sexta-feira, junho 06, 2008

Textículos II












NOVAS OPORTUNIDADES

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Acabo! Sim acabo.
Acabo de ver, porque a minha razão me mandou mudar de canal. Porque o mínimo do bom senso que me resta me GRITOU que mudasse de canal. Porque o que me resta de boa educação me impediu de insultar o Governo, a ministra da educação, os secretários de estado, a televisão e o canal 2. Porque a inteligência que fui adquirindo ao longo de anos de esforço e de treino mo impôs.

Pôrra (e não peço desculpa, devia dizer bem pior)! Mas que raio de futuro querem dar a alguém? Que equivalência é esta? Que paródia de ensino e habilitação estão a dar no fim da fila dos imbecis e dos que se nunca esforçaram para nada? Que MERDA pretendem ensinar a quem nunca teve capacidade para aprender o que quer que fosse, por pura incúria, incapacidade, irresponsabilidade ou preguiça?

Eu Explico:
Acabo de ouvir (pior, ver e ouvir) falar de um curso que confere habilitação equivalente ao 12º ano no qual os curricula constam de três tipos de instrução prática (apenas prática) a saber:
- Escalada;
- Deslizar por um acorda (cabo);
- Canoagem em águas, pouco mais que, paradas;

Resultado – Curso de “Técnico de Animação Turística” com equivalência ao 12º ano e possibilidade de acesso ao Ensino Superior!

Declaração de uma das “vítimas”:
“Estava para ir para humanidades mas aquilo era muito complicado e tinha muita teoria. Aqui achei melhor!”

Pudera….

Nota:

Tenho mais horas, conhecimentos (teóricos e práticos) e anos de prática de qualquer uma destas actividades do que qualquer dos futuros “Técnicos de Animação Turística” em causa. Não falo sequer dos seus “formadores”!
Tenho vergonha e posso bem com as falsas estatísticas que me querem meter pelos olhos dentro.

Um país, nenhum país faz evoluir a sua educação ou as competências dos seus cidadãos deste modo.

quinta-feira, junho 05, 2008

Textículos I









Textículos I

-A nova geração herdou dos pais a vontade ser melhor. O desejo de uma vida melhor do que a dos seus pais, melhor do que a dos seus avós. Alimentaram-na com papas nutritivas e vitaminadas. Vestiram-lhe fraldas descartáveis com grande capacidade de absorção. Untaram-na com loções protectoras. Desinfectaram-na, vacinaram-na e mantiveram-na longe de focos de infecções por razões de saúde.
-Levaram-na à escola todos os dias e foram busca-la sempre, por razões de segurança.
-Ensinaram-lhes que o Amor era uma reacção química algures no cérebro, que os valores são mutáveis, que o homem é a medida do mundo e que a vida, ela própria, possuía o valor de uma causa.
-Disseram-lhes que a Liberdade era a mais bela de todas as coisas e que a teriam porque já fora conquistada. Disseram-lhes que os direitos eram inalienáveis; que o progresso era natural; que o bem-estar era uma exigência e que a Economia servia o homem. Ensinaram-lhes que tinham que ser competitivos, especializados e ambiciosos.
-Ensinaram-lhes o que era o progresso, a tecnologia e pior do que isso, ensinaram-nos a ter esperança.

-Agora admiram-se com as neuroses, as obsessões, os complexos e depressões. Espantam-se com os violentos, os desajustados os complexados e com o modo como eles se comportam.

quarta-feira, maio 28, 2008

Futebol Euro 2008 Selecção Nacional














Futebol Euro 2008 Selecção Nacional

Gosto de Futebol. Mas sem exageros. Tenho um clube favorito. Mas sem exageros.

Se empata, não perco tempo a pensar nisso porque sei que não foram capazes ou suficientemente bons para ganharem. Se perde, perco o mesmo tempo e concluo que ou os outros foram melhores, tiveram mais sorte ou mais capacidade. Nunca penso que tenha sido culpa da arbitragem.

Quanto à Selecção Nacional, qualquer Selecção, a história é outra. Vibro, vivo, salto, esmurro e urro. Um erro vale um epíteto; O árbitro, está sempre de má vontade, persegue-nos, não entende nada de futebol e é filho de mãe incógnita. Os adversários fazem mais faltas do que aquilo que jogam, um corte de bola é falta, um contacto com o nosso jogador é motivo para um cartão amarelo… ou dois e uma rasteira a meio campo é “penálti” óbvio.

Sinto-me tenso uma hora antes do jogo como se fosse eu a entrar em campo e por vezes, dou por mim a fazer “prognósticos” e a falar um “futebolês” quase perfeito sem sotaque de bom senso algum. A cerveja sabe mil vezes melhor, o fumo do cigarro entra-me nos olhos e faz com que fiquem lacrimejantes, quase sempre ao ouvir o hino nacional.

