«Como é que se esquece alguém que se ama?
Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que faz para ficar?
Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz?
Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas!
É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou de coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguém antes de terminar de lembrá-lo.
Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doida, devidamente honrada. É uma dor que é preciso, primeiro, aceitar.É preciso aceitar esta mágoa, esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos moí mesmo e que nos da cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si, isto é, se os livrrássemos da carga que lhe damos, aceitando o que não tem solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos distrairmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos, amigos, livros e copos, pagam-se depois em conduídas lembranças a dobrar.
Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. Porque é que é sempre nos momentos em que estamos mais cansados ou mais felizes que sentimos mais falta das pessoas que amamos? O cansaço faz-nos precisar delas. Quando estamos assim, mais ninguém consegue tomar conta de nós. O cansaço é uma coisa que só o amor compreende. A minha mãe. O meu amor. E a felicidade. A felicidades faz-nos sentir pena e culpa de não a podermos participar. É por estarmos de uma forma ou de outra sozinhos que a saudade é maior.
Mas o mais difícil de aceitar é que há lembranças e amores que necessitam de afastamento para poderem continuar. Afonso Lopes Vieira dizia que Portugal estava tão mal que era preciso exilar-se para poder continuar a Pátria dele. Deixar de vê-la para ter vontade de a ver. Às vezes, a presença do objecto amado provoça a interrupção do amor. É a complicação, o curto-circuito, o entaralamento, a contradição que está ali presente, ali, na cara do coração, impedindo-o de continuar.
As pessoas nunca deveriam morrer, nem deixarem de se amar, nem separar-se, nem esquecer-se, mas morrem e deixam e separam-se e esquecem-se. Custa a aceitar que os mais velhos, que nos deram vida, tenham de dar a vida para poderem continuar vivos dentro de nós. Mas é preciso aceitar, é preciso sofrer, dar urros, murros na mesa, não perceber.
E aceitar. Se as pessoas amadas fossem imortais perderíamos o coração. Perderíamos a religiosidade, a paciência, a humanidade até.
Há uma presença interior, uma continuação em nós de quem desapareceu, que se ressente do confronto com a presença exterior. É por isso que nunca se deve voltar a um sítio onde se tenha sido feliz. Todas as cidades se tornam realmente feias, fisicamente piores, à medida que se enraízam e alindam na memória que guardamos delas no coração.
Regressar é fazer mal ao que se guardou.
Uma saudade cuida-se. Nos casos mais tristes separa-se da pessoa que a causou. Continuar com ela, ou apenas vê-la pode destruir a beleza do sentimento, as pessoas que se amam mas não se dão bem só conseguem amar-se bem quando não se dão.
Mas como esquecer? como deixar acabar aquela dor? É preciso paciência. É preciso sofrer.
É preciso aguentar.Há grandeza no sofrimento. Sofrer é respeitar o tamanho que teve um amor. No meio de remoinho de erros que nos resolve as entranhas de raiva, do ressentimento, do rancor - temos de encontrar a raiz daquela paixão, a razão original daquele amor.
As pessoas morrem, magoam-se, separam-se, abandonam-se, fazem os maiores disparates com a maior das facilidades. Para esquece-las, é preciso chora-las primeiro. Esta é uma verdade tão antiga que espanta reparar como ainda temos esperanças de contorná-la. Nos uivos da mulheres nas praias da Nazaré não há "histerias" nem "ignorância" nem "fingimentos". Há a verdade que nós, os modernos, os tranquilizados, os cools, os cobardes, os armados em livres e independentes, os tanto-me fazes, os anestesiados temos medo de enfrentar.
Para esquecer uma pessoa não há vias rápidas, não há suplentes, não há calmantes, ilhas nas Caraíbas, livros de poesia - só há lembrança, dor e lentidão, com uns breves intervalos pelo meio para retomar o fôlego.
Esta dor tem de ser aguentada e bem sofrida com paciência e fortaleza. Ir a correr para debaixo das saias de quem for é uma reacção natural, mas não serve de nada e faz pouco de nós próprios. A mágoa é um estado normal. Tem o seu tempo e o seu estilo. Tem até uma estranha beleza. Nós somo feitos para aguentar com ela.
