quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Não é o mesmo









Não é o mesmo dizer Andaluzia do que dizer “Anda Luzia”.
Não é o mesmo ter família na Mancha do que ter uma mancha na família.
Não é o mesmo ter um camaleão do que ter um leão na cama.
Não é o mesmo ser um tipo apático do que ser um pato atípico.
Não é o mesmo olhar para as pernas da Dores do que olhar para as dores das pernas.
Não é o mesmo uma selva virgem do que uma virgem na selva
Não é o mesmo detestar livros de texto do que detestar o texto dos livros.
Não é o mesmo viver na Rua do Meio do que viver no meio da rua.
Não é o mesmo dizer que a tormenta se avizinha do que dizer que a vizinha se atormenta.
Não é o mesmo dizer que me banho no rio do que dizer que me rio no banho.
Não é o mesmo dizer tudo o que se pensa do que pensar tudo o que se diz.
Não é o mesmo ter certas calças a preço baixo do que baixar as calças a preço certo.
Não é o mesmo ter patas com ovos do que ter ovos com patas.
Não é o mesmo, um cinto negro atrás do que “sinto um negro atrás
Não é o mesmo dizer que a SIDA não tem cura do que dizer que o cura não tem SIDA.
Não é o mesmo o rabo do revólver do revolver o rabo.
Não é o mesmo ver novidades no piso de cima do que piso em cima das novidades.
Não é o mesmo a obra-prima do mestre do que a prima do mestre da obra.

domingo, fevereiro 04, 2007

FUMO















-Confesso que embora fume bastante pouco, sou um fumador militante, assíduo e inveterado. Confesso também que tenho um prazer enorme em fumar.
-No entanto, sempre que vou ao médico e ele me pergunta se ainda fumo, já sei que a seguir vou ficar com menos cigarros e ouvir: “Dá-me lá então fumar um desses teus cigarros malcheirosos que já há muito que não fumo um desses”.

-Apesar disso, este fim-de-semana veio parar-me às mãos um livro intitulado: “Como deixar de fumar de um dia para o outro”. De início achei o título idiota; seria simples apagar um cigarro ás 23 e 59 e acender outro logo depois da meia-noite. Apesar de tudo, lá me decidi a abri-lo e dar uma vista de olhos.

-Rezava assim:

Ponto 1 – “Escolha uma data festiva importante, para deixar de fumar.”
-Até aqui eu tencionava deixar de fumar hoje mesmo, mas hoje é apenas Domingo e não se festeja nada que não seja o facto de ser Domingo. Ao procurar no calendário reparei que além do dia de S. Valentim e do Carnaval, a que não dou importância alguma, teria que esperar pela Páscoa.

Ponto 2 – “Desfaça-se de tudo o que lhe recorde o tabaco.”
-Estaria bem se fossem apenas os isqueiros, ainda que fosse a estimada colecção de “ZIPPOS”, os cinzeiros, ainda que todos os que “arrepiei” de hotéis, bares, companhias aéreas, museus e outros mil sítios por onde fui passando; Mas que fazer quanto aos casacos com queimadura de charuto? Os livros com partículas de cinza de cigarrilha entre as páginas? A televisão? Os CD’s? A cama? O quarto? Os copos? A mobília? Os amigos? Até o Fidel Castro, que passa a vida a aparecer, me recorda o tabaco.

Ponto 3 – “Evite o contacto com fumadores.”
-Pois…, então mudo-me para o deserto e mesmo assim tenho que estar atento ao beduínos ou então passo a viver com os meninos do Côro do Colégio de St.ª Engrácia, em regime de internato absoluto.

Ponto 4 – “Procure substitutos para o tabaco.”
-Boa, com esta idade e depois de ter sempre tentado evita-los, vou juntar ao álcool a marijuana, o ópio, a coca, a LSD, o “crack” e quem sabe as batatas fritas de pacote e ministro da saúde para me arruinarem o que dela me resta. Será que por outro lado querem que comece a trazer pendurado nos lábios, em vez do cigarro uma esferográfica “Rotring”?
-Ainda pensei nos cigarros de chocolate que se vendem nas pastelarias por aí, mas mudei de ideias quando me imaginei a tentar acender o primeiro, distaridamente, na chama de uma vela e a sujar-me todo, além de me engasgar até ás lágrimas.

