terça-feira, novembro 13, 2007

Poema copofónico













O primeiro, bebe-se cheio,
o segundo até ao fundo,
o terceiro como o primeiro,
o quarto como o segundo.

O quinto, bebe-se de pé,
o sexto de uma só vez,
o sétimo, tal como ele é,
o oitavo como os últimos três,

O nono, bebe-se de um golo só,
o décimo com toda a coragem,
o seguinte pela alma d’avó,
e este bebe-se para a viagem.

Este para bebe-se pela saída,
outro bebe-se para dar sorte,
um para celebrar a vida,
outro para afogar a morte.

Este… quantos já bebi?
A este, já nem o contei.
Apenas um pago por si,
E mais este que já paguei!

segunda-feira, novembro 12, 2007

MARAVILHOSA CRIATURA

AICM-MARAVILHOSA CRIATURA

Para ver lêr e ouvir



domingo, novembro 11, 2007

S. Martinho














A língua portuguesa é muito vegetariana!

Castanha
Por exemplo: “Levas já uma castanhada!”

Banana
Por exemplo: “Tás aqui tás a levar um banano!”

Pêra/Pêro
Por exemplo: “Ai… que te vou espetar uma pêra/pêro!”

Batata
Por exemplo: Claro que acabou tudo à batatada!”

Pêssego
Por exemplo: “A tua prima é cá uma pêssega…!”

Ginja
Por exemplo: “Soube-me que nem ginjas!”; “Esse aí é cá um ginja!”

Figo
Por exemplo: Chamou-lhe um figo!”

Marmelo
Por exemplo: (entre outros) “Lá vão eles fazer marmelada!”

Cereja
Por exemplo:”Isso seria a cereja no cimo do bolo!”

Nabo/Nabiça
Por exemplo: “Tu és mesmo um nabo/nabiça!”

Abóbora
Por exemplo: “Tu não bates bem da abóbora!”

Pimento
Por exemplo:”Corei que nem um pimento!”

Feijão
Por exemplo: Não lhe cabia um feijão!”

E “the last but not the least”:
Nozes
Por exemplo: “Nozes, fomos ao magusto encher a pança de castanhas e água-pé!”


Feliz dia de S. Martinho!

sexta-feira, novembro 09, 2007

Orçamento e Ministro









-Enquanto ministro, V. Ex.ª não é um indivíduo, é o governo e um Governo não pode dizer que está a resolver os problemas económicos de um Povo quando o faz exclusivamente à custa do próprio Povo. Com o dinheiro, impostos e sacrifícios do Povo. Com “showoff”, falsas negociações e mudanças ou ausências de opinião.

-Ser ministro tal como V. Ex.ª é ministro é fácil e não ser ministro também o é. Além disso, é mil vezes mais importante ser boa pessoa do que mau ministro. Por tudo isto, Senhor Ministro e por que e por que suspeito ser o senhor uma pessoa com meios, que não necessitará da remuneração do seu actual cargo: Vá para casa; Cultive-se, ou melhor cultive batatas que dá no mesmo que tem andado a fazer.

-Se insistir em estar ministro, apenas ficará de si o desprezo com a Historia castiga aqueles que fingindo servir um Povo, não fazem mais do que prejudicá-lo.

-A governação também tem os seu Átilas. Apenas que uns, por onde passam, queimam a erva e outros há que a comem.

-O prejuízo é exactamente o mesmo.

quinta-feira, novembro 08, 2007

SOU UMA BESTA











-Supermercado, confusão e sempre a mesma musica de Celine Dion repetida até à exaustão da paciência. Oito caixas e apenas duas a funcionar, geravam bichas até ao centro dos corredores; um autêntico apelo à calma humana.

-Como se tudo isso não bastasse, mesmo atrás de mim, uma criança berrava a plenos pulmões a raiva, como se se tratasse de um Pavarotti ensandecido. Evitei olhar para trás apenas para não acompanhar os olhares das pessoas à minha frente e durante quatro minutos aguentei estoicamente o berreiro e as insistências da mamã. Depois de bufar, decidi virar-me, olhar a criança nos olhos e enviar-lhe o olhar de “desaprovação-quase-raiva e ameaça numero 3”. No preciso momento de o fazer, veio-me à ideia que a culpa, na realidade, não era da criança mas sim da mãe que com certeza não saberia dar-lhe educação.

