sexta-feira, outubro 10, 2008

CASAMENTO ENTRE INDIVÍDUOS DO MESMO SEXO















Casamento entre indivíduos do mesmo sexo
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Ser homossexual, não significa ser efeminado, exibicionista mais culto ou mais inculto do que quem quer que seja. Não significa merecer insultos ou desrespeito enquanto pessoa e não pode significar ter menos direitos perante o Estado enquanto cidadão. Também não significa ser dono da razão ou exemplo de defesa da liberdade.


Não ser favorável ao “casamento” de pessoas do mesmo sexo não significa ser retrógrado; Não significa ser homofóbico, antidemocrático, fascista ignorante ou estúpido. Significa apenas ter uma opinião válida do mesmo modo que os que têm opinião contrária. Não significa ser detentor da moral e dos princípios de estabilidade social.


Não, meus senhores e senhoras. O casamento não é uma via para o reconhecimento de uma qualquer opção de vida ou orientação. O casamento também não combate qualquer tipo de exclusão; Não incrementa o igualitarismo; Não fomenta a igualdade e não contribui para o reconhecimento e respeito de qualquer diferença ou para a sua aceitação social, enquanto tal não existir naturalmente na sociedade em causa.

O casamento não é, nem deveria ser nunca tratado como se fosse, uma dádiva de acaso, oferecida hipocritamente por forças políticas a navegar em busca dos ventos da novidade e da causa polémica por falta de ideias ou ideais que as distingam.

Por mim, respeitarei de igual modo um par de pessoas do mesmo sexo, unidas em vivência comum de acordo com os preceitos da lei, como respeitarei um casal unido pelo casamento e exigirei que os direitos sejam iguais para todos desde que as obrigações de todos sejam as mesmas.

No entanto, um “Casal” é composto por dois indivíduos de sexo diferente e um “Par” por dois indivíduos sem qualquer referencia ao seu sexo, qualquer que ele seja. Isto não é em si, uma diferenciação negativa é apenas gramática e talvez fosse bom que alguns jornalistas a aprendessem. Bastaria consultar um dicionário qualquer.


quinta-feira, outubro 09, 2008

Café, drogas leves e stand up comedy

café in-provavel

Café

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Antes de mais nada gostava de salientar que considero o consumo de droga um problema que pode ser grave.

Tempos atrás fui convidado para assistir a um espectáculo de stand-up comedy. Francamente, não é coisa que admire muito, com uma ou outra excepção rara. A dada altura, o actuante começou a fazer piadas acerca de drogas (essencialmente leves) enquanto todo o público ria alarvemente e ele gesticulava como se tirasse longas passas de um imaginário “chárro”.

Não pude deixar de pensar que toda a gente ali presente tinha, pelo menos uma vez na vida, fumado um “cacete, chárro, paivante, pico” ou lá o que lhe queiram chamar; Ou que, em alternativa, estavam todos pedrados naquele momento. Ainda assim fiquei a pensar porque se arrancam tantas gargalhadas apenas por disparatar acerca daquele tema que não é nem estranho nem novidade para ninguém. Se ele tivesse falado acerca de “emborcar cervejas” ninguém teria sequer sorrido. Por isso a única razão que me ocorre é o facto de ser proibido.

Depois, de pensamento estúpido em pensamento estúpido, deu-me para imaginar o que seria se em vez de terem proibido a canabis tivessem proibido… o café? Pensando bem não é uma comparação tão estúpida como parece de inicio. Lembrem-se que o álcool não é proibido e a “gansa” é.

Já alguém terá imaginado como seria viver num mundo em que a canibis se encontrasse totalmente liberalizada mas onde o tráfico de café conduzisse à prisão?

-A moda de muitas sub-culturas e grupos específicos, iria incluir T-shirts, bonés, piercings e tatuagens com imagens de grãos de café. Os rappers nos video-clips apareceriam com imagens de grão de café em fundo e em alguns países os censores haveriam de proíbi-los.

-Existiriam campanhas nas Escolas a avisar acerca dos perigos do consumo de café. Estrelas de rock reformadas apareceriam em anúncios a garantirem que já não tomavam café e a mentir “com todos os dentes”.

-Os governos haveriam de tentar amenizar a legislação proibitiva por terem as prisões cheias com pequenos traficantes e com “bebedores de café” e falar-se-ia de “salas de cafézada”. Toda a gente na Europa imaginaria a Holanda como sendo o paraíso dos “bebedores de café”.

