-Hoje em dia pagamos a quem nos tome conta dos filhos, a quem nos tome conta da casa, do carro e até dos animais de estimação. Pagamos para que os filhos estejam ocupados depois das aulas que também pagamos mas a que não damos importância por que se pensa estarem naturalmente pagas. Pagamos OTL’s e ATL’s, colégios e explicadores, pagamos em dinheiro, para não pagarmos em tempo que não queremos perder o “aturar” das crianças. Pagam-se plataformas de jogos, ecrãs planos, PC’s, DVD’s, TV's e canais de cabo para as crianças. -Instalam-se alarmes para quando se não está em casa ou no carro. -Pagam-se cães e gatos pelo Natal, para as crianças, como se fossem brinquedos que se abandonam por culpa das férias já pagas ou paga-se a quem fique com eles. -Babysitter’s, petsitters, sem termos com que pagar. -Trabalhamos compulsivamente, bebemos compulsivamente, opinamos compulsivamente. Apenas não somos compulsivos nos deveres e obrigações. Alijamos responsabilidades como Pilatos lavou as mãos e revemo-nos ao espelho de consciência limpa e rosto bem barbeado/maquilhado. -Temos o valor do fim-de-mês, da carreira, da antiguidade, do cifrão, do euro, da taxa percentual, da estatística, do juro, do centímetro cúbico, da potência e da rapidez.
-Compramos antiguidades, velharias, novidades. Amealhamos experiências: bares, galerias, teatro, cinema, concertos, restaurantes, tudo desconcertadamente e não sabemos o que comiam os nossos avós. Corremos festivais, portais; falamos na “net” e acabamos a pagar a quem limpe a cáca do nosso amado “pet”.
sexta-feira, maio 11, 2007
Pagadores de afectos
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sexta-feira, maio 11, 2007
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quinta-feira, maio 10, 2007
Geração "X"
-Nós não estivemos na Guerra Colonial, nem na crise Coimbrã. Não votámos nas primeiras eleições pós 25 de Abril de 74 nem andámos de punho erguido pelas ruas a gritar ideais cegos. Aliás, inicialmente nem sequer entendemos bem o que se passava em Portugal mas havia muitos outros que também não entendiam e ainda há quem não tenha compreendido
-Para muitos, a primeira memória histórica são os jogos olímpicos de Munique em 1972, para outros a chegada à Lua.
-Apesar de termos nascido num regime totalitarista, sempre tivemos consciência democrática que foi sendo limada nos erros que fomos cometendo e sofrendo. Sabemos de politica muito mais do que os nossos pais e muitíssimo mais do que saberão os nossos filhos.
-Somos a última geração que jogou ao pião, à “caríca ou sámeira”, que brincou com os amigos na rua e fomos os primeiros a jogar videojogos e a ver desenhos animados a cores.
-O menino Jesus nem sempre nos trazia aquilo que lhe pedíamos mas temos com grande carinho muitas das coisas que ele nos trouxe, ao passo que hoje, o Pai Natal traz muita coisa e quase nenhuma chega ao Natal seguinte.
-Gostámos de séries como “O Polvo”, emudecíamos com a Heidi e trocámos cromos do Sandokan, mas ainda conhecemos as “Victórias” e sabíamos os três “carimbados”.
-Somos a geração que viu Maradona a fazer maravilhas com uma bola, que o viu fazer uma campanha contra as drogas e que gritou a plenos pulmões em frente da televisão por Carlos Lopes até ele chegar à meta.
-Calçámos sapatos com tacões ridículos, e jeans dobrados no fundo, usamos tangas em vez de calções de surfista e nesse tempo o 11 de Novembro era o “Dia de Todos os Santos” e não o Halloween. Fomos sempre as cobaias do “Sistema Educativo”, das reformas e contra-reformas, e ainda sabemos o que era o “Ano Propedêutico”.