-No preciso instante em que me virei para trás, o meu olhar encontrou-se com o olhar do que eu imaginava ser um pequeno diabrete. Não era. Era uma criança de cabelo muito escuro, liso e com uma franja sobre os olhos. Teria três ou quatro anos e apesar da cara suja e do esgar com que acompanhava o choro, vi que se tratava de uma criança belíssima. Em vez de um olhar de reprovação, sorri-lhe e “pisquei-lhe o olho”. Parou imediatamente de chorar e ainda a fungar e a esfregar os olhos, continuou a olhar para mim fixamente. Foi só então que a mãe conseguiu limpar-lhe o vestido e a cara onde existia tanto gelado de chocolate como no que estava caído junto aos pés da menina. A mãe voltou-se e sorriu-me uma espécie de sorriso condoído, de quase desculpa. A menina fez o mesmo mas com o sorriso mais bonito que vira durante todo aquele dia de cão que tinha tido. Nesse preciso instante senti que seria mais do que justo se um raio me fulminasse ali mesmo.

-Por vezes sou mesmo uma “besta”!

segunda-feira, novembro 05, 2007

Pensamento português










-Tudo começou de um modo suave, inocentemente e quase sem importância. A primeira vez que pensou, foi durante a festa de aniversário de um amigo de longa data e fê-lo apenas para descontrair. Inevitavelmente, um pensamento levou-o a outro e depois a outro e outro e apenas mais um e depois outro. De inicio apenas pensava socialmente, mas não demorou muito até que começasse a pensar quando estava sozinho. Nessa altura, dizia a si mesmo que era apenas um pensamento… para relaxar e que deixaria de pensar em qualquer altura que quisesse. No entanto, já não conseguia deixar de pensar e pensava o tempo todo.

-No escritório começou por fazer intervalos cada vez mais frequentes para ir à casa de banho para pensar sem que o vissem. Depois, começou a evitar os colegas à hora de almoço e procurava um canto onde pudesse ler Santo Agostinho, Gilles Lipovesky, Platão ou Habermas. Tinha já então consciência de que pensamentos e trabalho não se coadunam muito bem porque, quase sempre, ao voltar ao escritório se sentia tonto e eufórico e questionava-se acerca do que estaria ele ali a fazer.
-Em casa as coisas também começavam a não correr bem. Com frequência, desligava a televisão durante os concursos ou novelas e questionava a mulher acerca do pensamento individualista ou da existência divina. Numa noite dessas ,ela pegou nos miúdos e foi dormir a casa da irmã.

-Depressa ganhou a fama de ser um “pensador”. Uma manhã de segunda-feira o seu superior chamou-o ao gabinete para lhe dizer que apesar de gostar dele, o seu hábito de pensar se estava a tornar um verdadeiro problema e que se não deixasse de o fazer, teria que o colocar no quadro de excedentes. É claro que tal advertência ainda piorou mais as coisas dando-lhe muito em que pensar.
-Nessa mesma noite ao chegar a casa, confessou à mulher:
-Querida, sabes… eu tenho andado a pensar… – disse com a voz a tremer.
-Eu sei, bem tenho notado que já não pareces o mesmo, sempre ensimesmado e putativo. Eu não aguento mais e quero o divórcio.
- Mas… não podes falar a sério isto é um problema passageiro, vais ver que…
-Passageiro? – Interrompeu ela – Pensas tanto como um intelectual ou como um professor e toda a gente sabe que os professores e intelectuais são miseráveis.
-Isso é um falso silogismo. - Articulou ele antes de sair de casa batendo com a porta.

-Já não aguentava mais e sempre envolto em pensamentos dirigiu-se à biblioteca mais próxima, cheio de vontade de ler “Practical Ethics” de Peter Singer ou o “Assim falou Zarathustra” na versão original.

