terça-feira, janeiro 15, 2008

ASAE ETC. & TAL!






















-Nada me move contra a ASAE, os seus técnicos, fiscais, investigadores, agentes, funcionários ou direcção.

-Dito isto, para que no caso de o blog vir a ser fiscalizado por esta organização, mo não fechem por encontrarem pó ou alguma barata em algum canto recôndito, devo confessar que acho muita coisa na ASAE muito estranha.

-Que apreendam CD’s ou DVD’s piratas e roupas contrafeitas ainda vá que não vá; que encerrem estabelecimentos cuja higiene é duvidosa, até concordo; que persigam assanhadamente os antros onde perigosos malfeitores se reúnem para fumar um cigarro enquanto tomam café, ao abrigo do anúnciozinho azul, ainda compreendo. Mas francamente não entendo o visceral ódio que os move contra os produtos tradicionais e nem sequer entendo que se apresentem de cara tapada, se nem sequer a Policia Judiciária faz tal coisa. Será que por acaso a Associação de Feirantes de Carcavelos ou da Feira de Espinho são facínoras muito mais perigosos do que as Máfias de Leste ou os gangs na noite portuense. Será que temem represálias feitas no talho à sua esposa, ou aos filhos na cafetaria da escola?

- Já sei que a ASAE não produz legislação e que apenas a faz cumprir; daí que a culpa não seja sua ou pelo menos não a totalidade da culpa. Mas francamente, não quero beber café em copos de plástico; quero continuar a comprar deliciosas bolas de Berlim nas praias e quero continuar a levar do café da esquina os deliciosos rissóis de leitão na quantidade que me der na telha, sem qualquer embalagem. Não quero prescindir dos fantásticos produtos da “matança do porco da minha aldeia” e não quero viver num país que pretende ser uma espécie de Suiça mas que começa nos bons hábitos por baixo: pelo simples, pelo fácil e pelo ineficaz, mas que apesar de tudo e sobretudo, significam visibilidade nos media!

Sugestões à ASAE:

-Verificar os “boxers” do primeiro-ministro: (cheiram a treta). Dispensem-se as peúgas, as falsas promessas, os incumprimentos e a oratória!

-Verificar o hálito do Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares: (cheira a falsete).

-Verificar a bússola do ministro das obras Públicas: (aponta sempre na direcção errada mas com toda a absoluta certeza, sempre).

-Verificar a contrafacção dos argumentos estatísticos: que, como a bússola do ministro das Obras Públicas, apontam sempre mal e favoravelmente a quem as encomenda.

-Verificar a sanidade e higiene funcional do Banco de Portugal, cheio de argumentos encardidos e investigações “baratas”. Baratas, mas principescamente bem pagas!

-Verificar o gabinete do director da instituição (ASAE) onde se vier a existir um incêndio os detectores de fumo, estarão com certeza, desactivados.

-Verificar o Casino do Estoril que anualmente através de “supostos amigos” convida aqueles que o não hão-de jamais investigar. *

-Verificar a sanidade mental de alguns legisladores que parecem viver numa Europa para lá da realidade, para lá das fronteiras Europeias e para lá do mais básico bom-senso.

- Por ultimo verifiquem-me o ... (por uma básica questão de decoro, não o refiro mas mantê-lo-ei limpo, à custa de papel higiénico e de uma assídua higiene pessoal).

(*) - Deveras interessante o esforço dos média em não divulgar o local preciso (Casino) onde o facto ocorreu.

Que me perdoe o Miguel de Unamuno:

“NO ME CREDO EN LAS BRUJAS, PERO QUE L’ASAE... L’ASAE!”

(Frase do meu AMIGO Domingos, não minha, mas que diz quase tudo aquilo que todos pensamos!)

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Vitor Constâncio - Banco de Portugal
















NOTA:Existem , além dos rostos, 8 ojectos (ou conjuntos de objectos) que não constam no quadro original

Os rendimentos do trabalho dependente de Vítor Constâncio totalizaram os 280 889,91 euros em 2005. Neste ano, só em aplicações financeiras e contas bancárias, o governador do Banco de Portugal declarou um montante global de 570 454.

DNonline


E
m 2004 Vítor Constâncio já era governador do Banco de Portugal e Teixeira dos Santos era presidente da Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM)

TSFonline


«Não é possível ter um governador do Banco de Portugal, que ganha um dos melhores salários do regime, a andar distraído».

Paulo Portas ao semanário “SOL”


«Vítor Constâncio investiga todos os candidatos ao BCP» é o título do «Diário Económico».O Banco de Portugal já está a examinar a idoneidade de ada um dos membros das listas de Miguel Cadilhe e Santos Ferreira para não ter surpresas

agenciafinanceira.iol.pt


O presidente da EDP, António Mexia, o empresário Joe Berardo, Manuel Fino e Moniz da Maia são alguns dos accionistas do BCP que foram chamados ao BdP no âmbito das investigações que o supervisor e a Comissão do Mercado de Valores (CMVM) estão a efectuar.

diarioeconomico.sapo.pt

Agora digo eu:

Que raio faz o homem à frente do Banco de Portugal? Não é a ele que cabe a supervisão e a acção reguladora da actividade bancária no país?

Não fossem as denúncias de Jo Berardo e nem o senhor Constâncio nem o Banco de Portugal investigariam jamais o que quer que fosse.

A argumentação que usou para justificar o injustificável desconhecimento foi apenas “vergonhosa”. Estão em causa possíveis actos de gestão irregular, eventual manipulação de mercado, favorecimento a accionistas administradores e familiares e recurso ilegal a sociedades sedeadas em off-shores, assim como a ocultação de actividades comerciais ao Banco de Portugal.

Andará Vítor Constâncio distraído ou terá virado a cara para o lado? Em qualquer dos casos não justifica e elevadíssimo salário que aufere, logo trabalhe ou saia!

Caramba, cerca de 24000 euros/mês, pagam bem alguma produtividade e alguma dedicação eficaz!

Digo eu…!


quinta-feira, janeiro 10, 2008

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Sócrates anuncia ratificação parlamentar do tratado da UE. Não há refrendo.










-De facto o homem tinha um problema "bicudo" entre mãos. Caso optasse pelo referendo, corria sérios riscos de que o “Tratado” não fosse ratificado ou que a participação dos eleitores não o tornasse vinculativo, o que o deixaria de novo com a “batata quente” entre mãos.