Gosto daquela alegre magia que nos enche quando um jogador dos nossos mete a bola na baliza dos “outros”.

O que eu já não gosto é da informação acessória que as televisões me impingem de manhã à noite e em cada serviço noticioso. Dizem-nos quase tudo acerca de tudo o mexa nas imediações. Quem está, quantos são, o que vestem e de onde são. Não há parvalhona ou parvalhão que não seja entrevistado pelo repórter enviado ao local. Todos têm cachecóis de mil feitios diferentes a dizerem Portugal. Todos se embrulham em bandeiras nacionais que maltratam como se fossem rodilhas de loiça. E quando o “jornalista” esgota a matéria para “encher os chouriços”, lá vêm as criancinhas (tão giras…) que só conhecem o Ronaldo, a dizerem que é o “mais melhor do mundo”!

Entrevista-se o dono do pronto-a-vestir que fica a 20 quilómetros que pôs uma bandeira no manequim; O ti Joaquim que tem (na horta) tomates vermelhos e feijão verde; A dona Miquelina apenas porque sim e o Zé “borrachóla” apenas porque não. Lá aparece o Dr. Fernando Ferreira Faria Fernandes a discursar acerca da importância da aerodinâmica da bola e da consistência do relvado para a “tribéla” (ou trivéla) do …

Entrevistam-se as mulheres dos jogadores, os pais e avós, a primalhada toda e aquele tipo que já o não vê há mais de 10 anos mas que lhe abriu a cabeça com um pontapé durante um jogo da paróquia aos 7 anos.

Entrevista-se o motorista da camioneta, o cozinheiro, o aparador de relva, o director do hotel, a camareira, o mini-bar, o porteiro e por que não a própria porta do hotel?

Depois vêm as ementas, dos jogadores; O que fazem nos tempos livres, se jogam às cartas ou bilhar; Se bebem leite ou sumo, se foi carne ou peixe, massa ou arroz. A que horas acordaram e quando calçaram as chuteiras.

Espero ainda com maior das ansiedades que mais dia, menos dia, fiquemos a saber a que horas arrotou o Simão Sabrosa; quantas vezes vai o Ricardo Carvalho ao WC por noite ou de que cor são os boxers do Nani.

segunda-feira, maio 26, 2008

sexta-feira, maio 23, 2008

MEMÓRIA












MEMÓRIA

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-Tenho experimentado ultimamente alguns problemas com a memória. Esqueço-me com frequência de onde coloco os objectos de que preciso, Esqueço as datas de aniversário de quase toda a gente incluindo a minha. Por vezes não me recordo de que não uso óculos e procuro-os pela casa toda até que me canso. Outras vezes, esqueço-me de dormir e passo os dias, cheio de sono sem me lembrar porquê.

-Á poukus diaz esqussi-me de kmo cê eskrvia kuando etva a envear 1 msagem no tlmovel. Flixment ningem nutou nda.

-Tenho a convicção de que isto já dura há muitos anos, porque nem sequer me lembro de ter nascido e as primeiras recordações que tenho, são de uma casa de onde saí antes dos dois anos de idade. Não me lembro de ter aprendido a andar ou a falar e no entanto falo e ando.
-Alguns amigos dizem-me (quando me esqueço da idade que tenho) que isso é típico das senhoras mas francamente não me recordo da razão porque o dizem.

-Ultimamente, quando oiço o preço da gasolina ou de alguns bens essenciais, fico muito admirado. Quando vejo as péssimas condições de vida de muita gente abro a boca de espanto; Quando me dou conta daquilo em que este país se transformou em poucos anos arregalo os olhos até me doerem. Que diabo, como posso eu não me lembrar de Portugal ter passado a ser um país do terceiro mundo?
-É que francamente não me lembro de ouvir o actual primeiro-ministro (que me dizem ser engenheiro, embora não me lembre disso) prometer o aumento do desemprego mas sim a criação de milhares de empregos. Não me recorda absolutamente nada que tenha prometido destruir o sistema de ensino e de saúde, de instalar portagens onde as não havia antes ou de o ter ouvido a garantir uma cada vez pior redistribuição da riqueza gerada.

-Mas cada vez mais me espanto menos; É que também havia esquecido que alguns políticos são capazes de todas as “facinorices” para chegar ao poder e depois, esquecem-se eles próprios, de tudo o que disseram.

