quarta-feira, setembro 05, 2007

SIMPLEX













-O Departamento de estudos jurídico-legislativos do In-PROVAVÉL entregou há apenas algumas horas no Palácio de S. Lento um pacote de propostas legislativas que se enquadram nos esforços de simplificação administrativa levados a cabo por este governo (vulgo “Programa SIM-PLEX”)
-Segundo (e terceiro) fontes geralmente muito bem informadas, foi-nos garantido que no mais curto prazo possível, tais propostas serão levadas ao hemiciclo onde, depois de lidas em voz alta por um tenor habilitado, serão aprovadas por maioria de quatro terços.

Ministério da Saúde: Vacinação via Internet

-No sentido de rentabilizar e promover uma maior racionalização dos serviços de prestação de cuidados de saúde, passarão todos os cidadãos deste país a contar com um novo serviço de vacinação via Internet.
-Numa primeira fase, este serviço estará apenas disponível para aqueles alunos e professores que sonham ter um computador portátil oferecido por uma empresa ligada à área das telecomunicações e entregue pessoalmente pelo primeiro-ministro que dirá ter sido o governo a oferecê-lo.
-Numa fase posterior, qualquer cidadão poderá usufruir do serviço num dos muitos postos de Internet avariados que se encontram nas estações de correio.

Ministério da Justiça: Prisão preventiva via Internet

-Na sequencia dos esforços empreendidos pelo actual Ministro da justiça de esvaziar as prisões, já que os reclusos possuem o péssimo habito de comer, beber e respirar, será empreendido um programa especial no qual os detidos em situação de prisão preventiva, irão passar a contar com a oferta de PC’s portáteis que lhes permitirão (Via MSN) permanecer em contacto com o Ministério público e com o próprio ministro da justiça durante o decorrer das averiguações do processo ou processos em que estejam envolvidos.

Ministério da Administração Interna: Novas certidões de Óbito.

-Já a partir de Janeiro (de um ano destes) as certidões de óbito passarão a poder ser emitidas pelo próprio, evitando-se assim as prolongadas filas e o consequente absentismo dos familiares. Existe no entanto uma excepção que se aplica aos casos de suicídio involuntário e que está a ser estudada pela secretaria de estado da administração e inovação em conjunto com uma comissão de amigalhaços especialmente nomeada para o efeito.

Ministério da Educação: Novas tecnologias no ensino.

-A juntar ao já imenso parque de novas tecnologias que equipam a generalidade das escolas ainda abertas no país, seguirão os tinteiros para as impressoras que ainda se encontrem em funcionamento. Tal facto terá lugar inicialmente nas Direcções Regionais de Educação e apenas em última fase nas escolas do interior.
-A aplicação desta medida, ficará no entanto suspensa até que se averigúe qual o comportamento da taxa de crescimento populacional nos próximos 35 anos.

terça-feira, setembro 04, 2007

Rentrée


















-Como de costume passada que é a “torreira do Verão”, lá voltam aos seus gabinetes os ministros, os secretários e sub-secretários de Estado e toda a cáfila de assessores, adjuntos e especialistas de comunicação.

-O Pontal já aconteceu, a festa do PS já teve lugar, a do PCP está aí e o Paulo Portas já está no You Tube.
-Vem aí a “rentrée política” e urge fazer o balanço deste Verão a passar.
-Tratou-se de um verão calmo. Temperado de calores e de actividades politicas e só por culpa do primeiro factor, os incêndios não inundaram as noticias. Quase tenho pena de António Costa. Depois de tanto alardear medidas de prevenção e formar GNR’s para combater fogos não colheu os louros desta “vitória de Pirro” que foi o verão calmo no que diz respeito a incêndios. Também, pudera, com tanto que já ardera em anos anteriores pouco haverá já para arder e a meteorologia fartou-se de ajudar.
-No PSD, a novela da sucessão repete episódios. Vimos Marques Mendes a viajar pelo país e, imagine-se, a criticar o governo com algumas palavras com conteúdo. Enquanto isso, Meneses fazia o mesmo e ainda encontrou tempo para continuar a mostrar obra feita em Gaia.
-O BCP dominou as notícias económicas, com a guerra fratricida entre Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto. Jo Berardo, por seu lado, também aproveitou mais esta ocasião para ir aparecendo nos ecrãs a debitar informações que ninguém pedira e a que ninguém interessavam.
-O “caso Madeileine” continuou em cheio: de novo os directos imbecis, mais análises feitas pelos basbáques do costume nos programas da manhã, mais suspeitas, mais entrevistas dos pais, mais imbecilidades dos ingleses. Estou francamente farto.
-Houveram assaltos a gasolineiras, a bancos, ás praias e aos turistas que chegaram do México com o “rabo entre as pernas” para fugir de um furacão.

-Enfim, poder-se-ia dizer que se tratou de um Verão normal e apenas não o afirmo porque desta vez o nosso primeiro-ministro manteve em total segredo o seu destino de férias, ao contrário do que fizeram todos os chefes de governo europeus.

sábado, setembro 01, 2007

Vanessa Fernandes
















Imagem do site da atleta: http://www.vanessafernandes.net/

Vanessa de Sousa Fernandes (14 de Setembro de 1985) é uma atleta portuguesa de Triatlo.

Estreou-se na modalidade no Triatlo de Peniche. Os seus dotes naturais fizeram com que aos 15 anos ingressasse no Centro de Alto Rendimento do Jamor onde reside e passa a maior parte do seu tempo.

Actualmente conta com 16 vitórias em Taças do Mundo de Triatlo, 12 das quais consecutivas o que a levou a igualar o recorde de vitórias consecutivas em Taças do Mundo que era pertença de Emma Carney.