-As autoridades alfandegárias iriam descobrir carregamentos ilegais de café embrulhados em folhas de cocaína ou liamba para que os cães os não detectassem.

-Nas operações stop, iriam ser utilizados kits para determinar se os condutores se encontravam a conduzir sob a influência de cafeína.

-O Filme “Expresso da Meia Noite” retrataria a historia de um jovem que fora apanhado a tentar traficar café turco para a América.

-Os governos haveriam de gastar milhões em estudos para provarem que o consumo de café pode levar ao consumo de cevada, chá mate e até mesmo ao consumo de chicória.

- A dada altura, o comediante de stand up comedy, começaria a fazer piadas acerca de café. E enquanto todo o público riria alarvemente e ele havia de gesticular como se bebericasse longos golos de uma imaginária “chávena”.

Pronto, já chega. Vou tomar um cafézinho e dormir em paz com a consciência e com as autoridades.

terça-feira, outubro 07, 2008

Receita de Bolachas de Aveia com pedaços (pepitas) de chocolate

bolacha de chocolate In-Provavel

Bolachas de aveia com pedaços (pepitas) de chocolate

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Esta versão de bolachas de aveia é algo maior do que as que normalmente se podem comprar nos supermercados. Não é necessária grande experiência culinária nem grande esforço ou número de acessórios de cozinha. O resultado, se tudo correr bem, pode ser delicioso.

1. Procure a receita ou use as quantidades que aqui lhe são indicadas. Pode também usar o dobro do que indico, já que uma vez iniciada a função, apenas poupará tempo e trabalho se fizer duas vezes mais bolachas. Comigo elas costumam desaparecer bastante depressa depois de cozinhadas.

2. Misture ¾ de chávena gordura vegetal, com 1 chv. de açúcar escuro e 1chv. de açúcar branco. Caso possua uma misturadora, uma batedeira de massas ou alguém disposto a fazer o trabalho, será muito mais fácil para si! Verificou se o açúcar escuro não se encontrava “empedernido”? É que caso não o tenha feito, o processo de mistura será bem mais complicado; A misturadora não irá saltitar e “gemer” ao longo da banca da sua cozinha, a tampa não irá saltar nem o conteúdo espalhar-se como cimento difícil de limpar.

3. Nesta altura, adicione ¼ de chávena de água. Usou margarina, em vez de usar aquela gordura tradicional a que chamam “manteiga”? Fez mal. As bolachas vão saber a gordura estranha, vão besuntar-lhe as mãos e sujar-lhe as mangas e a roupa toda. Caso tenha acontecido… Volte ao numero “1”. Vá comprar “MANTEIGA” à loja mais próxima!

4. OK! Colocou o/s ovo/s sem casca é claro? Tudo bem, já sei e toda a gente sabe que as cascas de ovo são excelentes fontes de cálcio. Mas as bolachas em causa apenas pretendem ser excelentes fontes de prazer e de sabor! Não estamos, a tratar de “comida saudavelzinha”. Junte uma colher de chá de baunilha e duas de “vinho do porto”. Cuidado, nesta fase não se deixe arrastar pelo apetite ou vontade: o nível alcoólico não irá satisfazê-lo na altura em que comer as bolachas!

5. Adicione uma chv. de farinha (sem fermento) e uma colher de café de fermento Royal ou outro mais Republicano. Poder usar a misturadora de novo mas de modo a que a farinha e o fermento não encham de “nuvens brancas” a sua cozinha. COLOQUE A TAMPA SEMPRE.

6. Depois que a farinha e o resto das substâncias que lá misturou estejam realmente misturadas, pode perfeitamente arriscar a adição da farinha de aveia. Meça 3 chavenas dela e se o que sobrar for pouco, junte-o também. Amasse tudo usando as mãos e a força bruta.

7. Depois de tudo bem amassado atire para a massa um saco inteiro de pepitas de chocolate e se possível raspas de chocolate. Use muito chocolate apesar do que a receita diz acerca de apenas uma chávena de pepitas de chocolate.

8. O forno deve estar, nesta altura, quente a 250 graus. Pronto, esqueceu-se de o ligar? Onde é que tinha a cabeça quando decidiu fazer estas bolachas? Espero que tenha pelo menos papel vegetal em casa para forrar os tabuleiros.

