quinta-feira, fevereiro 25, 2010

DÚVIDAS ESSÊNCIAIS

 

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Quem não dorme de noite não tem o sono em dia?

O Queijo Flamingo é cor-de-rosa em vez de vermelho?

Os anjos discutem o sexo dos homens?

Se há partidas de Carnaval também há regressos de Natal? E se umas se pregam as outras aparafusam-se?

Bater à porta de casa é uma forma de “violência doméstica”?

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

DIA MUNDIAL DO ASPERGER – SINDROME DE ASPERGER

amar asperger in-provavel

As crianças e jovens com Síndrome de Asperger, uma 'disfunção neurocomportamental' da família do autismo, são muitas vezes incompreendidos e mal tratados na escola porque os professores, os auxiliares e os restantes alunos não estão ainda familiarizados com a patologia.
A denúncia parte da presidente da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA) que, em entrevista à Lusa por ocasião do Dia Internacional do Asperger, que se assinala quinta-feira, revelou: 'Ainda há muitos miúdos que são incompreendidos'.
'Algumas [crianças] são alvo de 'bullying' [ameaça ou agressão de forma intencional e repetida] sem sombra de dúvida, não só na violência física, mas na psicológica que é muito pior porque os professores, muitos deles, não estão familiarizados com a problemática ou mesmo que estejam, não são os olhos dos meninos todos no intervalo', adiantou Maria Piedade Monteiro.
De acordo com a presidente da APSA, mãe de um jovem de 17 anos com a síndrome, os doentes de Asperger têm uma grande dificuldade no relacionamento social e na interação com os seus pares, o que leva a que 'qualquer coisa que se lhes faça' tenha repercussões no seu comportamento.
'Basta ser gozado uma ou duas vezes, mesmo em contexto de sala de aula, para nunca mais abrir a boca', exemplificou.
Admite que 'às vezes há maus tratos' sobre estas crianças e jovens e pede 'a maior atenção aos pais, educadores, aos auxiliares de apoio educativo'.
Em caso de suspeitarem de 'bullying', os pais devem dizer-lhes que nunca fiquem sozinhos na escola. Que se mantenham perto de um grupo, por muito difícil que seja, ou que fiquem próximos de uma auxiliar de apoio educativo, avisou, recordando que 'os olhos dos auxiliares não estão em todo o lado'.
Entende, por isso, ser 'urgente' que os profissionais recebam formação 'consistente e uniformizada', apesar de lembrar que o Ministério da Educação fez 'uma grande divulgação e uma grande formação do espectro do autismo e síndrome de Asperger'.
Não só para os portadores de síndrome de Asperger, mas para todos os alunos com necessidades educativas especiais, defende que cada agrupamento de escolas tenha 'forçosamente' uma equipa multidisciplinar que englobe uma psicóloga e uma assistente social.
'Isto é fundamental porque vivemos hoje uma juventude muito, muito problemática em termos de comportamento e as famílias precisam de ajuda para se estruturarem', sublinhou Maria Piedade Monteiro.
Segundo a presidente da APSA, a Síndrome de Asperger manifesta-se 'por alterações sobretudo na interação social, na comunicação e no comportamento', é de transmissão genética, afeta maioritariamente rapazes e são cerca de 40 mil as pessoas em Portugal que têm esta patologia.
Os sintomas podem passar por atraso na linguagem, dificuldade no relacionamento social e na interação com os pares, dificuldade na compreensão das regras sociais e desajuste social e emocional, dificuldade na expressão não verbal e em compreender expressões faciais, atitudes bizarras ou excêntricas, hipersensibilidade sensorial, entre outras.
A APSA propõe-se esclarecer os pais, tanto através do site www.apsa.org.pt, como da linha telefónica, numa entrevista presencial ou até mesmo durante as reuniões mensais, nos primeiros sábados de cada mês, na Junta de Freguesia do Estoril.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

O texto é da Agência LUSA e foi retirado do “Correio do Mnho”

http://correiodominho.com/noticias.php?id=23293

sábado, fevereiro 13, 2010

S. Valentim (2010) – respostagem revista!

S. Valentim  In-Provavel

Desculpem o meu cinismo, mas vocês sabem que isso não vai durar. Claro que durante algum tempo vão andar por aí com esse sorriso idiota estampado na cara; Vão dizer palavrinhas parvas, como quem fala com um bebé de meses, um ao outro e nunca vão largar-lhe a mão com medo que se possa perder numa multidão de três pessoas.

Vão andar aos beijos pelos passeios, cafés, centros comerciais ou durante os primeiros 25 jantares românticos.

Mas daqui a alguns meses onde é que vão estar?

Ainda a namorar? Casados? Juntos? A viver maritalmente?

Provavelmente vão estar na berma de uma estrada qualquer ao lado do carro do/a melhor amigo/a solteiro/a ou já divorciado/a segurarando o cabelo ou a tentar não acertar com o vómito nos sapatos.

Os amigos e amigas vão ser ignorados durante três ou quatro meses; vão ligar para saber como está ou se ainda cá está. Depois, quando finalmente se encontrarem, vão ter que suportar telefonemas de 5 minutos a cada 10 minutos, a ouvi-lo/a dizer onde está e com quem está e que invariavelmente terminam com um “Amo-te muito amorzinho” ou “Eu também te amo muito amorzinho”.

Pior ainda é que nos intervalos dos telefonemas vão querer contar tudo o que de “maravilhoso” tem feito por si a pessoa amada. Vai falar da “sua Maria” ou do “seu João” como se todos, “o” ou “a” conhecessem intimamente e como se alguém estivesse minimamente interessado em ouvir o que tem para contar.

Vai colocar constantemente em destaque aquelas “tantas coisas que têm em comum”: ambos adoram as Canárias, ambos detestam touradas, ambos nasceram a uma Sexta-Feira 13, ambos têm um olho de cada lado do nariz, ambos são filhos de mãe incógnita… O que não vai contar a ninguém e que nunca reparou sequer que existe é tudo aquilo com que não concordam e de que deixaram de falar por não concordar; De politica a religião, de música a saídas nocturnas, de gatos a cães.

Mas por outro lado, pode até ser que desta vez resulte.

Pode ser que os dias de lágrimas, de ira e de vómitos tenham terminado, pelo menos durante algum tempo. Talvez desta vez a coisa resulte ou em alternativa, talvez os amigos e amigas tenham aprendido a não apresentarem quem quer que seja, a quem quer que seja, com intuitos românticos.

Talvez você mesmo tenha aprendido que o MSN ou um qualquer “chat” são locais onde nunca deve despir a armadura da sensatez (excepto se costumar ganhar o Euromilhões todas as semanas).