Atleta do Sport Lisboa e Benfica e habitual da selecção portuguesa, esta atleta de 1,68m começou a sua carreira profissional em 1999 no Triatlo de Peniche. É filha do ciclista Venceslau Fernandes, que venceu em 1984 a Volta a Portugal.

Os seus treinadores são Sérgio Santos e António Jourdan. Foi oitava no triatlo olímpico dos Jogos Olímpicos de Atenas.

Em 2006, chegou à primeira posição do ranking mundial de triatlo renovando o marco em "casa" no dia 6 Maio de 2007.


Outros feitos relevantes

Campeã do Mundo

  • Campeã do Mundo em 2007 de triatlo em Hamburgo (Alemanha) em 1 de Setembro
  • Campeã do Mundo em 2007 de duatlo em Gyor (Hungria) em 19 de Maio

Campeã da Europa

  • Campeã da Europa em 2004 de triatlo em Valencia (Espanha)
  • Campeã da Europa em 2005 de triatlo em Lausanne (Suiça)
  • Campeã da Europa em 2006 de triatlo em Autun (França)
  • Campeã da Europa em 2007 de triatlo em Copenhaga (Dinamarca), com o tempo 2h02m36s[1]


Campeã da Europa de Sub-23

  • Campeã da Europa de Sub-23 em 2004 de triatlo em Tiszaujvaros(Hungria)
  • Campeã da Europa de Sub-23 em 2005 de triatlo em Sófia (Bulgária)
  • Campeã da Europa de Sub-23 em 2006 em Rijeka (Croácia)

Taças do Mundo

Vencedora das Taças do Mundo de Madrid em 2003, 2004, 2005 e 2006 e de outras provas da Taça do Mundo realizadas em Aqaba (Jordânia), Mazatlan (México) , Rio de Janeiro (Brasil), Ishigaki (Japão), Corner Brook (Canadá), Hamburgo (Alemanha) e Lisboa (Portugal).

Outros

  • Vencedora do triatlo Internacional do Estoril em 2006
  • Campeã da Europa em 2006 de duatlo em Rimini (Itália)
  • Medalha de prata no Campeonato do Mundo em 2006 de triatlo em Lausanne.
  • Medalha de ouro no Campeonato do Mundo de Duatlo em Gyor (Hungria) em 19 de Maio de 2007.
  • Campeã do Mndo em Copenhaga (Hoje).

Fonte: WIKIPÉDIA

Agora venham os Jogos Olimpicos!

É interessante como esta rapariga nos enche de orgulho. Sempre simpática e bem disposta com a humildade dos verdadeiros campeões.
Eu orgulho-me que ela exista e seja portuguesa.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Nelson Évora / Portugal país de saltadores










-Portugal é um país de saltadores.

-Já o sabíamos, mas eis que agora tal facto é reconhecido internacionalmente.

-Portugal está cheio de saltos ao longo da sua história. Logo nos primórdios da sua fundação foi tomado de (a)ssalto por D. Afonso Henriques. Depois foi sempre de (a)salto em(a)salto que nos expandimos até ao Algarve. Então, talvez por já terem esse hábito arreigado, os portugueses deram novos saltos: primeiro até Africa e logo depois até à Índia e Brasil.

-Demos o salto para a Republica, saltou-nos o corporativismo em cima e mais tarde saltamos nós fora dele. A cada eleição que passa, os eleitores dão mais um “salto no escuro” e todos nós damos saltos bem altos com o aumento dos combustíveis e das taxas de juro. Saltamos de fúria quando o nosso clube perde, quando nos encerram escolas e centros de saúde ou sempre que nos perdem para apertar mais um pouco o cinto. “Salta-nos a tampa” com a desfaçatez de alguns governantes e (a)ssalta-nos a tristeza de cada vez que pensamos que deveríamos ter dado “o salto” para outro país qualquer onde seríamos (a)ssaltados pelas saudades da “terrinha natal”.

-Temos saltitões, saltaricos, salteadores e saltos altos mas hoje quase me saltou uma lágrima ao ver saltar o Nelson Évora e com ele e por ele saltei de alegria.

-Talvez nos possa servir de exemplo e nos ensine a dar o tão necessário, urgentíssimo e sempre adiado salto para o progresso e para o desenvolvimento.

-Saltemos então!

terça-feira, agosto 21, 2007

O MUNDO ESTÁ PERDIDO






















Postado originalmente: Domingo, Dezembro 11, 2005


"O Mundo está.perdido.
Esta nova geração não é tão capaz como foi a nossa.
A juventude de hoje não tem valores morais nem princípios éticos.
Os jovens são superficiais, apenas buscam o prazer.
Vivemos o primado do egoísmo.
O mundo está perdido."



-Estas frases, são proferidas com algum desespero passivo por quem perdeu o rumo dos dias, ou se perdeu nele. Por quem vê o seu fim a cada passo mais perto e assim expressa a sua própria desgraça, tristeza e amargura. É muito mais a alma do observador/comentador que se ouve do que a constatação dos factos que observa e de que tira as conclusões. São fruto da descrença e das esperanças frustradas; Da cegueira para com a mudança e da incapacidade de abrir os sentidos e o coração à constante e perpétua mudança social a que chamo evolução e aperfeiçoamento.
-Tudo é mutável. Até mesmo os grandes valores se adaptam às consciências novas e estas a eles sem que umas e outros deixem de existir.
-O mais profundo significado que atribuo à expressão “alma velha” é este. É o acto de permanecer de braços caídos, cego, surdo e estúpido perante as mudanças que nos arrastam na corrente dos dias. Esta atitude é aquilo que conduz e reduz a uma argumentação maldizente, simultaneamente símbolo de paragem e de desejo de retrocesso, que nos manteria como seres humanos vivos com sombra de cadáveres.
-Infelizmente não vejo estas atitudes apenas como devaneios de velhos. São bem mais e pior do que apenas isso, traduzem a incultura e estreiteza de pensamento de muita gente e pior do que isso o ambiente geral da sociedade portuguesa actual.
-Li, não me recordo bem onde, a tradução de um documento encontrado durante uma escavação arqueológica, talvez Suméria, mas não posso precisar e que aqui reproduzo de memória
:



-"Os meus filhos não têm valores nem a sua geração.
-O meu pai, o meu avô e os seus avós trabalharam e viveram sempre com a honra que me deixaram e que eu queria para os meus filhos, netos e bisnetos. Mas eles não a desejam. Este mundo tal como o conheço está perdido.
-No entanto, isto ouvi-o eu ao meu pai acerca da minha geração, ele ouviu-o do meu avô acerca da sua e este ao seu pai acerca da dele. Ainda assim existimos melhor do que nos tempos antigos e distantes.
-Talvez o mundo seja assim e eu esteja errado como eles estavam”



-No futuro veremos.


sexta-feira, agosto 17, 2007

Declarações de Amor nos últimos 60 anos


.
.


















1950 “Até ao fim dos tempos!”


1960 “Até que a morte nos separe!”


1970 “Até que o Amor termine!”


1980 “Enquanto a coisa der!”


1990 “Quem sabe, não é?


2000 “Amor? Que é isso?”

quarta-feira, agosto 15, 2007

Esperança























-Será a esperança algo que devemos aplicar diariamente como se fosse um desodorizante que nos livre do suor da descrença e da desesperança; ou como um after-shave/after-desilusão?



-Será que a nossa hormona produtora de esperança ainda é capaz de produzir diáriamente a quatidade necessária dessa substancia, depois que descobrirmos que nem a Fé nem o Amor movem montanhas e que o TNT é um exagero?

-

Hope


Hope is the thing with feathers That perches in the soul, And sings the
tune--without the words, And never stops at all,
And sweetest in the gale is
heard; And sore must be the storm That could abash the little bird That kept so
many warm.
I've heard it in the chillest land, And on the strangest sea;
Yet, never, in extremity, It asked a crumb of me

domingo, agosto 12, 2007

Palavras


















Apenas duas frases que li algures e a que achei graça.








Ton thé t'a-t-il tout t'ôté ta toux?

Every Follow up of an insight must have a feed back up grade, that's when you do rewind for a break trough.

terça-feira, agosto 07, 2007

Diálogos IN-Provaveis























Caso I



-Diálogo IN-PROVAVEL entre dois amigos sendo um deles médico e amigo do outro.

-A acção passa-se no consultório do médico.



-Então, como estás? Vieste de visita ou para uma consulta?


-Nem uma coisa nem outra. Vim para que me declares doido!


-Como?


-Ouviste muito bem! D-O-I-D-O!


-Mas… tu estás maluco ou quê?


-Também pode ser, mas pessoalmente prefiro o termo “doido”. É mais… sonante, mais vulgar, mais reconhecível.


-Mas a que propósito te veio isso à cabeça?


-Precisamente por achar que estou doido e que mereço ser considerado como tal.


-Isso não funciona assim. São precisos exames específicos, análises comportamentais relatórios detalhados, um processo complicado e além disso tu não estás doido!


-E como é que tu sabes que não estou?


-Simples: Uma pessoa fora do seu juízo não admite estar doido, bem antes pelo contrário. Excepto talvez…


-Excepto talvez no caso de estar mesmo muito, muito doido. Como é o caso.


-Ora…, eu conheço-te bem!


-Aí está! Quantas vezes não disseste já, que eu sou meio maluco?

-Aliás todos os meus amigos o dizem de vezes em quando.

-Ora, uma cambada de malucos é o que eles são, aliás, somos.


-Pois, vocês são malucos e eu sou doido!


-Como já te disse, quem não está de posse de todas as suas capacidades mentais ou sofre de uma alteração do seu método habitual de pensar, agir e sentir não admite que se encontra nessa situação e necessita de tratamento.


-Ou seja: se estiver doido, sentir que estou doido, se tiver a certeza de que estou doido e disser que estou doido, sou considerado são. Se estiver são e alguém me considerar doido, sou doido e tratam-me, ainda que contra a minha vontade.

-Não achas que isso é coisa de doidos?

-Mas é assim que as coisas são e é assim que funcionam. Além de que tu não estás doido!


-Achas que não?

-Então que raio levaria um pessoa sã a pedir a um anestesiologista que o declarasse doido em vez de o fazer a um psiquiatra?


Caso II



Diálogo IN-PROVAVEL que poderia ocorrer ao telefone.



-Olá. Como estás?


-Que te interessa isso?


-Gostava de saber que estás bem.


-Depois de meses sem quereres saber nada de mim, sem me ligares o que te pode isso interessar?


-Mas… foste tu que me disseste que não me telefonarias mais e que te não telefonasse.


-Que é que isso tem a ver? Tu é que nunca mais ligaste ou quiseste saber de mim.

(Textos visados e aprovados superiormente)


domingo, agosto 05, 2007

Como ?













-É apenas a terceira vez que aqui coloco textos não originais e a segunda que o faço com textos do MEC.
-Ele sabe do que fala embora não esteja de acordo , sempre, com ele. Neste caso também, quanto á conclusão de que tudo passa, não estou.

