-O medo é algo mesmo muito complicado. Alem do mais, nós seres humanos, não parecemos estar bem preparados para lidar com o medo sem perdermos, quando o sentimos, quase toda a nossa compostura e dignidade. Quando à noite, por exemplo, ouvimos um ruído estranho e acto contínuo cobrimos a cabeça com o lençol, o edredão ou os cobertores, que raio estamos nós a fazer? Será por acaso o lençol à prova de bala? Se por acaso fosse alguém com uma faca, esta não atravessaria os cobertores? Quantos de nós nunca (já em idade adulta) demos por nós a espreitar para debaixo da cama? Que estamos ali, de fundo das costas para o ar, a fazer? E se estivesse mesmo alguém lá? Será que diríamos algo como: “Ora então muito boa noite, como está?” Tal como quando nos encontramos de noite num local estranho e ouvimos um ruído mais forte e perguntamos em alta voz: “Está aí alguém?”. Bolas se realmente alguém se aproximasse sorrateiro para nos fazer mal iria responder?
-Que nos passa pela cabeça quando viajamos ao lado de um condutor acelera e este decide que é piloto de Formula 1? Simples, afundamo-nos no banco e agarramos com toda a força aquela “pégazita” de plástico por cima da porta. Aí sim, estamos seguros e se ele quiser bater de frente a 180 ou 190 quilómetros/hora já não temos qualquer problema.
-Lembro-me que em miúdo, numa descida acentuada, a minha bicicleta ficou sem travões e não parava de ganhar velocidade. Nessa altura que fez este ser inteligente? Claro está que tirei os pés dos pedais, como se isso me fizesse abrandar e só não larguei o guiador não sei bem porquê. Estaria eu à espera de levantar voo como se levasse comigo o ET?
-Uma altura em que percorria uma rua sem iluminação, por causa de obras que aí decorriam, cruzei-me com um homem que segurava firmemente um guarda-chuva na mão direita. Chovia e realmente o cenário era mais apropriado a um filme de terror do que ao centro de uma cidade moderna. No preciso momento em que nos cruzávamos no passeio, espirrei. Foi aí que o pobre homem soltou um grito e se atirou descontrolado contra a grade de uma ourivesaria fazendo tocar o alarme. Foi divertido ouvi-lo explicar à polícia como tinha escorregado sem motivo.
-Que dizer também da reacção estúpida que é a de ficar “congelado” a meio de uma passadeira porque um carro vem direito a nós? Porque não corremos para o passeio?
-Outra muito estúpida reacção é a de gritar quando o óleo de uma frigideira se incendeia. Há dias atrás aconteceu em casa de um casal amigo, ela gritava e ele juntou-se-lhe a gritar palavrões. Enquanto eu procurava uma tampa para “abafar” as chamas, dei por mim a pensar que se alguma vez os bombeiros descobrem esse método de apagar chamas, temos o problema dos fogos resolvido mas com certeza as nossas matas seriam um desassossego enorme, impróprio a menores e pessoas sensíveis.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
MEDO
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quinta-feira, fevereiro 22, 2007
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segunda-feira, fevereiro 19, 2007
País dividido
SIM – NÃO
Litoral – Interior
Pepsi – Coca-Cola
Marcelo Rebelo de Sousa – António Vitorino
Bica – Cimbalino
Expresso – Sol
Público – Diário de Noticias
Morangos com Açucar – Floribela
Manuel Pinho – Palhaço Batatinha
OTA – Não OTA
OPA – Não OPA
Prego – Bitóque
Sagres – Super Bock
Jumbo – Continente
Futebol – Hóquei
Ferrero Roche – Mon Cherri
Que raio de povo é este?
Foi isto que aprendemos com o exercício da democracia?
Estará realmente tudo estúpido como eu tenho vindo a suspeitar?
Haverá quem mereça isto?
Apetecia-me terminar com um palavrão e fugir para Espanha a falar Francês!
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segunda-feira, fevereiro 19, 2007
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sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Crianças
-Vou começar por vos contar um segredo. O Papão NÃO existe. Tal como não existe o Pai Natal e muito menos a cegonha de que nos falavam em crianças.