-Apesar de ser esquecido não sou estúpido de todo e não me vou esquecer nunca de muita coisa como estas.

segunda-feira, maio 19, 2008

Canção de Embalar






















SEMPRE

Boa noite meu Anjo é tempo de fechar os olhos e deixar as perguntas que ainda não fazes para amanhã. Penso mesmo que eu ainda consigo, ler-te nos olhos que entendes tudo aquilo que eu te digo. Prometo estar sempre contigo e que onde quer que tu vás, saberás que estarei eu sempre perto de onde tu estás.

Boa noite meu anjo é tempo de dormir. Tenho ainda tanto para te dizer. Lembra-te das canções que sempre eu te cantei. Para mim, já é tempo de ir. Navega nos meus braços até adormecer que ao acordares aqui estarei. As tuas águas serão agitadas e profundas. Mas neste coração antigo que com a tua existência inundas ao adormecer, existem esperanças profundas da tua felicidade simples de ser.

Boa noite meu anjo, agora é tempo de sonhar e quando um dia distante, uma criança nos teus braços acordar, canta-lhe uma canção assim. Então serei uma parte tua como tu és sempre a maior parte de mim.

Um dia, como nós também esta canção há-de passar. Mas enquanto houver uma criança que acorde e alguém que lhe cante uma canção de embalar para ela adormecer, há-de ser no seu coração que nós os dois havemos sempre de estar e para sempre viver.


Yur Adelev

quinta-feira, maio 15, 2008

SOCRATES, FUMO, TAP






















Ele, sem vergonha!
TAP, sem respeito!
Eu sem surpresa e sem comentários!

domingo, maio 11, 2008

Terra de cegos











Terra de cegos

Quando vi (e ouvi) o Senhor bastonário da Ordem de Todos os médicos e o senhor presidente do Órgão Corporativo que abrange os nacionais-oftamologistas, a alertar os cidadãos acerca dos perigos “terríveis” de serem operados em Cuba, não pude deixar de sorrir o mais amareladamente possível.

Todos, TODOS, sabemos quem sempre se opôs à abertura de mais cursos de medicina. Sabemos que a consequência imediata foi a inflação das notas de entrada nas actuais faculdades. Sabemos que os únicos beneficiados foram os médicos em geral e que os prejudicados fomos TODOS NÓS em geral e particular!

Temos TODOS consciência que hoje em dia não é médico quem possui real vocação para o ser, mas sim quem possui todos os meios necessários para obter as notas de ingresso na Faculdade de Medicina. Conhecemos quem beneficiou e beneficia com tais práticas; Quem, entre todos os recém-licenciados, tem emprego garantido no final do curso superior. Sabemos quem se recusa a “migrar” para o interior do país, a fim de prover as vagas de especialidade que aí existem e sabemos que o não fazem porque a medicina privada no litoral e nos grandes centros habitacionais é muito mais abundante e rentável.

Nunca vi médico algum (excepto uns em Coimbra e alguns amigos que tenho) preocupados com as “Listas de Espera” perfeitamente terceiro-mundistas que afectam o nosso Sistema Nacional de Falta de Saúde! Essas mesmas listas são a garantia de trabalho num qualquer possível ano de crise. A garantia de expansão dos protocolos entre o Estado e indústria privada da Saúde. A obrigação que se não cumpre no sector público e que rende ouro no privado. O esforço que se não faz e o lucro que se procura.

A imagem de impunidade na má prática de actos médicos é a que mais circula. A ideia de omni-poder por parte da classe médica é constante em cada português médio e em cada doente, a par com a imagem de ineficácia e de trapalhada com que se vive (e morre) em todos os hospitais.

Dizer que tudo não passa de um problema politico é a mãe de todas as desculpas; É como querer retirar do “capote” todas as gotas de água que alimentaram a sua sede e o afogamento de outros.

terça-feira, maio 06, 2008

A Horta da Democracia













A Horta da Democracia

-Faz muito tempo, que nesta horta peninsular mais chegada ao lago Atlântico, apenas havia uma árvore frondosa e verde que dava sombra ao solo, frescura a quem sob ela decidia abrigar-se e alimento e protecção a todos. Chamavam-lhe árvore do Estado Democrático Livre e Justo. Essa árvore crescera a custo, demorara a ganhar alento, a espalhar os seus ramos e a abrir as suas folhas. Aliás, ainda não estava e talvez não estivesse nunca, suficientemente crescida, mas lá ia medrando.

-Um dia, o hortelão encarregado de a regar com o suor de muita gente, decidiu deixar que à sua sombra crescessem outras plantas. Vieram então os gordos repolhos ex-presidentes, as couves pencudas ex-ministras, as abóboras que rolavam de partido em partido, as melancias ecológicas (verdes por fora e vermelhas no interior), os nabos dos ministros, a pimpinela socrática e outros vegetais cujo colorido de inicio alegrava a visão daquela horta.