Podemos arranjar as maneiras que quisermos de odiar quem amámos de nos vingarmos delas, de nos pormos a milhas, de lhe pormos os cornos, de lhe compormos redondilhas, mas tudo isso não tem mal. Nem faz bem nenhum. Tudo isto conta como lembrança, tudo isso conta como uma saudade contrariada, enraivecida, embaraçada por ter sido apanhada na via pública, como um bicho preto e feio, um parasita de coração, uma peste inexterminável, uma barata esperneante: uma saudade de pernas para o ar.
O que é preciso é igualar a intensidade do amor a quem se ama e a quem se perdeu. Para esquecer, é preciso dar algo em troca. Os grandes esquecimentos saem sempre caros. É preciso dar tempo, dar dor, dar com a cabeça na parede, dar sangue, dar um pedacinho de carne.
E mesmo assim, mesmo magoando, mesmo sofrendo, mesmo conseguindo guardar na alma o que os braços já não conseguem agarrar, mesmo esperando, mesmo aguentando como um homem, mesmo passando os dias vestida de preto, aos soluços, dobrada sobre a areia da nazaré, mesmo com muita paciência e muita má vontade, mesmo assim é possível que não se consiga esquecer nem um bocadinho.
Quanto mais fácil amar e lembrar alguém - uma mãe, um filho, um grande amor - mais fácil deixar de amá-lo e esquecê-lo. Raio de sorte, ó lindeza, miséria suprema do amor. Pode esquecer-se quem nos vem à lembrança, aqueles de quem nos lembramos de vez em quando, com dor ou alegria, tanto faz, com tempo e com paciência, aqueles que amámos com paciência, aqueles que amámos sinceramente que partiram, que nos deixaram, vazios de mãos e cheios de saudades, esses doem-se e depois esquecem-se mais ou menos bem.
E quando alguém está sempre presente? Quando é tarde? Quando já não se aguenta mais. Quando já é tarde para voltar atrás, percebe-se que há esquecimentos tão caros que nunca se podem pagar. Como é que se pode esquecer o que só se consegue lembrar!
Aí, está o sofrimento maior de todos. O luto verdadeiro. Aí está a maior das felicidades»
Miguel Esteves Cardoso - como esquecer in Último Volume, Assírio & Alvim, 1996
domingo, agosto 05, 2007
Como ?
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domingo, agosto 05, 2007
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sexta-feira, agosto 03, 2007
Dalila Rodrigues / Museu Nacional de Arte Antiga
-Dalila Rodrigues foi directora do Museu Grão Vasco, de Março de 2001 a Novembro de 2004, e Professora Coordenadora do Instituto Superior Politécnico de Viseu. Doutorada em História de Arte pela Universidade de Coimbra e investigadora especializada em História de Pintura Portuguesa. Tem desenvolvido uma longa actividade docente e participado em diversos projectos de investigação, alguns deles nos EUA, com o apoio da Comissão Luso-Americana e na Índia, com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.
-É marcadamente triste ver que alguém excelente na sua actividade é afastado com base na manifestação frontal e honesta das suas convicções e nem sequer se trata aqui de convicções políticas ou ideológicas.
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quarta-feira, agosto 01, 2007
António Costa / Sá Fernandes-Câmara Municipal de Lisboa ou o Saco de Gatos
-Não há dúvida de que o homem promete, promete, promete…
-Surpresa, que nem o chega a ser aliás, foi o entendimento e consequente atribuição do pelouro do ambiente a José (Zé) Sá Fernandes. O homem é decididamente um ponto, mas não dá ponto sem nó. Ele, que tantos engulhos engendrou, que tantas vezes levantou o indicador ufano, oportunista e suado para disparar acusações que se provaram erradas e falsas; Ele ainda que ficou conhecido como o “Providencia cautelar man”, aparece agora dentro do executivo emplourado no ambiente camarário lisboeta.
-Mas que o homem promete, lá isso promete. Ainda e sempre!
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quarta-feira, agosto 01, 2007
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segunda-feira, julho 30, 2007
Férias
-Chegaram as férias.