-Na realidade quando éramos crianças vivíamos enganados, éramos enganados quase todos os dias por aqueles em quem mais confiávamos: os nossos pais e os adultos em geral. Os adultos não hesitam em recorrer ás mais torpes patranhas para ludibriar as crianças e fazem-no com a maior desfaçatez; Fazem-no até, achando que é esse o seu dever de progenitores e educadores, como se cumprissem um qualquer dever ou uma obrigação superior.
-Quando as crianças não querem comer, os adultos tentam fazer-lhes crer que a colher cheia daquele horroroso puré de verduras, é na realidade um aviãozinho e no intuito de enganar as pobres crianças, até imitam o ruído do motor: VVRRRUUUMMMMM. Qual será a lógica disto? Se as crianças não querem comer o puré, será que lhes apetece comer aviões?
-Outra técnica muito usada é a de tornar a criança responsável pela alimentação de toda a família: “Esta pela mama, esta pelo papá, esta pelo senhor da leitaria. Ou seja, o pobre infante, ou infanta, tem que comer por toda aquela cambada de glutões.
-Para adormecer então é que os adultos mentem, inventam letras idiotas, arrasam as mais belas músicas de embalar e destroem as obras mais clássicas transformando-as em algo semelhante ao jazz experimental cantado por um rouco-surdo. Quem depois de tais maus-tratos aos ouvidos conseguiria pregar olho?
-Os médicos também enganam as crianças. Quem nunca ouviu no final de uma consulta a frase: “Toma meu menino, isto é para ti” enquanto nos estendem uma espécie de pau de gelado sem gelado algum?
-Ainda para mais, somos obrigados pela mãe ou pelo pai a agradecer: “Que se diz ao senhor doutor?”, quando o que nos apetecia era mandar que ele metesse o pauzinho no... no bolso.
-Outra ideia peregrina dos adultos foi a invenção dos jogos educativos, que consiste essencialmente em associar algo de que não se gosta com algo de que se goste muito. Por exemplo: tinham que associar a bola de praia ao globo terrestre?
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sexta-feira, fevereiro 16, 2007
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terça-feira, fevereiro 13, 2007
Cupido e outros adoráveis malandretes (Repostagem)
-O Cupido não passa de um estupor.
Idiota e bêbado, com considerável miopia.
Não entende absolutamente nada de Amor
e tem uma péssima pontaria!
-Todos os dias, depois de acordar e enquanto desfaz a barba sob as olheiras, mira-se ao espelho e lamenta a vida que tem levado. Toma duas aspirinas, um Guronsam e recomeça outro dia.
-Há dois séculos que se compromete a beber menos, deixar de fumar e consumir mais vegetais. Mas vai adiando.
-Naquele dia, acordou particularmente enfastiado, consigo e com a vida, com os outros todos e particularmente com Júpiter. O pouco tempo que dormiu, dormiu mal. Acordou várias vezes com pesadelos e quando se levantou para ir à casa de banho, tropeçou nos chinelos “de meter no dedo” e bateu com o joelho direito contra o bidé. Disse três ou quatro palavrões, fez o que tinha a fazer e voltou para a cama sem lavar as mãos.
-Como todas as manhãs, relê a a embalagem de flocos ao ponto de conseguir recitar tudo o que lá esta escrito, até as letras pequeninas que só lia com o olho esquerdo aberto e com um esgar no rosto para focar melhor. E quando termina faz sempre a mesma pergunta a si mesmo: “Será que vale a pena comer a embalagem de flocos? Mais sabor a cartão não deve ter do que os próprios flocos…?” Mas nunca se respondera, nem comera a embalagem.
-Como sempre, no final do pequeno-almoço agarrou no jornal diário, roubara ao vizinho da frente e leu os signos em que dizia não acreditar. Mas neste dia, depois de lêr, como era hábito uma vez por semana, por vezes duas… que os nativos do seu signo iriam encontrar a pessoa que tanto idealizavam, atirou com o jornal para um canto. Pensou um pouco e depois dirigiu-se com ar furioso até à janela; Levando numa mão a aljava e na outra o arco. Abriu a janela de par em par e o mais rapidamente que foi capaz, disparou todas as suas setas ao caso. Fechou a janela já mais calmo, ligou a TV, tirou do frigorifico uma cerveja e sentou-se no sofá o resto do dia.
