quinta-feira, novembro 15, 2007

Ministério da Justiça compra carros de LUXO.















O Ministério da Justiça vai comprar “popós” novos.

-Um AUDI Limousine 2.0 TDI , com 2831€ em extras de luxo: uma caixa de seis CD, computador de bordo a cores, sistema de navegação plus, sistema de ajuda ao parqueamento, alarme e pintura metalizada. O feliz contemplado foi o senhor engenheiro José Manuel pisco de Castro presidente do IGFIEJ (Instituto de Gestão Financeira e Infra-Estruturas da Justiça) que é a entidade responsável pela aquisição dos carrinhos em causa. Curioso não?

-O homem precisava! Onde é que já se viu uma tão importante figura andar por aí naquele antiquíssimo AUDI A6 de 2003 onde o motorista o transportava? Ou no Peugeot 406 , também de 2003, que o Estado colocava ao seu serviço pessoal?

-E depois é compreensível que já que se estava com “a mão na massa” (que aliás é nossa e não dele) tivesse aproveitado para agraciar outros membros do Ministério: O Gabinete de Alberto Costa, o Secretário de Estado João Tiago Valente Almeida da Silveira, o Secretário de Estado Adjunto da Justiça José Manuel Vieira Conde Rodrigues e a Secretaria-Geral do Ministério. Cada um destes, vai receber um Volkswagen Passat 2.0TDI novinho em folha.

-Tudo, apenas por 176 mil Euros (35 mil contos), sem concurso, sem imposto e sem vergonha.

-Moral da história: mandaram às malvas o Decreto de Execução Orçamental para 2007 e toda a decência que um governante deveria ter. Num país onde a Justiça é lenta, trôpega, e pobre, pois existem gabinetes de juízes em vãos de escada e não há dinheiro em alguns tribunais para fotocópias, isto é no mínimo imensamente IMORAL.

-Fosse isto num país a sério e com um governo sério, haveria lugar a demissões imediatas com a restituição total do erário vilipendiado.

Tenham vergonha que eu tenho vergonha de vós!

terça-feira, novembro 13, 2007

Poema copofónico













O primeiro, bebe-se cheio,
o segundo até ao fundo,
o terceiro como o primeiro,
o quarto como o segundo.

O quinto, bebe-se de pé,
o sexto de uma só vez,
o sétimo, tal como ele é,
o oitavo como os últimos três,

O nono, bebe-se de um golo só,
o décimo com toda a coragem,
o seguinte pela alma d’avó,
e este bebe-se para a viagem.

Este para bebe-se pela saída,
outro bebe-se para dar sorte,
um para celebrar a vida,
outro para afogar a morte.

Este… quantos já bebi?
A este, já nem o contei.
Apenas um pago por si,
E mais este que já paguei!

segunda-feira, novembro 12, 2007

MARAVILHOSA CRIATURA

AICM-MARAVILHOSA CRIATURA

Para ver lêr e ouvir



domingo, novembro 11, 2007

S. Martinho














A língua portuguesa é muito vegetariana!

Castanha
Por exemplo: “Levas já uma castanhada!”

Banana
Por exemplo: “Tás aqui tás a levar um banano!”

Pêra/Pêro
Por exemplo: “Ai… que te vou espetar uma pêra/pêro!”

Batata
Por exemplo: Claro que acabou tudo à batatada!”

Pêssego
Por exemplo: “A tua prima é cá uma pêssega…!”

Ginja
Por exemplo: “Soube-me que nem ginjas!”; “Esse aí é cá um ginja!”

Figo
Por exemplo: Chamou-lhe um figo!”

Marmelo
Por exemplo: (entre outros) “Lá vão eles fazer marmelada!”

Cereja
Por exemplo:”Isso seria a cereja no cimo do bolo!”

Nabo/Nabiça
Por exemplo: “Tu és mesmo um nabo/nabiça!”

Abóbora
Por exemplo: “Tu não bates bem da abóbora!”

Pimento
Por exemplo:”Corei que nem um pimento!”

Feijão
Por exemplo: Não lhe cabia um feijão!”

E “the last but not the least”:
Nozes
Por exemplo: “Nozes, fomos ao magusto encher a pança de castanhas e água-pé!”


Feliz dia de S. Martinho!

sexta-feira, novembro 09, 2007

Orçamento e Ministro









-Enquanto ministro, V. Ex.ª não é um indivíduo, é o governo e um Governo não pode dizer que está a resolver os problemas económicos de um Povo quando o faz exclusivamente à custa do próprio Povo. Com o dinheiro, impostos e sacrifícios do Povo. Com “showoff”, falsas negociações e mudanças ou ausências de opinião.

-Ser ministro tal como V. Ex.ª é ministro é fácil e não ser ministro também o é. Além disso, é mil vezes mais importante ser boa pessoa do que mau ministro. Por tudo isto, Senhor Ministro e por que e por que suspeito ser o senhor uma pessoa com meios, que não necessitará da remuneração do seu actual cargo: Vá para casa; Cultive-se, ou melhor cultive batatas que dá no mesmo que tem andado a fazer.