Para grande parte dos portugueses isso quer dizer pouco; ou não têm férias em tempo de férias ou não têm dinheiro para gozar férias ou não têm simplesmente férias. Apesar disso, ainda existe muita gente que anseia um ano inteiro por esta época de férias.
-È em tempo de férias que muita da mais evidente estupidez humana se revela, saindo do fundo de um qualquer gavetão como o fazem as toalhas de praia e os biquínis.
-Uns correm à santa terrinha na esperança de parecerem os senhores que durante todo o ano não são. Aborrecem os tios e primos, os sogros e pais, comportam-se como se o facto de viverem na “cidade” fosse algo para todos os outros inatingível. Finalmente passados quinze dias regressam com a mala cheia de couves e batatas, amaldiçoando as moscas e trazendo na consciência que estão prontos para outro ano de trabalho árduo e servil.
-Existem também aqueles para quem as férias ideais não passam da corrida estúpida às praias algarvias. Regra geral, deslocam-se em bandos de um ou dois casais, familiares ou amigos e arrastam atrás de as crianças ranhosas, de dedo dentro da narina direita. Onde quer que passem, ou pior, que parem, existe um evidente estardalhaço de berros, pedidos de gelados e baldinhos de praia aos tombos. Já no Algarve, cozinham todas as refeições na cozinha do apartamento do costume porque é mais em conta e invadem diariamente os supermercados logo antes do almoço em busca dos enlatados mais baratos. Fazem tudo em calções de banho ou de futebol. Vestem T-shirts com frases que não sabem o que significam e jamais, JAMAIS se separam das chinelas de meter o dedo. Depois, hão-de consultar todas as “revistas dos famosos” na esperança de terem aparecido lá muito atrás e ao fundo, numa foto de um qualquer dos muitos “cromos” do nosso “jet zero” nacional. Tal como estes, também os que rumam ao sul de Espanha se apresentam nos mesmos moldes de trajadura, contenção económica e de atitude. Diferindo apenas dos primeiros, por falarem com toda a gente que lá encontrem em “portanhol” e em “espanholês” e distinguindo-se deles por acharem que estiveram de férias no estrangeiro e que isso é o mais importante.
-Um outro grupo é aquele dos que planearam férias atempadamente. Correram todas as agências de viagens, todas as feiras, vasculharam a Internet no PC dos miúdos e dois anos depois, ainda hão-de conservar grande parte dos folhetos que recolheram. Hesitaram entre Cuba, Brasil e coisas como Punta Cana, antes de pedir o empréstimo com o qual acabaram de pagar as férias do ano anterior e pagarão as deste ano. Ouviram conselhos de todos os conhecidos que por lá já passaram e que lhes mentiram com todos os dentes acerca das maravilhas que por lá viram. Desde há meses que sonham com resorts maravilhosos, com “bar aberto” e comida à fartazana. Vêm, sempre que fecham os olhos, paisagens de telenovelas com praias vazias, coqueiros e empregados submissos e atenciosos até perder de vista. Três meses antes do embarque já deram a conhecer o seu destino a todos os que os conhecem e não perdem a ocasião de falar da viagem de avião, ainda que seja a despropósito de um qualquer despenhamento de aeronave.
-À chegada, visitam os amigos e família, massacrando-os com mil fotografias e vídeos, revelando assim sem querer que do país que visitaram não conheceram nada fora dos muros que protegem os turistas da realidade.
-Mas talvez as férias sejam isto e para isto mesmo. Talvez sirvam para desligar o cérebro, em alguns casos, ou para o manter bem desligado, em outros.
-Nas férias, não são permitidas crises governativas, políticas ou existenciais. Nas férias o país é apenas cor-de-rosa ou ainda mais cor-de-rosa.
-Talvez a realidade também vá de férias este ano e se tudo nos correr bem talvez não volte.
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segunda-feira, julho 30, 2007
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quinta-feira, julho 26, 2007
CASTING
-Seria no mínimo bizarro “importar” idosos incautos desde o interior do país para dar a imagem de uma multidão na celebração de Jorge Costa, mas aconteceu
-É realmente ridículo colocar crianças contratadas como figurantes nos bancos de uma escola vazia. É manipulativo, nada sério, desonesto e ridículo.