-Os cheiros e aromas das saladas e das sopas espalhavam-se pelo ar e com eles (e por eles) foram atraídos os pulgões, as lesmas, as lagartas e toda a restante bicharada que vivendo à sombra da árvore sempre se tinham encolhido nos seus buracos escuros.

-A pobre árvore bem tenta abrigar a horta, mas os ácaros sugam-lhe a seiva, os corvos defecam-lhe nos ramos e os ratos ávidos roem-lhe as raízes.

-Entretanto, o velho hortelão, agora cego pelas cataratas, ruma a Cuba para ser operado depois de seis anos a aguardar numa interminável lista de espera sem resultado algum.

quinta-feira, maio 01, 2008

FERIADOS NACIONAIS À PORTUGUESA











-Os portugueses são por excelência o povo europeu com maior espírito de contradição para com os feriados, Ora vejamos:

1 de Janeiro - ANO NOVO – Celebra-se o primeiro dia do novo ano. Por cá ainda estamos a pensar naquilo que teremos feito ano anterior: sonegámos o suficiente nos impostos? Será que escapámos às multas todas? Esquecemos um dia de férias ou usámos todas as faltas permitidas por lei? O que se passou depois do primeiro brinde às 11 da noite? Como foi que chegámos a casa? Como apareceu aquela nódoa negra? Quem pagou a conta? Quem era a morena bonita com quem tomamos o pequeno-almoço?

CARNAVAL - Por todo o lado, toda a gente parece andar disfarçada de qualquer coisa. Por cá, usamos a cara de pau de todos os dias; o mesmo sobrolho carregado a pensar nas contas até ao fim-de-mês; o mesmo ar carrancudo de quem não sabe o que é uma promoção ou um aumento desde há muitos anos; as mesmíssimas “trombas” de quem não vê nada que sendo novo seja melhor.

PÁSCOA – Altura de meditação para todos. Para nós é tempo de férias na neve, no Algarve, no Brasil, Cuba ou noutro destino qualquer que não podemos pagar.

25 de ABRIL (dia da liberdade) – Somos capazes de ser detidos por um policia qualquer, apenas porque por ser dia da liberdade, decidimos alimentar os pombos na praça ou por fumar um belo charuto no restaurante favorito e insultar o agente que nos chamou a atenção. Nada como “ir dentro” no dia da Liberdade!

1 de Maio (Dia do trabalhador) – Talvez alguns estejam de serviço neste dia e amaldiçoem a contradição de trabalhar no dia que por excelência deveria ser de descanso. Todos os outros que se encontram livres, lamentam o facto de não haver que trabalhe no dia que celebra precisamente o trabalho. “Irra um tipo quer ir ao hipermercado e nada, quer fazer compras, nada… Porra, está tudo fechado neste dia? Já ninguém trabalha?”

10 de Junho - DIA DE PORTUGAL – C’um Canéco! Vem mesmo a jeito este dia de Portugal para dar um salto ao lado de lá da fronteira; Comer bem e mais barato, fazer umas compras para as férias que se avizinham, abastecer a dispensa (que lá é mais barato) e sobretudo encher o depósito do carro que já nem sabia o que era estar cheio há muito! Dia de Portugal… Viva Espanha!

1 de Dezembro (Dia da independência) – Grande Feriado pá!
Logo de manhã depois do litro de café e dos primeiros três cigarros, corremos de bicicleta em volta do bloco. Cruzamo-nos com os “ganzados” todos da vizinhança encostados às esquinas e com a garotada que chega da discoteca com a garrafa de água na mão, os olhos injectados e ainda a curtir os speeds da noite. Sentamo-nos ao computador a surfar na net e cerveja após cerveja esperamos a hora de sair com os amigos para apanhar uma carraspana das antigas!

NATAL – Época de dádiva? Como? Todos os anos os presentes que ofereço são melhores e mais caros do que as tralhas que me dão a mim. Sempre as mesmas peúgas da Tia Nanda, o mesmo desodorizante e after-shave do primo Alberto, o mesmo “uísque marado” do António a mesma desculpa do Alberto. P´ró ano vão ver o que lhes dou! Dádiva uma ova!

terça-feira, abril 29, 2008

CIRQUE













Um ministro que quase no final de um pseudo-debate, mas ainda assim uma espécie de debate, diz e repete reiterando: “os portugueses não entendem…”, obviamente não pode entender ele próprio o significado, não de ser, mas de “estar” ministro e o que tal significa.

Quem se preze de ocupar um cargo em que deve servir governando, um cargo em que lhe compete acima de outra coisa qualquer, servir os tais “portugueses” a quem se refere com algum óbvio desdém como “incapazes de compreender”, deveria no mínimo ser provido ainda que não da mais básica educação pelo menos do mínimo senso politico e não o é!