-Assim, optou pela mais esperada solução: a ratificação parlamentar. Até aqui nada de estranho, nem sequer nada de inesperado; Politicamente ambas as soluções são possíveis, eficazes e democraticamente correctas em última análise. O que já não possuiu qualquer correcção foram os argumentos utilizados pelo primeiro-ministro para justificar a decisão. Todos e cada um deles, mais pareciam desculpas de criança apanhada em falta, do que razões de ordem política invocadas por um estadista. Invocou o facto de se tratar de um novo documento que nada tinha que ver com aquele para que havia prometido o referendo, em campanha eleitoral. Não é diferente, é o mesmo sem alguns conteúdos, nomeadamente: os símbolos Europeus (bandeira e hino) e a existência de um ministro europeu dos negócios estrangeiros. A diferença maior que possui é precisamente o facto de ter sido laboriosamente reescrito, para conduzir aos mesmos resultados do primeiro mas tornando-se muitíssimo mais denso para quem o queira analisar com alguma minúcia.

-Como segundo grande argumento, José Sócrates afirmou que caso Portugal optasse pela ratificação, através de referendo, tal poderia constituir uma “má influência junto de outros países europeus”. Francamente, se não é risível é pelo menos uma visão exagerada da real influência de Portugal na Europa. Sem dúvida que tratando-se de um “tratado” assinado na nossa capital, caso o primeiro-ministro demonstrasse sentir fraqueza e incerteza quanto à opinião dos cidadãos, isso, beliscaria de sobremaneira a sua imagem externa (a dele, não a do país).

-Não existe muito mais, que seja útil e não tenha já sido dito, relativamente ao assunto. Fica apenas a confirmação, tantas vezes confirmada, de que José Sócrates inventou um novo vocábulo na nossa língua: o verbo “promentir” que resulta da feitura de promessas e do seu desrespeito posterior.

Exemplo:

Eu prominto 150 mil postos de trabalho.

Tu promentes estradas sem portagens.

Ele promente não aumentar a carga fiscal.

Nós promentimos referendar o tratado Europeu.

Vós promentis reforçar as politicas sociais.

Eles promentem a moralização do aparelho estatal.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Fim da CRISE por decreto governamental!

















-Por não ter nada para dizer, o “governo do reino”, na pessoa do ministro Teixeira dos Santos, convocou uma conferência de imprensa para anunciar que “o pior já passou”. Tal facto teve imediata repercussão na vida dos portugueses. Os pensionistas com mais 20 cêntimos por dia acorreram às praças a louvar o ministro. As crianças cujas escolas fecharam, levantaram-se, não uma mas duas, horas mais cedo para saudar o excelso governante. Os familiares de doentes e os próprios doentes, organizaram caravanas de regozijo. Os desempregados, acorreram aos Centros de Emprego com a foto do “iluminado” na mão para ocupar os postos de trabalho que repentinamente apareceram depois do anúncio governamental.
- Foi enfim o melhor dia dos últimos anos para os portugueses. De repente a Europa inveja-nos e deseja que a sua própria economia seja assim tratada.
-Foi realmente magnífica a ideia de terminar a “crise” por decreto governamental.

-Viva o Senhor Ministro:

HIP, HIP, HIP…

domingo, janeiro 06, 2008

Luiz Pacheco













Morreu o Luís Pacheco.

-Com certeza, muita gente falará e escreverá acerca dele e entre todos dirão tudo o que houver para ser dito. Alguns lamentarão, outros hão-de respirar um silvo de alívio por entre dentes e encolherão os ombros para seguir em frente. Eu não o li todo, não lhe conheço detalhes nem minudências; não o conheci em pessoa, nem queria, achá-lo-ia um sacana cínico. O que dele li não me dá autoridade para o definir, nem penso que ele pudesse ser definido por não nada definível, por não ser nada nunca e ser um pouco de quase tudo ao mesmo tempo, confusamente e em profundo desalinho. O Luís Pacheco nunca me “cravou vinte paus”, nunca me chamou “filho da puta” e nem sequer sabia quem eu sou.

-Li dele : "Comunidade", “O caso do sonâmbulo chupista”, “Literatura comestível”, “Surrealismo/ Abjeccionismo” que inclui uma versão curta de “O Teodolito”, “Caca, cuspo & Ramela” que escreveu em parceria com Natália Correia e Manuel de Lima; Li os seus “Textos de guerrilha” e “Textos do Barro”, “Figuras, figurantes e figurões” e li-lhe várias entrevistas em revistas várias e vi um documentário televisivo. Continuo sem saber quem era, como era, o que queria ou se queria alguma coisa. Chamaram-lhe de tudo e ele chamou de tudo a quase toda a gente. Usando o palavrão de modo cirúrgico, umas vezes, ou generalizado quase sempre, Luís Pacheco era o mais “estrambólico” de todas as personagens “estrambólicas” que conheço, mas punha sempre e sem hesitação, “o nome nos bois”.

-Morreu um dos mais improváveis escritores, poetas e tudo de Portugal. Se o quisesse imitar terminaria com um palavrão bombástico. Mas não!

Agradecimentos a:

http://luizpacheco.no.sapo.pt/biografia/default.htm

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Previsões para o Ano de 2008

















Economia

Os portugueses vão continuar a viver pior enquanto que o governo continuará a debitar estatísticas que apontam exactamente o contrário.

Irão ser reintroduzidos o papel selado e os selos fiscais.

Por outro lado, passará a ser usada a TIFO (Tatuagem de Identificação Fiscal Obrigatória), a implantar na nuca de todos os cidadãos no âmbito do Programa Simplex.

Ao abrigo deste mesmo programa será também facilitado o licenciamento de isqueiros que poderá ser obtido em qualquer casa de passe, papelaria ou posto de bombeiros.

A ASAE será transformada em polícia e passará a designar-se “Aiiiêê Se te Apanho Esmágo-ti”, mantendo a mesma sigla e os mesmos métodos de actuação com gang de encapuçados.


Obras Públicas

Será finalmente conhecida a localização do novo aeroporto de Lisboa que será construído em Badajoz, pondo assim termo à polémica.

A auto-estrada até Bragança será concluída com apenas meia faixa em cada sentido e com portagens em ambos.

Passarão a ser pagas portagens nos “caminhos de cabras” e de “terra batida” de Norte a Sul.