Ponto 5 – “Beba muita água.”
-Que pode uma coisa ter a ver com outra? A ideia é deixar de fumar e não passar a vida a ir à casa de banho. Além disso, com o proibicionismo tabágico que por aí anda, seria como entrar numa nuvem de fumo de tabaco de cada vez que procurasse alívio. Será que é para ajudar a esquecer o hábito de ter algo na mão, substituindo o cigarro por…, por outra coisa?

-Começo a ter dúvidas acerca desta metodologia!

-Fecho o livro. Acendo um cigarro que me sabe pela vida e me faz, ainda que por pouco tempo, esquecer algumas das agruras dela!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Manuel Pinho (O ministro In-provavel)















-O ministro da economia (de esforço intelectual), declarou durante a visita á China, a que alguns gostam de chamar República Popular, que Portugal é atractivo para os investimentos chineses por ter mão-de-obra barata.

-Então não é que esta barata tonta, além de aceléra, inoportuno e boçal também é incompetente ?
-Não saberá este "tontinho" que o facto que aponta como atractivo foi exctamente o que levou ao colapso de muitos sectores económicos em Portugal? Á não reestruturação industrial? Á falta de mão-de obra-especializada? Aos baixos indices de desenvolvimento socio-económico?
-Talvez este "iluminado" consiga um dia "abrir a boca e que entre mosca", ou talvez continue a tentar vender frigificos no Pólo Norte.
-Num país normal seria demitido de imediato, na China seria certamente fuzilado na nuca com uma bala custeada pela familia!

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Há gente que...















Que tem menos inteligência do que uma caixa cheia de ar.

A quem faltam “corn flakes” na caixa.

Cuja cabeça tem a rodinha a girar mas onde o hamster já morreu.

Que é só espuma mas nenhuma cerveja.

Que devia colar no espelho um aviso: “Perigo, o que vê no espelho é mais estúpido ainda do que parece!”

Que parece ter caído do mais alto ramo da arvore da estupidez e que antes de chegar ao chão bateu em todos ramos.

Que nasceu com a chaminé entupida.

Em quem o elevador das ideias não chega ao andar de cima!

Que se esqueceu de tirar a licença de uso e porte de cérebro.

Cuja antena não apanha os canais todos.

Que se tivesse outro cérebro ele sentir-se-ia solitário.

Que é a prova viva de que a regressão da espécie é não apenas possível mas também real.

Que parece saída de uma experiência de Estupidez Artificial

sexta-feira, janeiro 26, 2007

quarta-feira, janeiro 24, 2007

segunda-feira, janeiro 22, 2007

MISTÉRIO DA SAÚDE- A palhaçada continua















-
Depois do encerramento de numerosos centros de urgência hospitalar, sobretudo no interior do país, não é de admirar que situações como as recentes ocorram. - Pena é, que durante o processo de tornar a saúde portuguesa algo feito à imagem do senhor Mini-istro, se percam vidas de cidadãos, que não fosse este senhor não se teriam perdido. -Mais estranho ainda, é que se preconize para o interior uma demora média de 3o minutos e para o litoral de apenas 15. -Será um país em marcha-atrás e ainda assim a duas velocidades o que se deseja para a sector da saúde?
-Mereciamos pelo menos uma explicação e não apenas um encolher ignóbil de ombros por parte do (ir)responsável.
- Note-se: não atribuo ao INEM culpa pelas recentes ocorrências, mas sim às reformas feitas com base nos cortes orçamentais em vez de se basearem no aumento de qualidade da prestação de cuidados de Saúde.


“Cadáver cinco horas dentro de uma ambulância dos Bombeiros da Chamusca à espera que um delegado de saúde confirmasse o óbito.”