Isto acontece no exacto, no mesmíssimo dia em que o ministro da ADMINISTRAÇÃO INTERNA afirma não existir uma Comissão que ele próprio nomeou e que faz parte de um despacho dos ministros da Administração Interna e da Justiça, publicado em Diário da República no passado dia 23 de Novembro do ano passado com a finalidade de rever as MEDIDAS DE SEGURANÇA NOS TRIBUNAIS. Não só a comissão foi constituída por decreto ministerial, como já REUNIU TRABALHOU e APRESENTOU CONCLUSÕES que no mínimo, não são elogiosas para a actual forma de funcionamento.

Já sei que a mim ninguém liga, mas ainda assim a vergonha que sinto não é a minha; é a vergonha dos quem sem vergonha alguma, pretendem governar sem ponta da vergonha que deveriam sentir.

Vem aí o campeonato da Europa de Futebol. Tudo será esquecido. Todos continuaremos a empurrar o mesmo autocarro até ao destino final: “nenhures” ou em alternativa mais do mesmo!

28 Abril 2008 - 18h40

Garante Rui Pereira

Ministro nega Grupo de Trabalho

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, negou a existência de um Grupo de Trabalho, criado em Novembro último, ao qual foi dado um prazo de três meses com o objectivo de estudar medidas que reforcem a segurança dos tribunais.

A rádio ‘TSF’ questionou Rui Pereira sobre que medidas lhe tinham sido sugeridas, ao que o governante respondeu não ter qualquer iniciativa em mãos, e que esse grupo de trabalho não existe.

“Não há nenhum grupo de trabalho no âmbito do Ministério da Administração Interna a estudar medidas de segurança nos tribunais. Há um acompanhamento permanente das necessidades de segurança nos tribunais como em todas as instalações de órgãos de soberania”, frisa Rui Pereira.

Contudo, é possível que esse grupo de trabalho tenha existido, na medida em que o mesmo faz parte de um despacho dos ministros da Administração Interna e da Justiça, que foi publicado em Diário da República no passado dia 23 de Novembro do ano passado.

sábado, abril 26, 2008

Cavaco Silva preocupado com incultura política juvenil












"O 25 de Abril foi uma revolução feita por Salazar contra o General Spínola que queria ficar com as antigas colónias só para ele. O 25 de Abril aconteceu a 10 de Junho que foi o dia em que nasceu um tal Camões que era Capitão do exército e amigo do Paulo de Carvalho que foi o culpado de tudo ter começado por cantar uma música na rádio ainda de madrugada. Por causa dessa música a tropa ficou muito zangada e pegou nos tanques para vir para Lisboa prender os PIDES que eram a ASAE desse tempo. Tudo isto, enquanto um tal Otelo ouvia rádio longe dali.

Antes do 25 de Abril as pessoas andavam em guerra civil umas com as outras e não podiam falar porque o governo não permitia nem a liberdade, nem os isqueiros, nem a Coca-Cola.

Depois da revolução, Marcelo Caetano foi nomeado presidente de um Conselho que era da Revolução e foi ele quem aconselhou Soares e Cunhal a virem do estrangeiro para trabalharem nas primeiras eleições a sério; nas outras que houvera antes, ganhara um General morto em Espanha. Logo a seguir as colónias emigraram para a África."

O Presidente da Republica manifestou a sua preocupação para com o desconhecimento demonstrado por muitos jovens acerca do que foi o 25 de Abril e do que é a vida político/institucional. Ainda bem que ficou apenas por essa área do conhecimento!

quinta-feira, abril 24, 2008

25 de ABRIL


























-Durante anos, muito foi aquilo que foi dito acerca do 25 de Abril de 1974. Aliás, penso que foi dito tudo e de tudo; Foi dito aquilo que era verdade e o que era a mais perfeita das deslavadas mentiras. Foi contado o que se passou e muito do que nunca sequer passou pela cabeça de ninguém na data em causa. Descreveu-se, contou-se recontou-se e efabulou-se. Edificaram-se heróis irreais e esqueceram-se reais heróis. Fabricaram-se defensores da liberdade democrática que o não eram nem nunca foram e estigmatizaram-se alguns que realmente sempre o haviam sido.