-Conhecemos o terrorismo em Portugal, com assaltos e bombas em malas de carros. Vimos cair o “muro de Berlim”, conhecemos as manchas na cabeça de Gorbatchov, muitas anedotas acerca da KGB e vimos Boris Yelsin com os copos a apalpar uma secretária.
-Os da geração anterior gritavam “Nato fora de Portugal”, os da geração seguinte foram para a Bósnia pela Nato.
-Fomos os primeiros a aprender a programar um Vídeo, jogamos com um Spectrum, odiamos Bill Gates, vimos os primeiros telemóveis e sonhamos que a Internet seria um mundo livre enquanto eramos os primeiros a andar de skate.
-Comíamos Sugos, Pintarólas e chiquelétes Pirata, bebíamos “Laranjina C” e recordamos um Algarve muito diferente do de hoje.
-Não sei como conseguimos sobreviver viajando em carros sem cintos de segurança e sem airbags; Não havia protecção nas tomadas eléctricas nem frascos de medicamentos à prova de crianças. Andávamos de bicicleta sem capacete nem cotoveleiras até escurecer, em plena rua e em grupos felizes, inconscientes dos perigos de hoje.
-Fomos nós, quem resolveu o “cubo mágico”, e quem deu memoráveis festas em garagens de amigos aos sábados de tarde.
-Chamaram-nos geração X e ainda bem, pois parece que nem nunca nos entenderam nem perceberam aquilo que éramos e que ainda somos.
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quinta-feira, maio 10, 2007
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quarta-feira, maio 09, 2007
Como parecer um Secretario de Estado da Educação
Como parecer um Secretario de Estado da Educação:
2) Nunca expresse com palavras simples qualquer tipo de conceito ou acção. Onde um mortal diria “ Aperte esta porca ao máximo” deverá dizer: “Deve procurar um enroscamento do elemento de sujeição mecânica, procurando que este logre o mais elevado nível de apertamento que as suas condições físicas, ambientais e sociais permitam.”
3) Caso escreva livros acerca de pedagogia, recorde-se que depois do primeiro, todos devem incluir no capitulo de bibliografia consultada e/ou recomendada as suas publicações anteriores.
4) Se reunir com os Pais, culpe os professores.
---Se reunir com os alunos, culpe os professores.
---Se reunir com pais alunos e professores, culpe o sistema e as anteriores reformas que apoiou mas que eram de governos anteriores ao seu e (claro) culpe os professores também.
---Cite sempre exemplos de outros países em que a situação é boa no que toca ao ensino mas que são realmente governados, ao contrário do que por cá acontece.
5) Considere-se capacitado para falar acerca de qualquer área do conhecimento como se dela fosse especialista: Pedagogia, Organização e Administração Escolar, Metodologia de Ensino (de qualquer área), Psicologia, Sociologia, Filosofia, Antropologia, História, Geografia, Ed. Cívica, Línguas e Literaturas, Oratória, Técnicas de Estudo, Administração Empresarial, Marketing, Rei-Ki, Semiótica, Linguística, Boxe, Hata-Yoga, Urologia, Nin-Ji-Tsu e Marroquinaria.
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quarta-feira, maio 09, 2007
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segunda-feira, maio 07, 2007
E agora Engº (ou lá o que quer que seja) ?
-E agora Senhor Engenheiro (ou lá o que quer que seja o senhor)?
-Sim e agora?
-Será que vai ter a desfaçatez de insistir que na Madeira não existe democracia?
-Será que vai voltar a bradar em gestos condoídos, que na Madeira a campanha foi populista? Que não valeu? Que os Madeirenses são estúpidos?
-Será que por acaso o senhor conhece a Madeira?
-Eu cá por mim, se fosse Madeirense, não importa de que partido, iria ter-lhe ainda maior aversão do que a que já tenho não o sendo, mais asco e mais desprezo pelo modo arrogante como trata os eleitores em geral e os daquela região em particular. Sim, porque os eleitores são todos Portugueses e por principio de igualdade, capazes de escolher para si o melhor governante de entre os que se lhe apresentam à escolha em eleições livres e democráticas como foram as do passado domingo, tal como o senhor o foi em circunstancias bem diferentes.
