sexta-feira, maio 04, 2007

E... depois?
















Sou o terceiro de dois,
o resto na beira do prato,
o lado “C” de um disco antigo,
o prego na sola do meu sapato.
Sou o que não vive comigo,
o abstracto do concreto,
o piercig sem umbigo,
o obtuso do ângulo recto.
Sou o quarto lado do triângulo,
a pulga de um cão,
o frio de uma chama,
o primeiro andar de um rés-do-chão
o ódio de quem me ama
Sou a manteiga na torrada caída,
Sou a morte ainda em vida.

Apeteceu-me, só isso! "Prontos"!!

Tempo?














Não há tempo! Não temos tempo para nada e nunca o tempo nos chegou.
Nascemos com o tempo contado e em cada minuto desperdiçado, perdemo-nos no tempo que passou.
Nunca tivemos tempo para nada e nem sequer com a vida parada, parámos de correr em volta do tempo que não voltou.
Somos ocupados o tempo todo e temos orgulho de o não ter, enquanto corremos ao lado do tempo que não temos e que dizemos querer.
Sem tempo para viver, vivemos os dias todos a correr sem sequer parar um bocado e sem ver que o tempo amealhado é já quase tempo de morrer

terça-feira, maio 01, 2007

A Raposa e o Urso - Triste fábula nacional














-Era uma vez um urso. Desconfiado, casmurro por fora mas um pobre diabo crédulo, inofensivo, bonacheirão e palerma. Chamava-se Povo e tinha por comadres duas raposas, as mesmas que se revezavam no governo da floresta. Como bom urso que era, convidava as suas comadres para jantarem consigo; quanto mais não fosse, pelo menos de quatro em quatro anos, que era a altura em que as raposas todas, corriam a floresta inteira: feiras, mercados, clubes, aldeias recônditas da floresta. Nessa altura todas as raposas iam a todo o lado. -Fosse qual fosse a raposa convidada, chegava de mansinho e contava ao urso sonhos, projectos, histórias e promessas, muitas promessas de um bom governo e de um futuro melhor Passava-lhe a pata pelo pêlo, trazia-lhe um programa de governo e dizia-lhe com um sorriso matreiramente honesto:

- Lê isto que isto é a mais pura das verdades.

-O urso punha-se a ler e a sonhar e de tanto sonhar acordado adormecia.
-A raposa então, comia as papas dos dois, palitava os dentes para estarem brancos no próximo debate televisivo, lavava as mãos das promessas que trouxera e ao acordar o urso dizia-lhe:

-Não comas mais que te pode fazer mal. Aperta antes o cinto em nome de Portugal.

-Depois, saíam os dois a dar um passeio. A raposa montada em cima do urso ia cantando:

-Raposinha gaiteira, farta de papas vai à cavaleira!

-A cada quatro anos era sempre assim. Ora uma, ora outra e às vezes ambas, lá iam comendo as papas ao urso que emagrecia a olhos vistos.
-Até que um dia o urso caiu em si. Estava farto de escolher entre aquelas raposas matreiras e semelhantes em quase tudo. Estava farto de estar cada vez mais magro e de andar com elas às costas.
-Na seguinte visita das raposas, deu a todas elas uma patada de urso que as atirou para fora da floresta.
-Passou-se tempo, outras raposas vieram e ocuparam o lugar das anteriores. Agora, não há nada mais triste, nada mais tintamarresco, mais bertoldo e histriónico do que do que ver o urso Povo no Parque Expo em Lisboa, na Baixa do Porto, no Geraldo em Évora ou na Praça da Sé em Bragança com as raposas sobre o lombo a cantarem:

-Raposinha gaiteira, farta de papas vai à cavaleira!

Adaptado de: “Os três partidos e o povo”
In “As Farpas” de Ramalho Ortigão

sexta-feira, abril 27, 2007

In-presso In-Provavel




















- Será mesmo InProvavel?
(Faça duplo clique sobre a imagem)

quarta-feira, abril 25, 2007

Em 1974















Em 1974:

-Já existia a FNAC, embora não nos mesmos moldes de hoje.
-Nas poucas livrarias que vendiam livros estrangeiros era possível encontrar livros proibidos em Portugal
-Todos os livros e discos eram sujeitos a censura.
-Quem estivesse casado pela Igreja, não podia divorciar-se e se separasse, o Estado considerava que todos os seus filhos posteriores ao casamento eram ilegítimos.
-A percentagem de analfabetos era de apenas 10%. Isto queria dizer que grande parte dos 90% de portugueses que sabiam ler e escrever, pouco mais do que o seu nome sabia escrever.
-Ana Salazar já tinha duas lojas em Lisboa, onde vendia roupa que importava de Londres. Na altura ainda não era estilista mas sim modista.
-Ganhou o Campeonato Nacional de Futebol o Sporting, apesar de tudo o que se dizia do apoio estatal ao Benfica
-Para andar de bicicleta era necessário possuir carta própria, licença e matrícula amarela tirada na Câmara Municipal.
-Poucos anos antes de 1974, era necessário para usar um isqueiro em qualquer local público, possuir “licença de isqueiro”. Existiam fiscais à civil e as multas eram pesadas. Tudo isto para proteger a fosforeira nacional.
-As mulheres ainda que maiores de idade, necessitavam de autorização escrita dos pais ou maridos para se deslocarem ao estrangeiro. As mulheres não podiam casar com quem queriam, as mulheres casadas não podiam mexer na sua propriedade, as enfermeiras não podiam casar, as professoras não podiam casar com qualquer pessoa que tivesse ordenado inferior ao seu; tinham que pedir autorização para casar, que saía em Diário da República.
-Apenas se podia falar de politica com gente de total confiança, apesar de haver muito para ser dito.
-Ainda existiam, telegramas, aerogramas e cartas.

segunda-feira, abril 23, 2007

23 de Abril, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor




















-Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, instituído pela UNESCO em 1996, em honra de Cervantes e Shakespeare, que faleceram neste dia, em 1616.

-Porque se comemora hoje, deixo aqui a capa que fiz para o livro de um amigo. Livro esse que será brevemente lançado. Depois direi onde e quando.

...e não se esqueçam:

"Ler pode fazer mal à vista mas faz maravilhas pelo espírito!"

Apenas...

Com fusão!












-Para hoje, gostaria de escrever algo profundo, interessante e pleno de significado mas não me sai nada deste vazio entre as orelhas. Por isso deixo aqui algumas das idiotices que fui garatujando durante os últimos dias.


Chapéus há muitos!














-Se por acaso existe quem imagine que talvez o governo do país seja exercido por um presidente constitucional, por um governo com vários ministérios e por uma assembleia de deputados eleitos pelo povo, desengane-se.
-Na realidade, aquilo que existe são os partidos; dos quais, dois, alternam no exercício do poder e os restantes aspiram a ele.
-A ideia simples de governação parece ser semelhante àquilo que é um chapéu velho, gasto e puído que alguém encontrou na curva de um caminho rural e poeirento. Cada governo tem um conjunto de ideias que são o tal chapéu. São todas baratas, feitas por aprendizes de chapelaria, pisadas e repisadas por gerações de políticos; Destinam-se sobretudo a ornamentar cabeças ocas para que se não note que o são e não a proteger seja quem for por estarem (o chapéu) cheios de buracos. Assim, no essencial, aquilo que deveria ser a sua função não é cumprida; Não protegem do frio da pobreza, da chuva torrencial do desemprego e das más condições de vida; Não protegem do vento tenebroso da desorganização nem sequer da torreira do compadrio e da corrupção.
-As ideias, quando as há, destinam-se apenas a ornamentar e a cobrir as carecas dos que nos governam mas acabam sempre por voar deixando-as à vista de todos.


Paulo Portas / CDS / Partido Popular





















-Nas últimas semanas, toda a comunicação social insistiu frequentemente no “aflitivo” caso da existência de divisões profundas no seio do CS/PP. Fizeram-se análises exaustivas às cisões, abordou-se toda a história dos protagonistas, comentaram-se todos os acontecimentos e até houve um debate televisivo.
-Houve eleições, mas ao seu resultado não darei mais importância do que esta que aqui lhe dei e que já acho exagerada. Não deixarei de beber, comer, fumar ou dormir por sua causa.


Desditos











-A pior forma de solidão é a companhia de um idiota.
-Triste de quem apenas olha para o céu para ver se vai chover.
-Um idealista convicto é a maior prova da existência da imbecilidade:
Não sabe nada, não diz nada e não o deixarão nunca fazer nada.
-No nosso mundo, toda a coerência é suspeita, apontada a dedo, azeda e neurasténica. Ao passo que qualquer autocrítica é considerada imodéstia e covardia.
-Prefiro o ódio à falta de amor.
-O nosso governo tem a aridez intelectual de dois desertos e a secura humana de quatro.
-Portugal, hoje, não passa de um orçamento.

domingo, abril 22, 2007

terça-feira, abril 17, 2007

Tragédia




Por motivos de saúde poderei estar ausente alguns dias.