-No entanto aconteceu e ontem, o primeiro-ministro invocou, como de costume, desconhecimento e ignorância, transferindo a culpa para “uma empresa” em vez de culpar quem por parte do governo (ministério da educação ou não) tomou a iniciativa de contratar a referida empresa e de acompanhar o processo de embelezamento e mistificação da cerimónia.
-Se fosse num país a sério alguém seria demitido por tal bizarria mas num país a sério, existiria um governo a sério ou pelo menos mais sério e não coberto de ridículo.
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quinta-feira, julho 26, 2007
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terça-feira, julho 24, 2007
Solitário
- A polícia Juciaria Portuguesa capturou hoje na Figueira da Foz "O Solitário" um perigoso assaltante de bancos em Espanha e o homem mais procurado nesse país. A operação foi levada a cabo em colaboração com a polícia espanhola.
-Entretanto por cá continua por capturar um assaltante nacional conhecido como "o assaltante do Taxi", por ter sido um destes veículos que apanhou como um vulgar cliente e no qual se pôs em fuga depois de cometer um assalto a uma dependência bancária.
- É apenas curioso.
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terça-feira, julho 24, 2007
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segunda-feira, julho 23, 2007
LISTAS DE GREVISTAS
OU AS SEMELHANÇAS ENTRE SÓCRATES E O MARQUÊS DE POMBAL
- Truz-truz!
- Quem é?- O governo está em casa?
- Se é camarada pode entrar, se é algum problema, saiu agórinha mesmo!
- Humm…
- Que lhe querem?
- Que governe. Está ou não?
- Não. Saiu para a Europa e só volta para as eleições! Mas cuidado que levou debaixo do braço as listas dos que fazem greve.
-Ficamos portanto a saber que o governo não está. Que é inútil apresentar-lhe questões, propostas ou criticas. É inútil enviar-lhas por carta, por pergunta de jornalista, impor-lhas com a força da democracia representativa e plural ou de um varapau de marmeleiro. É nada enviar-lhas em bandeja de prata com rodelinhas de laranja à volta e raminhos de salsa. Não está e pronto.
-Sempre que um Estado enriquece a comunidade empobrece e é roubada, porque ou os seus impostos foram aumentados ou os seus direitos e serviços foram diminuídos. Não pode existir qualquer troca dos cidadãos com o Estado porque o Estado não pode nem deve nunca visar o lucro mas antes o bem-estar dos cidadãos.
-O governo representa o Estado e o Estado é um aparelho, não é uma individualidade e o representante desse aparelho é um governante. Um governante é a mais pequena de todas as coisas que um homem pode ser. Serve apenas para servir e jamais para cultivar a sua personalidade ou para a impor ou para se servir do seu cargo em favor de si ou dos seus.
-O governo Pombalino (e mais tarde o de Salazar), conseguiu através do terror inspirar uma catástrofe que se chama obediência geral e onde existe obediência existe repressão e diminuição de dignidade. Onde existe liberdade não existe jamais obediência e sim acordo. O povo que obedece fá-lo por temor e não por concordância.
-Sebastião José de Carvalho e Mello não passou sem méritos para a história, mas não passou também sem o rótulo de cruel ditador que arrastava atrás de si o Tribunal da Inconfidência e os nomes apontados pela Intendência de Policia.
-Também hoje parece voltar a querer existir o predomínio do Estado sobre o indivíduo, reivindicando o primeiro (o Estado) para si, velhas tiranias autoritárias e todos os direitos que as leis conferem ao Povo. Isto é característico de reformadores em terceira mão, de políticos sem ideias próprias e sem rasgo de talento, carácter ou génio.
-Nesses tempos o Marquês mandava (apenas porque podia) fundar a Real Mesa Censória. Por cá e agora calam-se os discordantes com processos-crime por difamação.
-Nesses tempos, a Intendência de Policia fazia listas de discordantes. Agora e por cá, fazem-nas os serviços públicos e a PSP que fotografa manifestações de trabalhadores.
-Na altura O Marquês de Pombal foi nomeado na sequência de um terramoto. Por cá e agora o terramoto é a própria governação, a perda de direitos, de qualidade de vida, a imposição do autoritarismo e este disfarçado modo de perseguir os discordantes.