-Não se esqueça que esta pesada derrota foi acima de tudo sua; Não foi do candidato local a quem o senhor negou, covardemente, o apoio que lhe foi pedido. Não foi do seu partido mas sim sua do seu governo e das medidas persecutórias que tomou contra toda uma região, apenas por pretender enfraquecer politicamente quem nunca foi fraco.
-O Dr. Jardim é, como bem sabemos, alguém fora dos cânones do perfeitamente correcto, do “polidismo democrático”, da grassante “bétice partidária” ou das esferas dos “pseudo-cultos-fazedores de opinião”, mas daí a ser tratado como ditador e anti-democrata, vai uma extensíssima distância. Também eu tenho muitas vezes discordado das suas opiniões e muitas mais do modo como ele opina, respeito-o no entanto pela sua obra (indubitável e bem visível), pela sua entrega (que não reconheço em si) ao seu povo e pela sua capacidade de resistência, quase sempre contra tudo e contra todos mas nunca contra os Madeirenses e sim por eles.
-Mais uma vez o senhor calar-se-á. Vai manter-se pretensamente distante e apenas passadas semanas, falará no assunto com a arrogância do costume, como facto consumado e portanto inútil e sem importância como sempre o tem feito acerca de cada pedra em que o senhor e o seu governo têm frequentemente tropeçado fazendo-nos caír a nós todos um pouco mais.
-A Democracia merece da parte de qualquer governante, melhores tratos e mais atenção.
-Agora, descalce lá esta bota se for capaz de o fazer, com respeito pela decisão desse povo que também é o seu, o povo da Madeira.
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segunda-feira, maio 07, 2007
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"Chatos e fininhos" (Repostagem de 30/12/2005)
-Não há nada mais “chato” do que um “chato”.
-Um “chato” pode muito bem tornar-se um autêntico pesadelo para qualquer pessoa. Pode aborrecer-nos de dia, acabar com a pouca paciência que ainda nos resta ao fim de dia, ou estragar-nos as noites apenas pelo facto simples de existir e de ser “chato”. Existem variados estilos de chato: o “tolo da aldeia”, o perguntador obsessivo, o falador exagerado, o crava-tudo, o lambe-botas, o “chato” maníaco da alimentação racional, do anti-tabagismo, da legalidade exasperante, dos telemóveis, da vida dos outros, das promoções e dos descontos, das telenovelas e concursos, o chato do Jet-set a que chamam “aborrecido”, enfim, uma variedade bastante variada deles. Mas sobretudo há um género que me exaspera: O “Chato por falta de sentido de humor”. Confesso que consegue quase sempre levar-me às fronteiras da perda de paciência. Não entende anedotas nem sequer piadas subtis ou trocadilhos, não compreende as observações oportunas e com graça que lhe fazem ou toma-as literalmente, sem sequer um copinho de agua e ofende-se. Reage mal às brincadeiras e… pior, normalmente acha-se engraçado e bem disposto. A falta de humor é realmente uma coisa muito “chata” de gente muito “chata”.
-Existem e andam por aí à espera de uma ocasião para nos dar cabo do juízo e nos fazer exasperar ou simplesmente fugir deles.