Ainda assim, hoje deixo apenas isto e aminha tristeza pelo que lá aconteceu.

sexta-feira, abril 13, 2007

Diálogos















-Tens sonhos?
-Sim, todas as noites.
-Não, não falo desses sonhos.
-Entendi! Tenho, tenho tido sonhos.
-Porquê?
-Porquê ter sonhos é ter esperança.
-E…?
-Ter esperança é estar vivo.
-Para quê?
-Para realizar os sonhos.
-E…, é só isso?
-E não é tanto?

quinta-feira, abril 12, 2007

Ruibin dos Bosques












-Se Robin dos bosques tivesse existido, aparecesse por cá, encontrasse algum bosque não ardido e não edificado e escrevesse ao Príncipe José, talvez fosse isto que ele escrevesse.


Senhor Príncipe:

-Eu, não sou nobre nem tenho em mim outra nobreza que não seja a das atitudes e Vós, se sois nobre, é apenas ao povo que o deveis e não aos Vossos actos por ele.
-Vós, cuidais do preço da lenha (1) como vos convém, aumentando-o sempre que sobe e mantendo-o alto sempre que desce ou permitindo que outros o façam.
-Usais da usura (2) em vosso proveito, aproveitando-vos das nossas necessidades e até os poucos vícios que nós temos (3), taxais com impostos brutais para construíreis o Vosso novo pombal (4).
-Dais acolhimento (5), privilégios (6) e grandes tenças (7) aos amigos, familiares e afilhados que tendes na Vossa corte. Enquanto nós e os nossos, nem trabalho digno conseguimos e temos que trabalhar cada vez mais anos da nossa vida. Fazeis isto com os nossos impostos.
-Mandais fechar, hospitais, e locais de ensino do povo e desprezais os vossos próprios funcionários que sempre vos serviram.
-Fazeis-vos valer de títulos que não conquistásteis por qualquer mérito que fosse Vosso e usásteis da falácia e da falsa promessa para conquistar o povo a quem agora não respondeis com mais do que meios silêncios.
-Se nós caçamos um veado, somos taxados e vós comeis meio veado. Se não caçamos comeis o veado todo enquanto nós comemos apenas pão a que aumentais o preço muitas vezes (8) na mudança de ano.
-Quando o povo vos pede contas e cuidado com os gastos (9), ergueis bem alto a cabeça e passais ao lado como se nada nem o poder devêsseis.
-Um bom governante distingue-se dos outros pelo simples facto de ser bom; por se preocupar com pormenores tão pequenos como o povo que o elegeu, o seu bem-estar, e a sua satisfação.
-Bem sabeis senhor, que um fraco príncipe faz fraca a forte gente; Mas não aposteis nem sempre, nem tanto, nem tudo como o tendes feito em tal dito.

Legenda:
(1)
Gasolina
(2)
Taxas bancárias
(3)
Imposto sobre o tabaco
(4)
Aeroporto
(5)
Tachos
(6)
Cargos
(7)
Reformas
(8)
12%
(9)
Estudos técnicos


Nota: Robin não entende nada de economia e finanças, de reformas pseudo-estruturais, confunde conbustíveis e ignora muito acerca da governação de um país moderno. No entanto, seria isto que poderia pensar e esta a sua opinião acerca do príncipe governante.

segunda-feira, abril 09, 2007

O MEU CARTAZ














-
Porque não?
-Já que, ao que parece, estão na moda tomei a decisão de fazer também um. -Só espero não ser ameaçado por ninguém. Sei bem que o "Engenheiro" Socrates não o fará, sobretudo a mim que sou INDEPENDENTE

quinta-feira, abril 05, 2007

3-0/ Conversa de Futebol




















Este texto não se refere a qualquer jogo real ou a qualquer clube. É apenas um exemplo do discurso tipico do "futebolês" que por aí existe.