Apesar de tudo, são estas situações e acontecimentos que permitem a actividade profissional a muita gente. Que seria dos psiquiatras, dos psicanalistas, dos bombeiros, dos barman’s e confessores deste país, sem as pessoas que se apaixonam e que dão com os “burros na água”?

Ainda me recordo bem da última vez que me apaixonei e do quanto isso me trouxe de comportamentos idiotas.

-Não me tornou um idiota mas destituiu-me da maioria das capacidades de agir como se pensasse e isto, aos mais variados níveis de actuação. -Tornou-me viciado no tóque do meu telemóvel e podia ter-me tornado accionista da Vodafone; Alterou-me todas as rotinas, fez-me interessar por assuntos que nunca me interessaram; Tive insónias, mais do alguma vez antes tinha tido; Sorria sozinho e gargalhava sem razão. Deprimia-me com o pôr-do-sol e com o nascer dele ou alegrava-me quase às lágrimas com ambos; Ficava à chuva numa esplanada sem sequer saber que chovia ou onde estava.

Tornei-me ora bêbado, ora abstémio e isto apenas por duas razões: por tudo e por nada. Os meus dias, tinham dias de 12 horas e outros de 48.

Por isso e pela incrível felicidade que senti, apenas quero deixar um conselho a todos aqueles que neste momento vivem uma paixão intensa e que tem a certeza de terem passado de “meia-pessoa” a “pessoa completa” sempre que olhos nos olhos, olham os olhos da pessoa que pensam amar…

Encontrem um quarto!

MORTE AO SOL

 

sol in-provavel

MORTE AO SOL

Nome de Filme?

Romance de Agatha Christie?

Canção dos GNR?

Óbito causado por excesso de exposição`solar?

Desejo profundo dos apoiantes, amigos e apaniguados do primeiro-ministro?

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Provérbios Populares e Sabedoria Popular

In-Provavel proverbios populares

Sempre tive a convicção de que a “sabedoria popular” dos provérbios é uma espécie de pronto-a-vestir da sabedoria. Basta dar alguma atenção ao POVO que reclama a sua autoria e que nunca passa além do estatuto de miserável ou remediado. O mesmíssimo POVO que a cada passo demonstra um aprofunda e absurda ignorância acerca dos seus direitos mantendo-se quedo e mudo ao ser ignorado, pontapeado, enganado, pisado e aviltado.

Os provérbios populares, aquilo que de mais comum têm com o Povo é o facto de serem usados quando convém, sempre que tal é necessário e imediatamente esquecidos logo a seguir. Retorcem-lhes o sentido, o significado e a oportunidade de aplicação e aplicam-se sempre, para tentar obter razão onde ela não existe.

Servem para quase todo o tipo de argumentação.

Parecem-se com as palavras de ordem das manifs a quem a tradição (de novo popular) atribuiu um valor mais duradoiro mas igualmente inútil e frequentemente contraditório.

Parece existir a ideia vincada de que os provérbios vão bem com discursos apelativos e que conferem a razão ou as qualidades populares que os que querem fazer-se passar por “povo” e por “sabedores” necessitam para continuar a enganar. Não há politico, candidato ou oportunista que os não inclua no discurso ou que lhes resista.

-Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem eles são.

-Diz-me como te chamas, dir-te-ei quem tu és.

-Mais vale a amêndoa do que o cianeto.

-Quem tem telhados de vidro é visto pelo vizinho.

-Nem tudo o que luz é da EDP ou do Benfica.

-Para mau entendedor, duas palavras não bastam.

-Tempestade no mar, pescadores na merda. (Miguél Unamuno)

-Milhão a milhão devia o banqueiro estar na prisão.

-Mais vale uma operação em Cuba do que duas em lista de espera.

-Azar ao jogo, azar ao amor… irra que é do pior!

-A cavalo dado, vende-se logo.

-Deitar tarde e cedo erguer, dá cansaço e faz adormecer.

-Quem feio ama, precisa de óculos.

-Os homens não se medem aos palmos, é em centímetros.

-Mais vale uma mão inchada do que uma enxada na mão.

-Chuva em Novembro, Natal em Dezembro.

-Casa onde não há pão, todos pedem empréstimos até mais não!

-Enquanto o pau vai e vem, doem as costas.

-Em casa de carpinteiro, espeto de ferro.

-Nunca peças a quem pediu, nunca votes em quem já te mentiu!

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Artigo de Mario Crespo

Mário Crespo In-Provavel

O Fim da Linha

Mário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

Fonte: http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=509&idi=2500

Nota minha: Não tenho por hábito colocar aqui textos que não sejam da minha autoria mas neste caso achei que seria importante fazê-lo. Não que Mario Crespo necessite de qualquer divulgação; Não que o facto de o fazer leve a minha mão à cara dos responsáveis do “Jornal de Noticías” numa chapada mais que merecida, pois a covardia , o  servilísmo aviltante e subserviente não merecem outro tratamento.

Quanto aos covardes que em vez de nos governar se governam e se divertem a puxar cordelinhos fazendo e desfazendo carreiras e pessoas… para esses, chapadas seriam pouco, bengaladas já se não usam e outro modo de violência seria desperdício do esforço. Sugiro talvez, o VÓMITO ou o ESCARRO nos fatinhos e nas gravatas de seda.

Nunca fui dado a "essas coisas" mas começo a gostar de expressões como: "Revolução Popular", "Poder ao Povo", "Do Povo, pelo Povo e para o Povo" e no entanto, ainda acredito que a classe politica não é toda corrupta e corruptível, egoísta, falsa e mentirosa. Daqui resultam dois problemas: não sei onde anda, o que pensa (se pensa) ou o que é o "Povo" e não conheço os tais políticos que seriam a excepção.
Estou farto desta serenidade popular que tudo permite e de quem pensa que protesto e falta de civilidade são uma e a mesma coisa.
Ainda um dia venho para a rua atirar pedras já que as palavras não arranham inconsciências.

 

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

FADOS, FADAS E… IN-PROVAVEL

Fado In-Provavel

“Fado” é uma boa música ou apenas um mau anagrama?

Uma Bruxa é uma empata-fadas?

Mais vale nascer bem fadado do que bem…

quinta-feira, janeiro 28, 2010

A BELA E O PAPARAZZO OU A BETA E O PAPALHAÇO

a BELA E O PAPARAZZO IN-PROVAVEL SOCRATES CARICATURA

Uma história de amor  e paixão pelo poder; pelo poder poder.