-Pessoalmente odeio “chatos” e tremo de cada vez que penso que posso ser eu um, em circunstâncias que escapem ao meu controle ou que inadvertidamente me torne num. Por isso muitas vezes evito falar acerca de assuntos que para mim tem interesse mas que para outros não passam de vagas ideias. Evito dar continuidade a conversas que não me interessem e evito sobretudo a companhia de “chatos” por ter sempre desconfiado que a “chateza” possa ser contagiosa como uma espécie de sarampo da mente. No entanto, já me tem acontecido ser apanhado com a guarda em baixo e deixar que um chato se torne meu amigo. Depois disso torna-se muito difícil achá-lo “chato” do modo que antes achava e acabo por vezes até por gostar das pequenas coisas que me exasperam mas que nele consigo, se não aceitar, pelo menos entender como parte dele. Nessas alturas reparo, sempre como uma novidade, que os “chatos” não sabem que o são. Vivem como se fossem pessoas normais, vão a jantares, casam, tem amigos e filhos como se não fossem os “chatos” que são. Alguns cometem mesmo o “crime” de serem excelentes pessoas nos intervalos das sua “chateza”, são realmente preocupados com os conhecidos e procuram ajudar sempre que podem, muitas vezes sem que lhes peçam e algumas vezes atrapalhando mais do que ajudam. Mas isso não faz deles más pessoas, apenas pessoas “chatas”.
-Espero não ter sido “chato”, mas não escrevo mais por recear que se torne uma chatice.
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segunda-feira, maio 07, 2007
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sexta-feira, maio 04, 2007
E... depois?
Sou o terceiro de dois,
o resto na beira do prato,
o lado “C” de um disco antigo,
o prego na sola do meu sapato.
Sou o que não vive comigo,
o abstracto do concreto,
o piercig sem umbigo,
o obtuso do ângulo recto.
Sou o quarto lado do triângulo,
a pulga de um cão,
o frio de uma chama,
o primeiro andar de um rés-do-chão
o ódio de quem me ama
Sou a manteiga na torrada caída,
Sou a morte ainda em vida.
Apeteceu-me, só isso! "Prontos"!!
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sexta-feira, maio 04, 2007
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Tempo?
Não há tempo! Não temos tempo para nada e nunca o tempo nos chegou.
Nascemos com o tempo contado e em cada minuto desperdiçado, perdemo-nos no tempo que passou.
Nunca tivemos tempo para nada e nem sequer com a vida parada, parámos de correr em volta do tempo que não voltou.
Somos ocupados o tempo todo e temos orgulho de o não ter, enquanto corremos ao lado do tempo que não temos e que dizemos querer.
Sem tempo para viver, vivemos os dias todos a correr sem sequer parar um bocado e sem ver que o tempo amealhado é já quase tempo de morrer
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sexta-feira, maio 04, 2007
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terça-feira, maio 01, 2007
A Raposa e o Urso - Triste fábula nacional
-Era uma vez um urso. Desconfiado, casmurro por fora mas um pobre diabo crédulo, inofensivo, bonacheirão e palerma. Chamava-se Povo e tinha por comadres duas raposas, as mesmas que se revezavam no governo da floresta. Como bom urso que era, convidava as suas comadres para jantarem consigo; quanto mais não fosse, pelo menos de quatro em quatro anos, que era a altura em que as raposas todas, corriam a floresta inteira: feiras, mercados, clubes, aldeias recônditas da floresta. Nessa altura todas as raposas iam a todo o lado. -Fosse qual fosse a raposa convidada, chegava de mansinho e contava ao urso sonhos, projectos, histórias e promessas, muitas promessas de um bom governo e de um futuro melhor Passava-lhe a pata pelo pêlo, trazia-lhe um programa de governo e dizia-lhe com um sorriso matreiramente honesto:
- Lê isto que isto é a mais pura das verdades.
-O urso punha-se a ler e a sonhar e de tanto sonhar acordado adormecia.
-A raposa então, comia as papas dos dois, palitava os dentes para estarem brancos no próximo debate televisivo, lavava as mãos das promessas que trouxera e ao acordar o urso dizia-lhe:
-Não comas mais que te pode fazer mal. Aperta antes o cinto em nome de Portugal.
-Depois, saíam os dois a dar um passeio. A raposa montada em cima do urso ia cantando:
-Raposinha gaiteira, farta de papas vai à cavaleira!