-Todos os anos nesta data, não existe Assembleia Municipal, Associação, Cooperativa, Agremiação, Sindicato, Freguesia, Grupo Social, Desportivo, Cultural, Bairro, Partido ou tendência que no mais ínfimo rincão do Portugalito real, não comemore com discursos, descerramentos de placas comemorativas e baptismos todas as pracetas de miserável aspecto urbanístico, ou ruas empoeiradas, apondo-lhes o nome dos heróis vigentes ou a data que se celebra.
-Esta insistência quase cega, embora compreensiva, em relembrar para que se não esqueça, acabou por produzir o efeito oposto do pretendido. Tornou muitas das orelhas interessadas em “orelhas moucas” e as próprias palavras tornaram-se roucas com a idade dos seus pronunciantes. As oratórias de comemoração tornaram-se para muitos, meras palavras de circunstância; a atitude tornou-se um mero acto comemorativo e o significado real do facto comemorado, tornou-se ele mesmo, uma memória cada vez mais longínqua e desfocada.

-Este é o papel de todas as “revoluções”. Sanadas as feridas provocadas pelo rompimento que todas as mudanças súbitas provocam, a evolução reduz a sua velocidade ao ritmo da mudança comezinha e diária, enquanto as memórias se esfumam à exacta velocidade do esquecimento.
-O 25 de Abril de 1974 não é excepção e daqui a cinquenta ou cem anos, o seu significado e importância real, serão exactamente os que hoje atribuímos ao 1 de Dezembro de 1640, ao 10 de Junho ou ao 5 de Outubro de 1910. Meras datas no calendário civíl, assinaladas como feriados e que envolvem a importância que a Escola e os meios de comunicação lhes atribuem; Muito mais como espaços a ocupar nos media, do que como exaltação de princípios e memórias daquilo que alguém fez por todos nós e que nos permitiu ser aquilo que hoje somos ou que não soubemos aproveitar para ser melhores do que poderíamos ser na realidade.

-É verdadeiramente muito difícil, senão impossível, explicar o significado de LIBERDADE a quem nunca padeceu da sua ausência. Tal e qual como é difícil apontar a perda de “liberdades” a quem nasceu com todas elas ou a necessidade do exercício responsável da liberdade, a quem sempre se achou apenas com o direito de ser livre.

Nota: Há não muito tempo, dizia-me uma das minhas sobrinhas (pessoa educada, culta, responsável e observadora) que as pessoas da geração “anterior” à sua, eram muito mais sensíveis a tudo o que pudesse implicar qualquer perda ou redução de liberdades e direitos, do que as pessoas da sua própria “geração”.

Tinha toda a razão e em ocasiões como a que se comemora entendo porquê!

Se o 25 de ABRIL fosse hoje:

Seriam quatro os estúdios de televisão para ocupar e ainda ficariam os canais por Cabo e a Internet.

Os soldados teriam de pousar os “fumos” para sair dos quartéis e haviam de dar vários tiros nos pés por falta de instrução básica.

A GNR teria de ser chamada das auto-estradas, das brigadas de combate a fogos, da Brigada Fiscal e da de Conservação da Natureza.

Otelo Saraiva de Carvalho atrapalhar-se-ia com os números de telemóvel a que teria de aceder desde o Posto de Comando e em vez do seu abuso do “PÁ” diria mil vezes por cada frase: “YÁ”

As colunas de cavalaria perder-se-iam algures entre a 1ª e a 2ª Circular e o Jipe de Comando seria vítima de “Carjacking”

O primeiro-ministro daria uma conferência de imprensa a anunciar que a inflação descera e que tudo estava no melhor dos mundos, ainda que já estivesse no interior da Chaimite finalmente a caminho do exilio.

Vinte minutos depois do inicio do movimento, este seria patrocinado por uma cerveja qualquer.

Os “comunicados do movimento” começariam assim: “Prontos… Ker deXer… ixtu é axin…”

segunda-feira, abril 21, 2008

Na vida também há "coisas" BOAS!


















... e gente que é Gente que é boa gente!

sábado, abril 19, 2008

LUÍS FILIPE MENEZES, PSD, CRISE ou não e outros pensamentos








As elites e os barões assinalados.

-Um partido político caracteriza-se por agregar em si um conjunto de pessoas com ideias e princípios comuns. Mas um partido político não é apenas um conjunto de indivíduos irmanados nas ideias políticas. Um partido, representa também as ideias, aspirações, interesses e anseios de cidadãos; De TODOS os cidadãos que nele votam ou que de um qualquer modo nele se revêem.

-Um partido político possui a ideologia daqueles que o compõem: os militantes; de TODOS ou se em Democracia, da sua maioria. Os líderes devem ser eleitos maioritariamente segundo regras claras, pré-definidas e aceites comummente. O papel dos líderes é liderar: definir tempos e modos de actuação, elaborar estratégias de oposição ou de projecto de governação, políticas tendo como finalidade que uma vez atingido o poder, possam obter o melhor para TODOS os cidadãos; Pelo que o poder não é em si mesmo uma finalidade, mas sim um modo para concretizar ideias e princípios.