«Como é que se esquece alguém que se ama?
Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que faz para ficar?
Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz?
Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas!
É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou de coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo.
Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doida, devidamente honrada. É uma dor que é preciso, primeiro, aceitar.É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos moí mesmo e que nos da cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si, isto é, se os livrrássemos da carga que lhe damos, aceitando o que não tem solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos distrairmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos, amigos, livros e copos, pagam-se depois em conduídas lembranças a dobrar.
Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais falta das pessoas que amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende. A minha mãe. O meu amor. E a felicidade. A felicidades faz-nos sentir pena e culpa de não a podermos participar. É por estarmos de uma forma ou de outra sozinhos que a saudade é maior.
Mas o mais difícil de aceitar é que há lembranças e amores que necessitam de afastamento para poderem continuar. Afonso Lopes Vieira dizia que Portugal estava tão mal que era preciso exilar-se para poder continuar a Pátria dele. Deixar de vê-la para ter vontade de a ver. Às vezes, a presença do objecto amado provoça a interrupção do amor. É a complicação, o curto-circuito, o entaralamento, a contradição que está ali presente, ali, na cara do coração, impedindo-o de continuar.
As pessoas nunca deveriam morrer, nem deixarem de se amar, nem separar-se, nem esquecer-se, mas morrem e deixam e separam-se e esquecem-se. Custa a aceitar que os mais velhos, que nos deram vida, tenham de dar a vida para poderem continuar vivos dentro de nós. Mas é preciso aceitar, é preciso sofrer, dar urros, murros na mesa, não perceber.
E aceitar. Se as pessoas amadas fossem imortais perderíamos o coração. Perderíamos a religiosidade, a paciência, a humanidade até.
Há uma presença interior, uma continuação em nós de quem desapareceu, que se ressente do confronto com a presença exterior. É por isso que nunca se deve voltar a um sítio onde se tenha sido feliz. Todas as cidades se tornam realmente feias, fisicamente piores, à medida que se enraízam e alindam na memória que guardamos delas no coração.
Regressar é fazer mal ao que se guardou.
Uma saudade cuida-se. Nos casos mais tristes separa-se da pessoa que a causou. Continuar com ela, ou apenas vê-la pode destruir a beleza do sentimento, as pessoas que se amam mas não se dão bem só conseguem amar-se bem quando não se dão.
Mas como esquecer? como deixar acabar aquela dor? É preciso paciência. É preciso sofrer.
É preciso aguentar.Há grandeza no sofrimento. Sofrer é respeitar o tamanho que teve um amor. No meio de remoinho de erros que nos resolve as entranhas de raiva, do ressentimento, do rancor - temos de encontrar a raiz daquela paixão, a razão original daquele amor.
As pessoas morrem, magoam-se, separam-se, abandonam-se, fazem os maiores disparates com a maior das facilidades. Para esquece-las, é preciso chora-las primeiro. Esta é uma verdade tão antiga que espanta reparar como ainda temos esperanças de contorná-la. Nos uivos da mulheres nas praias da Nazaré não há "histerias" nem "ignorância" nem "fingimentos". Há a verdade que nós, os modernos, os tranquilizados, os cools, os cobardes, os armados em livres e independentes, os tanto-me fazes, os anestesiados temos medo de enfrentar.
Para esquecer uma pessoa não há vias rápidas, não há suplentes, não há calmantes, ilhas nas Caraíbas, livros de poesia - só há lembrança, dor e lentidão, com uns breves intervalos pelo meio para retomar o fôlego.
Esta dor tem de ser aguentada e bem sofrida com paciência e fortaleza. Ir a correr para debaixo das saias de quem for é uma reacção natural, mas não serve de nada e faz pouco de nós próprios. A mágoa é um estado normal. Tem o seu tempo e o seu estilo. Tem até uma estranha beleza. Nós somo feitos para aguentar com ela.
Podemos arranjar as maneiras que quisermos de odiar quem amámos de nos vingarmos delas, de nos pormos a milhas, de lhe pormos os cornos, de lhe compormos redondilhas, mas tudo isso não tem mal. Nem faz bem nenhum. Tudo isto conta como lembrança, tudo isso conta como uma saudade contrariada, enraivecida, embaraçada por ter sido apanhada na via pública, como um bicho preto e feio, um parasita de coração, uma peste inexterminável, uma barata esperneante: uma saudade de pernas para o ar.
O que é preciso é igualar a intensidade do amor a quem se ama e a quem se perdeu. Para esquecer, é preciso dar algo em troca. Os grandes esquecimentos saem sempre caros. É preciso dar tempo, dar dor, dar com a cabeça na parede, dar sangue, dar um pedacinho de carne.
E mesmo assim, mesmo magoando, mesmo sofrendo, mesmo conseguindo guardar na alma o que os braços já não conseguem agarrar, mesmo esperando, mesmo aguentando como um homem, mesmo passando os dias vestida de preto, aos soluços, dobrada sobre a areia da nazaré, mesmo com muita paciência e muita má vontade, mesmo assim é possível que não se consiga esquecer nem um bocadinho.
Quanto mais fácil amar e lembrar alguém - uma mãe, um filho, um grande amor - mais fácil deixar de amá-lo e esquecê-lo. Raio de sorte, ó lindeza, miséria suprema do amor. Pode esquecer-se quem nos vem à lembrança, aqueles de quem nos lembramos de vez em quando, com dor ou alegria, tanto faz, com tempo e com paciência, aqueles que amámos com paciência, aqueles que amámos sinceramente que partiram, que nos deixaram, vazios de mãos e cheios de saudades, esses doem-se e depois esquecem-se mais ou menos bem.
E quando alguém está sempre presente? Quando é tarde? Quando já não se aguenta mais. Quando já é tarde para voltar atrás, percebe-se que há esquecimentos tão caros que nunca se podem pagar. Como é que se pode esquecer o que só se consegue lembrar!
Aí, está o sofrimento maior de todos. O luto verdadeiro. Aí está a maior das felicidades»