-A cada quatro anos era sempre assim. Ora uma, ora outra e às vezes ambas, lá iam comendo as papas ao urso que emagrecia a olhos vistos.
-Até que um dia o urso caiu em si. Estava farto de escolher entre aquelas raposas matreiras e semelhantes em quase tudo. Estava farto de estar cada vez mais magro e de andar com elas às costas.
-Na seguinte visita das raposas, deu a todas elas uma patada de urso que as atirou para fora da floresta.
-Passou-se tempo, outras raposas vieram e ocuparam o lugar das anteriores. Agora, não há nada mais triste, nada mais tintamarresco, mais bertoldo e histriónico do que do que ver o urso Povo no Parque Expo em Lisboa, na Baixa do Porto, no Geraldo em Évora ou na Praça da Sé em Bragança com as raposas sobre o lombo a cantarem:
-Raposinha gaiteira, farta de papas vai à cavaleira!
Adaptado de: “Os três partidos e o povo”
In “As Farpas” de Ramalho Ortigão
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terça-feira, maio 01, 2007
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sexta-feira, abril 27, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
Em 1974
Em 1974:
-Já existia a FNAC, embora não nos mesmos moldes de hoje.
-Nas poucas livrarias que vendiam livros estrangeiros era possível encontrar livros proibidos em Portugal
-Todos os livros e discos eram sujeitos a censura.
-Quem estivesse casado pela Igreja, não podia divorciar-se e se separasse, o Estado considerava que todos os seus filhos posteriores ao casamento eram ilegítimos.
-A percentagem de analfabetos era de apenas 10%. Isto queria dizer que grande parte dos 90% de portugueses que sabiam ler e escrever, pouco mais do que o seu nome sabia escrever.
-Ana Salazar já tinha duas lojas em Lisboa, onde vendia roupa que importava de Londres. Na altura ainda não era estilista mas sim modista.
-Ganhou o Campeonato Nacional de Futebol o Sporting, apesar de tudo o que se dizia do apoio estatal ao Benfica
-Para andar de bicicleta era necessário possuir carta própria, licença e matrícula amarela tirada na Câmara Municipal.
-Poucos anos antes de 1974, era necessário para usar um isqueiro em qualquer local público, possuir “licença de isqueiro”. Existiam fiscais à civil e as multas eram pesadas. Tudo isto para proteger a fosforeira nacional.
-As mulheres ainda que maiores de idade, necessitavam de autorização escrita dos pais ou maridos para se deslocarem ao estrangeiro. As mulheres não podiam casar com quem queriam, as mulheres casadas não podiam mexer na sua propriedade, as enfermeiras não podiam casar, as professoras não podiam casar com qualquer pessoa que tivesse ordenado inferior ao seu; tinham que pedir autorização para casar, que saía em Diário da República.
-Apenas se podia falar de politica com gente de total confiança, apesar de haver muito para ser dito.
-Ainda existiam, telegramas, aerogramas e cartas.
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quarta-feira, abril 25, 2007
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segunda-feira, abril 23, 2007
23 de Abril, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor
-Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, instituído pela UNESCO em 1996, em honra de Cervantes e Shakespeare, que faleceram neste dia, em 1616.
-Porque se comemora hoje, deixo aqui a capa que fiz para o livro de um amigo. Livro esse que será brevemente lançado. Depois direi onde e quando.
...e não se esqueçam:
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segunda-feira, abril 23, 2007
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Apenas...
-Para hoje, gostaria de escrever algo profundo, interessante e pleno de significado mas não me sai nada deste vazio entre as orelhas. Por isso deixo aqui algumas das idiotices que fui garatujando durante os últimos dias.
-Se por acaso existe quem imagine que talvez o governo do país seja exercido por um presidente constitucional, por um governo com vários ministérios e por uma assembleia de deputados eleitos pelo povo, desengane-se.