Uma história que nos tem  “podido” a todos!

quarta-feira, janeiro 27, 2010

LITERATURA In-PROVAVEL

LITERATURA IN-PROVAVEL

  • O Cavaleiro mais redondo da Távola Redonda do Rei Artur era o Sir Cunferência.
  • Escrever um romance com um lápis mal afiado não tem ponta por onde se lhe pegue.
  • Um poeta ao escrever ao contrário escreve inverso?
  • Se um clérigo escreve um conto é o “Conto do Vigário”?
  • Mário de Sá Carneiro ainda pensou em suicidar-se saltando de uma ponte para o rio em Paris mas não quis fazer uma Sena.
  • Quando os canibais comeram o escritor tomaram o gosto pela literatura.

domingo, janeiro 24, 2010

Arte In-Provavel

ARTE In-Provavel

De quando em vez sou convidado para uma ou outra... (quase sempre, uma a mais) “vernissage” de uma amigo/a, de um conhecido/a ou de um/a desconhecido/a que decidiu , ou alguém por si, realizar uma exposição (quase sempre) de pintura e que teve o desplante de me convidar.

Quase sempre tentam dar ao acontecimento uma solenidade que nem a ocasião merece nem eles/as são capazes de lhe conferir.

As caras (e os donos delas) que por lá passam são invariavelmente as mesmas.

As mesmíssimas tias e tios; os intelectuais do costume; os pseudo-intelectuais de sempre; os donos dos bares da “noite”; os artistas lançados no mercado a marcar presença e a a tecer comentários para quem os queira ouvir; os pretendentes a artistas e os pretendentes a alguma coisa que nunca entendi o que seja mas que marcam presença regular. Ooops… e de quando em vez um autárca!

Há também os estilistas sem estilo e sem venda, os actores em busca de papel, os sonhadores em busca de uma refeição grátis ou dos canapés e os curiosos que não distinguem a parede da tela mas que teimam em opinar ainda e sempre. Claro… não esquecer os jornalistas de todas as áreas, dos estagiários aos consagrados do desporto e uma ou outra “vedetinha de TV”.

Os aperitivos raramente são grande coisa. O champanhe raramente passa de de espumante de baixa qualidade e limitada quantidade.

O Vinho do Porto é Tawny mas daquele que se vende em supermercado durante as feiras de vinhos. O Gin é do barato e a água (tónica ou não) vem em embalagem de plástico.

Aconselho apenas o vinho; sempre branco e sempre verde mas sempre, sempre com a imagem de um palacete no rótulo.

Bebe-se a água e o vinho em copos iguais para não parecer presunçoso e não demonstrar desconhecimento. Os guardanapos (de papel) esgotam ainda antes de outra coisa qualquer e depressa se nota o aglomerar de gente junto às “fontes” de bebida.

Os vestidos das senhoras são os dos casamentos das irmãs, das primas e das amigas e os gestos são tão falsos como os sorrisos e os beijos afastados da face que dão e que recebem ou algumas das gargalhadas mais audíveis.

Em alternativa, algumas delas parecem-se com as avós, quando estas se vestiam como quem tenha estado em woodstock mas sem a lama do festival.

Os homens que não usam gravata parecem ser todos do Bloco de Esquerda ainda que fumando cigarrilhas sem o hábito de o fazer e sem saberem como se faz. Outros poderiam ser sem-abrigo que as roupas não destoariam.

Enquanto que aqueles que usam gravata parecem ser todos vendedores… perdão técnicos/directores comerciais, jovens empregados bancários de bancos privados sem o balcão pela frente ou deslocados dentro dos colarinhos engravatados. Um ou outro, visivelmente metrosexual e meia dúzia de imitadores.

Não sou apreciador de “Artes Plásticas” no sentido que muita gente afirma ser.

Sou perfeitamente incapaz de fazer qualquer esforço para justificar as manchas hediondas que vejo em algumas telas;

Detesto algumas “instalações” com que me deparo, tanto como detesto montoeiras de resíduos sólidos urbanos (RSU’S) ou restos de obras de construcção civil em locais públicos.

Não lhes procuro nem sentidos para que existam, nem justificações recônditas para que possam ser lidas de outro modo que não aquele com que se apresentam aos meus sentidos. Aprecio a técnica de execução e o improviso. Admiro a capacidade de representar a realidade e de a reinventar ou a reinvenção de modos de representação.

Tenho consideração suficiente por amigos para não os arrastar a estes “acontecimentos” e se forem eles os artistas em causa… não lhes minto e evito falar tanto das obras (se for caso disso) como da fauna presente na altura e no local.

Não admiro estes convites nem as suas circunstâncias. No entanto, não perco a ocasião por nada do mundo. Apesar de não gostar de Carnavais a destempo e despropósito sempre tenho uma ocasião de me divertir com a natureza humana e as suas ridicularias.

Se agora me lerem… não voltarei a ser convidado! Irra, lá se vai o mau copo e a conversa fútil!

Bolas faz-me falta!

Aliás.. há muito mais do que isso na actual conjuntura “artística”?

sábado, janeiro 23, 2010

Desafios, inquéritos, questionários, perguntas e respostas… Blogices simpáticas

Desafios dos blog's In-provavel

Esclareço que esta é a primeira e provavelmente unica vez que faço isto e os motivos são apenas dois: O apreço pelas pessoas que mo propuseram e mais nada!.

http://sairdaspalavras.blogspot.com/

E

http://clarices-bichocarpinteiro.blogspot.com/

Eis o “desafio” a ser respondido:

a) Tens medo de quê?


Medo de ter medo de tudo aquilo que me assusta e que receio não conseguir superar.

O Absoluto, em geral, assusta-me. Opiniões absolutas; poder absoluto; dedicação absoluta; dependência absoluta; crença absoluta. O que é absoluto é doentio.

b) Tens algum "guilty pleasure"?


Hum… se tivesse Eu tempo para escrever e Vós tempo para ler… faria uma lista curta!


c) Farias alguma "loucura" por amor/amizade?


Todas as que possam imaginar além de todas as já cometi e não imaginava ser capaz e não lamentei!


d) Qual o teu maior sonho? [Não vale responder Paz, Amor e Felicidade ;)

Tenho sonhos demasiado longos e indescritíveis. Quase sempre têm livros à mistura, bibliotecas imensas que sonho poder ler.

De um modo mais… “Terra-a-terra”: Gostava de poder concretizar os sonhos um sonho chamado Inês. (afilhada de 3 anos com Síndrome de Asperger).

e) Nos momentos de tristeza, abatimento, isolas-te ou preferes colo? (Não vale brincar)

Se tiver “colo” não o recuso… mas não o procuro nem me isolo… limito-me a tentar continuar a ser Ser.

f) Entre uma pessoa extrovertida e outra introvertida, qual seria a escolha abstracta?


