-Oiço muitas vezes gente que se queixa da linguagem ofensiva que com frequência aparece em filmes, séries e mesmo no dia a dia, nas ruas das cidades. Geralmente referem-se ao que se chama linguagem profana ou a palavras que por convenção social se consideram “palavras feias”, “asneiras” ou “palavrões”.
-A mim aquilo que mais me irrita, no entanto, é a constante exibição de ignorância verbal. Não me refiro a sotaques, regionalismos, ou variações de pronúncia. Refiro-me a toda aquela gente que ouvindo uma palavra, não faz qualquer esforço para a repetir correctamente e que não se importa de exibir sempre que essa característica vocabular:
Stander/standard, em vez de Stand.
Assuntar, em vez de sentar.
Ateimar, em vez de teimar.
O comer, em vez de a comida.
Meter, em vez de “colocar açúcar”, “pôr-se de joelhos”, etc.
Deitar, em vez de votar.
Botar, em vez de pôr.
Tóxico-independente, em vez de toxicodependente
Homem sexual, em vez de homossexual.
Futabol, em vez de futebol.
Cambra em vês de Câmara (Municipal por ex.).
Pólipos maglinos, em vez pólipos malignos.
Hérnia fiscal, em vez de hérnia discal.
Beneficência, em vez de beneficiência.
“É assim:…”
“…prontos!”
“…efectivamente…”
“…evidentemente…”
“Pois.”
“De facto…”
“tás a entender?”
“tás a ver?”
-Temos assim um país em que as pessoas se colam a manifestações, razão pela qual o governo não as leva a sério.
