-Na realidade, aquilo que existe são os partidos; dos quais, dois, alternam no exercício do poder e os restantes aspiram a ele.
-A ideia simples de governação parece ser semelhante àquilo que é um chapéu velho, gasto e puído que alguém encontrou na curva de um caminho rural e poeirento. Cada governo tem um conjunto de ideias que são o tal chapéu. São todas baratas, feitas por aprendizes de chapelaria, pisadas e repisadas por gerações de políticos; Destinam-se sobretudo a ornamentar cabeças ocas para que se não note que o são e não a proteger seja quem for por estarem (o chapéu) cheios de buracos. Assim, no essencial, aquilo que deveria ser a sua função não é cumprida; Não protegem do frio da pobreza, da chuva torrencial do desemprego e das más condições de vida; Não protegem do vento tenebroso da desorganização nem sequer da torreira do compadrio e da corrupção.
-As ideias, quando as há, destinam-se apenas a ornamentar e a cobrir as carecas dos que nos governam mas acabam sempre por voar deixando-as à vista de todos.
Paulo Portas / CDS / Partido Popular
-Nas últimas semanas, toda a comunicação social insistiu frequentemente no “aflitivo” caso da existência de divisões profundas no seio do CS/PP. Fizeram-se análises exaustivas às cisões, abordou-se toda a história dos protagonistas, comentaram-se todos os acontecimentos e até houve um debate televisivo.
-Houve eleições, mas ao seu resultado não darei mais importância do que esta que aqui lhe dei e que já acho exagerada. Não deixarei de beber, comer, fumar ou dormir por sua causa.
Desditos
-A pior forma de solidão é a companhia de um idiota.
-Triste de quem apenas olha para o céu para ver se vai chover.
-Um idealista convicto é a maior prova da existência da imbecilidade:
Não sabe nada, não diz nada e não o deixarão nunca fazer nada.
-No nosso mundo, toda a coerência é suspeita, apontada a dedo, azeda e neurasténica. Ao passo que qualquer autocrítica é considerada imodéstia e covardia.
-Prefiro o ódio à falta de amor.
-O nosso governo tem a aridez intelectual de dois desertos e a secura humana de quatro.
-Portugal, hoje, não passa de um orçamento.
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segunda-feira, abril 23, 2007
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domingo, abril 22, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
Tragédia
Por motivos de saúde poderei estar ausente alguns dias.
Ainda assim, hoje deixo apenas isto e aminha tristeza pelo que lá aconteceu.
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terça-feira, abril 17, 2007
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sexta-feira, abril 13, 2007
Diálogos
-Tens sonhos?
-Sim, todas as noites.
-Não, não falo desses sonhos.
-Entendi! Tenho, tenho tido sonhos.
-Porquê?
-Porquê ter sonhos é ter esperança.
-E…?
-Ter esperança é estar vivo.
-Para quê?
-
-E…, é só isso?
-E não é tanto?
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sexta-feira, abril 13, 2007
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quinta-feira, abril 12, 2007
Ruibin dos Bosques
-Se Robin dos bosques tivesse existido, aparecesse por cá, encontrasse algum bosque não ardido e não edificado e escrevesse ao Príncipe José, talvez fosse isto que ele escrevesse.
Senhor Príncipe:
-Vós, cuidais do preço da lenha (1) como vos convém, aumentando-o sempre que sobe e mantendo-o alto sempre que desce ou permitindo que outros o façam.
-Usais da usura (2) em vosso proveito, aproveitando-vos das nossas necessidades e até os poucos vícios que nós temos (3), taxais com impostos brutais para construíreis o Vosso novo pombal (4).
-Dais acolhimento (5), privilégios (6) e grandes tenças (7) aos amigos, familiares e afilhados que tendes na Vossa corte. Enquanto nós e os nossos, nem trabalho digno conseguimos e temos que trabalhar cada vez mais anos da nossa vida. Fazeis isto com os nossos impostos.