-Eu sei que foi assim! Tenho uma cicatriz de flecha na nádega esquerda e uma dor enorme no coração para o provar.
Rui
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terça-feira, fevereiro 13, 2007
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Marcadores: Cupido, S. Valentim
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Terramoto in-Provavel
-Hoje ás 10h.35m., ocorreu um sismo de magnitude 5.8 com origem no Banco de Gorringe, ao largo de Sagres. Foi o maior sismo dos últimos trinta anos.
-Terá sido ocasionado pelo referendo de ontem?
-Infelizmente o governo embora tenha abanado não caiu.
-Confirma-se no entanto que a situação geral do povo português se encontra muito tremida.
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segunda-feira, fevereiro 12, 2007
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sexta-feira, fevereiro 09, 2007
SONETO In-Provavel
QUEROFAZER UM SONETO Francisco Briz Hidalgo
ainda que requeira muita paciência
bem como muita experiência
para chegar ao segundo quarteto.
Com grande consideração e respeito,
mas com limitada inteligência,
lutarei para desvendar a essência
que se esconde nesse difícil repto.
Ainda que já se canse a minha mente
e me veja cada vez mais vacilante,
não quero que de mim diga a gente
que sou pessoa inconstante,
continuarei adiante e de repente,
acabou-se-me o soneto neste instante.
Tradução própria
Sempre gostei muito deste "soneto improvavel". Hoje partilho-o aqui.
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sexta-feira, fevereiro 09, 2007
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quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Não é o mesmo
Não é o mesmo dizer Andaluzia do que dizer “Anda Luzia”.
Não é o mesmo ter família na Mancha do que ter uma mancha na família.
Não é o mesmo ter um camaleão do que ter um leão na cama.
Não é o mesmo ser um tipo apático do que ser um pato atípico.
Não é o mesmo olhar para as pernas da Dores do que olhar para as dores das pernas.
Não é o mesmo uma selva virgem do que uma virgem na selva
Não é o mesmo detestar livros de texto do que detestar o texto dos livros.
Não é o mesmo viver na Rua do Meio do que viver no meio da rua.
Não é o mesmo dizer que a tormenta se avizinha do que dizer que a vizinha se atormenta.
Não é o mesmo dizer que me banho no rio do que dizer que me rio no banho.
Não é o mesmo dizer tudo o que se pensa do que pensar tudo o que se diz.
Não é o mesmo ter certas calças a preço baixo do que baixar as calças a preço certo.
Não é o mesmo ter patas com ovos do que ter ovos com patas.
Não é o mesmo, um cinto negro atrás do que “sinto um negro atrás
Não é o mesmo dizer que a SIDA não tem cura do que dizer que o cura não tem SIDA.
Não é o mesmo o rabo do revólver do revolver o rabo.
Não é o mesmo ver novidades no piso de cima do que piso em cima das novidades.
Não é o mesmo a obra-prima do mestre do que a prima do mestre da obra.
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quarta-feira, fevereiro 07, 2007
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domingo, fevereiro 04, 2007
FUMO
-Confesso que embora fume bastante pouco, sou um fumador militante, assíduo e inveterado. Confesso também que tenho um prazer enorme em fumar.
-No entanto, sempre que vou ao médico e ele me pergunta se ainda fumo, já sei que a seguir vou ficar com menos cigarros e ouvir: “Dá-me lá então fumar um desses teus cigarros malcheirosos que já há muito que não fumo um desses”.
-Apesar disso, este fim-de-semana veio parar-me às mãos um livro intitulado: “Como deixar de fumar de um dia para o outro”. De início achei o título idiota; seria simples apagar um cigarro ás 23 e 59 e acender outro logo depois da meia-noite. Apesar de tudo, lá me decidi a abri-lo e dar uma vista de olhos.
-Rezava assim:
Ponto 1 – “Escolha uma data festiva importante, para deixar de fumar.”
-Até aqui eu tencionava deixar de fumar hoje mesmo, mas hoje é apenas Domingo e não se festeja nada que não seja o facto de ser Domingo. Ao procurar no calendário reparei que além do dia de S. Valentim e do Carnaval, a que não dou importância alguma, teria que esperar pela Páscoa.