9. Barre o papel vegetal com manteiga abundantemente. Eu sei que as receitas dizem que não é necessário mas vá por mim.

10. Despeje colheres da massa no papel com que forrou os tabuleiros de modo a que não se toquem. E coloque no forno durante 12 a 15 minutos. Marque no temporizador esse tempo e comece a limpar a cozinha.

11. Cheira a queimado? Eu disse para usar o temporizador e já lá vão 20 minutos! Bem retire os pedaços de massa carbonizada e recomece o processo de “besuntar” o papel vegetal. Entende agora porque é sempre bom fazer o dobro das quantidades? Não se esqueça que são penas quantidades de massa separadas entre si. Não queremos uma única bolacha grande. Não limpe a cozinha desta vez, não saia da cozinha nem sequer para ir à casa de banho. LOGO que o temporizados tocar retire o tabuleiro. Não cheiram bem? Espere! Deixe que arrefeçam antes de as separar do papel vegetal. Enquanto espera coloque o segundo tabuleiro no forno.

12. Com uma espátula de metal vá separando as bolachas. Não se preocupe com as que for partindo, pode comer os pedaços já. Diz-se que: bolacha partida não tem calorias.

13. FOGO! FOGO! LIGAR 112!!

14. Depois que os bombeiros tenham saído, areje a casa, retire o excesso de água com uma esfregona, lave as paredes e as cortinas, chame o carpinteiro. Depois saia de casa, atravesse a rua entre na lojinha ou mini-mercado e compre um pacote de bolachas de chocolate.

sábado, outubro 04, 2008

SAUDOSÍSMO DÉCADA DE OITENTA

 

DÉCADA DE OITENTA

DECADA DE OITENTA

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Muita gente parece recordar o facto de que nos anos oitenta a vida era boa. Isso é evidente sempre que alguém usa a expressão “nos bons tempos” e se refere aos anos oitenta. Que raio de bom poderia haver naquela altura? Não havia Internet nem telemóveis. A televisão só tinha dois canais o DVD não existia, as cassetes de vídeo enrolavam e o Stereo era uma raridade.

Hoje agimos como se sempre tivesse existido o Mp3, e já ninguém se lembra do Walkman ou de quando era necessário erguer o “fundo-das-costas” do sofá para mudar, não para outro canal, mas para O OUTRO CANAL. Isso era bom, ginasticava não só o corpo mas também a criatividade. Unia as famílias a imaginar como seria se existissem mais 48 canais e não tivéssemos que nos levantar para mudar de um para outro.

É verdade que não podíamos descarregar da net as fotos dos nossos músicos ou actores favoritos mas havia colecções de cromos, a “Musica&Som” e o “Se7e”.

Outra coisa que me aborrece é toda esta onda de nostalgia pelos anos 70. A miudagem hoje usa jeans como os desse tempo, T-Shirts da “Guerra das Estrelas”, blusões curtíssimos de polyester, vê filmes com música dos ABBA e usam tatuagens como os combatentes da Guerra Colonial.

Felizmente, não sou dado a nostalgias mas acho que vou descarregar um álbum das “Bannanarama” pelo Emule!

sexta-feira, outubro 03, 2008

Manuel Pinho e a CRISE





















Manuel Pinho
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Quando a crise está instalada, as falências declaradas, o pânico generalizado e as economias periclitantes... Não é excelente ter este "ser" como ministro da Economia e Inovação?

Depois de ele ter vindo ajudar a proclamar o pânico para com ele ajudar a justificar o falhanço das suas politicas, só me surge uma questão:

Quem melhor para tratar do nosso emprego, dos nossos rendimentos e do nosso futuro do que ISTO ?

quinta-feira, setembro 25, 2008

Textículos XI













-Como conseguiu obter o seu sucesso?

-Duas palavras: exactidão e certeza!

-Como consegue ser tão exacto e certo?

-Duas palavras: tentativa e erro!


sábado, setembro 20, 2008

Textículos X






















Há coisas que nos pesam com tão extraordinária leveza...
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-Talvez toda gente tenha um poema que não lê, um percurso que não faz, um odor que não pode sentir, uma paisagem ou pensamento que não pode ver ou pensar... uma música que não consegue ouvir!

-Esta é a minha !

http://www.youtube.com/watch?v=5DCacIEbAlM


quinta-feira, setembro 18, 2008

30%











DESEMPREGO
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Um total de 27% dos 130 mil novos postos de trabalho que José Sócrates diz terem sido criados desde que chegou ao poder foram, na realidade, empregos arranjados no estrangeiro por residentes em território nacional, escreve o «Jornal de Negócios».