-Mandais fechar, hospitais, e locais de ensino do povo e desprezais os vossos próprios funcionários que sempre vos serviram.
-Fazeis-vos valer de títulos que não conquistásteis por qualquer mérito que fosse Vosso e usásteis da falácia e da falsa promessa para conquistar o povo a quem agora não respondeis com mais do que meios silêncios.
-Se nós caçamos um veado, somos taxados e vós comeis meio veado. Se não caçamos comeis o veado todo enquanto nós comemos apenas pão a que aumentais o preço muitas vezes (8) na mudança de ano.
-Quando o povo vos pede contas e cuidado com os gastos (9), ergueis bem alto a cabeça e passais ao lado como se nada nem o poder devêsseis.
-Um bom governante distingue-se dos outros pelo simples facto de ser bom; por se preocupar com pormenores tão pequenos como o povo que o elegeu, o seu bem-estar, e a sua satisfação.
-Bem sabeis senhor, que um fraco príncipe faz fraca a forte gente; Mas não aposteis nem sempre, nem tanto, nem tudo como o tendes feito em tal dito.
Legenda:
(1) Gasolina
(2) Taxas bancárias
(3) Imposto sobre o tabaco
(4) Aeroporto
(5) Tachos
(6) Cargos
(7) Reformas
(8) 12%
(9) Estudos técnicos
Nota: Robin não entende nada de economia e finanças, de reformas pseudo-estruturais, confunde conbustíveis e ignora muito acerca da governação de um país moderno. No entanto, seria isto que poderia pensar e esta a sua opinião acerca do príncipe governante.
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quinta-feira, abril 12, 2007
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Marcadores: Robin dos Bosques (carta aberta)
segunda-feira, abril 09, 2007
O MEU CARTAZ

-Porque não?
-Já que, ao que parece, estão na moda tomei a decisão de fazer também um. -Só espero não ser ameaçado por ninguém. Sei bem que o "Engenheiro" Socrates não o fará, sobretudo a mim que sou INDEPENDENTE
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segunda-feira, abril 09, 2007
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Marcadores: cartaz
quinta-feira, abril 05, 2007
3-0/ Conversa de Futebol

Este texto não se refere a qualquer jogo real ou a qualquer clube. É apenas um exemplo do discurso tipico do "futebolês" que por aí existe.
-Hoje sim. Jogámos bem, jogámos mesmo muito bem. Não podia pedir mais aos rapazes. Suaram as camisolas, deram o máximo durante todo o jogo, deram mais do que o máximo, deram 110%. Houve entrega por parte de todos eles, coordenação, capacidade técnica superior e entrosamento. Os passes apareciam perfeitos, quase mágicos, sem falhas nem perdas de bola. O guarda-redes esteve sempre atentíssimo e fez umas quantas defesas maravilhosas em lances impossíveis. Os defesas foram sempre superiores aos atacantes da outra equipa, conseguiram cortes e desarmes magníficos. O meio campo imperou e dominou durante todos os 90 minutos. Os avançados, esses estiveram primorosos, remataram vezes sem conta de dentro e de fora da área e o guarda-redes adversário não teve qualquer segundo de descanso. -Na realidade apenas existiram alguns pequenos lapsos de concentração, como aquele quase no fim da primeira parte. Realmente, sofrer um golo a um minuto do intervalo poderia ter sido desmoralizador. No entanto, entraram de cabeça bem erguida e logo no início dos segundos 45 minutos aquele remate potentíssimo do nosso número dez, até tirou tinta à barra da baliza dos outros.
-Como eu disse, foi uma performance brilhante e se alguma coisa correu mal foram apenas os dois golos na própria baliza e o facto de não termos sido felizes a nível da concretização.
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quinta-feira, abril 05, 2007
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terça-feira, abril 03, 2007
segunda-feira, abril 02, 2007
Dia Internacional do Livro Infanto-juvenil
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segunda-feira, abril 02, 2007
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