-Se insistir em estar ministro, apenas ficará de si o desprezo com a Historia castiga aqueles que fingindo servir um Povo, não fazem mais do que prejudicá-lo.

-A governação também tem os seu Átilas. Apenas que uns, por onde passam, queimam a erva e outros há que a comem.

-O prejuízo é exactamente o mesmo.

quinta-feira, novembro 08, 2007

SOU UMA BESTA











-Supermercado, confusão e sempre a mesma musica de Celine Dion repetida até à exaustão da paciência. Oito caixas e apenas duas a funcionar, geravam bichas até ao centro dos corredores; um autêntico apelo à calma humana.

-Como se tudo isso não bastasse, mesmo atrás de mim, uma criança berrava a plenos pulmões a raiva, como se se tratasse de um Pavarotti ensandecido. Evitei olhar para trás apenas para não acompanhar os olhares das pessoas à minha frente e durante quatro minutos aguentei estoicamente o berreiro e as insistências da mamã. Depois de bufar, decidi virar-me, olhar a criança nos olhos e enviar-lhe o olhar de “desaprovação-quase-raiva e ameaça numero 3”. No preciso momento de o fazer, veio-me à ideia que a culpa, na realidade, não era da criança mas sim da mãe que com certeza não saberia dar-lhe educação.

-No preciso instante em que me virei para trás, o meu olhar encontrou-se com o olhar do que eu imaginava ser um pequeno diabrete. Não era. Era uma criança de cabelo muito escuro, liso e com uma franja sobre os olhos. Teria três ou quatro anos e apesar da cara suja e do esgar com que acompanhava o choro, vi que se tratava de uma criança belíssima. Em vez de um olhar de reprovação, sorri-lhe e “pisquei-lhe o olho”. Parou imediatamente de chorar e ainda a fungar e a esfregar os olhos, continuou a olhar para mim fixamente. Foi só então que a mãe conseguiu limpar-lhe o vestido e a cara onde existia tanto gelado de chocolate como no que estava caído junto aos pés da menina. A mãe voltou-se e sorriu-me uma espécie de sorriso condoído, de quase desculpa. A menina fez o mesmo mas com o sorriso mais bonito que vira durante todo aquele dia de cão que tinha tido. Nesse preciso instante senti que seria mais do que justo se um raio me fulminasse ali mesmo.

-Por vezes sou mesmo uma “besta”!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Pensamento português










-Tudo começou de um modo suave, inocentemente e quase sem importância. A primeira vez que pensou, foi durante a festa de aniversário de um amigo de longa data e fê-lo apenas para descontrair. Inevitavelmente, um pensamento levou-o a outro e depois a outro e outro e apenas mais um e depois outro. De inicio apenas pensava socialmente, mas não demorou muito até que começasse a pensar quando estava sozinho. Nessa altura, dizia a si mesmo que era apenas um pensamento… para relaxar e que deixaria de pensar em qualquer altura que quisesse. No entanto, já não conseguia deixar de pensar e pensava o tempo todo.

-No escritório começou por fazer intervalos cada vez mais frequentes para ir à casa de banho para pensar sem que o vissem. Depois, começou a evitar os colegas à hora de almoço e procurava um canto onde pudesse ler Santo Agostinho, Gilles Lipovesky, Platão ou Habermas. Tinha já então consciência de que pensamentos e trabalho não se coadunam muito bem porque, quase sempre, ao voltar ao escritório se sentia tonto e eufórico e questionava-se acerca do que estaria ele ali a fazer.
-Em casa as coisas também começavam a não correr bem. Com frequência, desligava a televisão durante os concursos ou novelas e questionava a mulher acerca do pensamento individualista ou da existência divina. Numa noite dessas ,ela pegou nos miúdos e foi dormir a casa da irmã.

-Depressa ganhou a fama de ser um “pensador”. Uma manhã de segunda-feira o seu superior chamou-o ao gabinete para lhe dizer que apesar de gostar dele, o seu hábito de pensar se estava a tornar um verdadeiro problema e que se não deixasse de o fazer, teria que o colocar no quadro de excedentes. É claro que tal advertência ainda piorou mais as coisas dando-lhe muito em que pensar.
-Nessa mesma noite ao chegar a casa, confessou à mulher:
-Querida, sabes… eu tenho andado a pensar… – disse com a voz a tremer.
-Eu sei, bem tenho notado que já não pareces o mesmo, sempre ensimesmado e putativo. Eu não aguento mais e quero o divórcio.
- Mas… não podes falar a sério isto é um problema passageiro, vais ver que…
-Passageiro? – Interrompeu ela – Pensas tanto como um intelectual ou como um professor e toda a gente sabe que os professores e intelectuais são miseráveis.
-Isso é um falso silogismo. - Articulou ele antes de sair de casa batendo com a porta.

-Já não aguentava mais e sempre envolto em pensamentos dirigiu-se à biblioteca mais próxima, cheio de vontade de ler “Practical Ethics” de Peter Singer ou o “Assim falou Zarathustra” na versão original.