-Então, tal como agora, o governante proclamava as benfeitorias por si alcançadas.
-Em 1871, o Marquês de Pombal exclamava: “Agora é que Portugal vai à vela!”; No preciso ano em que James Whatt descobria a aplicação do vapor.
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segunda-feira, julho 23, 2007
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sábado, julho 21, 2007
"PÚBLICO" edição de hoje
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quinta-feira, julho 19, 2007
José Saramago " O Unionista Ibérico"
José Saramago
-O romancista, poeta, dramaturgo, autodidacta José Saramago (Premio Nobel da Literatura em 1998), ribatejano, ateu, recém-casado e comunista tem como opinião que Portugal deveria tornar-se uma província de Espanha.
-Por outro lado haveria que perguntar aos nossos vizinhos ibéricos se estariam interessados em nos ter como seus patrícios. A resposta, parece-me bem que seria negativa, se nos podem colonizar economicamente para que quereriam dividir o que quer que fosse connosco?
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quinta-feira, julho 19, 2007
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segunda-feira, julho 16, 2007
AVISO: LIBERDADE DE OPINIÃO
Advertência:
-No caso de sentir náuseas, tonturas, tremores, palpitação ou outro tipo de sintoma adverso pare imediatamente de ler este ou qualquer outro post. Caso os sintomas persistam, consulte imediatamente o seu médico, levando consigo uma cópia da postagem do blog, e indicação do link.
-No caso de observar TODAS estas condições e normas internas, sinta-se “LIVRE” de ler e de comentar tudo o que aqui se encontre.
-Caso contrário faça exactamente o mesmo em nome da LIBERDADE DE EXPRESSÂO E DE OPINIÃO!!
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segunda-feira, julho 16, 2007
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sábado, julho 14, 2007
Sócrates Vs. Hipócrates - Filosofia e Politica à portuguesa
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sexta-feira, julho 13, 2007
terça-feira, julho 10, 2007
NOVO ELEMENTO QUIMICO DESCOBERTO POR CIENTISTAS PORTUGUESES: O GOVERNÈSCIO

-Não possui protões ou electrões.
-Não possuindo electrões deveria tratar-se de um elemento inerte, e na realidade é-o na maioria das situações, reagindo apenas quando criticado ou vaiado. Um dos investigadores notou que uma ínfima quantidade desta substancia quando introduzida num país como o nosso, provoca um atraso razoável no desenvolvimento e nas condições de vida em geral.
ATENÇÃO: Governéscio é considerada uma substância perigosa qualquer que seja a dosagem ou exposição. Causa danos na saúde, na Educação, na Economia e Finanças, Justiça, Cultura bem como aparentemente na Liberdade de Opinião e de Expressão
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terça-feira, julho 10, 2007
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sábado, julho 07, 2007
Portal do Governo
(Faça clique sobre a imagem)
-De acordo com o PROGRAMA COMPLEX foi anunciada, logo após o ultimo Conselho de Ministros, a criação de um novo portal institucional: o “bufo.gov.ps.pt”. Este novo projecto insere-se na área das novas tecnologias de comunicação e será desenvolvido no âmbito dos protocolos estabelecidos com a Microsoft e com o MIT que tantos frutos têm dado. Os destinatários serão (segundo o comunicado oficial) todos os cidadãos que pretendam denunciar situações que de um qualquer modo sejam atentatórias ou que possam prejudicar o nome de qualquer outro cidadão que seja membro do actual governo, dos seus “afilhados”, amigos, protegidos, nomeados ou amantes.
-Neste novo meio de denúncia agora disponibilizado, existirá um espaço específico para militantes da Juventude Socialista no qual os jovens promissores delatores poderão de modo facilitado, denunciar desde comentários acerca da sexualidade do primeiro-ministro até à existência de fotos de mulheres nuas nos placards dos centros de saúde ou de emprego. Como modo de incentivar a utilização deste novo sistema, será sorteado a cada 100 denúncias, um lugar de acessor ministerial em ministério a anunciar oportunamente.