Ponto 2 – “Desfaça-se de tudo o que lhe recorde o tabaco.”
-Estaria bem se fossem apenas os isqueiros, ainda que fosse a estimada colecção de “ZIPPOS”, os cinzeiros, ainda que todos os que “arrepiei” de hotéis, bares, companhias aéreas, museus e outros mil sítios por onde fui passando; Mas que fazer quanto aos casacos com queimadura de charuto? Os livros com partículas de cinza de cigarrilha entre as páginas? A televisão? Os CD’s? A cama? O quarto? Os copos? A mobília? Os amigos? Até o Fidel Castro, que passa a vida a aparecer, me recorda o tabaco.
Ponto 3 – “Evite o contacto com fumadores.”
-Pois…, então mudo-me para o deserto e mesmo assim tenho que estar atento ao beduínos ou então passo a viver com os meninos do Côro do Colégio de St.ª Engrácia, em regime de internato absoluto.
Ponto 4 – “Procure substitutos para o tabaco.”
-Boa, com esta idade e depois de ter sempre tentado evita-los, vou juntar ao álcool a marijuana, o ópio, a coca, a LSD, o “crack” e quem sabe as batatas fritas de pacote e ministro da saúde para me arruinarem o que dela me resta. Será que por outro lado querem que comece a trazer pendurado nos lábios, em vez do cigarro uma esferográfica “Rotring”?
-Ainda pensei nos cigarros de chocolate que se vendem nas pastelarias por aí, mas mudei de ideias quando me imaginei a tentar acender o primeiro, distaridamente, na chama de uma vela e a sujar-me todo, além de me engasgar até ás lágrimas.
Ponto 5 – “Beba muita água.”
-Que pode uma coisa ter a ver com outra? A ideia é deixar de fumar e não passar a vida a ir à casa de banho. Além disso, com o proibicionismo tabágico que por aí anda, seria como entrar numa nuvem de fumo de tabaco de cada vez que procurasse alívio. Será que é para ajudar a esquecer o hábito de ter algo na mão, substituindo o cigarro por…, por outra coisa?
-Começo a ter dúvidas acerca desta metodologia!
-Fecho o livro. Acendo um cigarro que me sabe pela vida e me faz, ainda que por pouco tempo, esquecer algumas das agruras dela!
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domingo, fevereiro 04, 2007
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quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Manuel Pinho (O ministro In-provavel)

-O ministro da economia (de esforço intelectual), declarou durante a visita á China, a que alguns gostam de chamar República Popular, que Portugal é atractivo para os investimentos chineses por ter mão-de-obra barata.
-Não saberá este "tontinho" que o facto que aponta como atractivo foi exctamente o que levou ao colapso de muitos sectores económicos em Portugal? Á não reestruturação industrial? Á falta de mão-de obra-especializada? Aos baixos indices de desenvolvimento socio-económico?
-Talvez este "iluminado" consiga um dia "abrir a boca e que entre mosca", ou talvez continue a tentar vender frigificos no Pólo Norte.
-Num país normal seria demitido de imediato, na China seria certamente fuzilado na nuca com uma bala custeada pela familia!
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quinta-feira, fevereiro 01, 2007
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quarta-feira, janeiro 31, 2007
Há gente que...
Que tem menos inteligência do que uma caixa cheia de ar.
A quem faltam “corn flakes” na caixa.
Cuja cabeça tem a rodinha a girar mas onde o hamster já morreu.
Que é só espuma mas nenhuma cerveja.
Que devia colar no espelho um aviso: “Perigo, o que vê no espelho é mais estúpido ainda do que parece!”
Que parece ter caído do mais alto ramo da arvore da estupidez e que antes de chegar ao chão bateu em todos ramos.
Que nasceu com a chaminé entupida.
Em quem o elevador das ideias não chega ao andar de cima!
Que se esqueceu de tirar a licença de uso e porte de cérebro.
Cuja antena não apanha os canais todos.
Que se tivesse outro cérebro ele sentir-se-ia solitário.
Que é a prova viva de que a regressão da espécie é não apenas possível mas também real.