Ambas na mesma pessoa com conta, peso e a minha medida que desconheço ainda qual seja e que quero continuar a procurar conhecer.


g) Sentes que te sentes bem na vida, ou há insatisfações para além do desejável?


“Os satisfeitos estão mortos, em coma ou em vias disso” Yur Adelev


h) Consideras-te mais crítico ou mais ponderado? (mesmo sabendo que há críticas ponderadas)


Critico, sem dúvida! E ponderado na crítica, sem sombra de dúvida!


i) Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente ou... (define o que te julgas no geral).


Impulsivo é agir sem pensar ? Reajo bem sob stress!

j) Consegues desejar mal a alguém e eventualmente concretizar? (Responder com sinceridade)

Se alguém disser que não .. MENTE! “Dai-lhes a oportunidade e os meios e eles tornar-se-ão bestas!” Yur Adelev

No entanto sem empurrar quem quer que seja… já pisei muitos pescoços de quem me empurrou para me passar e me caiu um pouco mais à frente. Também já lhes dei a mão muitas vezes.

k) Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...)


Só até onde a “boa educação manda” e… nem sempre! Não faço regra de nada disso mas admiro o respeito pelos outros e o seu direito à pacatez.


l)Qual o lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?


Sou uma mistura de todos os meus “lados” e a minha teimosia tem orgulho em mim e Eu nela. Sobretudo quando tenho a certeza de que ter razão.


m) Casamentos homossexuais e/ou direito à adopção?

As idiotices andam sempre aos pares e a sua ausência também!

Ou bem que se pugna pela igualdade ou se pugna pelo direito à diferença. Ambas as coisas em simultâneo… é uma contradição tontinha e libertária sem razão, sem Rei nem roque, entre os termos da questão.

É uma questão em que tenho demasiadas dúvidas para ter opiniões acertivas e não faz parte das minhas prioridades mais imediatas.

n) O que te faz continuar com o blogue?


O prazer de “dizer” e de saber que há pelo menos uma pessoa que lê e me envia destas coisas para responder.

Note-se que esta será a unica confirmação da regra de não o fazer.


o) O número de visitas ou de comentários influencia o teu blogue?

Nadinha! Mas agrada, embora a qualidade seja preferivél à quantidade como em outras coisas na vida!

p) Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria ela?

Livre sem libertinagem, sem anonimatos e sem “desafios”.

q) Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim em que moldes e caso não porquê?

È sempre bom para a alma compartilhar gostos e partilhar momentos com quem partilha connosco os seu momentos e gostos.

Sem compromissos ou segundas intenções.

r) Sabes brincar contigo mesmo e rir com quem brinca contigo? (Não vale responder com ironias).


Eu só não me rio mais de mim, para mim e acerca de mim porque estou ocupado a rir-me de outras pessoas que me causam a mais profunda tristeza. (Não é ironia).

Gosto que se riam comigo e para mim mas não de mim.

s) Já agora, qual ou quais os teus principais defeitos?


Conhecer os meus defeitos e não ter o sucesso que desejava ter quando tento eliminá-los.


t) E em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?


Se uma opinião acerca de mim me agrada não a considero um elogio mas uma mera constatação. Se for um falso elogio, finjo que a pessoa não disse nada!

Tenho um humor que se situa entre a observação cínica e a causticidade objectiva. Tem imenso potencial… mas a potência é um problema dos homens da minha idade. Dizem-me as minhas amigas… e a quantidade de Viagra que o meu famacêutico afirma vender.


u) Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?


Actualmente o computador permite-me não apenas ver Tv mas também fazer chamadas. Logo….


v) Elogias ou guardas para ti?

Elogio se pensar que é oportuno; manifesto apreço se (na circunstância) pensar ser o mais correcto mas se for merecida a critica ou ou elogio não guardo para ninguém.


w) Tens a humildade suficiente para pedir desculpa sem ser indirectamente?


Absolutamente e espero ser assim até ao meu ultimo segundo! E peço desde já desculpa por isso!


x) Consideras-te, grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?


Quem disse que sensibilidade e pragmatismo se opõem?


y) Perdoas com facilidade?


Demasiadas vezes. Ao ponto de já ter pensado em mudar essa minha faceta… No entanto, perdão e arrependimento têm que fazer parte do mesmo “pacote” e serem ambos sinceros!


z) Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?

A infelicidade, qualquer que seja. Minha ou de alguém a quem estime de sobremaneira.

sábado, janeiro 16, 2010

Manuel Alegre candidato, Contos de Fadas e Polìtica Nacional.

Manyel Alegre candidato In-Provavel e contos de fadas


As histórias da nossa política são iguais aos contos de fadas que são todos iguais entre si.

Na nossa politica existem Califas tiranetes, com Vizires que desejam ser Califas no lugar dos Califas. Rainhas más que consultam e tentam dominar espelhos mágicos que pronunciam verdades que muitas vezes constroem eles próprios. Falo da nossa imprensa, sempre hesitante entre a “notícia sensação”, o bajular do poder, e o reflectir acerca das realidades nacionais.

Existem anõezinhos guindados ao poder funcionando em lobby de anõezinhos que parecem gigantes no topo dos pés de feijão das empresas e organismos públicos ou nas direcções de bancos, ainda que privados.

Há a galinha dos ovos de ouro que todos os dias é morta pelo lucro fácil, pela promoção duvidosa, pela reforma antecipada e choruda, pelo cargo de direcção imerecido.

Há as princesécas ou Moiras encantadas, encerradas no alto de torres de cristal televisivo de onde debitam os seus comentários políticos, sem contraditório ou com ele e de onde nunca saem para provar que saber comentar é o mesmo que saber fazer.

Há o Rei que do seu palácio se dirige ao Povo de quando em vez e que escolhe mal os conselheiros.

Há soldadinhos de chumbo (já não no serviço militar obrigatório mas ainda assim de chumbo) a prestar serviço em países distantes e que aqui pouco ou nada fazem de realmente útil.

Temos sapos que se transformam em príncipes encantados ou patinhos feios que se tornam cisnes temporários mas que pouco depois retornam ao seu estado inicial e desaparecem em exílios dourados, sem fama mas com fortuna ou com cargos em organismos internacionais.

Há lobos maus, sempre a soprarem contra tudo. Lobos a que todos conhecem os côvís, a existência, os actos e o paradeiro mas que os caçadores não conseguem apanhar em investigação alguma; nem com apitos mágicos e doirados, nem com casas pias que nunca foram feitas de outro chocolate que não fosse o mais amargo.