-Deixou o carro ao acaso no parque, correu para a porta chocando contra ela com violência e estrondo. A biblioteca estava já fechada aquela hora. Completamente tonto ergueu-se a custo e foi já por entre lágrimas de desespero que viu o cartaz na porta de vidro. Em formato A3. Lia-se dificilmente nele o seguinte: AMIGO, se o pensamento te destrói a vida. Se queres parar e NÃO CONSEGUES. PROCURA-NOS! Somos os PENSADORES ANÓNIMOS. TEM ESPERANÇA!

Apenas por causa desse poster é que hoje em dia ele é o que é: um pensador em recuperação. Não falta a uma reunião dos PA. Nelas, vêem vídeos não educacionais, a semana passada era uma intervenção da ministra da educação numa comissão parlamentar, na anterior fora um vídeo do Palhaço Batatinha. Depois trocam experiências pessoais e reflectem acerca do tema “como consegui evitar pensar desde a semana passada”.

-A vida agora parece-lhe melhor: já consegue ir ao futebol e ler o orçamento de estado; Já se não questiona acerca dos direitos essenciais, da liberdade de expressão, do direito à felicidade, à saúde gratuita e ao bom ensino. Na semana que passou conseguiu não pensar uma vez sequer em promessas eleitorais não cumpridas. Foi uma das suas maiores vitórias.
-Já não tem o seu emprego, é verdade, mas os sogros ajudam a pagar o T1 para onde a família reconciliada se mudou e até já consegue assistir a programas produzidos pela TVI.

-Ontem tomou a sua maior decisão: Vai voltar a votar PS nas próximas eleições!

Está definitivamente CURADO!

sexta-feira, novembro 02, 2007

Listas de espera na saúde









-Imaginem que ouvi, sim OUVI, esta senhora (secretária de estado adjunta e da saúde) justificar o aumento do número de doentes em lista de espera que apareceu num relatório do Tribunal de Contas, que o Ministério “evitou” divulgar, do seguinte modo:

1- Os números do relatório não são fiáveis, pois muitos dos hospitais não responderam a ele.

Comentário meu - Imaginem aquilo que seria caso todos os hospitais tivessem respondido.

2- No mesmo relatório já não constarão muitos doentes porque terão em alguns casos desistido do serviço nacional de saúde e recorrido à medicina privada e noutros terão até mesmo falecido.

Comentário meu – Não é possível comentar que um elemento do governo justifique assim o que quer que seja. No entanto é possível ainda concluir o seguinte:

a) A senhora em causa é um “calhau político com olhos”.

b) O governo por má administração e incompetência não atende ao direito constitucional da saúde gratuita, forçando os cidadãos a recorrer à medicina privada ou em alternativa a morrerem sem os cuidados necessários.

c) Se os relatórios ou estudos do Tribunal de Contas não são fiáveis, porque vem agora afirmar o senhor ministro que o relatório é elogioso para o seu ministério? Num “país a sério” e com um governo sério a senhora seria demitida juntamente com o ministro do sector da saúde.

Conclusão: Não vivemos num “país a sério” e não somos governados seriamente”.

quinta-feira, novembro 01, 2007

segunda-feira, outubro 29, 2007

Receita de FUTURO















A receita é simples:
Usa-se uma bola de cristal;
Adiciona-se-lhe uma pitada de realismo;
qb - Pessimismo;
qb - Observação;
qb - Sensibilidade;
Humor a gosto.
Misture-se tudo e leve-se a cozer em espírito brando.
O resultado é este possível futuro.
Apenas não sei se será IN-PROVAVEL.

A comunicação – Sem fios.
Os telefones – Sem mãos.
A televisão – Sem interesse.
As compras – Sem dinheiro.
A roupa – Sem roupa.
As bebidas – Sem álcool, calorias ou açúcar.
A cozinha – Sem gordura.
A comida – Sem sabor.
A conduta – Sem preocupações.
Os relacionamentos – Sem compromisso.
Os sentimentos – Sem coração.
O estudo – Sem esforço.
A educação – Sem valores.
A juventude – Sem emprego.
A saúde – Sem cura.
A banca – Sem honestidade.
A justiça – Sem eficácia.
A política – Sem vergonha.
A discussão – Sem argumentos.
As asneiras – Sem conta.
A classe dirigente – Sem princípios.
A classe governante – Sem cérebro.
O povo – Sem interesse.
O nosso emprego – Sem segurança.

A vida – Sem esperança.

sábado, outubro 27, 2007

CAMINHADA






















A Socialis – Associação de Solidariedade Social, em colaboração com a Câmara Municipal da Maia (Parceiro oficial do Projecto Semente), vai realizar no dia 28 de Outubro de 2007 pelas 10h30, a 1.ª CAMINHADA de Divulgação do Projecto.

O Projecto SEMENTE tem como objectivo a prevenção da gravidez precoce e o acompanhamento de grávidas e mães adolescentes.

O percurso será de aproximadamente 3 kms, com início na Praça do Município.