Saúde

Irão encerrar os 13 últimos Serviços de Urgência dos Centros de Saúde do interior do país, os três últimos Blocos de Partos, os nove derradeiros SAP e as duas únicas Urgências de Hospitais Distritais. Em alternativa o Ministério da Saúde irá anunciar a aquisição de duas ambulâncias para o Algarve e uma para a Região de saúde de Lisboa.

O número de pneumonias, infecções respiratórias, gripes e resfriados irá conhecer um autentico “BUM”, sobretudo nos fumadores que teimam em fumar no exterior. Além disso, os fumadores, passarão a ser chicoteados em praça pública bem assim como os obesos, os consumidores de álcool e todos os que não fizerem jogging em viagens a Pequim.


Educação

Valter Lemos será promovido de actual secretário de estado e ministro sombra da ministra, a Vice-ministro Plenipotenciário para a Educação.

Será publicada a nova Lei da recolocação de alunos que irá (segundo o ministério) pôr fim ao laxismo destes, no que toca à deslocação de e para a escola; O percurso passará a ser feito a pé para as sedes de distrito, já que as escolas que não se encontrem dentro destas localidades irão ser encerradas. Por outro lado, as questões que se têm levantado quanto ao sistema de avaliação, irão deixar de ter lugar com a publicação de um novo diploma que põe fim ao Sistema de Avaliação.

Passará a ser possível a conclusão do 12º ano por SMS e em apenas em dois dias.

No que respeita ao Ensino Superior, irá reabrir a Universidade Independente que se chamará agora “Universidade Pendente”, dada a necessidade verificada de muitos membros do executivo concluírem as suas licenciaturas rapidamente.

Justiça

O ministro irá autorizar a compra de 2 Ferraris e 3 Porches para serviço do ministério.

Está prevista a construção de duas mil escadas nos tribunais, a fim de albergarem nos seus vãos os gabinetes de juízes que ainda os não possuam.

No processo Casa pia, tudo ficará tal como se encontra.


Emprego

O primeiro-ministro irá prometer a criação de 150 mil novos postos de trabalho.

O desemprego vai continuar a crescer na realidade e as estatísticas oficiais continuarão a provar que ele diminui.

Está prevista a formação de mais 25 mil formadores de formadores de formadores de formadores, que embora não formem ninguém não aparecerão nas estatísticas de desempregados.

Desporto

A selecção Nacional será Campeã da Europa, apenas não nos foi possível apurar em que modalidade ou ano.

Jorge Nuno Pinto da Costa será o novo presidente do FCP depois de novo divórcio e casamento.

Vanessa Fernandes irá correr pela primeira vez sem o aparelho dentário e vencer nas Olimpíadas de Pequim.

O Benfica será Campeão Nacional mas tal como aconteceu com a selecção de Nacional não nos foi possível apurar em que modalidade ou ano.

A corrupção desportiva irá terminar e os responsáveis devidamente apurados, julgados e condenados.

Artes e Espectáculo

Os ABBA vão voltar a reunir-se e farão uma tournée mundial.

Nicolau Breyner e Rogério Samora vão interpretar mais 16 filmes apenas este ano.

Manoel de Oliveira vai rodar mais um filme (ou dois).

A minístra da Cultura vai gabar-se novamente.

José Saramago vai voltar a meter o “pé na boca”.

Filipe La Feria vai apresentar a sua nova produção que se intitulará “Aldeia da Roupa Suja”, e que terá por base o diálogo entre Manuel Alegre e José Sócrates.

A filha de Raul Solnado passará a falar com (para além de Deus) Buda e Alá (ou Allāh) e editará mais um livro relatando o facto.

domingo, dezembro 30, 2007

2007 BALANÇO DO ANO - FACTOS















Túnel do Marquês – Uma vergonha nacional nascida em socialismo e baptizada noutro socialismo diferente. Um símbolo das Obras Publicas deste tipo de governos.

Eleições – A ansiedade de um povo à espera de poder reparar o erro cometido nas anteriores.

Explosão dos diários gratuitos – Noticias de borla e de graça que a publicidade paga sem graça alguma.

Polémica do novo aeroporto de Lisboa – A velha questão do querer e não saber como se faz.

Maria José Nogueira Pinto – Quem era?

António Costa – O merceeiro dos empréstimos sem préstimo.

Paula Teixeira – A "eminência parda" sem rei.

Helena Roseta – A eterna idealista “demitente”!

Manuel Alegre - Aquele que do alegre se fez triste. O Símbolo do "a mim ninguém me cala", calado. A hesitação entre ficar ou partir, segurando na mão os picos de uma rosa desbotada e murcha.

Programação Casa da Música – De amigos para amigos, com amigos!

Rui Rio – Contra tudo e contra todos mas por todos!

Luís Filipe Menezes – O tempo o dirá.

Marcelo Rebelo de Sousa - O amnésico. Chamou populista a Menezes e foi ele quem nadou no Tejo na sua campanhã para a CML de ; Defendeu que não Menezes não poderia ser líder do PSD sem estar na A.R., ele foi e não estava.

Rui Moreira – O analista sensato que ninguém sabe ainda o que ele procura.

Pinto da Costa – Um homem do norte, pelo menos um homem nascido no norte. Cada vez mais desnorteado, mais brasileiro e mais casado.

Caso Maddie – Já todos disseram tudo acerca do caso. Os que tinham algo para dizer, os que não tinham nada mas disseram e os que não sabiam o que dizer mas disseram também.

Presidência da EU – A festa para o povinho ver foguetes e gabarolices; andar de transportes públicos gratuitamente e o dia em que o rei podia ter visto o povo a desfilar nú. Ficará na história como o tempo em os animais voltaram a falar mas não fizeram nada!

Referendo aborto – A vitória dos sem coração sobre os sem cérebro.

OPA PT – A novela trágico-cómica em versão económica.

José Sócrates – Quem era? Hão-de dizer os vindouros.

Fernando Pinto Monteiro (PGR) – Aparentemente um homem recto numa figura contorcida.

Jardim Gonçalves – O pai de um filho, filho do pai. Em nome do pai, Ámen.

Joe Berardo – Uma boca grande com um cérebro indeterminado e aparente boa vontade. Um ponto mas sempre com nó.

Violência em França – Aumento do consumo de gasolina para cocktails molotov.

Novos atentados ETA – Sapatero meteu a pata na poça, mas parece que ninguém se quer recordar.

Violência em Timor – Agora e sempre Amém.

Guerra do Iraque – Onde?

Aquecimento Global – Uma meia mentira inconveniente para alguns, muito conveniente para Al Gore.