-Deixou o carro ao acaso no parque, correu para a porta chocando contra ela com violência e estrondo. A biblioteca estava já fechada aquela hora. Completamente tonto ergueu-se a custo e foi já por entre lágrimas de desespero que viu o cartaz na porta de vidro. Em formato A3. Lia-se dificilmente nele o seguinte: AMIGO, se o pensamento te destrói a vida. Se queres parar e NÃO CONSEGUES. PROCURA-NOS! Somos os PENSADORES ANÓNIMOS. TEM ESPERANÇA!

Apenas por causa desse poster é que hoje em dia ele é o que é: um pensador em recuperação. Não falta a uma reunião dos PA. Nelas, vêem vídeos não educacionais, a semana passada era uma intervenção da ministra da educação numa comissão parlamentar, na anterior fora um vídeo do Palhaço Batatinha. Depois trocam experiências pessoais e reflectem acerca do tema “como consegui evitar pensar desde a semana passada”.

-A vida agora parece-lhe melhor: já consegue ir ao futebol e ler o orçamento de estado; Já se não questiona acerca dos direitos essenciais, da liberdade de expressão, do direito à felicidade, à saúde gratuita e ao bom ensino. Na semana que passou conseguiu não pensar uma vez sequer em promessas eleitorais não cumpridas. Foi uma das suas maiores vitórias.
-Já não tem o seu emprego, é verdade, mas os sogros ajudam a pagar o T1 para onde a família reconciliada se mudou e até já consegue assistir a programas produzidos pela TVI.

-Ontem tomou a sua maior decisão: Vai voltar a votar PS nas próximas eleições!

Está definitivamente CURADO!

sexta-feira, novembro 02, 2007

Listas de espera na saúde









-Imaginem que ouvi, sim OUVI, esta senhora (secretária de estado adjunta e da saúde) justificar o aumento do número de doentes em lista de espera que apareceu num relatório do Tribunal de Contas, que o Ministério “evitou” divulgar, do seguinte modo:

1- Os números do relatório não são fiáveis, pois muitos dos hospitais não responderam a ele.

Comentário meu - Imaginem aquilo que seria caso todos os hospitais tivessem respondido.

2- No mesmo relatório já não constarão muitos doentes porque terão em alguns casos desistido do serviço nacional de saúde e recorrido à medicina privada e noutros terão até mesmo falecido.

Comentário meu – Não é possível comentar que um elemento do governo justifique assim o que quer que seja. No entanto é possível ainda concluir o seguinte:

a) A senhora em causa é um “calhau político com olhos”.

b) O governo por má administração e incompetência não atende ao direito constitucional da saúde gratuita, forçando os cidadãos a recorrer à medicina privada ou em alternativa a morrerem sem os cuidados necessários.

c) Se os relatórios ou estudos do Tribunal de Contas não são fiáveis, porque vem agora afirmar o senhor ministro que o relatório é elogioso para o seu ministério? Num “país a sério” e com um governo sério a senhora seria demitida juntamente com o ministro do sector da saúde.

Conclusão: Não vivemos num “país a sério” e não somos governados seriamente”.

quinta-feira, novembro 01, 2007

segunda-feira, outubro 29, 2007

Receita de FUTURO















A receita é simples:
Usa-se uma bola de cristal;
Adiciona-se-lhe uma pitada de realismo;
qb - Pessimismo;
qb - Observação;
qb - Sensibilidade;
Humor a gosto.
Misture-se tudo e leve-se a cozer em espírito brando.
O resultado é este possível futuro.
Apenas não sei se será IN-PROVAVEL.

A comunicação – Sem fios.
Os telefones – Sem mãos.
A televisão – Sem interesse.
As compras – Sem dinheiro.
A roupa – Sem roupa.
As bebidas – Sem álcool, calorias ou açúcar.
A cozinha – Sem gordura.
A comida – Sem sabor.
A conduta – Sem preocupações.
Os relacionamentos – Sem compromisso.
Os sentimentos – Sem coração.
O estudo – Sem esforço.
A educação – Sem valores.
A juventude – Sem emprego.
A saúde – Sem cura.
A banca – Sem honestidade.
A justiça – Sem eficácia.
A política – Sem vergonha.
A discussão – Sem argumentos.
As asneiras – Sem conta.
A classe dirigente – Sem princípios.
A classe governante – Sem cérebro.
O povo – Sem interesse.
O nosso emprego – Sem segurança.