Atendendo aos objectivos desta actividade e à importância do envolvimento da comunidade em projectos de cariz social que promovem o bem-estar da sociedade, convidamo-vos a vir Caminhar connosco e a mobilizar amigos e familiares para que se atinjam os 1500/2000 participantes.


-Pois é, amanhã enquanto muita gente estiver a dormir, a recuperar da noitada de fim-de-semana eu vou estar a caminhar por causa de uma causa que me parece meritória e necessária. Além de mim, também a Vanessa Fernandes e o Vítor Baía vão estar presentes.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Para ouvir no Fim-de-Semana

QUESTÕES












-Existem perguntas que além de totalmente desnecessárias, são totalmente idiotas. No entanto todos as fazem. Porque raios é que sempre que alguém nos reencontra, nos pergunta: “Então, como tens passado?” A mim dá-me sempre vontade de perguntar de volta: “Passado por onde ou passado o que? Passado tenho, porque já cá ando há uns anitos o que não sei é como é como é que terei futuro. Ou perguntavas como tenho passado a ferro?”

-Outra fórmula escôncia é o “velho”: “Então, tudo bem contigo?” Claro que não. Tenho dores de costas, dormi pouco, bebi muito, fumei demais, os impostos são pesados, os ordenados baixos e para piorar tudo, os dias estão cada vez mais curtos e tristonhos. Como é que podia estar tudo bem?

-Outra das primeiras coisas que toda a gente tem a imbecil mania de perguntar mal nos conhece é: “Então o que faz?” Que raio lhes interessa o que eu faço ou deixo de fazer? Se não estou em horário de trabalho, porque haveria eu de me querer lembrar do trabalho? Será que querem saber para me ajudar com ele? Será que querem falar-me do seu, contar-me os problemas com o chefe? Sempre me enjoaram as pessoas que fora de “horas de expediente” insistem em falar do empreguinho, em contar o que fizeram os seus colegas, empregados ou patrões. Há mesmo gente que apenas sabe falar de trabalho quando na realidade parece não fazer nada.

quinta-feira, outubro 25, 2007

BPI mais BCP igual TELENOVELA









Estreou hoje mesmo a mais recente novela bancária nacional.
O BPI pretende a fusão com o BCP.
Será que Jardim Gonçalves vai estar pelos ajustes?
Que dirá Jo Berardo desta vez?
Que poderá sair da união de duas famílias ricas?
Será que irão ser menos ainda os impostos cobrados pelo estado sobre a banca?
Será que da fusão dos dois vão sair mais empréstimos familiares perdoados?
Será que o Banco de Portugal vai investigar alguma coisa desta vez?

Veja tudo nos próximos episódios em horário nobre!

quarta-feira, outubro 24, 2007

ESCUTAS telefónicas












-Estou farto, fartinho ou como se costuma dizer, estou até às pontas dos cabelos de ouvir falar em escutas. De início, ainda pensei que se tratasse de algo ligado ao movimento dos escuteiros ou corpo de escutas como também se lhes chama. Mas depois não me pareceu que o major Valentim ou o senhor Pinto da Costa fizessem parte desse grupo de gente benfazeja ou que andassem a ajudar velhinhas atravessar estradas. Depois falou-se em mais futebol e mais escutas, em Casa Pia e mais escutas, em Ferro Rodrigues e mais escutas, em Correio da Manhã e mais escutas, em envelope numero 69 e mais escutas.

-Das duas uma: ou a nossa bem amada polícia não é capaz de investigar nada sem recorrer quase exclusivamente ás conversas telefónicas dos suspeitos como meio de prova, ou anda por aí algum juiz que desconhece as leis que deveria fazer aplicar e que assina papeis que não lê.

-Desta vez foi o Senhor Procurador-geral da República a colocar o dedo no botão, perdão, na ferida. Segundo ele, existem demasiadas escutas telefónicas em Portugal. Homem de grande sagacidade não será com certeza, mas teve pelo menos a coragem de afirmar publicamente o que à boca-pequena toda a gente dizia e sabia.

-Claro que a classe politica em geral e a governativa em particular, de imediato se multiplicaram em declarações como se estivessem perante algo inaudito. Com certeza que muitos devem ter suado as estopinhas e mudado de cartão e telemóvel.

-Pela parte que me toca, pelo sim, pelo não, agora começo a termino todas as chamadas com um agradecimento especial aos meus escutadores que se lá estiverem gostarão com certeza de ouvir.

domingo, outubro 21, 2007

Neura de Domingo










Este é, desde que o conheço, um local de excepção para mim.

Gosto da arquitectura, da luz, das formas e das sombras que a luz e as formas compõem.Gosto dele sobretudo nas manhãs dos domingos alternados em que lá vou, para tomar o meu café “cheio”, em chávena fria, com adoçante e pau de canela. Gosto dele para ler o jornal ou um livro ao acaso, para escrevinhar num caderno e gosto dele para pensar no centro do moderado ruído de fundo. Talvez por isso mesmo, o tenha evitado ultimamente; recordações, saudades… Tudo ali, naquele silêncio bulícioso, me assalta o pensamento numa desordem mais anárquica ainda do que o costume.