Hugo Chávez – O bobo da corte dos ditadores da América do Sul e amigo de Mário Soares e admirador de J. Sócrates.

Durão Barroso – O “Pá” de Sócrates e o “José Manuel” da Europa a sério (que não inclui o Portugalito).

Fidel Castro – O grande resistente. Resiste ao cancro, à Liberdade e à Democracia.

Milho transgénico - A destruição daquele, em Tavira, mostrou bem que o Bloco de Esquerda navega à vista; inicialmente apoiando e atirando a pedra e depois, tentando esconder a mão e assobiar para o ar.

Selecção de Rugby (Lobos) – Uma prova de que nem tudo é futebol e de que querer é poder mais do que aquilo que se pode.

Apuramento para Euro 2008/soco Scolari – Positivo.

FCP campeão – A tradição da modernidade e sabe-se lá o que mais.

Saída de José Mourinho do Chelsea – Um exemplo para o nosso fundo de desemprego.

Crise no Sporting – Para resolver com “muita tranquilidade”!

Vanessa Fernandes – Orgulho!

Nelson Évora - Idem.

Atletas com deficiencia - Idem

10º Aniversário da Morte de Diana – Enjoo!

Divórcio de Isabel Figueira e César Peixoto – Quem ?

Carolina Salgado (livro e filme) – Quem nasce para lagartixa, jamais chega a crocodilo.

Live Earth – Mais do mesmo outra vez.

Gala 7 Maravilhas – Verbo de encher.

Os Maiores Portugueses – A cultura politica dos portugueses no seu melhor. Depois admiram-se.

Documentário de António Barreto (Portugal – Um Retrato Social, na RTP) – Do melhor que se fez por cá.

Documentário Guerra, na RTP – Bem necessário para esclarecer mentes obtusas, acerca do real papel dos portugueses em África.

José Rodrigues dos Santos – Pela boca se mata o peixe que pensa e fala.

Gato Fedorento – Vencedor do ano que eles vão encerrar na RTP 1.

Festivais Verão – A quantidade exagerada do costume com pouca correspondência em termos de qualidade.

Reunião dos Police – Bem melhor do que a reunião das Spice Girls. Parece-me no entanto que será um trend e um must no próximo ano, por isso aguardemos para ver mais alguns cadáveres do Rock e da Pop a ressuscitarem à custa dos saudosistas.

Morte do Pavarotti – O fim da “voz” de cachecol branco e estômago proeminente mas também o desaparecimento de um homem grande e de um grande homem sempre pronto para abraçar grandes causas. Deixa saudade!

Fim dos Madredeus – O fim anunciado de um grupo que agonizava desde a saída de Rodrigo Leão. È caso para dizer que mais vale morto do que moribundo e em agonia.

Da Weasel – Gostos não se discutem e eu não discuto que gostem deles, apenas que os coloquem nos píncaros. Gostos não se discutem!

Mariza – No centro de todas as atenções dos admiradores do fado, como de costume já lhe chamaram a nova Amália. É apenas pena que ofusque tantas outras excelentes novas vozes, algumas bem melhores. É também uma questão de bom marketing e de uma imagem cuidada ao detalhe.

Jorge Palma – Dizem que bebe, dizem que fuma. Eu digo que canta e compõem bem.

Katie Melua - Menina bonita, que eu apenas não oiço por motivos pessoais. Musica, voz e qualidade e... tudo.

José Cid – Outro regresso do limbo. Definitivamente o saudosismo está na moda ainda que seja Kitsch.

Exposição Hermitage – Cultura Russa a preços módicos. Uma boa pedrada no charco aproveitada pelo Ministério da Cultura para a sua própria promoção.

Música no Coração/ Jesus Cristo Superstar: La Féria – Goste-se ou não, existe Faz algo sem cravar subsídios a direito e a torto e tem público nas salas.

Inauguração do Museu de Arte Contemporânea (Museu Berardo) em Lisboa – A entrega de um espaço público e essencial. Ainda é de “borla” e assim deveria continuar para sempre.

Paolo Pinamonti - É avisado a 13 de Março, por telefone, de que deveria abrir uma carta que o despedia da direcção do Teatro Nacional de S. Carlos. A falta de "Chá" de uma ministra e seus secretários de estado, parece não acabar.

Festa da Música - Em 2006 foram 50 000 espectadora em três dias. Em 2007 o corte de verbas castrou o que de melhor existia no país em termos de divulgação na área da música.

Cirque du Solei – Mais uma manifestação no Top da moda artística.

António Lobo Antunes – O eterno candidato ao mais que merecido Prémio Nobel.

Eduardo Prado Coelho - A morte de um "polémista" insubstituível, (25 de Agosto).

Luís Peixoto – Uma revelação anunciada.

José Saramago –Depois de Saramago-escritor ter ganho (merecidamente) o prémio, o Saramago-pessoa tem feito os possíveis para o desvirtuar. Era bom que falasse do que sabe e calasse a vozinha que lhe ficou dos tempos do “Diário de Noticias” e que tanto mal inútil causou a tanta gente boa.

Doris Lessing - O Nobel justo.

Universidade Independente - Fechou e ainda bem. Assim, pelo menos, sabemos que não voltarão a ser ali emitidos Diplomas aos Domingos. Não saberemos é tudo o resto.

Educação - A ministra vai vencendo batalhas e por cada uma delas, a educação perde em qualidade, dignidade e resultados.

Harry Potter – Personagem de ficção que tem feito mais pelos hábitos de leitura da juventude planetária do a totalidade dos ministérios da educação. Parece ter chegado ao fim a sua saga o que confirma que mais vale sair por cima e evitar o desgaste da excessiva continuidade. Aguardam-se futuros regressos.

Filme "Corrupção" – “Muita parra e nenhuma uva”.

Presenças de Pedro Almodóvar e D. Lynch no Festival de Cinema Europeu no Estoril - Cultura para os tios!

Fantasporto 2007 – A confirmação, não necessária, do que de melhor este país tem em termos de cinema e organização.

Morte de Ingmar Bergman – Uma perda e não uma “perca” como foi anunciada em alguns “media” nacionais.

Manoel de Oliveira – Mais um aniversário, mais meia dúzia de entrevistas, mais evocações, mais projectos, mais subsídios, mais “gente culta” a babar-se sobre o realizador e mais salas ás moscas.