Quer isto dizer que a meta de criação de 150 mil novos empregos em Portugal está, não a 20 mil empregos de distância como o primeiro-ministro reclamou em meados de Agosto, mas sim a mais de 50 mil.

Entre o primeiro trimestre de 2005 e o segundo trimestre deste ano, o número de residentes com emprego aumentou, de facto, segundo os números do INE, em 133,7 mil. Só que as estatísticas oficiais incluem também os empregos encontrados por residentes no estrangeiro que, neste período, aumentaram em 36 mil, adianta o «JdN».

Agora imaginem o que seria se aos 1oo mil realmente contabilizáveis descontássemos o número de desempregados criados desde o inicio da legislatura
!
Só me resta dizer que tenham vergonha, aprendam estatística e já agora é claro: VIVA ESPANHA!

quarta-feira, setembro 10, 2008

O que pensam os Europeus de nós, nós deles e nós e os outros deles e de nós!

o que pensam os Europeus In-Provavel

OPINIÕES são como meias usadas e velhas; todos temos, pelo menos uma e quase todas cheiram mal!

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Uma das mais belas coisas de que Portugal se pode orgulhar é da visão que julga que os outros povos têm acerca do que Portugal.

  • Os suíços acham Portugal sujo e têm razão.
  • Os alemães acham Portugal desorganizado têm toda a razão.
  • Os ingleses acham Portugal pouco civilizado e têm alguma razão.
  • Os franceses acham Portugal “aquela coisa p’ráli na ponta da Europa.
  • Os belgas acham os franceses estúpidos e têm razão.
  • Os espanhóis acham que Portugal é perto, baratucho, interessante e que fica logo ali ao fundo da estrada que sai sua terra. Têm razão!
  • Os italianos perdem pouco tempo a achar o que quer que seja por se acharem si próprios os “maiores” da Europa e não têm razão.
  • Os irlandeses acham Portugal simpático e afável, tem razão.
  • Os dinamarqueses, suecos e finlandeses acham Portugal um pais de sol; Excepto quando chove, tem toda a razão.
  • Os holandeses já tem demasiado em que pensar acerca de si próprios e da relação que tem com a sua multiculturalidade, logo não pensam em Portugal excepto quando Portugal os vence no futebol.
  • Os países de leste acham Portugal um pais europeu como os outros e não têm razão nenhuma.

Os portugueses:

  • Acham os suíços: ricos, mimados, certinhos e tão preocupados com a perfeição como longe dela.
  • Acham os alemães altivos, dominadores, demasiado rigorosos e sem ponta de humor ou piada.
  • Os ingleses, snobes e presunçosos; incapazes de medir ou pesar o que quer que seja e nem sequer sabem conduzir do lado correcto das estradas nem a que velocidades vão em quilómetros. Têm como ídolo uma princesa divorciada e falecida e quando bebem cerveja, caem como tordos ao fim dos dois primeiros litros. Foram eles os inventores do futebol mas como selecção não valem grande coisa e as equipas apenas se vão safando por mérito dos portugueses que nelas jogam.
  • Os franceses, (para os portugas) são chauvinistas, convencidos, duvidosamente higienizados, e demasiado perfumados; Todos eles comedores de pão em forma de cacete; Têm a mania que os pratos culinários devem ter nome francês. A favor deles apenas o facto de terem aquela “primeira dama”!
  • Os espanhóis, são incapazes de aprender línguas, são todos “tios” uns dos outros, falam muito alto, deitam-se muito tarde, levantam-se ainda mais tarde e dormem depois do almoço.
  • Dos italianos, os portugueses pensam que são todos: mafiosos corruptos, perfeitos “larílas” ou que todos têm a mania que são tão machos latinos como o Zézé Camarinha; Que todos falam atrapalhadamente e gesticulam como se estivessem, a vida toda, num filme mudo.
  • Os irlandeses, para os portugueses, são uma espécie de primos próximos dos escoceses que sabem cantar melhor, não usam saia e cujo maior produto nacional é o IRA.
  • Os dinamarqueses, suecos e finlandeses, segundo nós, fabricam bons telemóveis e automóveis, e vivem seis meses por ano de noite com um frio de rachar. Não falam língua de gente e no Algarve são facilmente distinguíveis por serem os que mais lembram as lagostas cozidas deitadas ao sol.
  • Os holandeses andam sempre pedrados (apenas por que podem) e existem em todas as cores, raças, credos, formas, feitios e tamanhos. São todos excelentes jogadores de futebol, mas raramente ganham o que quer que seja e vivem abaixo do nível do mar pelo que se fartam de andar de bicicleta.
  • Acerca dos países de Leste, os portugueses nem sequer sabem aquilo que hão-de pensar. Fazem por uma pequena parte do salário aquilo que ninguém por cá faria pelo dobro. São todos engenheiros e médicos mas são maus a assentar tijolo nas obras. Quase todos ou são excelentes pessoas ou estão ligados a “máfias” e redes de prostituição.
  • Os chineses, bem… os chineses são tão impenetráveis e misteriosos que apenas vale a pena comprar-lhes nas lojas aquilo que dura 1/3 do tempo, custa ½ e funciona com 1/8 da eficácia!