-Hoje sim. Jogámos bem, jogámos mesmo muito bem. Não podia pedir mais aos rapazes. Suaram as camisolas, deram o máximo durante todo o jogo, deram mais do que o máximo, deram 110%. Houve entrega por parte de todos eles, coordenação, capacidade técnica superior e entrosamento. Os passes apareciam perfeitos, quase mágicos, sem falhas nem perdas de bola. O guarda-redes esteve sempre atentíssimo e fez umas quantas defesas maravilhosas em lances impossíveis. Os defesas foram sempre superiores aos atacantes da outra equipa, conseguiram cortes e desarmes magníficos. O meio campo imperou e dominou durante todos os 90 minutos. Os avançados, esses estiveram primorosos, remataram vezes sem conta de dentro e de fora da área e o guarda-redes adversário não teve qualquer segundo de descanso. -Na realidade apenas existiram alguns pequenos lapsos de concentração, como aquele quase no fim da primeira parte. Realmente, sofrer um golo a um minuto do intervalo poderia ter sido desmoralizador. No entanto, entraram de cabeça bem erguida e logo no início dos segundos 45 minutos aquele remate potentíssimo do nosso número dez, até tirou tinta à barra da baliza dos outros.

-Como eu disse, foi uma performance brilhante e se alguma coisa correu mal foram apenas os dois golos na própria baliza e o facto de não termos sido felizes a nível da concretização.

terça-feira, abril 03, 2007

sexta-feira, março 30, 2007

Televisão de há 33 anos (30-04-1974)












-Esta foi a programação da RTP faz hoje, precisamente, trinta e tês anos.
-A data não possui qualquer significado, é apenas uma curiosidade.
-Nesse dia( faltava pouco para o 25 de Abril) foi isto que os portugueses puderam ver.
-Para quem tiver memória ou curiosidade recomendo este excelente site:

http://www.misteriojuvenil.com/

RTP (VHF)

12:43 MIRA TÉCNICA
12:45 DESENHOS ANIMADOS – “Feiticeiro de OZ”
13:00 – O CASO DA SEMANA – Luís Filipe Costa selecciona um facto entre os muitos ocorridos durante a semana, e como tal, chama a atenção dos telespectadores para esse facto, através duma entrevista com uma mais personalidades com ele relacionados.
13:15 – OS GAROTOS DO 47-A – Comedia da BBC acerca das peripécias de um grupo de irmãos que se vêm com a mãe no hospital e o pai longe e que têm que cuidar da casa e uns dos outros.
13:45 – TELEJORNAL
14:00 – HOJE PODE VER –
Espaço de apresentação da programação
da RTP para o dia e dos espectáculos de cinema e teatro de todo o país.
14:10 – DÓ-LÁ-SI – Programa apresentado por Maria José Guerra sobre artistas nacionais de música ligeira.
14:35 – TV EDUCATIVA – Programa preenchido com uma sessão de ginástica infantil, orientado pelo professor Hélder de Matos.










15:00 – DESENHOS ANIMADOSOs Flintstones.

15:30 – REPORTAGEM DO EXTERIOR – Transmissão de um jogo de Râguebi a contar para a Taça das Cinco Nações.
17:20 – MOTIVOS DE POESIA – Programa de António Manuel Couto Viana acerca de poesia onde colaboram alguns declamadores.
17:35 – A COZINHA AO ALCANCE DE TODOS – Culinária apresentada por Michel Costa.
18:00 – TELEDESPORTO –
Os principais acontecimentos desportivos da semana.




18:30 – OS WALTONS



Série americana com Jhon Boy (Richard Thomas) como personagem principal que conta a história de uma família durante a grande depressão.

19:30 – TELEJORNAL
19:45 – E A VIDA CONTINUA… –
Programa de carácter religioso apresentado pelo Padre Teodoro Marques da Silva.
20:00 – ENSAIO – Programa produzido por João Martins que aborda temas variados da vida em sociedade.
21:30 – TELEJORNAL – Que inclui o Boletim Meteorológico.


22:00 – VARIEDADES – “Julie Andrews Show” Programa musical da NBC gravado em 1972 com a duração de 50 minutos.





22:50 – PESQUISA – Série de acção.
23:50 – TELEJORNAL.
23:55 – MEDITAÇÃO.
24:00 – ENCERRAMENTO DA EMISSÃO.