Miguel Esteves Cardoso - como esquecer in Último Volume, Assírio & Alvim, 1996

sexta-feira, agosto 03, 2007

Dalila Rodrigues / Museu Nacional de Arte Antiga


























-Dalila Rodrigues foi directora do Museu Grão Vasco, de Março de 2001 a Novembro de 2004, e Professora Coordenadora do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Doutorada em História de Arte pela Universidade de Coimbra e investigadora especializada em História de Pintura Portuguesa. Tem desenvolvido uma longa actividade docente e participado em diversos projectos de investigação, alguns deles nos EUA, com o apoio da Comissão Luso-Americana e na Índia, com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
-É uma das mais reputadas especialistas de pintura.
-A sua acção enquanto directora do Museu Nacional de Arte Antiga foi marcante, tendo sido conferida ao museu uma nova orientação e um rumo inovador e dinâmico.





-É marcadamente triste ver que alguém excelente na sua actividade é afastado com base na manifestação frontal e honesta das suas convicções e nem sequer se trata aqui de convicções políticas ou ideológicas.

-Temos um governo que, no mínimo, demonstra enorme dificuldade em lidar com a crítica, ainda que construtiva e séria. Temos uma ministra que se pauta pela inércia e pelo apagamento numa área específica em que tanto há para ser feito.
-Sonho com um dia em que termine a “dança de cadeiras” sempre que existe alteração de partido governamental. Sonho com o reconhecimento do mérito e com o fim da mediocridade com poder de decisão politica.
- O Museu Nacional de Arte Antiga fica mais pobre, a Cultura Portuguesa sai a perder bem como o país. O museu que também é conhecido como "das janelas verdes" talvez possa mudar agora de nome e passar a chamar-se "museu das janelas rosa".

quarta-feira, agosto 01, 2007

António Costa / Sá Fernandes-Câmara Municipal de Lisboa ou o Saco de Gatos





























-Ouvi a tomada de posse do novo executivo da Câmara Municipal de Lisboa.
-Não que me interesse de sobremaneira o destino daqueles que nele votaram ou o dos que deixaram que outros decidissem por si. Mas enfim, trata-se de Lisboa que é a capital do país, macrocéfala mas capital, macrocéfala mas uma belíssima cidade.
-Quanto aos discursos nada de novo. As saudações do costume, os avisos por parte da Assembleia Municipal, a declaração de boas intenções por parte do presidente empossado. Nada de novo, nada inesperado. No entanto, não pude deixar de sorrir ao ouvir da boca de António Costa, saudações efusivas e enaltecedoras ao executivo cessante. Não parecia o mesmo Costa da campanha eleitoral mas depois voltou a si e lá foi prometendo trabalho e mais trabalho, medidas e mais medidas. Aí sim, pensei eu com o meu fecho eclair, este é o António Costa do costume; O “velho” Costa que ao lado, à frente e a trás de J. Sócrates, prometeu na campanha para as legislativas, O “habitual” Costa que prometeu enquanto ministro e que viu arder o país e não hesitou em se por ao fresco antes que outra vaga de fogos que o chamuscasse.

-Não há dúvida de que o homem promete, promete, promete…



-Surpresa, que nem o chega a ser aliás, foi o entendimento e consequente atribuição do pelouro do ambiente a José (Zé) Sá Fernandes. O homem é decididamente um ponto, mas não dá ponto sem nó. Ele, que tantos engulhos engendrou, que tantas vezes levantou o indicador ufano, oportunista e suado para disparar acusações que se provaram erradas e falsas; Ele ainda que ficou conhecido como o “Providencia cautelar man”, aparece agora dentro do executivo emplourado no ambiente camarário lisboeta.

-Confesso que já vi rolhas de maior tamanho e maior escândalo, mas esta serve à medida da boca de J. S. Fernandes na perfeição e se o fizer calar-se, ainda que temporariamente, felicito o novo Edil lisboeta. Felicito-o mas não lhe prevejo nem competência desinteressada, nem um bom AMBIENTE nesse saco de gatos que a sua hipocrisia e a do seu e de outros partidos acabaram por gerar na autarquia.
-Lisboetas, tenho receio por vós!

-Mas que o homem promete, lá isso promete. Ainda e sempre!

segunda-feira, julho 30, 2007

Férias


















-Chegaram as férias.


Para grande parte dos portugueses isso quer dizer pouco; ou não têm férias em tempo de férias ou não têm dinheiro para gozar férias ou não têm simplesmente férias. Apesar disso, ainda existe muita gente que anseia um ano inteiro por esta época de férias.



-È em tempo de férias que muita da mais evidente estupidez humana se revela, saindo do fundo de um qualquer gavetão como o fazem as toalhas de praia e os biquínis.


-Uns correm à santa terrinha na esperança de parecerem os senhores que durante todo o ano não são. Aborrecem os tios e primos, os sogros e pais, comportam-se como se o facto de viverem na “cidade” fosse algo para todos os outros inatingível. Finalmente passados quinze dias regressam com a mala cheia de couves e batatas, amaldiçoando as moscas e trazendo na consciência que estão prontos para outro ano de trabalho árduo e servil.