A vida – Sem esperança.

sábado, outubro 27, 2007

CAMINHADA






















A Socialis – Associação de Solidariedade Social, em colaboração com a Câmara Municipal da Maia (Parceiro oficial do Projecto Semente), vai realizar no dia 28 de Outubro de 2007 pelas 10h30, a 1.ª CAMINHADA de Divulgação do Projecto.

O Projecto SEMENTE tem como objectivo a prevenção da gravidez precoce e o acompanhamento de grávidas e mães adolescentes.

O percurso será de aproximadamente 3 kms, com início na Praça do Município.

Atendendo aos objectivos desta actividade e à importância do envolvimento da comunidade em projectos de cariz social que promovem o bem-estar da sociedade, convidamo-vos a vir Caminhar connosco e a mobilizar amigos e familiares para que se atinjam os 1500/2000 participantes.


-Pois é, amanhã enquanto muita gente estiver a dormir, a recuperar da noitada de fim-de-semana eu vou estar a caminhar por causa de uma causa que me parece meritória e necessária. Além de mim, também a Vanessa Fernandes e o Vítor Baía vão estar presentes.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Para ouvir no Fim-de-Semana

QUESTÕES












-Existem perguntas que além de totalmente desnecessárias, são totalmente idiotas. No entanto todos as fazem. Porque raios é que sempre que alguém nos reencontra, nos pergunta: “Então, como tens passado?” A mim dá-me sempre vontade de perguntar de volta: “Passado por onde ou passado o que? Passado tenho, porque já cá ando há uns anitos o que não sei é como é como é que terei futuro. Ou perguntavas como tenho passado a ferro?”

-Outra fórmula escôncia é o “velho”: “Então, tudo bem contigo?” Claro que não. Tenho dores de costas, dormi pouco, bebi muito, fumei demais, os impostos são pesados, os ordenados baixos e para piorar tudo, os dias estão cada vez mais curtos e tristonhos. Como é que podia estar tudo bem?

-Outra das primeiras coisas que toda a gente tem a imbecil mania de perguntar mal nos conhece é: “Então o que faz?” Que raio lhes interessa o que eu faço ou deixo de fazer? Se não estou em horário de trabalho, porque haveria eu de me querer lembrar do trabalho? Será que querem saber para me ajudar com ele? Será que querem falar-me do seu, contar-me os problemas com o chefe? Sempre me enjoaram as pessoas que fora de “horas de expediente” insistem em falar do empreguinho, em contar o que fizeram os seus colegas, empregados ou patrões. Há mesmo gente que apenas sabe falar de trabalho quando na realidade parece não fazer nada.

quinta-feira, outubro 25, 2007

BPI mais BCP igual TELENOVELA









Estreou hoje mesmo a mais recente novela bancária nacional.
O BPI pretende a fusão com o BCP.
Será que Jardim Gonçalves vai estar pelos ajustes?
Que dirá Jo Berardo desta vez?
Que poderá sair da união de duas famílias ricas?
Será que irão ser menos ainda os impostos cobrados pelo estado sobre a banca?
Será que da fusão dos dois vão sair mais empréstimos familiares perdoados?
Será que o Banco de Portugal vai investigar alguma coisa desta vez?

Veja tudo nos próximos episódios em horário nobre!

quarta-feira, outubro 24, 2007

ESCUTAS telefónicas












-Estou farto, fartinho ou como se costuma dizer, estou até às pontas dos cabelos de ouvir falar em escutas. De início, ainda pensei que se tratasse de algo ligado ao movimento dos escuteiros ou corpo de escutas como também se lhes chama. Mas depois não me pareceu que o major Valentim ou o senhor Pinto da Costa fizessem parte desse grupo de gente benfazeja ou que andassem a ajudar velhinhas atravessar estradas. Depois falou-se em mais futebol e mais escutas, em Casa Pia e mais escutas, em Ferro Rodrigues e mais escutas, em Correio da Manhã e mais escutas, em envelope numero 69 e mais escutas.