Leonel Vieira – Realizador de “Um tiro no escuro”, vai agora dar um tiro no pé depois da confirmação da realização de “Morangos” que obviamente irão ser com açúcar.

João Botelho – Comendador pela Ordem do Infante D. Henrique (2005), e realizador de filmes interessantes mas francamente “secas”, parece ter-se voltado para o “filme polémica “, sem outro resultado que não fosse a provocação e o preenchimento de artigos de jornal.

Paulo Branco – A “besta negra” do cinema português. Consegue alcançar a fama, na directa proporção da polémica que provoca. Já foi e fez melhor do que o que se lhe tem visto ultimamente.

Fundação do Gil – Mais uma organização de “gente bonita” a apelar ao consumo e a tentar substituir o Estado num dos papéis essenciais que lhe cabem e de que continua a eximir-se.

Causa por Darfur – Mais uma causa que partilho e que tem causado sobretudo muito barulho e pouca intervenção, pouca ou nenhuma na realidade e no entanto há gente a ser literalmente exterminada diariamente.

Aboim Ascensão / Ajuda de Berço – Organizações que me tocam realmente e a quem reconheço trabalho, trabalho e resultados.

Saúde - As crianças portuguesas continuam a nascer em ESPANHA e em ambulâncias a caminho dos hospitais. Ao passo que cada vez mais gente morre nas mesmas por falta de assistência que antes existia à sua porta. A imprensa exulta, entrevistando bombeiros/parteiros.

BCP – A pouca/nehuma vergonha da alta finança nacional. Ilegalidades inadmissíveis, irregularidades e feira de vaidades. Prevejo que o resultado será o perdão do Estado, tendo como contrapartida a nomeação de meia dúzia de “BOY’S” para lugares onde a sua incompetência não será posta à prova.

Luís Villas-Boas – Alguém cujo trabalho admiro e que há muito mais merecia um verdadeiro reconhecimento por parte do Estado.

Petição pela libertação do Sargento/Esmeralda – A prova provada de que a Justiça deve ser cega e não estúpida.

Fernando Nobre (AMI) – Uma personagem raro e raramente reconhecido.

Catalina Pestana (Casa Pia) – Uma “mulher inconveniente”, sobretudo para aqueles e são muitos, que já previam e desejavam que o “processo Casa Pia” caísse no esquecimento para voltarem a ser recebidos como se de heróis se tratasse.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Para ouvir com ouvidos de ouvir

Aquilo que eu passei para encontar esta música. Os dedos e teclas que gastei; as vezes que suspirei e pisquei os olhos. Até que hoje, como que numa inspiração... Zás, Trás, PIM!

terça-feira, dezembro 25, 2007

FELIZ NATAL























-É uma imagem simples que me chegou em tempos através da Net, não me recordo como ou de onde.

-É por ser simples que aqui a deixo. Por ser simples e por dizer aquilo que penso acerca do que o Natal deveria significar e que muitos esqueceram.
-Com a imagem, deixo também os meus desejos sinceros de um Natal Feliz para TODOS nós.

domingo, dezembro 23, 2007

Armando Vara no BCP













Ou como o "salto à Vara" compensa.


PÚBLICO

20.04.2007 - 09h03

José António Cerejo,


Ex-professor de Sócrates envolvido no projecto
Morais, GEPI e construtora da Covilhã fizeram moradia de
ArmandoVara

Armando Vara, quando era secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do MAI) e a engenheiros que dele dependiam para projectar a moradia que construiu perto de Montemor-o--Novo.

Para fazer as obras serviu-se de uma empresa e de um grupo ao qual o GEPI adjudicava muitos dos seus concursos públicos.

Com 3500 contos (17.500 euros) o actual administrador da Caixa Geral de Depósitos e licenciado pela Universidade Independente tornou-se dono, em 1998, de 13.700 m2 situados junto a Fazendas de Cortiços, a três quilómetros de Montemor-o-Novo. Em Março de 1999 requereu à câmara o licenciamento da ampliação e alteração da velha casa ali existente.

Tratava-se de fazer uma casa nova, com 335 m2, a partir de uma quase ruína de 171 m2. O alvará foi emitido em 2000 e a moradia, que nunca teve grande uso e se encontra praticamente abandonada, ficou pronta meses depois. Já em 2005, Vara celebrou um contrato para a vender a um particular por 240 mil euros, mas o negócio acabou por não se concretizar.

Onde a história perde a banalidade é quando se vê quem projectou e construiu a moradia. O projecto de arquitectura tem o nome de Ana Morais. Os projectos de estabilidade e das redes de esgotos e águas foram subscritos por Rui Brás. Já as instalações eléctricas são da responsabilidade de João Morais. O alvará da empresa que fez a casa diz que a mesma dá pelo nome de Constrope.

A arquitecta Ana Morais era à época casada com António José Morais, o então director do GEPI,( e ex-professor de José Sócrates) que fora assessor de Armando Vara entre Novembro de 1995 e Março de 1996. Nessa altura, recorde-se, foi nomeado director do GEPI por Armando Vara - cargo em que se manteve até Junho de 2002 - e era professor de quatro das cinco disciplinas que deram a José Sócrates o título de licenciado em Engenharia pela UnI.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1291685&idCanal=21




Diário de Notícias

23.01.05

Um osso duro de roer

Filipe Santos Costa

Apesar do esforço de organização e método, Sócrates evitou passos em falso, como o negócio em que entrou com o amigo Vara numa empresa de distribuição de combustíveis. Em 1990 os dois deputados do PS tornaram-se sócios da Sovenco - Sociedade de Venda de Combustíveis, com outros três parceiros, um dos quais, anos depois, havia de dar pano para mangas nos jornais Virgílio de Sousa, condenado a prisão por um processo de corrupção no centro de exames de condução de Tábua. A aventura empresarial de Sócrates foi curta (menos de um ano) e literalmente para esquecer: no ano passado [2004], quando a revista Focus desenterrou esse episódio, o socialista jurou que estava a ouvir falar dessa empresa "pela primeira vez". Só após algum esforço de memória se lembrou que tinha sido sócio.

http://dn.sapo.pt/2005/01/23/tema/um_osso_duro_roer.html


CORREIO DA MANHÃ


2005-08-02 - 02:00:00


Banca – Remodelação na Caixa

Armando Vara, ex-secretário de Estado da Administração Interna no governo Guterres, de onde saiu em consequência do escândalo da Fundação para Prevenção e Segurança, foi nomeado pelo novo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, para administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD).