-O In-Provavel, teve acesso a algumas das denúncias já recebidas durante o período experimental que aqui reproduzimos:
José Canto dos Cantos
19 Anos, Estudante.Braga
“ O meu profeçor deu-me negativa a Protugues por eu ser do PS e eu não mrecia. Ele comcertesa é dos outros.”
Raquel Vanessa
17 Anos, Líder estudantil.Amadora
“Os meus pais contam anedotas acerca do curso de engenharia do Senhor Primeiro-Ministro, além disso reduziram-me a mesada desde que me apanharam a fumar um charro com o meu namorado.”
Miguel Bernardes Carapau
43 Anos, Frequentador de Centros de Saúde.Bobadela
“Na quinta-feira foi ao médico e ele escreveu a receita com uma caneta côr-de-laranja, além disso recusou-se a dar-me baixa por causa da minha bronquite. Para mim o tipo é comuna.”
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sábado, julho 07, 2007
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sexta-feira, julho 06, 2007
Vergonha Nacional
Professor obrigado a dar aulas com cancro da laringe
In Correio da Manhã
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sexta-feira, julho 06, 2007
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quarta-feira, julho 04, 2007
Festival, festivais / Festival de Festivais
-Pronto, eis então que quase de repente começa tudo de novo.
-Existem mais, muitos mais exemplos, como por exemplo os festivais de folclore, fogo de artifício, velharias, bandas filarmónicas, gaiteiros, tocadores de bombos, caça, pesca, grupos corais e até um que se chama “Multiusos”.
-Benditos sejam todos, digo eu.
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quarta-feira, julho 04, 2007
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sábado, junho 30, 2007
Candidatos à Camara de Lisboa
--Atendendo ao enorme interesse que tem vindo a suscitar a campanha para a Câmara Municipal de Lisboa a cada candidato foi feita apenas uma pergunta a que deveria responder com honestidade.
--A questão colocada foi a seguinte:
--“Porque decidiu candidatar-se à Câmara de Lisboa?”
Eis as respostas de alguns dos candidatos.

---Em primeiro lugar, candidato-me para poder dizer que o governo deve fazer aquilo que nunca fez quando eu fazia parte do governo.
--Em segundo lugar, sou um especialista em fogos e a Câmara Municipal estava muito quente e o PS em brasa para encontrar um candidato que não estivesse queimado. Além de que como o edifício camarário já ardeu há uns anos, se arder de novo comigo, já vão estar todos habituados.

-Por duas razões:
-A primeira é que eu sou um Engenheiro a sério e a segunda é que sempre sonhei ser esse o meu Fado. Além disso eu é que sou Camâra.

- Fi-lo sobretudo para compreender a confusão de siglas que é preciso decorar para ser presidente de câmara.

-Candidato-me para manter a tradição de me candidatar

-Obviamente, candidato-me para, no caso de ganhar, poder demitir-me e entrgar o cartão de presidente de camara.

- Sou candidato por exigência do povo e por exigência do meu partido. Além disso consigo ocupar um ecran de TV na totalidade.

-Eu sou candidato para poder mais rápida e eficazmente, interpor providências cautelares sempre que achar necessário e tenho sempre achado que é necessário. Obviamente se eu fosse o presidente seria ainda muito mais necessário.
-Além disso não gosto de ficar de braços cruzados.

-Claramente e de uma vez por todas eu sou candidato por ter tido autorização do Paulo Portas que já estava farto de feiras .
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sábado, junho 30, 2007
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sexta-feira, junho 29, 2007
Ministro da Saúde

- Será caso de multipla personalidade ou personalidade bipolar?
- Digo mais... será caso de personalidade bipolar ou de multipla personalidade?
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sexta-feira, junho 29, 2007
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quarta-feira, junho 27, 2007
EU, EU, EU!
Os EU (Estados Unidos) pensam que são EU.
Alguns esquizofrénicos como TU acham que são EU.EU sei o que fizeste o Verão passado.
EU digo EU, TU dizes EU, ELE diz EU, mas só EU sou EU.
A EU (European Union) não é EU.
EU sou o maior.
EU sou o unico.
EU sou, EU fui, EU vou.
Quem? EU?
