente em destaque aquelas “tantas coisas que têm em comum”: ambos adoram as Canárias, ambos detestam touradas, ambos nasceram a uma Sexta-Feira 13, ambos têm um olho de cada lado do nariz, ambos são filhos de mãe incógnita… O que não vai contar a ninguém e que nunca reparou sequer que existe é tudo aquilo com que não concordam e de que deixaram de falar por não concordar; De politica a religião, de música a saídas nocturnas, de gatos a cães.

Mas por outro lado, pode até ser que desta vez resulte.

Pode ser que os dias de lágrimas, de ira e de vómitos tenham terminado, pelo menos durante algum tempo. Talvez desta vez a coisa resulte ou em alternativa, talvez os amigos e amigas tenham aprendido a não apresentarem quem quer que seja, a quem quer que seja, com intuitos românticos.

Talvez você mesmo tenha aprendido que o MSN ou um qualquer “chat” são locais onde nunca deve despir a armadura da sensatez (excepto se costumar ganhar o Euromilhões todas as semanas).

Apesar de tudo, são estas situações e acontecimentos que permitem a actividade profissional a muita gente. Que seria dos psiquiatras, dos psicanalistas, dos bombeiros, dos barman’s e confessores deste país, sem as pessoas que se apaixonam e que dão com os “burros na água”?

Ainda me recordo bem da última vez que me apaixonei e do quanto isso me trouxe de comportamentos idiotas.

-Não me tornou um idiota mas destituiu-me da maioria das capacidades de agir como se pensasse e isto, aos mais variados níveis de actuação. -Tornou-me viciado no tóque do meu telemóvel e podia ter-me tornado accionista da Vodafone; Alterou-me todas as rotinas, fez-me interessar por assuntos que nunca me interessaram; Tive insónias, mais do alguma vez antes tinha tido; Sorria sozinho e gargalhava sem razão. Deprimia-me com o pôr-do-sol e com o nascer dele ou alegrava-me quase às lágrimas com ambos; Ficava à chuva numa esplanada sem sequer saber que chovia ou onde estava.

Tornei-me ora bêbado, ora abstémio e isto apenas por duas razões: por tudo e por nada. Os meus dias, tinham dias de 12 horas e outros de 48.

Por isso e pela incrível felicidade que senti, apenas quero deixar um conselho a todos aqueles que neste momento vivem uma paixão intensa e que tem a certeza de terem passado de “meia-pessoa” a “pessoa completa” sempre que olhos nos olhos, olham os olhos da pessoa que pensam amar…

Encontrem um quarto!

MORTE AO SOL

 

sol in-provavel

MORTE AO SOL

Nome de Filme?

Romance de Agatha Christie?

Canção dos GNR?

Óbito causado por excesso de exposição`solar?

Desejo profundo dos apoiantes, amigos e apaniguados do primeiro-ministro?

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Provérbios Populares e Sabedoria Popular

In-Provavel proverbios populares

Sempre tive a convicção de que a “sabedoria popular” dos provérbios é uma espécie de pronto-a-vestir da sabedoria. Basta dar alguma atenção ao POVO que reclama a sua autoria e que nunca passa além do estatuto de miserável ou remediado. O mesmíssimo POVO que a cada passo demonstra um aprofunda e absurda ignorância acerca dos seus direitos mantendo-se quedo e mudo ao ser ignorado, pontapeado, enganado, pisado e aviltado.

Os provérbios populares, aquilo que de mais comum têm com o Povo é o facto de serem usados quando convém, sempre que tal é necessário e imediatamente esquecidos logo a seguir. Retorcem-lhes o sentido, o significado e a oportunidade de aplicação e aplicam-se sempre, para tentar obter razão onde ela não existe.

Servem para quase todo o tipo de argumentação.

Parecem-se com as palavras de ordem das manifs a quem a tradição (de novo popular) atribuiu um valor mais duradoiro mas igualmente inútil e frequentemente contraditório.

Parece existir a ideia vincada de que os provérbios vão bem com discursos apelativos e que conferem a razão ou as qualidades populares que os que querem fazer-se passar por “povo” e por “sabedores” necessitam para continuar a enganar. Não há politico, candidato ou oportunista que os não inclua no discurso ou que lhes resista.

-Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem eles são.

-Diz-me como te chamas, dir-te-ei quem tu és.

-Mais vale a amêndoa do que o cianeto.

-Quem tem telhados de vidro é visto pelo vizinho.

-Nem tudo o que luz é da EDP ou do Benfica.

-Para mau entendedor, duas palavras não bastam.

-Tempestade no mar, pescadores na merda. (Miguél Unamuno)

-Milhão a milhão devia o banqueiro estar na prisão.

-Mais vale uma operação em Cuba do que duas em lista de espera.

-Azar ao jogo, azar ao amor… irra que é do pior!

-A cavalo dado, vende-se logo.

-Deitar tarde e cedo erguer, dá cansaço e faz adormecer.

-Quem feio ama, precisa de óculos.

-Os homens não se medem aos palmos, é em centímetros.

-Mais vale uma mão inchada do que uma enxada na mão.

-Chuva em Novembro, Natal em Dezembro.

-Casa onde não há pão, todos pedem empréstimos até mais não!

-Enquanto o pau vai e vem, doem as costas.

-Em casa de carpinteiro, espeto de ferro.

-Nunca peças a quem pediu, nunca votes em quem já te mentiu!

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Artigo de Mario Crespo

Mário Crespo In-Provavel

O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

Fonte: http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=509&idi=2500

Nota minha: Não tenho por hábito colocar aqui textos que não sejam da minha autoria mas neste caso achei que seria importante fazê-lo. Não que Mario Crespo necessite de qualquer divulgação; Não que o facto de o fazer leve a minha mão à cara dos responsáveis do “Jornal de Noticías” numa chapada mais que merecida, pois a covardia , o  servilísmo aviltante e subserviente não merecem outro tratamento.

Quanto aos covardes que em vez de nos governar se governam e se divertem a puxar cordelinhos fazendo e desfazendo carreiras e pessoas… para esses, chapadas seriam pouco, bengaladas já se não usam e outro modo de violência seria desperdício do esforço. Sugiro talvez, o VÓMITO ou o ESCARRO nos fatinhos e nas gravatas de seda.

Nunca fui dado a "essas coisas" mas começo a gostar de expressões como: "Revolução Popular", "Poder ao Povo", "Do Povo, pelo Povo e para o Povo" e no entanto, ainda acredito que a classe politica não é toda corrupta e corruptível, egoísta, falsa e mentirosa. Daqui resultam dois problemas: não sei onde anda, o que pensa (se pensa) ou o que é o "Povo" e não conheço os tais políticos que seriam a excepção.
Estou farto desta serenidade popular que tudo permite e de quem pensa que protesto e falta de civilidade são uma e a mesma coisa.
Ainda um dia venho para a rua atirar pedras já que as palavras não arranham inconsciências.

 

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

FADOS, FADAS E… IN-PROVAVEL

Fado In-Provavel

“Fado” é uma boa música ou apenas um mau anagrama?

Uma Bruxa é uma empata-fadas?

Mais vale nascer bem fadado do que bem…