EXPRESSO

16.12.2000


Demissão de Vara e Patrão foi imposta por Sampaio.

AS DEMISSÕES de Armando Vara e de Luís Patrão resultaram da pressão de Jorge Sampaio que, na conversa que manteve ao fim da tarde de quinta-feira com Guterres, exigiu que fosse extinta de imediato a Fundação para a Prevenção e Segurança. Na sequência dessa conversa, o chefe do Governo viu que não havia outra saída que não fosse a demissão do ministro e do secretário de Estado.

NOTA MINHA: Consta que o “ser” em causa nutre, ainda hoje, um ódio descomunal pelo Ex-Presidente. Facto de que me não admiro já que na práctica, foi apanhado com a “boca na botija” e Sampaio não lhe tolerou o intolerável.



Braganzónia


http://braganzonia.blogspot.com/2007/04/o-curso-de-armando-vara.html

Ao ler as 'últimas' acerca da averiguação [não oficial, vergonhosamente] que vai sendo feita um pouco por toda a parte sobre o 'curriculum' académico do senhor Eng. Técnico José Sócrates, chamou-me a atenção o que lá e no 'CM' também se escrevia sobre Armando Vara.

Sim, 'esse' mesmo, o de Vinhais. O tal que, não pela 'via Verde' mas pela 'via PS', rapidamente passou de caixeiro a deputado, a secretário de estado e a ministro, e a não sei quantas merdas mais antes de ser 'nomeado', certamente por comprovada competência e experiência na matéria, administrador da CGD.

Presume-se que por haver sido já antes 'caixeiro', não na 'Caixa' mas no balcão da loja do Zé Vieira, na Rua Direita em Bragança!

Por isso e outras coisas, 'esse' conhecemos nós bem por aqui! Desde 'caixeiro'. E por isso mesmo, apesar de a notícia não espantar, sempre seria bom saber-se, não como foi 'licenciado' pela UnI, mas onde diabo foi ele arranjar as habilitações [12º ano] para ingressar no ensino superior!

Mesmo sendo ele 'compincha' de longa data de José Sócrates, e mesmo que num estabelecimento pouco recomendável como a 'Independente' onde, pelo que se está a ver, escrúpulos são 'cousa' vã...


CONCLUSÃO:

-Depois de ter lido este texto num blog que considero de CONFIANÇA ainda mais se me abriu o sorriso e mais me aumentaram as dúvidas acerca da sanidade mental dos acionistas do BCP.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

INsegurança, Seguranças no Porto












-A cidade inteira está em estado de guerra. Aquilo que resta das pontes Luís I e D. Maria II, encontra-se mergulhado no Rio Douro. As pontes do Freixo e de S. João são guardadas por elementos dos Fuzileiros da Armada Portuguesa ao serviço da DEFECA-A (Defesa Europeia, Força de Estabelecimento e Consolidação Anti-Anarquia). A ponte da Arrábida é protegida por elementos da Milícia de Vila Nova de Gaia que controlam também toda a margem sul do Douro. Na Ribeira do Porto travam-se violentos combates entre grupos de seguranças privados e um destacamento dos GOE apoiado por uma brigada da ASAE que actua encapuçada. Ao mesmo tempo, na área da Zona Industrial, a Policia Judiciaria juntamente com o corpo de intervenção (CI) da PSP tentam deter as acções de um grupo de rapers apoiado por membros de claques e por polícias à civil e fora do seu horário de trabalho. De salientar que esta força é telecomandada a partir de Lisboa por um Procurador especialmente nomeado pelo Procurador-Geral da República para que os processos não continuassem a prescrever conforme aconteceu no “Caso Apito Dourado”.

-Em declarações proferidas na AR, o primeiro-ministro declara que não existe qualquer problema de aumento de violência ou crime organizado, pois segundo as estatísticas, existe até um declínio deste tipo de “ocorrências”.

-Isto é parte ficção e parte realidade mas poderia ser o contrario.

-Apenas me recordo daquilo que Disraeli disse uma vez: “Existem três tipos de mentira. A mentira vulgar, a mentira deslavada e as estatísticas!”

-Claro que se me recordar que cada vez mais portugueses não participam às Polícias os crimes de que são vítimas por não acreditarem na acção eficaz dessas polícias, tudo passa a estar bem e o país da estatística fica na paz e sossego dos imbecis e dos que enterram a cabeça na mesmíssima areia que nos querem atirar aos olhos.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

ACORDO DE LISBOA / TRATADO DE LISBOA












-Hoje foi dia de encher o olho e de fartar o ego dos que admiram reis que se passeiam nus pelas ruas. Em Lisboa foi assinado com pompa e circunstancia o TRATADO DE LISBOA. O povinho acorreu para tecer loas e arregalar os olhos à passagem das limusines, tal como o fazia à passagem de El-Rei ou do anterior ditador de serviço, abanando frenéticas bandeirinhas e gritando vivas a Portugal; ao mesmo Portugal que lhes dava fome e analfabetismo temperados com ausência de liberdade.

-Não, não sou anti Europeu, nem sequer sou anti-o-que-quer-que-seja. Este tratado tal como o outro, assinado no mesmo local, veio redespertar a esperança de um povo, tal como outros anteriores, tal como Schengen, tal como a adesão ao Euro (€). No entanto, talvez apenas por coincidência, embora não acredite nelas, a cada tratado a nossa situação piora. A culpa não é da Europa e sob o ponto de vista puramente politico, sou favorável a este tratado e não o era à anterior tentativa de Constituição Europeia, mas sou favorável a que seja referendado. Porquê? Por ser esse o único meio de reunir o consenso de que tal “acordo” reformista” necessita para que efectivamente seja credível e represente efectivamente os cidadãos europeus. No entanto, os partidos políticos de charneira, assustados com os anteriores “chumbos” da França e da Holanda à tentativa de “Constituição Europeia”, procuram impô-lo como facto consumado.

-Existem muitas formas de dizer SIM à Europa. Pode ser-se europeísta discordando da forma e/ou do conteúdo desse pensamento único que nos querem impingir. Pode ser-se europeísta pensando e discordando e isto apenas porque a Europa (tal como a penso) não é um Estado mas uma Federação de países com interesses comuns, com desavenças sanáveis e com capacidade de desempenhar um papel importante a nível mundial.