Tenho uma mesa favorita a que hoje não me sentei para fumar devagar o primeiro cigarro do dia. Tenho o sol por cima da minha mesa e ocasionalmente, um pombo ou um pardal em que poise os olhos para me perder dos pensamentos. Tenho gente em volta e a minha música nos ouvidos. Nunca tenho pressa, apenas saudade.


sexta-feira, outubro 19, 2007

TRATADO DE LISBOA










-Esta não é ainda a minha EUROPA, nem sei sequer se o será alguma vez.
-Esta Europa não é a Europa dos “pais fundadores da Comunidade Europeia como Jean Monnet, Spaak e Schumann. Não é a Europa Social, a Europa dos Direitos, a Europa da Cooperação franca e aberta entre todos os seus membros. A sua voz unida dificilmente profere algo de fundamental para a nova ordem mundial e das poucas vezes que conseguiu actuar politica e militarmente em conjunção de ideias e princípios, fê-lo tarde e com enormes custos de vidas humanas que poderia ter evitado.

-Esta Europa é a dos grandes lobby’s económicos, do economicíssimo brutal e (pasme-se) da Flexisegurança. Esta Europa, ao invés de preservar e desenvolver os valores comuns, respeitando a tradição cultural e identidade nacional de cada estado, estriba-se nas diferenças existentes entre os seus membros para obter a cada negociação, tratados ténues, em que o todo comunitário perde em função do ganho obtido por uma ou outra das suas partes. Trata-se muito mais da soma de “egoísmos nacionais” do que do somatório de vontades comuns e solidariedades inter pares.

-Na construção desta Europa têm existido recentemente três vectores fundamentais, que estranhamente coincidem com os da ideologia neo-liberal: desregulamentação, liberalização e privatização num claro afastamento dos valores humanistas que presidiram à sua fundação.









-Os factos mais importantes são apresentados a TODOS os cidadãos europeus como factos consumados; Foi assim com a construção do Mercado Único, com Maastricht, com as reformas da PAC, o Tratado de Amesterdão, com a Moeda Única, Agenda 2000, com o alargamento a Leste e sê-lo-á também com o Tratado de Lisboa.

-Em Portugal a situação é idêntica, infelizmente apenas nesse aspecto, à da restante Europa. O debate esclarecedor é nulo, as informações emanadas do governo são escassas e sempre afirmadas como argumento político para consumo interno e auto-vangloriação.

-Portugal, é agora um mau aluno da comunidade Europeia, pois não aprende mais, que não seja fazer economia à custa dos cidadãos só para agradar ao seu mestre-escola comunitário e ainda assim, sem resultados visíveis ao nível da aproximação à média comunitária

-Gostava francamente de saber, o que é feito agora daqueles que em tempos, pouco distantes, zurziam o facto de Portugal ser um “bom aluno da Europa”?
-Onde estão os “comentadeiros”, os “economeiros”, os “especialeiros”, os “analizadores”, os “jornaleiros” de então?

Que é feito das suas opiniões agora?

Que palha comem e em qual estão agora deitados?

terça-feira, outubro 16, 2007

HEROIS IN-PROVAVEIS





















Os meus HEROIS!!



"A comitiva portuguesa nos Jogos Mundiais Special Olympics conquistou um total de 17 medalhas, distribuídas por todos os atletas em competição, disse hoje a chefe da delegação, que pretende maior visibilidade para os atletas deficientes mentais após estes resultados."

Diário Digital / Lusa
11-10-2007 12:37:23


Veja mais AQUI:






segunda-feira, outubro 15, 2007

8000 OBRIGADO





















Estes foram os mais lidos:

http://in-provavel.blogspot.com/2006/10/o-professor-est-sempre-errado.html

http://in-provavel.blogspot.com/2007/08/declaraes-de-amor-nos-ltimos-60-anos.html

http://in-provavel.blogspot.com/2006/05/breve-historia-do-erotismo.html

Futebol e Amor

http://in-provavel.blogspot.com/2006_05_01_archive.html

http://in-provavel.blogspot.com/2007/05/casamentos-e-copos-de-gua-fria.html

http://in-provavel.blogspot.com/2006/01/adivinhos.html

http://in-provavel.blogspot.com/2006/10/manual-para-polticos-amadores-capitulo_03.html

http://in-provavel.blogspot.com/2006/10/estou-ficar-cego.html

http://in-provavel.blogspot.com/2005/09/xenfobia-ou.html

Conta-me como foi (Década de Sessenta)











-Na década de 60, quem expressasse a sua opinião discordante quanto ás praticas do governo era suspeito de actividades criminosas.

-Na década de 60, os funcionários públicos eram acusados por colegas e os chefes suspendiam-nos e demitiam-nos se dissessem o que pensavam do primeiro-ministro.

-Na década de 60, médicos eram demitidos das suas funções se colocassem um cartaz da oposição.

-Na década de 60, falava-se em crise, os pobres eram cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos.

-Na dácada de sessenta, os professores eram encarados como sendo apenas uma mera peça de engrenagem no processo educativo.