Temos a nossa Rainha-mãe de bochechas proeminentes e que não sabe que já não reina mas que nunca se cala a propósito de tudo e de nada; Que se arrasta adormecendo nas ocasiões solenes e que tem apenas Só-ares de saber o que diz.

Não nos faltam sequer os bobos da corte que todos os dias aparecem travestidos de figura pública das artes e do entretenimento em capas de revistas e em shows onde dançam, cantam e (imagine-se) até falam de política num círculo viciado em que todos se entrevistam e se elogiam a todos.

E temos Manuel Alegre.

Indeciso, como sempre, entre qual o papel que pretende representar neste conto de F_das!

Já quis ser Califa no lugar do Califa; Já foi Príncipe herdeiro deserdado pela rainha-mãe. Já foi Édipo a querer matar o pai. Já foi Caím que mata Abel e Abel politicamente assassinado por Caím.

Ora se apresenta como Raposinha Matreira, ora como Cavaleiro Branco, paladino dos fracos a quem esquece logo que volta a ser a raposa. Já foi Urso urrante, a gritar que a sí ninguém o cala. Mas calou-se sempre que assumiu o papel de pretendente a Rei.

Já foi o Soldadinho de Chumbo na reserva intelectual; o Mago da Corte das letras; o Conspirador da Corte; o Herói Breve; o Grande General retirado em exílio doirado de onde haveria de sair em dia de nevoeiro.

Já foi a Bela Adormecida que acordaria apenas com um beijo do Povo que nunca o beijou e acordou sozinho do outro lado do espelho da Alice, mas longe do País das Maravilhas.

Já pregou no deserto e ainda prega.

Actualmente é uma Cinderela a querer impôr-se à Fada Madrinha e rodear-se de Ratinhos que hão-de ajudá-lo a tentar vingar-se da madrasta e das irmãs que o rejeitaram nas eleições anteriores.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

CANTAR AS JANEIRAS POR ESSES CONDOMÍNIOS ADENTRO

Vamos Cantar as Janeiras In-Provavel

Tenho que confessar que não há em mim um único osso, músculo ou célula… que me faça não gostar do Natal, das suas envolvências e arredores. Gosto de luzes brilhantes tanto como qualquer invisual; admiro a falsidade de muita gente que se declara solidária apenas na 2ª quinzena do décimo-segundo mês de cada ano; gosto de oferecer peúgas e bibelots inúteis, tanto como qualquer mortal possa gostar e gosto de os receber; gosto de repetir a mesma música irritante durante dias a fio, apenas porque a ouvi numa rua qualquer de qualquer cidade ou vila. Repetida até ao “desespero dos simples”, através de colunas ”fanhosas” colocadas no alto de candeeiros ou em lojas do pequeno comércio que ainda usam “leitores de cartuchos” como aparelhagem e caixas registadoras com manivelas.

Gosto de cantar e canto o melhor que posso num Grupo Coral em que admiro a toda a gente a dedicação enorme e as vozes (todas elas bem melhores do que a minha). Mas a minha experiência com cantorias de “Janeiras” é limitada. Tão limitada que apenas uma única vez participei num tão arriscado evento.

Na freguesia/paróquia onde vivia, o Presidente da Junta, à falta de ideias melhores, decidiu (literalmente) cravar uma série de voluntários para retomar a antiga tradição das “Janeiras” que nunca existira naquela localidade.

De salientar que aquele de todos nós melhor voz apresentava era o Ferreira, mecânico-auto prendado que tocara Tuba numa banda filarmónica da sua terra e que não lia uma nota de pauta melhor do que uma frase com mais que três palavras.

Havia a Tininha, uma empenhada catequista solteiríssima (por razões óbvias à vista e ao ouvido) que não perdia uma ocasião para esganiçar a voz na missa dominical e não entendia mais de música do que “pedir discos” na rádio local.

O Senhor Cabral, capitão reformado que em vez de cantar gritava ordens em forma de palavras com música de fundo mas que tocava acordeão como podia e era abstémio militante.

Depois e sem ensaio algum havia também mais cinco homens, a quem não conheci por se terem embebedado nas duas primeiras casas que nos abriram as portas e nos ofereceram Vinho do Porto. E duas beatas de ocasião que chegaram com adufes nas mãos e as mãos neles.

Chovia que “Deus a dava” e lá fomos todos com uma Tuba, um acordeão, adufes, ferrinhos e fotocópias ensopadas na mão.

Recordo-me que na sétima porta que se nos abriu, mais por caridade cristã do que por saberem ao que vinhamos, surgiu à porta um homem alto dos seus sessenta anos, com um violino na mão e um ar curioso. Era um vizinho meu. Foi aí precisamente, que a Tininha, imaginando que seria este um admirador das “Janeiras” e que se prestaria a um acompanhamento musical qualquer, iniciou o seu “solo”. Cantou todo o nosso reportório e músicas que conhecia da Igreja. Cantou tudo o que conhecia e algumas que estou certo inventou na altura, isto enquanto eu batia nos ferrinhos, as beatas espancavam os adufes e o capitão Cabral abanava o seu acordeão para que a água saísse por algum lado. O da Tuba voltara para casa e os restantes vinham já muito lá para trás, encostados uns aos outros aos tropeções.

Quando já só lhe faltava cantar o hino nacional, a Tininha ganhou coragem e acabou por perguntar ao Senhor Yur: “Mas então, o senhor não toca nada connosco?”.

Ele sorrindo respondeu no seu portugês macarrónico: “Num entendo muito portugués bem Sou Chéco… estava a ensaiar par a orquestra Metropolitana… trabalhar lá eu!”.

Foi nesse momento que olhei para a janela do meu quarto… com a luz apagada e nunca me lembro de ter desejado tanto estar lá sozinho, seco, sóbrio e em silêncio como nessa altura.


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Casa Pia – Decisão Final…? Tribunal ? Relação politica??? Sentença?

http://www.youtube.com/watch?v=HbBjOs8gE5w

Vejam bem ISTO! e.. OIÇAM com ouvidos de OUVIR! (CLICK em cima!!)

Sempre que oiço novas acerca do caso “Casa Pia” recordo uma frase que ouvi ao meu amigo Yur Adelev:

-“Antigamente, as crianças eram ensinadas a acreditar que os “dragões” eram controlados pelos cavaleiros justos e bons ou que realmente não existiam dragões.

-Nunca ninguém lhes ensinou que os monstros estão por todo o lado e são parecidos connosco!”

Quanto ao resto…

Tudo neste país Casa mas ninguém Pia!