terça-feira, setembro 09, 2008

Textículos IX

AICM-ANGEL IN CLOUD of MY soul

Uma Noite: AICM

Ouvi a leitura e procurei, como se um condicionado reflexo me condicionasse, um cálice de “Porto velho” dos muitos que por lá existiam. Esvaziei-o de uma vez e voltei-me com o segundo copo na mão. Observei os quadros que cortavam o vazio das paredes mas não o meu. Basta de poesia e pintura por hoje!

Já só, na rua, reparei que tinha ainda o copo comigo. Pousei-o no beiral de uma janela ainda mais antiga do que eu e passei onde antes existiram camélias felizes em flor.

Ia imaginando que não fora apenas coincidência ouvir “Più nessuno mi porterà nel sud” no fim daquele poema.

Atrás de mim, ficava um agente da PSP com ar atónito, a olhar para o copo cheio de Porto na beira da janela da esquadra.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Silêncio cinzento e gritaria histérica

 

manuela ferreira leite silêncio IN-Provavel

Manuela Ferreira Leite e Ana Gomes

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Decididamente o país anda preocupado com o silêncio da Dr.ª. Manuela Ferreira Leite. Quase não há um dia em que não haja um artigo, uma coluna, uma análise, um debate ou mesa redonda com bestas-quadradas que não foque o assunto.

A senhora está calada. Ainda bem! Talvez não tenha nada para dizer; Talvez não saiba dizer nada ou talvez não saiba o que dizer. Eu, perante tanta “bastardice” também não sei!

Ainda faltava cá a Dr.ª Ana Gomes a inventar intrigas e a dar voz às suas “teorias da conspiração”. Ficámos todos a saber que afinal não existe “Processo Casa Pia”; Népia, níqueles, nada, zero. Tudo não passou de uma charada, montada pela Policia Judiciária, pelo Procurador-geral da República, pelo Ministério Público, por todos os investigadores, juízes, jornais e quem sabe pelas próprias vitimas para atacar o Partido Socialista e a sua liderança da altura.

Ferreira Leite conseguiu com o seu silêncio tornar-se falada; Ana Gomes conseguiu falando, tornar-se ridícula.

sábado, agosto 30, 2008

Porque não voto BARACK OBAMA!


















Porque não voto OBAMA ?

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Podia ser por que:


-Não é suficientemente preto (ou negro se o leitor for dos que sofre de “comichões politicamente correctas”)?

-Não é suficientemente branco?

-Não é suficientemente mulher?

-Não é hispânico?

-Não é suficientemente experiente?

-Não é suficientemente inovador?

-Porque é casado com uma advogada?

-Porque parece o negativo de Bill Clinton com a sua idade?

Não é por nada disso.


Reparem que se a ideia fosse ter alguém que fosse branco o suficiente, preto (ou negro) o suficiente e suficientemente mulher, as eleições primárias não eram necessárias tinham o Michael Jackson para eleger. Além disso, o facto de não ser mulher não parece ser problema; Hillary Clinton também não é e no entanto desejava ser presidente dos EUA. Que raio de mulher suporta uma humilhação mundial daquelas, finge não saber de nada e perdoa tudo apenas com a finalidade de ser presidente como o marido?

Até diziam por lá que já tinha um estagiário em vista e comprada uma caixa de charutos Cubanos.


Depois há a questão de ser um negro (ou preto) a ser escolhido como candidato pela primeira vez; Grande coisa, são capazes de aceitar um negro (ou preto) quando a outra única escolha é uma mulher? Grande coisa!