EU comigo, EU consigo, Eu sou capaz.
EU VI = Eu sexto.
A mim me doEU.
EUcalipto, TUbarão, ELEctrocutado.
EU sou ninguém, ninguém é perfeito, então EU sou perfeito. Mas só Deus é perfeito. Então EU sou Deus
Steve Wonder é cego, então Steve Wonder é Deus, mas EU sou Deus.
EU sou Steve Wonder!
Oh não, EU sou cego!!
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quarta-feira, junho 27, 2007
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segunda-feira, junho 25, 2007
Diálogos IN-provaveis
Professor: O senhor acredita em Deus?
Aluno: Absolutamente!
P: E Deus é bom?
A: Sim, claro.
P: E Deus é todo-poderoso?
A: Sim.
P: Um amigo meu, há muito pouco tempo, faleceu com cancro apesar de eu ter rezado para que Deus o curasse. A maioria das pessoas tentariam ajudar aqueles que sofrem e que estão doentes, não é assim?
Deus não o fez. Como pode então Ele ser bom?
A: (Silêncio)
P: Não consegue responder pois não? Vamos então recomeçar. Deus é bom?
A: Sim.
P: O diabo é bom?
A: Não.
P: Quem criou o diabo?
A: Deus.
P: Exactamente. E já agora, há mal no mundo?
A: Sim.
P: O mal está em todo o lado não está?
A: Sim.
P: E Deus foi quem fez todas as coisas, não foi?
A: Sim.
P: Então quem criou o mal?
A: (Silêncio)
P: Existe doença? Imoralidade? Ódio? Fealdade, fome, guerra sofrimento e todas essas terríveis coisas neste mundo?
A: Sim, existem?
P: Quem foi então que as criou?
A: (Silêncio)
P: A ciência afirma que existem cinco sentidos que usados para apreender o mundo em nossa volta. Já alguma vez viu Deus?
A: Não.
P: Já alguma vez o tocou, saboreou, ouviu, cheirou ou teve algum tipo de percepção da sua existência?
A: Não, nunca tive.
P: E no entanto acredita que ele exista?
A: Sim.
P: De acordo com o conhecimento empírico, testável, mensurável e com o pensamento científico a ciência afirma que Deus não existe. Que tem a dizer disto?
A: Nada. Tenho apenas a minha Fé.
P: Pois, a Fé esse é um grande problema humano.
A: Desculpe. Deixe que lhe pergunte: O calor existe?
P: Sim.
A: E existe algo chamado: o frio?
P: Sim.
A: Não senhor. Não existe!
P: (Silêncio)
A: Aquilo que existe é o calor que pode ser pouco, muito, muitíssimo calor, calor imenso ou nenhum calor.
-Não existe nada a que possamos chamar “frio”. Podemos atingir 458 graus abaixo de zero que é o ponto da não existência de calor mas não podemos ir para alem disto e isto não se chama frio. O “frio” é apenas uma palavra que se usa para descrever a ausência de calor mas não significa nada de mensurável. Calor é energia. O frio não é o oposto de calor é apenas a ausência deste.
P: (Silêncio)
A: E que dizer da escuridão? Existe escuridão?
P: Claro que sim! O que é a noite senão a escuridão?
A: Está errado de novo. A escuridão é apenas a ausência de algo. Pode existir luz fraca, forte, brilhante, de diversas cores… mas se constantemente não existisse luz não haveria modo de definir escuridão. Logo a escuridão não existe. Nem existe modo algum de fazer a escuridão mais escura.
P: Onde é que quer chegar com essa argumentação, jovem?
A: Quero apenas demonstrar que a sua argumentação é errada e baseada em premissas erradas.
P: Errada? Pode explicar-nos porquê?
A: Porque se baseia na premissa da dualidade. O senhor argumenta que existe vida e existe morte, um Deus bom e um Deus mau. Assim analisa o conceito de Deus como se este fosse finito e mensurável. A ciência não é sequer ainda capaz de explicar o pensamento, mas nunca ninguém sequer viu nenhum dos dois fenómenos. Pensar a vida como o oposto da morte é ignorar que a morte não pode existir como algo substantivo. A morte não é o oposto da vida mas apenas a sua ausência.