-Na década de 60, falava-se em crise, quando havia questões internas num qualquer banco privado, quando um clube ou a selecção obtinham piores resultados.

-Na década de 60, mais que três pessoas juntas na via pública, era considerado um comício. A GNR identificava-os e podiam até ser detidos.

-Na década de 60, quando um ministro ou primeiro-ministro passava, a zona era “limpa” de possíveis protestos.

-Na década de 60, os sindicatos eram proibidos e as associações de trabalhadores eram visitadas por polícias “à civil” que as investigavam e vigiavam constantemente.

-Na década de 60, a corrupção e o compadrio imperavam e quem falasse contra eles, era afastado.

-Na década de 60, sempre que assim conviesse ao governo, os inquéritos eram estranhamente céleres e quando envolviam culpas do Estado rapidamente arquivados.


Haverá quem saiba onde foi feita esta foto?

sábado, outubro 13, 2007

quarta-feira, outubro 10, 2007

Comunistas somos todos!












Pois é!

-Parece que o primeiro-ministro anda irritado. Irritado com aqueles “comunistas” que protestam contra ele e o seu governo e que o “insultam” onde quer que ele vá.
-No entanto, eu protesto, e não sou comunista! Por outro lado, tanto quanto recordo, insulto é uma palavra, frase ou atitude que atinja outrém na sua honra ou dignidade. Aquilo que tenho ouvido chamar-lhe tem sido: MENTIROSO. Logo, isso não deverá ser considerado insulto por parte de quem não cumpre sistematicamente as suas promessas.

-Se isto continua assim, com o primeiro-ministro a considerar comunista, todo o cidadão que proteste contra o governo, o PCP que se prepare, pois nas próximas eleições terá com certeza uma enorme subida.

-Há que dar ao homem um dicionário, dois calmantes e três ou quatro noções de respeito pelas opiniões dos cidadãos.

sexta-feira, outubro 05, 2007

Recado do Presidente da República a Sócrates acerca da Educação no 5 de Outubro









“Cavaco Silva propôs um «novo olhar sobre a escola» nas comemorações do 5 de Outubro. Presidente lembra pais que não basta ir a reuniões e que as escolas não são fábricas de ensino. Ministra da Educação não ouviu discurso. Sindicatos e Sócrates já reagiram às declarações.”

Portugal Diário

-A ministra da educação e da falta dela, como é sobejamente sabido, das duas uma: ou é surda (e tem-no sido a toda a razoabilidade), ou não se interessa pelos discursos do Presidente da República. Será que conhece o significado do 5 de Outubro?

-O primeiro-ministro, reagiu fingindo não perceber o recado e procurando uma saída lateral pouco inteligente falando em confusão entre sindicatos e professores. Brilhante, tão brilhante que estupidifica quem assim fala e assim foge à seringa com o rabo-de-palha.

Se ainda houver palha no fundo da gaméla é dar-lha, a ver se desembésta!

segunda-feira, outubro 01, 2007

Vergonha na cara!






















-Somos todos, todos os dias, confrontados com peditórios, vendas, angariações de fundos, pedidos de alimentos tudo para mil e dez dignas causas em nome da solidariedade social e humanitária.

-Já assisti e/ou participei em leilões, marchas, meias-meias-maratonas a pé e de bicicleta, concertos, jantares de beneficência, touradas, espectáculos musicais e de teatro. Já assisti a angariações de fundos por telefone, por sms, por “cliques” na Internet. Já me venderam postais de Natal, cadernos, revistas, pulseiras, “pins”, laços, porta-chaves, fitas, CD’s, jornais, bonecos de mil cores e feitios, relógios, isqueiros e quase tudo o que se possa imaginar vendável ou pelo menos comprável.
-Nunca me queixei, nem sequer daquela vez em que a pressa da criatura voluntarista me estragou um casaco de couro. Nunca protestei quando me pediram e nunca me arrependi de ter dado.

-Dito isto, faço aqui a seguinte declaração:
-Deste momento em diante não voltarei a comprar, usar, possuir, oferecer ou enviar seja que artigo for, relacionado com qualquer causa de carácter humanitário ou de solidariedade social.
-Mais declaro que não tolerarei que me peçam dinheiro, trabalho ou interesse seja na rua, à porta de casa ou onde quer que seja para ideias, projectos ou acções do mesmo cariz. Também não colaborarei, com nem sequer mais um minuto de trabalho voluntário, em ligas de amigos, colónias de ferias, associações humanitárias ou actividades recreativas para doentes.

-Assim pretendo cortar qualquer tipo de relacionamento com todas as instituições de carácter semi-publico ou privado que através do seu trabalho substituam o Estado no cumprimento daquele que é o MAIS BÁSICO DEVER de um Estado: Prover pela Saúde, Educação e Bem-estar de TODOS os seus cidadãos.

-Um governo, que ao permitir e incentivar que sejam particulares a substitui-lo e que, pior do que isso, destrói, apenas com base em interesses economicistas e politico-partidários, estruturas de prestação de cuidados de saúde, não merece e não terá a minha colaboração directa ou indirectamente.