-Das duas uma: ou a nossa bem amada polícia não é capaz de investigar nada sem recorrer quase exclusivamente ás conversas telefónicas dos suspeitos como meio de prova, ou anda por aí algum juiz que desconhece as leis que deveria fazer aplicar e que assina papeis que não lê.

-Desta vez foi o Senhor Procurador-geral da República a colocar o dedo no botão, perdão, na ferida. Segundo ele, existem demasiadas escutas telefónicas em Portugal. Homem de grande sagacidade não será com certeza, mas teve pelo menos a coragem de afirmar publicamente o que à boca-pequena toda a gente dizia e sabia.

-Claro que a classe politica em geral e a governativa em particular, de imediato se multiplicaram em declarações como se estivessem perante algo inaudito. Com certeza que muitos devem ter suado as estopinhas e mudado de cartão e telemóvel.

-Pela parte que me toca, pelo sim, pelo não, agora começo a termino todas as chamadas com um agradecimento especial aos meus escutadores que se lá estiverem gostarão com certeza de ouvir.

domingo, outubro 21, 2007

Neura de Domingo










Este é, desde que o conheço, um local de excepção para mim.

Gosto da arquitectura, da luz, das formas e das sombras que a luz e as formas compõem.Gosto dele sobretudo nas manhãs dos domingos alternados em que lá vou, para tomar o meu café “cheio”, em chávena fria, com adoçante e pau de canela. Gosto dele para ler o jornal ou um livro ao acaso, para escrevinhar num caderno e gosto dele para pensar no centro do moderado ruído de fundo. Talvez por isso mesmo, o tenha evitado ultimamente; recordações, saudades… Tudo ali, naquele silêncio bulícioso, me assalta o pensamento numa desordem mais anárquica ainda do que o costume.










Tenho uma mesa favorita a que hoje não me sentei para fumar devagar o primeiro cigarro do dia. Tenho o sol por cima da minha mesa e ocasionalmente, um pombo ou um pardal em que poise os olhos para me perder dos pensamentos. Tenho gente em volta e a minha música nos ouvidos. Nunca tenho pressa, apenas saudade.


sexta-feira, outubro 19, 2007

TRATADO DE LISBOA










-Esta não é ainda a minha EUROPA, nem sei sequer se o será alguma vez.
-Esta Europa não é a Europa dos “pais fundadores da Comunidade Europeia como Jean Monnet, Spaak e Schumann. Não é a Europa Social, a Europa dos Direitos, a Europa da Cooperação franca e aberta entre todos os seus membros. A sua voz unida dificilmente profere algo de fundamental para a nova ordem mundial e das poucas vezes que conseguiu actuar politica e militarmente em conjunção de ideias e princípios, fê-lo tarde e com enormes custos de vidas humanas que poderia ter evitado.

-Esta Europa é a dos grandes lobby’s económicos, do economicíssimo brutal e (pasme-se) da Flexisegurança. Esta Europa, ao invés de preservar e desenvolver os valores comuns, respeitando a tradição cultural e identidade nacional de cada estado, estriba-se nas diferenças existentes entre os seus membros para obter a cada negociação, tratados ténues, em que o todo comunitário perde em função do ganho obtido por uma ou outra das suas partes. Trata-se muito mais da soma de “egoísmos nacionais” do que do somatório de vontades comuns e solidariedades inter pares.

-Na construção desta Europa têm existido recentemente três vectores fundamentais, que estranhamente coincidem com os da ideologia neo-liberal: desregulamentação, liberalização e privatização num claro afastamento dos valores humanistas que presidiram à sua fundação.