-Ao nosso actual governo não posso deixar de dizer que não é possível obter o reconhecimento popular da Europa, argumentando quase sempre em “Europês” cerrado que quem é contra si não é europeísta e que ser europeísta, é no fundo a solução de todos os males que nos afectam, por que essa é uma enorme e deslavada mentira.

-Hoje tentou dar-se uma imagem de “Carnaval Lisboeta”. Uma imagem de “princípio do futuro”, “fim de todos os males” e isto, não o esqueçamos, no mais atrasado de todos os países europeus; no pais onde a população mais sofre e talvez aquele que mais tem sofrido sempre com a sofreguidão dos governantes em se proclamarem Europeístas convictos e religiosamente praticantes.
-Eu, quero a minha Europa mais social, mais igualitária, mais assente em valores do que em cifras.

-Ontem em Lisboa o povinho saiu à rua e andou de graça nos transportes, olhou as carruagens engalanadas e as bandeiras, bateu palmas e deu vivas. Renasceu-lhe alguma esperança e não viu que o rei ia semi-nu. Depois… bem, depois regressou a sua casa, ao desemprego, à deseducação, à falta de meios para saúde, aos salários baixos e aos preços elevados. Regressou enfim, ao país que ontem foi hoje o mais falado no mundo muito embora seja a pulga mais magra da cauda dessa Europa que celebrou.

Nota: Alguém reparou que a Dulce Pontes, que cantou a “Canção do Mar”, parecia ter adoptado o estilo “maluquinha de Arroios”? Com uma voz fantástica como a que ela possui, para quê tanto esgar, tanto “rodriguinho” na voz, tanto “tique e táque”? Seria para estrangeiro ver?

quarta-feira, dezembro 12, 2007

LISTA DE PRESENTES DE NATAL 2007














-Esta é a parte da lista de presentes e desejos que gostaria de poder oferecer e desejar neste Natal.

Governo:

José Sócrates (1º Ministro) – Bilhete, só de ida, para Sealand.
Luís Amado (Min. Negócios Estrangeiros) – Um Corpo Consulado.
Pedro Silva Pereira (Min. da Presidência) – Uma identidade própria.
Teixeira dos Santos (Min. Finanças) – Uma taxa elevada no sapato.
Nuno Severiano Teixeira (Min. Da Defesa) – Uma ideia qualquer.
Rui Pereira (Min. Administração Interna) – Uma cacetétada da GNR.
Alberto Costa (Min. Da Justiça) – Uma ideia, ainda que vaga, de Justiça.
Francisco Nunes Correia (Min. Do Ambiente) – Um mau ambiente.
Manuel Pinho (Min. Da Economia) – Um açaime.
Jaime Silva (Min. Da Agricultura) – Um nabo a condizer com ele.
Mário Lino (Min. Das Obras Públicas) – Um estudo qualquer acerca de aeroportos e OTArios.
José Vieira da Silva (Min. Do Trabalho) – Um despedimento com mais do que justa causa.
Correia de Campos (Min. Da saúde) – Um supositório gigante, uma injecção enorme e dois toques rectais.
Maria de Lurdes Rodrigues (Min. Da Educação) – Um cérebro que funcione.
Mariano Gago (Min. da Ciência) – Pa-pa-pa-ciência.
Isabel Pires de Lima (Min. da Cultura) – Um livro que seja de leitura fácil.
Augusto Santos Silva (Min. assuntos Parlamentares) – Juízo.

Gente da política em geral:

Cavaco Silva – Um veto ou uma dissolução.
Jorge Sampaio – Uma comenda, ou duas ou …
António Guterres – Um refúgio onde se mantenha longe.
Vítor Constâncio – Um chuto.
António Costa – Uma câmara (de Gás).
Luís Filipe Meneses – O Concelho de V. N. de Gaia.
Jerónimo de Sousa – Um DVD para substituir a K7.
Paulo Portas – Um irmão, um espelho mágico onde lhe caiba o “ego” e uma fotocopiadora.
Miguel Portas – Um irmão, um espelho mágico onde lhe caiba o “ego” e uma viagem ao Oriente paga pela RTP (de novo).
Francisco Louça – Uma causa e uma maçaroca de milho transgénico.
António Rosas – Um espinho e maçaroca de milho transgénico.
Os verdes – Uma melancia (verde por fora e vermelha por dentro).
José Miguel Júdice – Alguém que o meta na Ordem.
Fátima Felgueiras – 15 anos de xadrez e 10 embalagens de laca.

Gente do desporto e afins:

Filipe Scolari – Uma luva de boxe, um calmante e um obrigado.
Cristiano Ronaldo – Alguém para o acompanhar no colchão do anúncio.
Pinto da Costa – Embalagem de Viagra e um apito dourado.
Jesualdo Ferreira – Um bigode.
Luís Filipe Vieira – Um abafador de orelhas e já agora de boca.
José António Camacho – Dicionário de Castelhano/Português.
Filipe Soares Franco – Uma colher de chá de educação.
Paulo Bento – Capacidade de expressão e , claro, tranquilidae.
Valentim Loureiro – Um telemóvel à prova de escutas e um apito dourado.
Maradona – Muitos Chutos.

Gente da cultura e espectáculo:

José Saramago – A nacionalidade espanhola.
Manoel de Oliveira – Descanso, subsídios e um filme que os portugueses vejam.
La Feria – La Férias, mas Lá, bem longe.
Os gato Fedorento – Gatas bem cheirosas.
Herman José – O tal canal.
José Rodrigues dos Santos – Um canal novo.
Joe Berardo - Um "B" de Benfica, de BCP e um "B" de "Bolas que não te calas!"
Manuel Luís Goucha – Tino e juizinho. O tino podia ser o de “Rãs”.
Maya – Cartas em branco de um qualquer “baralho”.
Júlia Pinheiro – Calmantes em quantidade e uma voz que não irrite.
Fátima Lopes (apresentadora) – Menos lamechice.
Fátima Lopes (estilista) – Tecido, muito tecido para não usar peles naturais.
Sónia Araújo – Um sorriso que não seja plástico.
José Carlos Malato – Três dietas.
Floribéla – Um galho da mãe árvore... em cheio na testa.