Que parece saída de uma experiência de Estupidez Artificial
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quarta-feira, janeiro 31, 2007
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sexta-feira, janeiro 26, 2007
quarta-feira, janeiro 24, 2007
segunda-feira, janeiro 22, 2007
MISTÉRIO DA SAÚDE- A palhaçada continua
-Depois do encerramento de numerosos centros de urgência hospitalar, sobretudo no interior do país, não é de admirar que situações como as recentes ocorram. - Pena é, que durante o processo de tornar a saúde portuguesa algo feito à imagem do senhor Mini-istro, se percam vidas de cidadãos, que não fosse este senhor não se teriam perdido. -Mais estranho ainda, é que se preconize para o interior uma demora média de 3o minutos e para o litoral de apenas 15. -Será um país em marcha-atrás e ainda assim a duas velocidades o que se deseja para a sector da saúde?
-Mereciamos pelo menos uma explicação e não apenas um encolher ignóbil de ombros por parte do (ir)responsável.
- Note-se: não atribuo ao INEM culpa pelas recentes ocorrências, mas sim às reformas feitas com base nos cortes orçamentais em vez de se basearem no aumento de qualidade da prestação de cuidados de Saúde.
“Cadáver cinco horas dentro de uma ambulância dos Bombeiros da Chamusca à espera que um delegado de saúde confirmasse o óbito.”
O Mirante – 10 Jan. 2007
TSF On-line – ( 21:03 / 13 de Janeiro 07 )
“Socorro a idosa teve de vir do concelho vizinho
-Por uma infeliz coincidência, às 11 horas de ontem, altura em que uma idosa caiu em plena Avenida da Liberdade e precisou de socorro urgente, nenhuma ambulância do concelho estava disponível. O INEM tentou uma quarta alternativa e enviou os Bombeiros Voluntários de Vila Verde, para revolta dos presentes no local que logo acusaram uma suposta demora de 50 minutos.”
Jornal de Noticias – 18 de Janeiro
-A Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME) diz que a morte de António Oliveira, que sofreu um acidente em Odemira e só chegou ao hospital seis horas depois, "não é caso único". "A única diferença é ter sido noticiado", denuncia o presidente, Vítor Almeida, acrescentando que a APME está a fazer a compilação destas situações e vai entregá-la à Ordem dos Médicos para que esta "analise as boas práticas".
Diário de Noticias – 18 de Janeiro
Fábrica de Conteúdos.com – 2007-01-03 11:00:31
MUNDO.PT – 2006-12-04
MUNDO.PT – 2006-03-02
-Os maiores hospitais públicos do país suspenderam a entrada de novos medicamentos para evitar a subida dos gastos e para poderem cumprir o orçamento definido pelo Governo para este ano, noticia hoje o Diário Económico.”
MUNDO.PT – 2006-08-03
CORREIO DA MANHA – 2007-01-21
-“O Alentejo receberá, até ao final de Fevereiro, a segunda Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), afecta ao Hospital de Évora, e a terceira chegará em Junho ao Hospital de Portalegre.”
Semanário EXPRESSO
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segunda-feira, janeiro 22, 2007
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quinta-feira, janeiro 18, 2007
IVG Vs. Aborto
-Confesso que me agradam os argumentos que defendem o respeito integral pela vida, qualquer vida. Também me agradam os argumentos de ordem prática, os que referem a consciência individual, a cidadania exercida com consciência e em liberdade.
-Na questão da “despenalização da finalização de gravidez por exclusiva vontade da mãe/grávida até ás dez semanas”, hesito.
-Não entendo que de uma atitude de desespero, impotência, ou absoluta necessidade, possa resultar uma condenação legal que pode traduzir-se no cumprimento de pena de prisão. Também não entendo o argumento “a barriga é minha” e acho-o desprezível. Peter Singer, (filosofo da ética) define-o como sendo “lógica do negreiro”; como se a simples posse justificasse todo e qualquer acto cometido sobre o objecto ou ser possuído.
A questão do aborto, pois que é disto que se trata, não é uma questão unicamente metafísica ou religiosa. Não é uma simples questão jurídica, técnica ou científica. Sobretudo não é e não será nunca uma questão politico-partidaria. É uma questão de ética, de consciência, de valores pessoais e como todas as questões assim, também esta não é a preto e branco. Daí a minha hesitação e daí que o meu não, não seja um “NÃO!”, nem o meu sim um “SIM!”.