Pouco antes de ter ido à Alemanha, Obama era contra a exploração de petróleo off-shore; Depois fazendo jus à “Palavra de Ordem” da sua campanha, parece ter mudado de opinião e já se manifesta aberto à hipótese; Com a retirada do Iraque fez o mesmo. Afinal o que vai mudar parecem ser as suas ideias.


Durante o discurso que fez em Berlim milhares de alemães gritaram e aplaudiram. Isso (já que não se tratava de futebol) recordou-me outro discurso em que uns alemães aplaudiam, e não entendiam nada e outros aplaudiam excitados. Foi no século passado. Não, não foi o de JFK. Mas pensei que os franceses ao verem aquilo tudo se rendessem logo a seguir.


Obama prometeu às suas filhas que depois das eleições lhes ofereceria um cão. Hillary prometeu logo pagar a castração do animal; Que raio de recalcamentos terá ela?


Embora Barack seja um “inspiradíssimo” e talentoso tribuno, com discursos eficazes, soube que o outro lema da campanha:”Yes we can”, já fora usado por outro presidente democrata. Bill Clinton usava-o frequentemente com os estagiários da Casa Branca.


(Agradecimentos ao LateNightShow por algumas das piadas)




Agora a sério:


Não voto Obama porque não sou cidadão dos EUA e se fosse não sei se o faria.

Não gosto de muita gente que o apoia como o casal Clinton ou da sua escolha para vice-presidente. Joe Biden é fartamente conhecido por cometer gaffes graves, ao ponto de ser fonte de muitas anedotas.

Não gosto das temáticas dos seus discursos, a pretender a gradar a gregos e troianos.


Mas sobretudo não voto, ou não votaria, porque Obama promete grandes mudanças e grande progresso.

É que eu sei que quando um candidato promete mundos e fundos durante a campanha eleitoral e é eleito, no mínimo: não há o emprego prometido, há agravamento da carga fiscal, há hesitação na construção de aeroportos, há progresso apenas para os correligionários e invariavelmente as SCUTS passam a ser pagas.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Insegurança, Criminalidade Violenta, Operações Policiais





















Insegurança, Criminalidade Violenta, Operações Policiais e o escritório de Vitalino.

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Dois dias depois da morte de um cidadão inocente nas instalações de um Tribunal (caiu-lhe o tecto em cima) eis que em outro tribunal é roubada uma caixa Multibanco apesar de existir um alarme e sistema de câmaras de vigilância. O alarme não disparou e as imagens não possuem qualidade suficiente para identificar os ladrões. É imensamente injusto.


O escritório de advocacia de Vitalino Canas (porta-voz do Partido no Governo e que tem desvalorizado a “onda de violência”) foi assaltado. Justiça do destino?


Em resposta ao surto de criminalidade violenta a Polícia organiza operações de enorme visibilidade (helicóptero incluído e tudo) em bairros problemáticos e avisa a comunicação social. É mediaticamente justo!


Ministério da Justiça contradiz Secretario de Estado da Administração interna quanto a uma possível alteração do Código Penal e do Código de Processo Penal. É justo que ninguém se entenda, justamente quando era necessário entendimento perfeito.



A actual “Crise de Criminalidade Violenta” (como os órgãos de informação lhe têm chamado) não é crise nenhuma. Trata-se, isso sim, de um processo “em evolução” que facilmente seria previsível a quem tenha estado minimamente atento às coisas deste Estado. É comum e sociologicamente correcto afirmar -se que a violência está intimamente ligada a fenómenos de exclusão, de pobreza, desemprego e à existência de baixos salários e más condições de vida. Todos estes factores se têm vindo a avolumar no passado mais recente.


Temos portanto um país empobrecido em que as “polícias” lutam com más condições de trabalho, falta de meios técnicos, carência e envelhecimento de efectivos, armamento obsoleto, más instalações, má rede de comunicações e muitas vezes falta de formação profissional e até humana. As reformas dos Códigos Penal e de Processo Penal conduziram a uma, ainda maior, desmotivação das forças de segurança que passaram a ver muitas das suas acções de detenção serem “anuladas” em tribunal. Por outro, as mesmas reformas, fizeram com que muitos indivíduos com problemas com a justiça se vissem colocados nas ruas sem qualquer tipo de integração e sem outra hipótese de sobrevivência que não fosse de novo o caminho do crime.