-Não conheço partido político algum que nos seus estatutos ou regulamento interno, preveja a existência de “benjamins”, “notáveis”, “barões”, “delfins” ou “herdeiros ideológicos”.

-No seio de cada partido, tal como na vida nacional, existem locais próprios de troca e debate de ideias. Mas ao contrário da vida político-institucional, de que todos fazemos parte, na vida política de um partido estão apenas aqueles que de livre vontade lá querem estar em consonância com as regras pré estabelecidas. Posso demitir-me de um partido mas não posso jamais demitir-me da minha qualidade de cidadão.

-Por isso, quando assisto à “sanha contestatária” anti-Meneses, não posso deixar de me interrogar acerca das responsabilidades que cabem a cada um dos intervenientes: Aos contestatários por terem estado sempre ausentes dos processos de escolha do líder, sem apontarem caminhos ou alternativas válidas; Aos media por embarcarem na política do “soundbite”, conferindo espaço de divulgação a opiniões que se encontram, desde logo, no espaço errado de emissão e que apenas aproveitam a quem imerecidamente tem merecido a sua transmissão… e aos seus retransmissores em busca da audiência.

-Num aspecto pelo menos, Meneses é um líder que antes de o ser já o era. Tal foi o modo como, ainda antes de se propor à liderança do PSD, já era temido e atacado pelo “baronato histórico” do seu partido, naquilo que me pareceu ser um profundo receio pela perda de “privilégios de influência” contra os quais Meneses sempre disse pugnar. Estes “barões” parecem não entender que ao atacá-lo sem modo nem método e muitas vezes sem razão, o projectam.

-Marcelo Rebelo de Sousa, tem-lhe repetidamente chamado incoerente e populista, esquecendo-se que foi ele próprio, quem se atirou ao Tejo em campanha autárquica e quem garantiu que não seria candidato a líder ainda que “Cristo viesse à terra”. Foi candidato a líder e líder mas Cristo não veio. Foi também ele quem criticou o facto de o PSD possuir um líder que não estivesse na Assembleia da República tendo ele próprio sido líder não estando na dita Assembleia.

-Muitos outros, que por omissão e silêncio, contribuíram para dois anos de apagadíssima oposição e que então lhe criticavam o facto de apresentar alternativas, fazem eles próprios o mesmo AGORA, mas sem a apresentação de qualquer alternativa.

-São as bases que mandam em quem as dirige e não o oposto. Ao acusar, quem quer que seja, de manipular as bases de um partido, insulta-se o militante comum de falta de visão e entendimento e esse facto paga-se nas urnas a seu tempo contra quem o afirmou. As bases por serem bases não são nem incultas nem inconscientes.

-Desta vez também irá provavelmente ser assim.















Terça-feira, Setembro 25, 2007

Luís Filipe Menezes Vs. Marques Mendes

terça-feira, abril 15, 2008

Acordo Ortográfico, prós e CONTRAS

















Reajustar a ortografia de um povo é algo que não pode ser encarado com a leveza de um “intervalo para café”; No entanto, foi exactamente num intervalo para café que o nosso “competentíssimo” ministro dos Negócios Estrangeiros anunciou a tomada de posição do nosso país nessa matéria, lançando uma polémica que deveria ter existido antes do anúncio e uma discussão que ao invés de ser prévia foi posterior.

A ortografia é a transcrição da linguagem oral de um povo, logo: parte integrante da língua de um povo, o nosso; e como dizia um Pessoa qualquer: “A minha pátria é a minha língua!”

Não sendo linguista, não me detenho a apreciar questões de sintaxe, de gramática, de fonologia, lexicografia ou de semântica.

Não estando ligado a interesses editoriais, não me debruçarei acerca de impactos económicos. Do mesmo modo, não sendo estúpido, não me “engulo” argumentos de uma maior funcionalidade da compreensão ou da melhoria de inter-relacionamento cultural entre a comunidade CPLP.

Outro argumento amplamente difundido é o da suposta simplificação da aprendizagem da língua portuguesa. Tal argumento, não colhe qualquer validade pelo mais simples dos factos: as crianças não possuem consciência fonológica; Como tal, tanto aprendem a escrever de um modo como de outro, além disso a “diferença” nunca foi facto impeditivo da aprendizagem do português.

Por um outro lado, “todo o mundo” (Google, Yahoo e Microsoft incluídos) parecem ter entendido que a par do Inglês (British ou GB), existe o Inglês (American ou USA) e que existe também o Português (Brasil ou BR) e o Português (Portugal ou PT).

O “idioma espanhol” (Castelhano) é escrito e falado de modos diferentes desde a Estremadura Espanhola ao Chile, Argentina, Paraguai, México (e sabe Deus que mais) até às Filipinas. Nunca por isso algum escritor, de Cervantes a Borges ou Saramago deixou de ser lido, compreendido ou estimado.