-O argumento da prisão de mulheres é sem duvida alguma, um argumento falacioso porque não existem mulheres presas pela pratica de aborto. No entanto a lei existe e deve ser ou respeitada e aplicada, alterada ou substituída por uma que seja aplicável e respeitada. Qualquer outra coisa é hipocrisia. Também não é verdade que se o “SIM!” vencer, o aborto passe a ser encarado como método anti-concepcional. Trata-se de uma escolha ética, com base na consciência individual e não de uma obrigatoriedade ou imposição.
-Lamento no entanto que a questão a referendar tenha sido tão simplificada, ao ponto de me fazer crer que somos todos considerados idiotas pelos responsáveis governativos; Senão idiotas, pelo menos distraídos ao ponto de não sabermos distinguir entre “interrupção” e “finalização” de um processo. Ou ao ponto de mudarmos o sentido de voto, os nossos princípios e ideias apenas por acharmos que a palavra interrupção é mais bonita.
-Entretanto, prevejo que o debate não será nem saudável nem esclarecedor. Receio bem que assistamos a muita violência ideológica, a slogans primários e a argumentações que serão tudo excepto pedagógicas. Temo que em nome da moral de cada uma das partes venham a ser ditas palavras desnecessariamente fracturantes.
-Qualquer que venha a ser o resultado de dia 11 de Fevereiro, hão-de continuar a existir gravidezes não desejadas, adolescentes a engravidar por falta de esclarecimento, doenças sexualmente transmissíveis a serem transmitidas, vítimas de violência infantil, da mais básica ignorância e da extrema miséria e desigualdade sociais.
-Por tudo isto continuo hesitante e isso apenas tem a ver comigo e não é passível de contraditório algum. A minha consciência, a minha ética, a minha capacidade de decidir de acordo com o que penso, essas sim, são apenas minhas e faço com elas apenas o que eu quero. Eu hesito e hesito apenas porque penso.
-Não voltarei a falar disto.
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quinta-feira, janeiro 18, 2007
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sexta-feira, janeiro 12, 2007
quinta-feira, janeiro 11, 2007
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Modernidade
-Ainda sou do tempo em que as insígnias eram insígnias ou alfinetes e não “pins”; Ginástica não se chamava “workout” nem “body-fitness” e não se praticava num “gim”. As audições não eram “castings”; os cartazes não eram “posters”. As pichagens não eram “graffiti” nem “tags”.
-Sem duvida que o país agora está mais moderno. Já se não lêem bandas desenhadas, mas “comics”. Já nas obras se não tira o almoço da lancheira mas sim do “tupper-ware. Já ninguém sabe o que é barriga de porco fumada, agora é “bacon” o que se come. Já ninguém tem em sua casa um vestíbulo, agora é um “hall” o que distribui o espaço de um lar.
-Somos todos muito mais modernos, com o “timing” já não é necessário ter horários ou planeamento de tempo. As palavras soam melhor e mesmo sendo disparates chamam-se “sound bites” para que se não tornem inconvenientes ou “handicap’s”. Sem duvida que a modernidade está connosco e nós com ela. Não existe sentimento que resista a um bom “feeling” e não hesitamos entre pedir um “ticket”, um talão ou um bilhete.
-Vemos “compacts”, comemos “sandwiches” num “pub” em companhia dos amigos do “rappel”e do “raffting” enquanto combinamos um fim-de-semana de “camping” e depois limpamos as mãos a um “Kleenex”.
-Estamos também muito mais bonitos. Os homens encharcam a cara com “after shave” depois de usarem a “Philishave” no “WC”, logo de manhã, ainda apenas com os “boxers” ou “slips” vestidos. Depois, saímos para o “jogging” ou para o “footing” olhando nos jardins as “nannies” e as “baby-sitters”.
-Enquanto se conduz para o emprego (ou “Job” no caso de se ser um “boy”), é-se bombardeado com o “marketing” dos “out-doors” com “top-models” e o dos “Stands” de beira de estrada. Toma-se o “brunch” numa estação de serviço “self-service”, enquanto o carro aguarda no “parking”. Prosseguimos caminho ao som do ultimo “hit” de que fizemos “download” de um “top” na “net”. Nas empresas, os executivos são “yuppies” a tentar subir no “ranking” para se tornarem “managers”, ou quem sabe, serem eles o “boss” em lugar do “boss”. Sempre atrasados para “meetings” ou “brain storms” num constante esforço de “public-relations”, tal como aprenderam no mais recente “training”.