RTP (UHF)

20:28 – MIRA TÉCNICA.
20:30 – DESENHOS ANIMADOS –
Repetição do episódio de “O feiticeiro de OZ”
20:30 – O CASO DA SEMANA – (repetição) Luís Filipe Costa selecciona um facto entre os muitos ocorridos durante a semana, e como tal, chama a atenção dos telespectadores para esse facto, através duma entrevista com uma mais personalidades com ele relacionados.
21:00 – NOVA VIDA – Mais um episódio desta série de sucesso que já passou no primeiro programa (VHF).
21:30 – TELEJORNAL – Que inclui o Boletim Meteorológico. (em simultâneo com o primeiro programa).22:00 – MEDICOS DE HOJE – Série que relata o dia-a-dia de um grupo de médicos.
22:50 – UM PAÍS UMA MUSICA – Programa musical com Buddy Guy, Willie Dixon, B.B. King, Júnior Wells e Arthur Big Boy.

segunda-feira, março 26, 2007

LIXO ministerial



















-Houve há tempos atrás, um jornal que mostrava o lixo que algumas celebridades de cinema deitavam fora, para a partir dele desvendarem alguns detalhes das suas intimidades.

-Se tal fosse feito ao nosso chefe de governo, seria talvez isto o que apareceria:

1- Diploma de licenciatura em engenharia pela Universidade Independente.

2- Pack de seis embalagens de “KRISE” (refrigerante para gente de sucesso).

3- Embalagem de 5 quilos de aperitivos marca “CHATOS”. Oferecida por um assessor agradecido.

4- Embalagem de papel higiénico marca “PORTUGAL”. Todos sabemos para que serve.

5- Bilhetes da TAP para Sierra Nevada e para o Quénia.

6- Uma rosa seca e murcha, muito murcha, muito seca.

7- Panfletos de uma campanha eleitoral para a Presidência da Republica.

8- Discursos de anúncio da recuperação da crise, muitos, muitas vezes reescritos e amarrotados. Quase todos escritos por Manuel Pinho.

9- Dossier dos tempos da sua ultima campanha eleitoral. Vazio e sem conteúdo mas apesar disso deitado ao lixo.

10- Documento elaborado pelo Eng.º João Cravinho, antes de ter sido promovido até ao seu nível de incompetência europeia. O tema era “Combate à Corrupção” e foi literalmente atirado ao lixo.

11- Livro “Cão como nós” de Manuel Alegre com uma anotação manuscrita no título e deitado fora.

Nota: Clicar sobre a imagem.

quarta-feira, março 21, 2007

TELEGRAMA


















-Até já nem essa forma romantico/trágica de receber novas sequer existe.
-Apesar disso imaginei que tinha recebido este telegrama hoje.

segunda-feira, março 19, 2007

ALLARVE















-ALLARVE!
-É tudo o que tenho para dizer de mais esta deste!

domingo, março 18, 2007

Schiu !!!











-Oiço muitas vezes gente que se queixa da linguagem ofensiva que com frequência aparece em filmes, séries e mesmo no dia a dia, nas ruas das cidades. Geralmente referem-se ao que se chama linguagem profana ou a palavras que por convenção social se consideram “palavras feias”, “asneiras” ou “palavrões”.

-
A mim aquilo que mais me irrita, no entanto, é a constante exibição de ignorância verbal. Não me refiro a sotaques, regionalismos, ou variações de pronúncia. Refiro-me a toda aquela gente que ouvindo uma palavra, não faz qualquer esforço para a repetir correctamente e que não se importa de exibir sempre que essa característica vocabular:

Stander/standard, em vez de Stand.
Assuntar, em vez de sentar.
Ateimar, em vez de teimar.
O comer, em vez de a comida.
Meter, em vez de
“colocar açúcar”, “pôr-se de joelhos”, etc.
Deitar, em vez de votar.
Botar, em vez de pôr.
Tóxico-independente, em vez de toxicodependente
Homem sexual, em vez de homossexual.
Futabol, em vez de futebol.
Cambra em vês de Câmara (Municipal por ex.).
Pólipos maglinos, em vez pólipos malignos.
Hérnia fiscal, em vez de hérnia discal.
Beneficência, em vez de beneficiência.

-Temos também as “muletas” que são termos constantemente repetidos em qualquer frase e que têm por objectivo disfarçar a ignorância cobrindo com expressões que o emissor julga mais “cultas” e que se tornam autênticos tiques de linguagem:
“É assim:…”
“…prontos!”
“…efectivamente…”
“…evidentemente…”
“Pois.”
“De facto…”
“tás a entender?”
“tás a ver?”

-Mas francamente, que o que me tira do sério, me leva aos arames e me deixa totalmente encanitado e furibundo é a constante confusão que jornalistas credenciados fazem continuamente entre “adesão” e “aderência”.
-Temos assim um país em que as pessoas se colam a manifestações, razão pela qual o governo não as leva a sério.