Bombeiros: Liga acusa Governo de estar a montar rede paralela de ambulâncias, cada vez que fecha urgências

29 de Setembro de 2007, 17:43
SAPO-Noticias

Ambulâncias em risco
Liga dos Bombeiros alerta para aumento das deslocações com viaturas além do tempo normal de vida Uma centena e meia de ambulâncias estão em risco de ruptura a curto prazo. O diagnóstico é feito pela Liga dos Bombeiros Portugueses.

17-09-2007 10:34
SIC-ONLINE

De Peniche às Caldas
Ambulâncias em excesso de velocidade para cumprirem tempo de socorro.


16-09-2007:Francisco Gomes
Jornal do Oeste

Partos em ambulâncias apontados como exemplo da fragilização do SNS
O crescente número de partos em ambulâncias em Viseu é uma das maiores preocupações da Comissão de Utentes do Serviço Público de Saúde no distrito, que hoje realiza uma acção na cidade no âmbito de um protesto nacional.

2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-09-22 13:00:02


"1 Euro por uma vida" é uma iniciativa que tem por objectivo apoiar a requalificação da nova Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, angariando fundos para a aquisição de diverso equipamento para suporte de vida a bebés prematuros.
“A Campanha irá apelar à participação da sociedade civil. Por cada euro doado pelos cidadãos, a Fundação EDP contribui também com um euro. O objectivo é angariar 100 mil euros.
“A Maternidade Dr. Alfredo da Costa foi alvo de obras de recuperação. No entanto, a falta de verbas não permitiu que fossem adquiridas as máquinas de recente tecnologia, tão necessárias para bebés que nasçam antes de tempo e que por correrem risco de vida necessitam cuidados especiais.”

-Desculpem, mas se existe dinheiro para o Serviço Nacional de Saúde subvencionar, ou que quer que se chame, a pratica de IVG's (e acho bem que se faça), a minha consciência GRITA-ME que prioritariamente estaria a necessidade de salvar as vidas de crianças que nascem prematuramente que de outro modo poderão não sobreviver.
-Nisto, o Estado tem um papel primário. Não podendo ser substituído por nada nem por ninguém. Ou esconder-se atrás de quem quer que seja ou do que quer que seja!
-Por isso, não me peçam que eu NÃO DOU!!!

-Tenham vergonha na cara!


domingo, setembro 30, 2007

Mario Soares Versus Menezes / Bela ocasião para estar calado





















“O antigo presidente da República Mário Soares disse, em declarações à TSF que a vitória de Luís Filipe Menezes nas eleições directas do PSD «foi uma desgraça que aconteceu» ao partido. «Aquilo que sucedeu é uma coisa que não nos agrada», frisou o socialista.”

Portugal Diário

SEM COMENTÁRIOS!

-O que era exactamente aquilo que o Dr. Mário Soares deveria ter o bom-senso de fazer, em vez de demonstrar que existem pessoas a quem a passagem dos anos em nada beneficia e pouco acrescenta.
-È bem verdade que por vezes o silêncio é de ouro, que existem reformas douradas e muita gente que só abre a boca para dizer enormes “patacoadas”. Assim não há respeito por cabelos brancos que resista!
-
Apesar de tudo, o óbvio fica-lhe tão bem!
-J. Socrates, com certeza, pensará o mesmo!

-Até amanhã burgueses!

quinta-feira, setembro 27, 2007

GRAMÁTICA IN-PROVAVEL










- Ignoro se é verdade o que diz a introdução e desconheço se a autoria é real. -Sei que outros Blogs o tem publicado. Eu recebi-o por E-Mail e não consegui deixar de o colocar aqui.


Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.


"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.

Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.

Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.

Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.

Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.

Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.

Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.

Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.

Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisto a porta abriu-se repentinamente.

Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.

Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.

Que loucura, meu Deus!

Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.

Só que, as condições eram estas:

Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

Fernanda Braga da Cruz

quarta-feira, setembro 26, 2007

RAGUEBI, LOBOS














AMBIÇÃO!
BRIO!
CORAGEM!
CAMARADAGEM!
DEDICAÇÃO!
DIGNIDADE!
DESPORTIVISMO!
ENTREGA!
ESFORÇO!
EMPENHO
FORÇA!
GRUPO!
HUMILDADE!
INTERESSE!
JOGO!
LABÔR!
MESTRIA!
NACIONAL!
OBJECTIVIDADE!
PAÍS!
QUERER!
RAGUEBI!
RAÇA!
SIMPLICIDADE!
SIMPATIA!
TREINO!
TEIMOSIA!
UNICOS!
VITORIOSOS!

terça-feira, setembro 25, 2007

Luís Filipe Menezes Vs. Marques Mendes















-Já não interessa o que possa acontecer daqui para a frente mas ficou provado que independentemente do estilo, há quem use golpes baixos e quem se dedique aos combates de alma e coração.