-Já ninguém toma aperitivos mas “cocktails”. A cerveja melhor é a “bitter” ou “lagger” para acompanhar o “rost-beef” com molho de “champignons” com “Youghurt light”.
-Dividimos o mundo em “O.K.” ou “soft” e “hard” ou “heavy”.
-Fazemos “zapping” entre “reality shows”, “spots”, “video clips”, “soaps” e “magazines” para aliviar o “stress” do dia.
-Depois carregamos no “off” e vamos dormir contentes com a nossa modernidade.
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segunda-feira, janeiro 08, 2007
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sexta-feira, janeiro 05, 2007
S.T.C.P.
“ A missão da STCP é assegurar directa ou indirectamente o transporte rodoviário urbano de passageiros na Área Metropolitana do Porto, em termos que contribuam efectivamente para a mobilidade das pessoas na sua área de intervenção e ofereçam uma alternativa credível ao transporte individual privado, numa base de racionalidade económica.”
-A actual reestruturação das carreiras de transporte colectivo, baseia-se num estudo que, a ter existido, nunca foi tornado público nem foi objecto de consulta ou debate. Algumas fontes indicam ter sido elaborado pela Universidade Católica e outras pela Faculdade de Engenharia do Porto.
- O serviço de horários e carreiras via SMS, está em funcionamento, fornecendo no entanto informações erradas e continuando a fazer-se pagar por essas "desinformações".
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sexta-feira, janeiro 05, 2007
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quinta-feira, janeiro 04, 2007
segunda-feira, janeiro 01, 2007
2006 - Balanço Anual
2006 foi o ano:
De Cavaco Silva.
De Manuel Alegre.
Do adeus de Sampaio.
Mau de Soares.
Dos Humanos.
De Telma Monteiro.
De Francis ObiKuelu e de Vanessa Fernandes
De um Herman José sem graça.
Da Floribella.
De Manuel Pinho sem tino
Da deseducação.
Das Maternidades fechadas.
Das Escolas fechadas.
Das Urgências fechadas.
Das fachadas do SIMPLEX.
Da crise da Policia Judiciária.
Das portagens nas SCUDS.
Dos novos Boys em novos Jobs.
Dos Procuradores da República: o antigo e o actual.
Em que duas mulheres tentaram “casar-se” em Portugal.
Da reabertura do “Processo Aborto”.
De Stanley Ho, Ho, Ho no casino de Lisboa.
Em que nevou onde não é costume nevar.
Em que ardeu o que não era suposto arder.
Em que inundou o que já não se devia inundar.
O ano em que a protecção civil alardeou o pânico a cada dia de Inverno.
De inferno, para o CDS e para o PP.
Das faltas dos deputados por culpa do futebol.
Do Campeonato do Mundo de futebol e de Portugal, excepcional no campeonato do Mundo de futebol.
Do caso Mateus.
De Cristiano Ronaldo.
De Valentim Loureiro.
Do “Apito Dourado”.
O ano de Pinto da Costa do porto.
De Carolina Salgado, de Pinto da Costa do porto.
Do Metro do Porto.
Do Rivoli do Porto.
De Rui Rio do Porto.
Do seu túnel de Ceuta.
Da oferta do CCB a Berardo.
Da morte da “Festa da Musica no CCB”.
Da queima de resíduos em Parque Natural.
Do primeiro serial-killer português.
Dos pinguins e de Al Gore no cinema.
De Carrilho Chorão.
De Santana acusador agudo.
De Sousa Tavares, sem plagio mas de pau na mão.
Dos “Grandes Portugueses” com Salazar e tudo.
-Há muito mais de que me lembro.
-De um ou outro dia feliz. De um passeio na ribeira do Porto. De visitar as Camélias…
-Enfim, de coisas que não esqueço e que não passaram com a passagem do ano.
-Que este seja bom para TODOS NÓS!
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segunda-feira, janeiro 01, 2007
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