-Existem também aqueles para quem as férias ideais não passam da corrida estúpida às praias algarvias. Regra geral, deslocam-se em bandos de um ou dois casais, familiares ou amigos e arrastam atrás de as crianças ranhosas, de dedo dentro da narina direita. Onde quer que passem, ou pior, que parem, existe um evidente estardalhaço de berros, pedidos de gelados e baldinhos de praia aos tombos. Já no Algarve, cozinham todas as refeições na cozinha do apartamento do costume porque é mais em conta e invadem diariamente os supermercados logo antes do almoço em busca dos enlatados mais baratos. Fazem tudo em calções de banho ou de futebol. Vestem T-shirts com frases que não sabem o que significam e jamais, JAMAIS se separam das chinelas de meter o dedo. Depois, hão-de consultar todas as “revistas dos famosos” na esperança de terem aparecido lá muito atrás e ao fundo, numa foto de um qualquer dos muitos “cromos” do nosso “jet zero” nacional. Tal como estes, também os que rumam ao sul de Espanha se apresentam nos mesmos moldes de trajadura, contenção económica e de atitude. Diferindo apenas dos primeiros, por falarem com toda a gente que lá encontrem em “portanhol” e em “espanholês” e distinguindo-se deles por acharem que estiveram de férias no estrangeiro e que isso é o mais importante.


-Um outro grupo é aquele dos que planearam férias atempadamente. Correram todas as agências de viagens, todas as feiras, vasculharam a Internet no PC dos miúdos e dois anos depois, ainda hão-de conservar grande parte dos folhetos que recolheram. Hesitaram entre Cuba, Brasil e coisas como Punta Cana, antes de pedir o empréstimo com o qual acabaram de pagar as férias do ano anterior e pagarão as deste ano. Ouviram conselhos de todos os conhecidos que por lá já passaram e que lhes mentiram com todos os dentes acerca das maravilhas que por lá viram. Desde há meses que sonham com resorts maravilhosos, com “bar aberto” e comida à fartazana. Vêm, sempre que fecham os olhos, paisagens de telenovelas com praias vazias, coqueiros e empregados submissos e atenciosos até perder de vista. Três meses antes do embarque já deram a conhecer o seu destino a todos os que os conhecem e não perdem a ocasião de falar da viagem de avião, ainda que seja a despropósito de um qualquer despenhamento de aeronave.


-À chegada, visitam os amigos e família, massacrando-os com mil fotografias e vídeos, revelando assim sem querer que do país que visitaram não conheceram nada fora dos muros que protegem os turistas da realidade.



-Mas talvez as férias sejam isto e para isto mesmo. Talvez sirvam para desligar o cérebro, em alguns casos, ou para o manter bem desligado, em outros.


-Nas férias, não são permitidas crises governativas, políticas ou existenciais. Nas férias o país é apenas cor-de-rosa ou ainda mais cor-de-rosa.


-Talvez a realidade também vá de férias este ano e se tudo nos correr bem talvez não volte.

quinta-feira, julho 26, 2007

CASTING





















-Seria no mínimo bizarro “importar” idosos incautos desde o interior do país para dar a imagem de uma multidão na celebração de Jorge Costa, mas aconteceu

-É realmente ridículo colocar crianças contratadas como figurantes nos bancos de uma escola vazia. É manipulativo, nada sério, desonesto e ridículo.

-No entanto aconteceu e ontem, o primeiro-ministro invocou, como de costume, desconhecimento e ignorância, transferindo a culpa para “uma empresa” em vez de culpar quem por parte do governo (ministério da educação ou não) tomou a iniciativa de contratar a referida empresa e de acompanhar o processo de embelezamento e mistificação da cerimónia.

-Se fosse num país a sério alguém seria demitido por tal bizarria mas num país a sério, existiria um governo a sério ou pelo menos mais sério e não coberto de ridículo.

terça-feira, julho 24, 2007

Solitário






















- A polícia Juciaria Portuguesa capturou hoje na Figueira da Foz "O Solitário" um perigoso assaltante de bancos em Espanha e o homem mais procurado nesse país. A operação foi levada a cabo em colaboração com a polícia espanhola.

-Entretanto por cá continua por capturar um assaltante nacional conhecido como "o assaltante do Taxi", por ter sido um destes veículos que apanhou como um vulgar cliente e no qual se pôs em fuga depois de cometer um assalto a uma dependência bancária.

- É apenas curioso.

segunda-feira, julho 23, 2007

LISTAS DE GREVISTAS

OU AS SEMELHANÇAS ENTRE SÓCRATES E O MARQUÊS DE POMBAL





















- Truz-truz!

- Quem é?
- O governo está em casa?
- Se é camarada pode entrar, se é algum problema, saiu agórinha mesmo!
- Humm…
- Que lhe querem?
- Que governe. Está ou não?
- Não. Saiu para a Europa e só volta para as eleições! Mas cuidado que levou debaixo do braço as listas dos que fazem greve.





-Ficamos portanto a saber que o governo não está. Que é inútil apresentar-lhe questões, propostas ou criticas. É inútil enviar-lhas por carta, por pergunta de jornalista, impor-lhas com a força da democracia representativa e plural ou de um varapau de marmeleiro. É nada enviar-lhas em bandeja de prata com rodelinhas de laranja à volta e raminhos de salsa. Não está e pronto.