-Aguardemos para ver!

quinta-feira, setembro 20, 2007

Entrevista In-Provavel














Nota do editor: É princípio deste BLOG, não publicar textos que possam ser considerados ofensivos ou que contenham expressões que possam chocar quem os leia. No caso desta entrevista, apenas se decidiu a sua publicação depois de ouvir a opinião de várias pessoas sensíveis, de alguns jovens bem-educados e de meia dúzia de seres bem pensantes e bem falantes. Foi com base nas suas opiniões que nos asseguraram não ter encontrado no texto nada de anormal ou ofensivo que foi tomada a decisão de publicar.

Adverte-se no entanto, que o texto não deverá ser lido por maiores de setenta anos, excepto se tal for aprovado pelo critério dos seus pais ou encarregados de educação.

Encontramos o ilustre pensador e estudioso no seu lar, num momento em que elaborava uma pesquisa bibliográfica, para aquele que deverá ser o seu próximo ensaio: A perenidade do discurso poíitico portugues contemporaneo e as suas consequências factuais para o não preenchimento cabal das expectativas dos cidadãos votantes”


IN-PROVAVEL: Como se sente?

Génio: Como a merda!

IN: Que pensa da linguagem política que impera actualmente nas esferas do poder?

G: Que é uma merda!

IN: E o que dizer da actual situação do país?

G: Se se refere à situação geográfica, é uma merda por estarmos nu cú da Europa, se falava acerca da situação social e política é outra merda!

IN: Mas no tocante ao governo que enfrenta essa situação que caracterizou?

G: Penso que é uma merda e que a não está a enfrentar mas sim a agravar provocando ainda mais merda!

IN: E com respeito ao trabalho jornalístico em geral, que nos poderia dizer?

G: Se a si lhe parece trabalho jornalístico… A mim parece-me uma merda!

IN: Suponho que entre os membros que actualmente representam o poder legislativo, eleitos pelo povo, algum deverá reunir a sua simpatia.

G: Na verdade, o que lhe poderia dizer é que existem uns menos merdas do que outros mas ainda assim afigura-se-me difícil distinguir uma vez que foram todos eleitos por um povo de merda.

IN: Existirá eventualmente alguém acerca de quem o senhor tenha uma boa opinião?

G: Logicamente que sim. Possuo uma boa opinião acerca da merda que não trata de esconder e dissimular a sua realidade.

IN: Com respeito ao futuro, tem alguma esperança?

G: Sim. Espero que num futuro próximo o povo tenha uma enorme obstrução intestinal no dia em que for votar ou iremos todos parar à Cloaca Máxima onde nos afogaremos em dejectos e esgoto.

IN: Para terminar-mos, qual é a sua opinião acerca de si próprio?

G: Penso que sou uma merda como todos, mas com vocação de papel higiénico.

Adaptado de “Entrevista escatológica” de Roberto Burlaka

quarta-feira, setembro 19, 2007

Culinária para iniciados













-No caso de ser uma daquelas pessoas que não distingue um frito de um guisado, uma batata cozida de uma assada, um tacho de um fervedor e até nem sabe onde ficam guardadas as frigideiras na sua própria cozinha, aqui deixo alguns pequenos conselhos que se podem vir a revelar de algum interesse, caso deseje iniciar-se nas lides da cozinha.
- Para começar seria bom se conseguisse localizar em sua casa alguns pontos de interesse como a dispensa, o frigorifico e o armário dos tachos e panelas. Isto, claro, apenas no caso de pretender fazer algo mais do que colocar batatas pré-fritas congeladas na fritadeira eléctrica.
-Não recomendo a ninguém que frequente um desses muitos cursos de culinária para idiotas chapados; quanto mais tarde tornar a sua ignorância um facto público, melhor e na culinária também é assim.

-Deve começar por aprender a diferença que existe entre caçarolas e sertãs e para o que serve cada um dos objectos. A diferença entre farinha e fermento, entre sal e açúcar e também descobrir se o fogão e o forno são a gás ou eléctricos. É que, neste ultimo caso, não é necessário usar fósforos ou isqueiro para ligar os discos.

-Procure ou adquira um bom livro de receitas para principiantes. Estas devem ser curtas e de preferência ilustradas com esquemas fáceis.

-Tente iniciar-se com algo simples, como a cozedura de um ovo; Depois tente seguir à risca a receita de uma sopa ou de uma omoleta. Não se sinta frustrado/a se a omoleta ficar com o aspecto de ovos mexidos, semi-crus. Ainda será comestível e serviu-lhe de experiência para a próxima vez.

-No dia em que a comida não fique agarrada ao fundo do tacho, panela, ou frigideira, eis que deu o primeiro grande passo. Apesar disso não se entusiasme e mantenha sempre por perto o extintor e o número dos bombeiros da sua área.

-Siga as receitas à risca respeitando cuidadosamente as quantidades e os tempos.

-NUNCA, JAMAIS e em caso algum, faça experiências culinárias ou tente inventar o que quer que seja. Em culinária, todo o essencial está já inventado e foram especialistas que o fizeram, não meros amadores iniciados.

-No caso de desrespeitar este ultimo conselho, por favor não me convide para jantar e não viva sequer perto de mim.


-Na segunda lição falaremos de micro-ondas.

domingo, setembro 16, 2007