Também começa a parecer ser “tabu” ligar os fenómenos de criminalidade violenta ao fenómeno crescente de emigração, sobretudo a emigração ilegal que é a maioritária e acerca da qual, nem números minimamente precisos existem. É urgente o reforço do controlo de entradas nas fronteiras externas da Comunidade Europeia, mas também é urgente o controlo interno.

Não é justo para ninguém que o espaço comunitário se transforme no refúgio de comprovados criminosos: Não é justo para o vulgar cidadão, carente de segurança e qualidade de vida; Não é justo para a classe criminosa nacional que vê o seu nicho de actividade ocupado. Carecendo de formação, conhecimentos tecnológicos e organização de base, não conseguem competir com os recém chegados excepto aumentando o nível de violência; Finalmente não é justo para o país que vê o produto dos assaltos e roubos contribuir para o enriquecimento de países estrangeiros.


No entanto o porta-voz do Governo diz que o Governo está atento e eu acredito. Com toda a certeza os senhores ministros com direito a protecção policial já recomendaram mais atenção aos agentes encarregados de os proteger. Os restantes ministros, os Secretários e Sub-secretários de Estado lêem os jornais e assistem às notícias na televisão como eu e por isso sei que estão atentos. Alguns já mandaram instalar sistemas de alarme anti-intrusão ou detecção e localização nos lares e veículos que possuem. Estão obviamente atentos!

Há poucos dias foi criado o “cargo” de Coordenador das Policias, com equivalência a Secretário de Estado. Sem dúvida mais alguém que irá estar atento e o Governo irá ficar ainda mais atento, já que passa a dispor de toda a informação acerca de investigações em curso e que antes estava afastada da esfera politico-partidária-governamental. Logo mais atenção.


Eu próprio ando mais atento: ando na rua com atenção, tenho atenção ao trancar a porta de casa e mantenho a atenção à carteira em todas as situações, embora que se ma roubarem, apenas me ficará a mágoa da perda do objecto e dos documentos. Afinal sendo português tenho uma carteira vazia a condizer com a crise e com a alma.


Não tenhamos a ilusão de que se trata de uma crise sazonal ou cíclica É que a fome, o vício ou o desespero não desaparecem com o frio ou com a chuva do Outono e Inverno.

sábado, agosto 23, 2008

Violência, Criminalidade e o Sr. Ministro

Rui Pereira  Administração Interna In-provavel











Rui Pereira
Ministro da Administração Interna
Não disse mas podia ter dito!
Pois só um cego não vê aquilo que todos vêem; Só um inconsciente nega o que é evidente e apenas alguém insensível não sente o que todos sentem.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Nelson Évora ouro
















Para agora o regozijo.
Depois dos Jogos, a opnião acerca das polémicas imbecis que os marcaram , neste país IN-Provavel!!
Até que os jogos terminem que haja jogos!

terça-feira, agosto 12, 2008

quinta-feira, agosto 07, 2008

Textículos VIII






Expressões estúpidas vulgarmente usadas

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“Claramente incompreendido”

“Curso Básico Avançado”

“Cultura Nova-iorquina”

“Cerveja Australiana”

“História Americana”

“Comida de Avião”

“Aterro Sanitário”

“Ciência Politica”

“Ética Negocial”

“Vida extinta”

“Ética Politica

“Força de Paz”

“Inteligência Militar”

“Chocolate dietético”

“Legalmente intoxicado”

“Segurança Informática”

“Segurança de Discoteca”

“Fim-de-semana de Trabalho”

“Organização Governamental”

quarta-feira, agosto 06, 2008

Portugal e os Jogos Olimpicos de Pequim 2008

Jogos olimpicos - Portugal IN-provavel

RESULTADOS OLIMPICOS - PORTUGAL 2008

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LANÇAMENTO DO DISCO: Toni Carreira.

LANÇAMENTO DO PESO: Fernando Mendes do “PESO CERTO”.

LANÇAMENTO DO LIVRO: “A VERDADE (possível) DA MENTIRA (provavél) ” que bateu o anterior recorde nacional de “EU CREOLINA”.

LEVANTAMENTO DE TESOS: Aquilo que este governo não consegue, não sabe e não parece pretender fazer aos pensionistas e idosos do rectângulo (olimpicamente) à beira mar plantado.

SALTO À VARA: Armando Vara, cada salto, cada vitória socrática.

LANÇAMENTO DO MARTELO: Martelo, perdão Marcelo Rebelo de Sousa ainda e sempre a procurar lançar-se para uma eventual candidatura à Presidência da República.