-Ninguém o desmentiu! Ninguém ousou comentar ou processar… Quando a verdade incomoda... ignora-se e é TUDO?

domingo, janeiro 10, 2010

A ARTE DA ESCRITA- Cursos e Conselhos

a arte de escrever In-Provavel Blog

Quero esclarecer uma coisa muito importante: Escrever não é uma arte moribunda! Ser pago para escrever é uma arte pré-extinta.

Talvez fosse importante fazer-se uma análise, ainda que ligeirinha, do que levou a esta situação e do modo fácil de a ultrapassar, especialmente para aqueles que possuem em casa um arma de fogo, um forno a gás ou comprimidos variados em doses e cores.

Nos tempos em que escrever não era um assunto exclusivamente acerca de dinheiro, nos tempos de Camões e Gil Vicente que eram pagos em galinhas ou em moedas arcaicas que nem para comprar galinhas davam, a História era outra mas a coisa funcionava. Nos primórdios da Revolução Industrial tudo se tornou mais complicado e escrever tornou-se uma Arte. Camilo era um produtor literário de fundo, já que a necessidade a isso o obrigava. A arte da escrita era paga à palavra e as frases eram longas e tortuosas pois a sua brevidade significava menos pão na mesa e nem só de pão vive o “escrevinhador”. Nunca hei-de esquecer a descrição do escritório de Afonso da Maia com que Eça de Queiroz assusta, logo de inicio, o mais incauto leitor principiante na arte de ler os clássicos. Os brocados, os reposteiros e cortinados, os veludos, os estofos das cadeiras e cada mínimo detalhe enfadonho de cada recanto escôncio da divisão do “velho” Maia.

Nesse tempo era legítimo e normal consumir centenas de páginas, uma atrás de dezenas de outras porque as árvores abundavam e madeira para fazer papel não faltava.

Mais tarde, apareceram escritores como Hemingway que nunca dizia “estava a chover” mas apenas “chovia” para evitar o desperdiçar de palavras. Usavam-se poucas palavras mas cada uma delas, nesta época, significava uma “pipa” de dinheiro para o escritor o que lhe permitia assumir a atitude de bon-vivant, pessoa viajada e algo excêntrica. A escrita permanecia rentável sobretudo por falta de concorrência real e também porque o acto de ler era ainda o mais solitário dos prazeres pois a massificação da pornografia ainda não tinha acontecido.

Mesmo quando a pornografia começou a dar os primeiros passos, não constitui de imediato uma ameaça para os escritores; mantinha-se confinada a algumas publicações como a Playboy, a Penthouse ou a Luí que continham também longos artigos de autores famosos e eruditos acerca de assuntos como “Tocar clarinete” ou “Desarmamento nuclear”. Não creio que alguém alguma vez os tenha lido integralmente mas havia quem fosse pago para os escrever.

Depois foi o advento da Internet e tudo se alterou.

Quando a Net invadiu os lares a publicidade invadiu a rede. Os jornais começaram a cair uns atrás dos outros ou a diminuir de tamanho e espessura e o som doce do virar das páginas do jornal matutino foi substituído pelo surgir de imagens que piscam incessantemente e invadem os monitores dos PC’s caseiros. Mas o mais importante foi que a Internet vinha recheada com pornografia e a pornografia não instiga à arte da escrita. Aliás, para provar o meu ponto de vista fiz uma pesquisa rápida em busca de literatura ligada à pornografia que pudesse ser encontrada na Rede Global. O que de mais semelhante que encontrei foram os anúncios de “acompanhantes”, os de “troca de casais” e um E-Book intitulado “Katty Gosta dos Animais da Quinta”.

Sei o que podem estar a pensar: a Internet não é apenas pornografia e os escritores também devem ter beneficiado de algum modo com ela. Foi por pensar também assim que pesquisei no GOOGLE “ficar rico escrevendo” e encontrei centenas de locais disponíveis. Desde coisas tais como “Torne-se um Escritor Freelancer de Sucesso em Quatro Passos” a “Curso de Escrita Grátis” (http://in-provavel.blogspot.com/2008/11/curso-de-escrita-criativa-grtis.html).

Num outro site que prometia tornar-me milionário apenas escrevendo, acabei por me distrair com as dezenas de imagens de senhoras elegantes em poses eróticas envergando vestidos curtos, transparentes e decotados. Noutro local que garantia ensinar como se escrevem best-sellers, apenas havia links para coisas como “Jogos eróticos”; “Despedida de solteiros/as ao domicílio”, “Guia de sedução de lésbicas para homens”; “Serviços femininos para estrangeiros” e “Noivas Russas por catálogo”.

Apenas num blog encontrei algo que me acendeu alguma esperança. Um homem decidira fazer Crítica Literária por conta própria acerca dos livros que lia e que também ia escrevendo ele mesmo pequenos contos e poemas com enorme desvelo e entusiasmada esperança. Durante três anos, tudo não passou de um acto solitário pontuado por comentários de outras pessoas que encaravam essa sua actividade como mero passatempo. No início o homem tinha o sonho de ser descoberto por alguém que o publicasse e chegou mesmo a publicar-se pagando todas as despesas e recebendo em troca um “rombo financeiro” razoável. Mas no 4º ano de esforços parecia que finalmente se tinha tornado um profissional da escrita capaz de viver apenas dela.

Escrevia o seguinte:

“A partir de hoje vou dedicar-me a este blog a tempo inteiro. Na empresa onde trabalhava contrataram já alguém para o meu lugar!”

Fiquei contente por ele.

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Critica Musical - World Music

CD Critica musical in-provavel

Critica Musical.

Continua a fazer furor o mais recente álbum da canto-compositora Sul-Americana nascida na Geórgia (União Soviética / URSS) com cidadania Canadiana e residente nos EUA.

O seu mais recente álbum em forma de CD sugere os ritmos africanos e as musicalidades tailandesas de influência marcadamente étnica das tribos do Peru e da Papuásia/Açores ou magrebinas. A beleza da sua voz quente, tépida e fresca quase gélida com sotaque acentuado de origem britânica, anglo-saxónica ou mesmo inglesa relembram os ritmos do Jazz clássico das décadas de 20, 40, 80 e 90, o country e a soul com laivos de world music e blues.

Interprete de uma beleza intelectual indescritível transmite em cada uma das suas composições, laivos de melodiosa e branda, insinuante, mansa, fluente, inquietante, dançável e obstipante alegria.

Ainda não ouvi mas se ouvir talvez venha a gostar.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

2010 PREVISÕES - PROGNÓSTICOS – ADIVINHAÇÕES – FUTUROLOGIAS

bola de cristal  crystal ball

· Portugal vai crescer economicamente tanto como … vai crescer fisicamente.

cAMÕES IN-PROVAVEL

· Vai ser lançado o novo "cumputador Camões” para substituir o “Magalhães”, depois será o “D. Sebastião” que será pago com os fundos de reforma dos funcionários do Estado e com dinheiros destinados aos orfanatos.