-O Estado, não interessa se é rico ou pobre, não interessa quanto de fausto apresente, de forças em missão no exterior, de capacidade de acolhimento de refugiados ou de diplomatas. O Estado não dá nada a ninguém porque o Estado não tem nada de seu e tudo o que tem é nosso. O Estado não tem nem pode ter nada, nem bens, nem opiniões, nem ideologias. O Estado tem funções e mais nada.
-Sempre que um Estado enriquece a comunidade empobrece e é roubada, porque ou os seus impostos foram aumentados ou os seus direitos e serviços foram diminuídos. Não pode existir qualquer troca dos cidadãos com o Estado porque o Estado não pode nem deve nunca visar o lucro mas antes o bem-estar dos cidadãos.
-O governo representa o Estado e o Estado é um aparelho, não é uma individualidade e o representante desse aparelho é um governante. Um governante é a mais pequena de todas as coisas que um homem pode ser. Serve apenas para servir e jamais para cultivar a sua personalidade ou para a impor ou para se servir do seu cargo em favor de si ou dos seus.

-O governo Pombalino (e mais tarde o de Salazar), conseguiu através do terror inspirar uma catástrofe que se chama obediência geral e onde existe obediência existe repressão e diminuição de dignidade. Onde existe liberdade não existe jamais obediência e sim acordo. O povo que obedece fá-lo por temor e não por concordância.
-Sebastião José de Carvalho e Mello não passou sem méritos para a história, mas não passou também sem o rótulo de cruel ditador que arrastava atrás de si o Tribunal da Inconfidência e os nomes apontados pela Intendência de Policia.
-Também hoje parece voltar a querer existir o predomínio do Estado sobre o indivíduo, reivindicando o primeiro (o Estado) para si, velhas tiranias autoritárias e todos os direitos que as leis conferem ao Povo. Isto é característico de reformadores em terceira mão, de políticos sem ideias próprias e sem rasgo de talento, carácter ou génio.
-Nesses tempos o Marquês mandava (apenas porque podia) fundar a Real Mesa Censória. Por cá e agora calam-se os discordantes com processos-crime por difamação.
-Nesses tempos, a Intendência de Policia fazia listas de discordantes. Agora e por cá, fazem-nas os serviços públicos e a PSP que fotografa manifestações de trabalhadores.
-Na altura O Marquês de Pombal foi nomeado na sequência de um terramoto. Por cá e agora o terramoto é a própria governação, a perda de direitos, de qualidade de vida, a imposição do autoritarismo e este disfarçado modo de perseguir os discordantes.



-Então, tal como agora, o governante proclamava as benfeitorias por si alcançadas.


-Em 1871, o Marquês de Pombal exclamava: “Agora é que Portugal vai à vela!”; No preciso ano em que James Whatt descobria a aplicação do vapor.

sábado, julho 21, 2007

quinta-feira, julho 19, 2007

José Saramago " O Unionista Ibérico"

















José Saramago


-O romancista, poeta, dramaturgo, autodidacta José Saramago (Premio Nobel da Literatura em 1998), ribatejano, ateu, recém-casado e comunista tem como opinião que Portugal deveria tornar-se uma província de Espanha.

-Até aqui nada de especial, na realidade J. Saramago tem todo o direito a ter as suas opiniões por muito estranhas ou senis que possam parecer. O senhor (a quem muito admiro a escrita) nem sequer é surpreendente ou original. Já antes dele muitos outros idiotas que nem premiados foram jamais, tiveram destas opiniões, lembro por exemplo o Conde Andeiro. Original seria, caso exprimisse o desejo de que nos tornássemos província do Zaire, da Colômbia, ou do Vietname, mas Espanha… ?
-A este respeito recordo outras barbaridades proferidas pela eminência parda dos pseudo cultos nacionais que tendem e teimam em confundir a obra literária do homem com o próprio homem, sendo que uma e outro são coisas de valor bem diferente. Muitas têm sido as entrevistas de Saramago que tenho considerado excelentes. No entanto, outras tantas muitas, foram as que eu preferiria que ele tivesse mantido em si o mínimo bom senso. O homem é brilhante quando discorre acerca da sua vida, de sentimentos e de ficções mas sempre que lhe “foge o pé p’rá chinela” espalha-se ao comprido.
-Saramago, não é aliás o único que quando se presta a sair fora da sua área de conhecimentos atropela elefantinamente o bom senso. Pedro Abrunhosa, Mário Soares, Almeida Santos e um incontável número de “famosos”, deveriam respeita-nos o silêncio muitas vezes.

-Por outro lado haveria que perguntar aos nossos vizinhos ibéricos se estariam interessados em nos ter como seus patrícios. A resposta, parece-me bem que seria negativa, se nos podem colonizar economicamente para que quereriam dividir o que quer que fosse connosco?

-Gosto de nuestros irmanos tanto como gosto de qualquer outro povo, admiro-lhes a cultura, a historia e admiro-os a eles enquanto povo, mas não os invejo ou pretendo ser como eles são, nem desejo que sejam eles outra coisa que não espanhóis. Para além disto recomendo vivamente a José Saramago (romancista, poeta, dramaturgo, autodidacta, ribatejano, ateu, recém-casado, comunista, Premio Nobel, Iberista e homem) que se recorde do dito popular: “Quem te manda ti sapateiro tocar tão mal rabecão”.

segunda-feira, julho 16, 2007

AVISO: LIBERDADE DE OPINIÃO
























Advertência:

-No caso de sentir náuseas, tonturas, tremores, palpitação ou outro tipo de sintoma adverso pare imediatamente de ler este ou qualquer outro post. Caso os sintomas persistam, consulte imediatamente o seu médico, levando consigo uma cópia da postagem do blog, e indicação do link.