-Já agora diga-me, por favor: o senhor acredita que o homem e o macaco possuem um antepassado comum?
P: Caso se refira ao processo evolucionário da espécie humana, claro que sim.
A: O senhor alguma vez observou esse processo com os seus próprios olhos?
(Sorriso condescendente e ligeiro abanar de cabeça por parte do professor)
A: Se nunca observou tal processo, então aquilo que ensina não passa da crença que possui de que ele existe o que faz de si não um professor mas sim um pregador.
(Gargalhadas de fundo enquanto o aluno se volta para os restantes)
A: Há aqui alguém ( com todo o devido respeito) que já tenha visto o cérebro do professor?
(Mais gargalhadas, estridentes desta vez)
A: Há aqui alguém que já tenha visto o coração do professor, o tenha tocado, saboreado, ouvido, cheirado ou que tenha tido algum tipo de percepção da sua existência?
-Claro que não. Logo, de acordo com o conhecimento empírico, testável, mensurável e com o pensamento científico a ciência afirma que (com todo o respeito) o seu cérebro não existe. Assim como poderemos confiar em tudo quanto nos tem, tão bem, sabido ensinar?
(O professor hesita um momento sem saber bem o que responder)
P: Bem… penso que também neste caso vai ter que confiar na sua Fé!
A: Muito brigado, professor!
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segunda-feira, junho 25, 2007
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sábado, junho 23, 2007
Do Portugal Profundo
-José Sócrates tem todo o direito de se sentir ofendido se alguém atentar contra o seu bom (?) nome a sua personalidade (?) ou honra (?).
-Também nós todos, enquanto cidadãos, temos o direito de nos questionarmos acerca das magníficas trapalhadas em que aparece a sua licenciatura (?), o seu envolvimento com o professor que afirmou (mentindo) que não conhecia e todas as tropelias miseráveis de que temos vindo a ser vitimas.
-Foi exactamente isso que fez o cidadão António Balbino Caldeira no seu BLOG “Portugal Profundo”, exercendo o seu direito de opinião. Tal facto parece ter-lhe custado uma queixa-crime (aparentemente não confirmada) por parte do tiranóte de serviço ao (des) governo da nação. Se a ofensa realmente existisse, poderia e deveria ter sido a verdade explicada na celebre entrevista televisiva que não convenceu ninguém e onde para lá de não ter esclarecido nada, tudo me leva a pensar que voltou a mentir. Já várias vezes disse que não se me dá se o cidadão José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa nascido em Vilar de Maçada a 6 de Setembro de 1957 é ou deixa de ser engenheiro e volto a afirma-lo. O que não admito é que o Primeiro Ministro do meu país, impune e silenciosamente, possa ter usado meios, no mínimo censuráveis, para obter uma licenciatura. Do mesmo modo, não admito que falte à palavra dada em campanha eleitoral ou que se comporte como se fosse dono de um país.
-Com relação ao “Portugal Profundo” e ao seu autor, aquilo que sempre fez foi divulgar factos referenciando-os e extraindo deles, legitimas e mais que razoáveis dúvidas no exercício da sua liberdade de opinião e expressão.--Como se não bastassem as tentativas comprovadas de manipulação de órgãos de informação, J. Sócrates parece agora apostado em passar por virgem violada e ofendida quando o que deveria ter feito era ter-se explicado com humildade sincera quando o pode fazer.
-Todos já sabíamos que o “bufismo”, “o caciquismo”e o “lambe-pésismo” estavam de volta. Agora podemos comprovar que é regressado o delito de opinião.
-Fiquemos à espera. Talvez o lápis azul tenha de novo a sua oportunidade, quem sabe, agora sob o disfarce legalista de lápis cor-de-rosa.
-Quanto a mim, se quiserem, que me mordam ou em alternativa que me instaurem uma queixa-crime.
Visite aqui a notícia "José Sócrates apresentou queixa-crime contra bloguer" (20/06/2007)
Visite aqui a notícia "Balbino Caldeira arguido no caso da licenciatura de Sócrates" (16/06/2007)
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Unknown
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sábado, junho 23, 2007
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