· Mário Soares será agredido na face com uma miniatura da Torre de Belém.

· A nova ministra da Educação recebe o Nobel da Literatura e completa um mestrado a sério.

· A Protecção Civil vai decretar alertas cor-de-rosa no Verão e cor-de-Laranja no Inverno.

rESTAURANTE sALTO À vARA- ROBALOS  IN-PROVAVEL

· Armando Vara depois de ver anulado o processo em que está envolvido abrirá um restaurante de peixe em que a especialidade será “Robalito à Sucateiro com batatinhas à Millenium”.

saramago in-provavel

· José Saramago converte-se ao catolicismo e escreve “Abel” . Para aumentar as vendas defende que as Páginas Amarelas se encontram plenas de pessoas más e violentas envolvendo-se em polémica com as operadoras telefónicas.

SUBBUTEO IN-PROVAVEL

· Portugal vence o Campeonato do Mundo de Futebol (versão Subbuteo).

dotecome.blogspot.com

· São anunciadas as futuras obras de construção de um Parque Natural de Contentores em Esposende e outro em Serpa. Ficaram também prometidas as ligações da A7813-B a Vilar de Perdizes e a Alhos Vedros e a construção do túnel de ligação à Rotunda do Faial com correspondência à ilha das Berlengas.

trafico in-provavel a

· O Trafico de drogas baixará ao passo que o tráfico de influências politicas continuará a aumentar.

carro electrico in-provavel

· È lançado o primeiro veiculo português movido a corda e a conversa de chácha com a presença do 1º ministro.

regionalização in-provavel

· Ressurge o debate acerca da Regionalização e de temas tão importantes para o actual momento nacional como: “a cultura do esparguete nas margens do Sado”, “a renovação do picotado do papel higiénico” “reciclagem e reaproveitamento da casca de banana” e “o reconhecimento dos direitos civis das minhocas e roedores citadinos”. A Sociedade Civil encontra-se mobilizada e fracturada tal como se pretendia.

JUSTIÇA IN-PROVAVEL

· Termina o “Processo Casa Pia”. Como resultado tudo casa e ninguém pia.

· Durante uma sessão da Comissão Parlamentar de Educação dois deputados envolvem-se em desacatos graves insultando-se mutuamente com epítetos tais como: “inteligente e trabalhador”, “sério e dedicado”, “reconhecidamente honesto” e “assíduo aos trabalhos”. O presidente da Comissão viu-se obrigado a interromper os trabalhos dada a situação gravíssima e pouco habitual.

· Tem inicio a construção do 1º lance do TGV entre a Gare do Oriente e dez centímetros depois. A bitola escolhida acaba por ser a bitola chinesa.

sábado, janeiro 02, 2010

Mentiras Quotidianas Diárias (repostagem)

Verdade mentira in-provavel

-Este ano, vou começar a fazer ginástica.
-Isto não dói nada.
-Vou já!
-Estava mesmo para te ligar.
-Devo? Tem graça já nem me lembrava.
-A culpa foi do árbitro.
-O semáforo estava amarelo.
-São só cinco minutinhos… para ir ali à farmácia.
-Paga-me o café que eu pago-te amanha.
-Mandei o cheque ontem.
-É só mesmo ver o e-mail e desligo logo.
-Perdi o seu número de telemóvel.
-Somos só amigos.
-Eu sei o que podes pensar, mas entre nós não se passa nada.
-Este ano, vou estudar a sério.
-Tive um problema familiar professor.
-O professor embirra comigo
-Desculpe o atraso, estive na biblioteca.
-Demoro só cinco minutos.
-Já o li mas agora não me recordo bem.
-Juro que não conto a ninguém
-Estava mesmo para sair.
-Empresta-mo que amanhã já to devolvo.
-Fica-te muito bem.
-Não, estava só a descansar os olhos.
-Bati, mas a culpa foi do outro condutor.
-O raio do gin estava estragado.
-Bêbado… bêbado nunca estive, só um pouco alegre.

-E… que se sente ao fumar isso?
-Liguei-te mas estava ocupado.
-Estou aí em dez minutos.
-Vou pensar e depois digo-te alguma coisa.
-Nunca tal coisa me passou pela cabeça.
-Liga-me depois, agora estou em reunião.
-Era tão boa pessoa.

-A sexta rodada pago eu!


quinta-feira, dezembro 31, 2009

Revista do Ano 2009 - Resumo de 2009

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O ano de Cristiano Ronaldo em todo o lado 24 horas por dia.

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Renascer das esperanças benfiquistas com Jesus.

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Usain Bolt a correr como um raio.

Ano de Portugal apresentar, com a Espanha uma candidatura, subserviente, ao Mundial de Futebol de 2018 ou 2022 e da qualificação (aflitiva) da Selecção de Futebol para o Mundial de 2010.

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A Renault foi suspensa da F1 por dois anos.

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O Sporting bate no fundo e Paulo Bento sai de campo.

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O FCP ganha Taça e Campeonato nacionais e o Barcelona ganha tudo o que havia para ganhar.

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Há doentes que ficam cegos por um erro idiota no Santa Maria de que já foram apontados dois culpados. Os bódes do costume a expiarem!

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Foi o ano da Gripe A também conhecida por gripe “dos porcos”.

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No Algarve queda de parte de uma falésia mata uma família inteira e ninguém parece ter tido culpa… Nem sequer quem deveria ter interditado a área e demolido a rocha instavél como depois da tragédia foi feito.

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Continuam a nascer portugueses em ambulâncias e em Espanha.

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A Protecção Civil continua a funcionar pintando o mapa nacional com cores garridas a cada sopro de vento, a cada vestigio de seca e a cada ameaça de mau tempo. Acabaram por acertar no final do ano civil para justificar os jeeps caros onde se transportam.Untitled - 17

Depois da mania do “hi5” veio a mania do “twitter” e em 2009 foi a vez da “facebookmania”.