Alguns estrangeiros:

Fidel Castro – Um charuto que faça PUM!
Hugo Chavez – Que se cale!
Mahmoud Ahmadinejad – Que vá para onde outros irão.
Junta de Mianmar – Dores, ditas dores.
Robert Mugabe – Que se torne branco.
Kadafi – Uma dentada de camelo em local à minha escolha.
Omar al-Bashir – Uma tempestade de areia no cérebro.
Kim Iong Il – Um cruzeiro... de míssil.
Putin – Que vá para a ….


sábado, dezembro 08, 2007

Não há Natal
















Dos reis magos, um foi deposto e está no exílio, outro é agora um ditador de opereta cheio de petróleo e gás natural e o ultimo está na cimeira União Europeia-Africa em Lisboa.

Heródes lançou uma OPA sobre estalagem e portagens nas estradas que levam a Belém.

A estrela de Belém é agora um economista e ex-primeiro-ministro.

Os camelos estão no governo.

O burro votou neles.

A vaca está louca.

Os pastores estão desempregados mas têm telemóveis.

As ovelhinhas andam magras e com a lã estragada e têm a língua azul.

O estábulo foi destruído por um rebentamento de gás.

Maria e José receberam ordem do Tribunal de Coimbra para que entreguem o menino ao seu Pai biológico.

O menino Jesus está no Politeama em actividades de enriquecimento curricular.

terça-feira, dezembro 04, 2007

António Costa pede empréstimo de merceeiro













-Será que António Costa ignorava a real situação financeira da CML?

-Não o creio, pois se assim fosse seria um mau candidato e consequentemente um péssimo presidente de Câmara. E no entanto foi eleito por entre promessas de saneamento financeiro, promessas de melhoria e racionalização, cortes nas despesas, aumentos de receitas e fim do endividamento municipal.

-Então como explicar este súbito afã em contrair empréstimos para saldar dividas? Será que devendo ao banco a divida deixa de ser divida? Serão menores os juros bancários dos que os que pura e simplesmente não existem no pagamento aos fornecedores camarários?

-Não sou economista nem administrador mas se em vez de presidente de Câmara, António Costa fosse “Pai de Família”, chamar-lhe-ia incompetente, desregrado e mau pai de família. Não é com certeza com “contas de merceeiro” (*) que há-de conseguir devolver a saúde financeira à Câmara de Lisboa; nem apontando o dedo às administrações anteriores. Essas são estratégias de “Chico-esperto” sobejamente conhecidas e demasiado usadas. António Costa sabia bem o estado financeiro da Câmara, está onde quis estar, onde o quiseram os cerca de 10% dos lisboetas que nele votaram e está lá para trabalhar e não para ameaçar infantilmente que se vai embora se o contrariarem. Está lá, não para aumentar ou transferir dividas mas para as saldar. Está lá para negociar com respeito pela oposição e não para ameaçar ou desistir a cada dificuldade. Caso contrário não será nunca bom presidente.

- Hoje, ele teve a sua "vitória de Pirro" mas os lisboetas concerteza tiveram mais uma derrota que eles e nós todos teremos que pagar.


(*) - Que me desculpem os merceeiros mas não fui eu quem inventou a expressão. Penso aliás que nenhum merceeiro ao ficar à frente de uma mercearia endividada contraíria um empréstimo bancário para saldar as dividas ou ameaçaria ir-se embora e pendurar o letreiro de "FECHADO".

domingo, dezembro 02, 2007

Fábula do Burro da Governação Nacional









A triste história do burro da Governação Nacional

-O pacato burrico da governação andou alguns anos a ermo. Ora pastando erva nos prados da paixão pela educação, ora roendo um cardo nascido na economia europeia. Apenas o dirigia com os tacões o Senhor António, engenheiro de fraca vontade e mais dotado para a caridade do que para a governação. Mas houve um dia em que desgostoso, o Senhor António o abandonou junto daquilo que ele achava ser um pântano e onde até então chafurdara alegremente. O pobre do asno por ali ficou, olhando os sapos que lhe pareciam, tal e qual, o Senhor António. Até que o Sr. José Manuel o encontrou e o tomou pela arreata, levando-o a comer cevada europeia para melhor o montar. Mas também não durou muito em cima dele este Senhor José Manuel. Depressa se viu convidado para comer ele mesmo a tal cevada e como estava com pressa, deixou o onagro a um amigo de longa data o Senhor Santana. A pobre besta de carga, fosse por estar farto de que o abandonassem, fosse por dar ouvidos a tudo o que do Senhor Santana se dizia, quase nem o deixou aquecer a sela e atirou com ele às areias do deserto que o homem haveria de atravessar a sós.

-Depois é que foram elas. Para azar da bestinha foi um outro engenheiro (ou mais ou menos engenheiro) quem o encontrou e o montou. Prometera à cavalgadura mundos e fundos, mas mal se viu nele montado, tratou logo de se fazer esquecido das promessas e indo-se aos alforges que os outros lhe haviam deixado, sacou de lá o ensino e a saúde; depois foi a vez da justiça, da administração pública, das portagens, das taxas, do emprego e de muita outra coisa… O pobre animal bem queria protestar mas levava com a chibata da GNR, com processos por difamação ou, outras vezes com longos e densos discursos acerca de reformas necessárias e de politicas económicas disfarçadas de politicas sociais. O Burriquito era mostrado aos dignitários dos outros países europeus, a alguns da América do sul e a todos os dos países de africanos. O senhor José queria acima de tudo, dar do burriquinho uma imagem de saúde e de pêlo brilhante mas o animal debilitava a cada dia e a cada dia mais se fartava de que brilhassem à sua custa, enquanto ele cada vez vivia pior.


-Nota do autor: Aguardo um dia, que desejo venha brevemente, em que possa terminar esta fábula ou história, com um valente par de coices do burrinho nas queixadas e costelas de quem o monta.
-Pela parte que me diz respeito, já hoje o faria com o mais dos prazeres e alegrias mas temos de aguardar para ver.
-Enquanto isso não acontece, tiremos as palas dos olhos, recusemos a chibata e a palha apodrecida e toca a usar do cérebro que não está lá apenas para nada.

“Todo o burro come palha; é preciso é saber dar-lha!”

sábado, dezembro 01, 2007

Newtícias IN-PROVAVEIS




















-
Ontem bebi três uísques. Nunca, em altura alguma, foi abordado por um tipo gordinho, vestido como um campino, que se propusesse pagar-me um "Licor Beirão".

-A isto eu chamo PUBLICIDADE ENGANOSA!













-Depois de ter falhado a fusão com o BCP, o BPI vai tentar lançar uma OPA ao PCP.
-Embora não seja a mesma coisa, a sigla é parecida e o modo como o PCP gere a sua bancada é muito "empresarial".