SALTO EM INCUMPRIMENTO: José Sócrates.

TRIÁTLO: Prestação da casa, do carro e sobreviver.

VELA: O modo como a politica nacional parece ser dirigida: “Ao sabor do vento”.

SALTO EM ALTURA: O preço dos combustíveis e o lucro das petrolíferas.

4 X 100 metros (estafeta): Líderes do PSD.

10000 METROS OBSTÁCULOS: Viagem Diária casa/emprego e emprego/casa dos cidadãos dos grandes centros urbanos.

NATAÇÃO: Manuel Pinho, Jamais alguém meteu tanta água, sempre que fala, como ele tem metido.

JUDO: Eu (a)judo esta Instituição de Solidariedade, aquela Organização Humanista, a outra Fundação, aqueloutra Liga de Amigos, mais uma Associação de Voluntários, uma ONG, aquele Lar, uma Sociedade Cultural, um Grupo Desportivo Infantil e um Clube de Amadores!

Entretanto o ESTADO que FAZ??

PATINAGEM ARTISTICA: Maria de Lurdes Rodrigues e Valter Lemos. Um par “único” na patinagem sobre o gelo da educação. Não apenas congelaram a qualidade como foram capazes de promover os maiores deslizes de ética. Embora ainda não tenham registado nenhuma queda grave o ensino nacional tem caído (e muito) por sua culpa directa.

GINÁSTICA ARTISTICA: Aquilo que continua a faltar ao nosso Ministério da Cultura que deveria pelo modo como funciona (mal) ter no máximo o Título de “Direcção-Geral”.

ARGOLAS: aquilo que um deputado socialista do Porto visa proibir na sua próxima proposta legislativa; Depois da proibição das tatuagens e dos piercings e antes da proibição de hambúrgueres e verniz de unhas. A ASAE que se prepare que trabalho não lhe há-de faltar.

BARRAS PARALELAS: Aquilo que mais dia, menos dia, os portugueses irão ver ser-lhes tatuado, algures, no corpo. Este código irá incluir além de todas as informações de saúde, fiscais e de identificação civil, também a matricula do automóvel, o cadastro e o número da roupa interior. Em alternativa estuda-se a implantação de um “CHIP” tal como já se faz com os cães.

FUTEBOL DE PRAIA: aquilo que a nossa selecção pareceu estar a fazer no Campeonato da Europa, pelo menos nos intervalos de procurar contratos lucrativos em outros clubes! (Não é Olímpico mas podia ser).

MARATONA DE BOXE POR EQUIPAS COM TIRO OLIMPICO: Habitantes de um bairro “mediático” em confronto com os vizinhos do mesmo bairro. Uma prova por equipas em que nem sequer os eternos defensores das minorias se apresentaram a público com a “força humanista” e “bloquista” do costume.

terça-feira, agosto 05, 2008

Textículos VII

 

In-PROVAVEL com tomates

 

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-As reformas dos políticos são imorais, ou os políticos das reformas é que são imorais?

sábado, agosto 02, 2008

O que disse Cavaco




















O que disse Cavaco e o que os portugueses não entenderam:
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Isto (em resumo) foi aquilo que o Presidente da República disse!

Factos:

Sócrates prometeu a César mais poder autonómico para que este se candidatasse a um novo mandato!

O PSD não querendo ser acusado de negar mais autonomia lá foi embarcando na revisão do Estatuto Político-Administrativo que acabou por aprovar sem grandes alterações.

Os restantes partidos, mais uma vez, com o receio de perderem votos ou serem acusados de não serem “autonómicos” embarcaram também na mesma “barca furada”!

O Estatuto estava desde logo e obviamente “ferido de inconstitucionalidade”, como o veio a declarar o Tribunal Constitucional.

O mesmo estatuto alterava as competências (reduzindo-as e complicando o papel decisório) do Presidente da República, na tomada de decisões relativas aos Açores.

Incluía também “aumentos” para os deputados ainda que de forma encapotada, o que não sendo inconstitucional é pelo menos altamente IMORAL!

Apenas Mota Amaral pareceu na altura ter reparado nisto.

È francamente triste que os políticos dos partidos nacionais tenham uma espinha tão maleável no que respeita ao binómio: exercício de poder e obtenção de votos!

Talvez pouca gente tenha entendido o que Cavaco disse, a sua premência e importância mas ficou-lhe bem dizê-lo. Muito bem!