Desconheço que exista algum acordo ortográfico entre países da Commonwealth; Shakespeare é lido nos EUA tal como na Suíça ou no Nepal.

Um acordo, por definição, é o modo de duas partes perderem menos do que o que perderiam se o acordo não existisse. Neste caso é exactamente o oposto.

Ao ratificá-lo, Portugal, está a fazer aquilo que o Brasil jamais fez com o acordo anterior. Ao pô-lo em prática, Portugal, vincula a língua de vários outros países não á expressão portuguesa mas à expressão brasileira.

De salientar que nada me move contra a “doce pronúncia de além-mar” ou contra a “doce sonoridade” do Brasil. Ainda assim, as decisões que se têm vindo a tomar relativamente à “nossa língua/ nossa Pátria” (recordo bem o TLESB), mais parecem caricatas brincadeiras de pseudo-intelectuais sem ocupação outra que não seja a da mudança pela mudança. Ou então, e não o quero crer, são apenas FALSAS MUDANÇAS que não transmitem nem melhorias nem evolução. Sem resultado útil nem nada de positivo para quem quer que seja.

Palha, palha e mais palha!

Pela parte que me toca, continuarei a escrever apressadamente, mal, sem respeito por vírgulas ou regras que devendo conhecer cá vou ignorando. Apenas que eu não sou Prémio Nobel, nem eterno candidato a ele ou especialista no que quer que seja!

Desculpo-me com “ liberdade criativa” mas não abdico do que penso nem sequer do modo como o exprimo por escrito.

Crucifiquem-me como alternativa, mas não desperdicem madeira na minha cruz!

segunda-feira, abril 14, 2008

Coisas da meia noite: Camélias










Todos temos histórias tristes que gostaríamos de esquecer.

Todos? Todos não!

Algumas pessoas têm belíssimos pores-de-sol primaveris; passeios agradáveis em veredas no parque de uma cidade ao fim de tarde ou à beira-mar, ao fim da mais bela de todas as manhãs. Têm beijos roubados na praça. Têm sonhos de noites de lua cheia e saudades do sul!

(…)
Per questo i suoi fanciulli tornano sui monti,
costringono i cavalli sotto coltri di stelle,
mangiano fiori d'acacia lungo le piste
nuovamente rosse, ancora rosse, ancora rosse.
Più nessuno mi porterà nel Sud.
E questa sera carica d'inverno
è ancora nostra, e qui ripeto a te
il mio assurdo contrappunto
di dolcezze e di furori,
un lamento d'amore senza amore.

Salvatore Quasimodo

sábado, abril 12, 2008

Receita de Coelho no Tacho


















COELHO NO TACHO
(para 10 milhões de pessoas)

1 Coelho gordo.
1 Tacho largo.
1 Programa de rádio.
1Grupo Empresarial de grande dimensão e vastos interesses.
500g. Palavras vãs.
1,5 Kg. de falsa moralidade.
7 Kg. de fraca memória.

Toma-se o Coelho, rapa-se-lhe o bigode e coloca-se sete anos a marinar fora do governo.

Tempera-se com raspas de programa de rádio, a fraca de memórias dos portugueses, a falsa moralidade e por fim as palavras vãs.

Mete-se no Grupo Empresarial (já no interior do tacho) e desliga-se a consciência.


"Os portugueses têm muito má memória no que toca à politica e aos políticos"
JORGE COELHO

terça-feira, abril 08, 2008

PACOTES DE POLITICA FAMILIAR











-Com medidas desmedidas como estas, importa perguntar se este governo está realmente interessado em elevar a qualidade de vida das Famílias portuguesas, em promover e facilitar os processos de adopção e incentivar a própria adopção de crianças.

-Ainda que de algum modo possa vir a “arrepiar caminho” está demonstrada a desorientação que reina e qual o verdadeiro interesse no que concerne a este tipo de politica: o interesse material e economicista!

-Aliás como de costume e como em quase tudo se tem podido constatar.

segunda-feira, abril 07, 2008

BOA CAUSA


















OLHARES - CENTRO DE DESENVOLVIMENTO

-Um local onde sabem que existem crianças diferentes, para quem o mundo é uma coisa muito grande, onde quase nada faz sentido e com o qual não conseguem comunicar na linguagem da maioria das pessoas.

-Onde lidam dia após dia, com crianças com síndromes de Asperger, Down ou Autismo, entre muitos outros.

-Para eles, criaram uma casa pequenina, onde todos os olhares são de ternura. Incluindo o seu e o MEU!


A melhor de todas as causas que conheci até hoje!
Depois falaremos mais ou quem sabe... melhor!