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Por cá, o “Magalhães” continuou a navegar em águas escuras; primeiro uma série de erros crassos nas suas aplicações, depois as negociatas com a Venezuela, mais tarde as falsificadas cerimónias de entrega com crianças contratadas por uma agência de comunicação, os problemas com as entregas e a sua suspenção total. O pagamento feito com verbas que pertenciam à Acção Social Escolar, as dúvidas com o destino dos fundos de mais um Instituto Público e as muitas dúvidas com a entrega directa da sua montagem à empresa J.P.Sá Couto. Vem aí o “Camões”! Diz-se…

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O presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Ben Bernanke, foi eleito personalidade do ano pela revista "Time", pelo seu papel decisivo no combate à crise financeira e económica mundial. Por cá, a cegueira do Banco de Portugal (com Vitor Constâncio à cabeça a ganhar mais do que Ben Bernanke) não conhece aparentes melhoras, os casos BPP e BPN deram brado e continuam a dar polémica com a decisão de privatização do segundo.

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No BCP Armando Vara suja, ainda mais, a desgastada imagem do maior banco privado nacional, da classe politica dos robálos e a sua.

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São conhecidas as presões exercidas por este banco sobre o Semanário “SOL” para que não publique noticias relativas ao “Caso Freeport”.

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A taxa de juro atinge minímos recorde mas por cá os bancos tardam o mais que podem em reflectir essa baixa.

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Desde o início do ano, a gasolina sofreu um aumento de 20% e o gasóleo de 10,5% mas parece não haver problema: Foi anunciado o “Carro Eléctrico Português” é de esperar que a EDP não falhe como de costume. Untitled - 21

O desemprego atingiu níveis recorde no 3º trimestre de 2009 chegando aos 10,2%, o que corresponde a mais de 561 mil desempregados em Portugal.

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A QUIMONDA encerra depois de uma novela vergonhosa encenada pelo ministro que acaba por ser demitido depois de uma vergonhosa cena de “corninhos” no Palamento. Mais vale tarde do que …

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Comemorou-se Amália exaustivamente (como de costume). Chorou-se Solnado, João Bénard da Costa e Vasco Granja.

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Houve aviões no Porto pela ultima vez e festivais de verão pelo país todo.

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Os Gato Fedorento atacaram de novo e não saem dos ecrans gozando o proveito da sua fama em anúncios.

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Saramago executa um ecelente golpe de marketing justificando a velha frase: “Se não tens nada para dizer sê polémico para que se fale de ti!”

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Manuela Moura Guedes é literalmente corrida da informação da TVI por estranhas pressões vindas de Espanha e que agradaram de sobremaneira ao executivo nacional; socialismo ibérico em acção ou pior ainda?

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Em Inglaterra Susan Boyle, 48 anos, subiu ao palco do concurso “Britan´s Got Talent” e transformou-se em estrela dos coitadinhos.

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Michael Jackson morre como sempre envolto em polémicas. È o fim de uma “criança grande” e de um grande músico que nunca se tornou adulto.

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Houve eleições e o povo votou pouco para ficar tudo na mesma mas apenas mais confuso. A Democracia revela-se um modo de justificar o injustificavél e perde credibilidade a cada passo.

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Nas Europeias houve algum espanto para os desatentos e menos informados

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Nas legislativas, a campanhã nada teve de esclarecedora nem de edificante e os temas foram TGV e pequenas e medias empresas.

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Socrates encena uma mudança de rostos no governo e deixa cair os mais feios e mais odiados. No seu lugar aparecem caras novas que não convencem e retoma a “conversa da treta” do diálogo guterrista que logo trocou pela “estratégia da vitimização” e do “aí Jesus coitadinhos que não nos deixam governar”. Na Educação a “Aventura” continua.

Manuela Ferreira Leite sobrevive, ainda e sempre no PSD e depois do silêncio mais ruidoso de sempre acabou por não saber fazer ruído audivél pelos portugueses.

Louçâ exulta nas europeias e faz projectos para outras eleições que falha… o “abraço à Lua” não se verifica e já aposta em Manuel Alegre para as presidênciais.

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Nas autárquicas alguns dinossáurios são varridos de cena mas outros mantêm-se. A “virgem de Felgueiras” sai finalmente; Narciso Miranda e o “cacique do Marco de Canavezes” não retornam às Camaras; O major de Gondomar e o estranho caso de Oeiras ficam. Rio e Menezes reforçam as posições e os lisboetas têm o que parecem merecer.

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A Justiça continua leeeeeenta, envergonhada e por vezes vergonhosa. Os conflitos surgem a cada passo entre instituições de Justiça e protagonistas. As mais recentes reformas são postas em causa mas não se corrigem. A imagem que transmite continua a ser a de que “quem tem dinheiro safa-se sempre”.

Um ano inteiro depois e com difíceis negociações entre PS e PSD, Alfredo José de Sousa ocupou o lugar de Nascimento Rodrigues no cargo de Provedor da Justiça a 10 de Julho. Uma vergonhosa situação em vários actos indesculpáveis.

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As tensões entre o Governo e o Presidente da República aumentaram de tom. Vetos e mais vetos presidenciais; aliás o Tribunal de Contas parece partilhar a ideia de que as contas do Estado devem ser correctas e não benéficas para amigos e manobras politicas.

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No Verão as “escutas” foram o acontecimento e anedota. O presidente não sai bem na fotografia mas apetece dizer que “Que las hai… hai!”

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Com o caso Vara as escutas voltariam à ribalta com as do primeiro-ministro, parecendo que uns podem ser escutados e outros nem por isso.

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Durão Barroso é reeleito na Europa mas mantêm contactos e influências algo visiveis dentro do PSD.

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Os aviões e os acidentes fazem heróis: No início do ano, um heroi (comandante de vôo) consegue amarar no Rio Hudson sem causar vitimas e no final do ano, um outro heroi (realizador holandês) consegue neutralizar um terrorista. Também há vitimas além de herois: o "desaparecimento" do A330 que fazia o voo Rio - Paris a 1 de Junho ocasina 228 mortos.

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Obama completa o primeiro ano de mandato com mais cedências do que concretizações e como prémio recebe o Nobel. Haveria alguém que acreditasse noutra coisa?

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G8 passa a G20 mas mantem-se G8 para questões de segurança. O Presidente russo apanha uma borracheira memoravél durante a cimeira.

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Em Dezembro, entra em vigor o Tratado de Lisboa, o documento que pôs a presidência portuguesa da UE na história e não só. O Tratado Reformador da União Europeia promete ser um grande passo em frente na integração da Europa dos 27. Mas de promessas…

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Tintin, Milu, Astérix, Obelix e Ideiafix fazem anos. Chopin também mas ….Untitled - 53

O Flop do ano foi sem duvída a Cimeira de Copenhaga, na Dinamarca, reuniu 192 países de 7 a 18 de Dezembro. Objectivo principal: redução das emissões de dióxido de carbono não foi alcançado. O documento final vai substituir o Protocolo de Quioto sem que se saiba para ou porquê.

Em Portugal o ano termina como começou: “ a meter água”.