-Pessoas com historia clínica de criticófobia assim como: seguidistas, aduladores, delatores, bufos, ressabiados, lambe-botas, queixinhas, carreiristas, merdosos, aparelhistas e governantes que sejam prepotentes e/ou arrogantes não devem ler este blog em nenhuma circunstância pois têm-se verificado casos de desenvolvimento cerebral neste tipo específico de indivíduos.
-O autor não se responsabilizo em circunstancia alguma, por possíveis consequências no caso de algum amigo ou colega de trabalho o denunciar ao seu superior hierárquico por ser leitor habitual deste blog, ou por qualquer efeito de suspensão, investigação, inquérito interno, processo cível ou queixa-crime que se relacione com o referido acto de leitura.
-Assista com cuidado e sozinho aos conteúdos. Não os divulgue, excepto no caso de o fazer junto de alguém da sua inteira confiança e ainda nesse caso refira-lhe todas estas recomendações para bem de ambos.
-No caso de pretender deixar um comentário identifique-se apenas como anónimo ou use um pseudónimo ao qual não seja possível determinar a origem ou a real identidade. Em todo o caso, qualquer comentário será da responsabilidade exclusiva do seu autor.
-Jamais procure uma junta médica, pois os efeitos que a leitura deste blog possa provocar não são legalmente admissíveis para a obtenção de pensões ou reformas antecipadas e ainda que o fossem por decisão da referida Junta, alguém superiormente colocado, haveria de alterar o teor da referida decisão por recomendação superior.

-No caso de observar TODAS estas condições e normas internas, sinta-se “LIVRE” de ler e de comentar tudo o que aqui se encontre.

-Caso contrário faça exactamente o mesmo em nome da LIBERDADE DE EXPRESSÂO E DE OPINIÃO!!

sábado, julho 14, 2007

Sócrates Vs. Hipócrates - Filosofia e Politica à portuguesa





















HIPÓCRATES NÃO ERA SOCRÁTICO
MAS SÓCRATES É HIPÓCRITA !!

sexta-feira, julho 13, 2007

terça-feira, julho 10, 2007







NOVO ELEMENTO QUIMICO DESCOBERTO POR CIENTISTAS PORTUGUESES: O GOVERNÈSCIO





















-Não possui protões ou electrões.

-Possui um Primeiro Neutrão, 16 ministros neutrões, um número indeterminado de secretários e sub-secretários neutrões e uma enormidade de chefes de gabinete, assistentes, secretarias e acessores neutrões, o que lhe confere uma massa atómica de p’raí ou mais. Os neutrões mantêm-se unidos por uma contínua corrente de partículas que se chamam Influencius Patéticus.

-Não possuindo electrões deveria tratar-se de um elemento inerte, e na realidade é-o na maioria das situações, reagindo apenas quando criticado ou vaiado. Um dos investigadores notou que uma ínfima quantidade desta substancia quando introduzida num país como o nosso, provoca um atraso razoável no desenvolvimento e nas condições de vida em geral.

-O seu período normal de vida é de quatro anos, mas logo ao segundo ano entra em forte decadência arrastando o que o rodeia nesse processo. Entre vários dos seus neutrões ocorrem por vezes trocas numa espécie de reorganização que em nada altera as características do elemento.
-Trata-se de um elemento que existe abundantemente, tendendo no entanto para se concentrar na área do Terreiro do Paço em Lisboa, nos edifícios dos diversos Governos Civis, Escolas que ainda existam e hospitais que não fecharam.




ATENÇÃO: Governéscio é considerada uma substância perigosa qualquer que seja a dosagem ou exposição. Causa danos na saúde, na Educação, na Economia e Finanças, Justiça, Cultura bem como aparentemente na Liberdade de Opinião e de Expressão

sábado, julho 07, 2007
















Portal do Governo


(Faça clique sobre a imagem)




-De acordo com o PROGRAMA COMPLEX foi anunciada, logo após o ultimo Conselho de Ministros, a criação de um novo portal institucional: o “bufo.gov.ps.pt”. Este novo projecto insere-se na área das novas tecnologias de comunicação e será desenvolvido no âmbito dos protocolos estabelecidos com a Microsoft e com o MIT que tantos frutos têm dado. Os destinatários serão (segundo o comunicado oficial) todos os cidadãos que pretendam denunciar situações que de um qualquer modo sejam atentatórias ou que possam prejudicar o nome de qualquer outro cidadão que seja membro do actual governo, dos seus “afilhados”, amigos, protegidos, nomeados ou amantes.



-Neste novo meio de denúncia agora disponibilizado, existirá um espaço específico para militantes da Juventude Socialista no qual os jovens promissores delatores poderão de modo facilitado, denunciar desde comentários acerca da sexualidade do primeiro-ministro até à existência de fotos de mulheres nuas nos placards dos centros de saúde ou de emprego. Como modo de incentivar a utilização deste novo sistema, será sorteado a cada 100 denúncias, um lugar de acessor ministerial em ministério a anunciar oportunamente.



-O In-Provavel, teve acesso a algumas das denúncias já recebidas durante o período experimental que aqui reproduzimos:





José Canto dos Cantos

19 Anos, Estudante.
Braga
“ O meu profeçor deu-me negativa a Protugues por eu ser do PS e eu não mrecia. Ele comcertesa é dos outros.”




Raquel Vanessa

17 Anos, Líder estudantil.
Amadora
“Os meus pais contam anedotas acerca do curso de engenharia do Senhor Primeiro-Ministro, além disso reduziram-me a mesada desde que me apanharam a fumar um charro com o meu namorado.”




Miguel Bernardes Carapau

43 Anos, Frequentador de Centros de Saúde.
Bobadela
“Na quinta-feira foi ao médico e ele escreveu a receita com uma caneta côr-de-laranja, além disso recusou-se a dar-me baixa por causa da minha bronquite. Para mim o tipo é comuna.”