-Os factos mais importantes são apresentados a TODOS os cidadãos europeus como factos consumados; Foi assim com a construção do Mercado Único, com Maastricht, com as reformas da PAC, o Tratado de Amesterdão, com a Moeda Única, Agenda 2000, com o alargamento a Leste e sê-lo-á também com o Tratado de Lisboa.

-Em Portugal a situação é idêntica, infelizmente apenas nesse aspecto, à da restante Europa. O debate esclarecedor é nulo, as informações emanadas do governo são escassas e sempre afirmadas como argumento político para consumo interno e auto-vangloriação.

-Portugal, é agora um mau aluno da comunidade Europeia, pois não aprende mais, que não seja fazer economia à custa dos cidadãos só para agradar ao seu mestre-escola comunitário e ainda assim, sem resultados visíveis ao nível da aproximação à média comunitária

-Gostava francamente de saber, o que é feito agora daqueles que em tempos, pouco distantes, zurziam o facto de Portugal ser um “bom aluno da Europa”?
-Onde estão os “comentadeiros”, os “economeiros”, os “especialeiros”, os “analizadores”, os “jornaleiros” de então?

Que é feito das suas opiniões agora?

Que palha comem e em qual estão agora deitados?

terça-feira, outubro 16, 2007

HEROIS IN-PROVAVEIS





















Os meus HEROIS!!



"A comitiva portuguesa nos Jogos Mundiais Special Olympics conquistou um total de 17 medalhas, distribuídas por todos os atletas em competição, disse hoje a chefe da delegação, que pretende maior visibilidade para os atletas deficientes mentais após estes resultados."

Diário Digital / Lusa
11-10-2007 12:37:23


Veja mais AQUI:






segunda-feira, outubro 15, 2007

8000 OBRIGADO





















Estes foram os mais lidos:

http://in-provavel.blogspot.com/2006/10/o-professor-est-sempre-errado.html

http://in-provavel.blogspot.com/2007/08/declaraes-de-amor-nos-ltimos-60-anos.html

http://in-provavel.blogspot.com/2006/05/breve-historia-do-erotismo.html

Futebol e Amor

http://in-provavel.blogspot.com/2006_05_01_archive.html

http://in-provavel.blogspot.com/2007/05/casamentos-e-copos-de-gua-fria.html

http://in-provavel.blogspot.com/2006/01/adivinhos.html

http://in-provavel.blogspot.com/2006/10/manual-para-polticos-amadores-capitulo_03.html

http://in-provavel.blogspot.com/2006/10/estou-ficar-cego.html

http://in-provavel.blogspot.com/2005/09/xenfobia-ou.html

Conta-me como foi (Década de Sessenta)











-Na década de 60, quem expressasse a sua opinião discordante quanto ás praticas do governo era suspeito de actividades criminosas.

-Na década de 60, os funcionários públicos eram acusados por colegas e os chefes suspendiam-nos e demitiam-nos se dissessem o que pensavam do primeiro-ministro.

-Na década de 60, médicos eram demitidos das suas funções se colocassem um cartaz da oposição.

-Na década de 60, falava-se em crise, os pobres eram cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos.

-Na dácada de sessenta, os professores eram encarados como sendo apenas uma mera peça de engrenagem no processo educativo.

-Na década de 60, falava-se em crise, quando havia questões internas num qualquer banco privado, quando um clube ou a selecção obtinham piores resultados.

-Na década de 60, mais que três pessoas juntas na via pública, era considerado um comício. A GNR identificava-os e podiam até ser detidos.

-Na década de 60, quando um ministro ou primeiro-ministro passava, a zona era “limpa” de possíveis protestos.

-Na década de 60, os sindicatos eram proibidos e as associações de trabalhadores eram visitadas por polícias “à civil” que as investigavam e vigiavam constantemente.

-Na década de 60, a corrupção e o compadrio imperavam e quem falasse contra eles, era afastado.

-Na década de 60, sempre que assim conviesse ao governo, os inquéritos eram estranhamente céleres e quando envolviam culpas do Estado rapidamente arquivados.


Haverá quem saiba onde foi feita esta foto?

sábado, outubro 13, 2007