O Mirante – 10 Jan. 2007

“…um homem de Odemira, que demorou sete horas a chegar ao hospital em Lisboa acabando por falecer”

TSF On-line( 21:03 / 13 de Janeiro 07 )

Urgências: Um milhão ficará a mais de 45 minutos de serviço

-O relatório encomendado pelo Ministério da Saúde sobre a reorganização das urgências assume que, apesar das alterações propostas, 10% da população portuguesa fica a mais de 45 minutos de acesso a um serviço de urgência.
MUNDO.PT – 2006-10-03


“Socorro a idosa teve de vir do concelho vizinho

-Por uma infeliz coincidência, às 11 horas de ontem, altura em que uma idosa caiu em plena Avenida da Liberdade e precisou de socorro urgente, nenhuma ambulância do concelho estava disponível. O INEM tentou uma quarta alternativa e enviou os Bombeiros Voluntários de Vila Verde, para revolta dos presentes no local que logo acusaram uma suposta demora de 50 minutos.”

Jornal de Noticias – 18 de Janeiro

“Caso de Odemira "não é único" no País

-A Associação Portuguesa de Medicina de Emergência (APME) diz que a morte de António Oliveira, que sofreu um acidente em Odemira e só chegou ao hospital seis horas depois, "não é caso único". "A única diferença é ter sido noticiado", denuncia o presidente, Vítor Almeida, acrescentando que a APME está a fazer a compilação destas situações e vai entregá-la à Ordem dos Médicos para que esta "analise as boas práticas".

Diário de Noticias – 18 de Janeiro

“Reforma dos centros de saúde demorará anos a colmatar falta de médicos de família – Serviços de urgências continuam obstruídos

-Segundo as explicações do ministro da Saúde, só quando existirem 400 USF é que «estará praticamente resolvido o problema de doentes sem médico». Mediante o ritmo de 61 candidaturas aprovadas por ano, só daqui a mais de seis anos haverá médico da família para toda a população.”

Fábrica de Conteúdos.com – 2007-01-03 11:00:31

Alguns hospitais recusam doentes por questões financeiras

-A Entidade Reguladora da Saúde avança que alguns hospitais se recusam a tratar doentes com esclerose múltipla para conseguirem economizar uns milhares de euros. Como consequência, estes doentes crónicos têm de gastar mais ao deslocarem-se a outros hospitais.”

MUNDO.PT – 2006-12-04

“Ministério quer vender IPO

-O Ministério da Saúde querer vender os terrenos e o edifício do IPO de Lisboa, transferindo-o para outro local da capital ou para Oeiras, revela o «Diário Económico». O Ministério liderado por Correia de Campos estará em conversações com as autarquias de Lisboa e Oeiras.”

MUNDO.PT – 2006-03-02

“Hospitais travam compra de novos medicamentos para cumprir orçamento

-Os maiores hospitais públicos do país suspenderam a entrada de novos medicamentos para evitar a subida dos gastos e para poderem cumprir o orçamento definido pelo Governo para este ano, noticia hoje o Diário Económico.”


MUNDO.PT –
2006-08-03


Odemira: segunda vítima em menos de 15 dias Esperou quatro horas por socorro e morreu

- Um homem de 57 anos morreu ontem em Odemira, vítima de ataque cardíaco, mais de quatro horas depois de terem sido accionados os serviços de emergência médica. Foi o segundo caso mortal, em menos de 15 dias, que se verificou naquele concelho alentejano, em que as operações de socorro duraram várias horas.

CORREIO DA MANHA – 2007-01-21

Acidente em Odemira Ministro recusa inquérito ao INEM

-“O Alentejo receberá, até ao final de Fevereiro, a segunda Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), afecta ao Hospital de Évora, e a terceira chegará em Junho ao Hospital de Portalegre.”

Semanário EXPRESSO

quinta-feira, janeiro 18, 2007

IVG Vs. Aborto











-Confesso que me agradam os argumentos que defendem o respeito integral pela vida, qualquer vida. Também me agradam os argumentos de ordem prática, os que referem a consciência individual, a cidadania exercida com consciência e em liberdade.
-Na questão da “despenalização da finalização de gravidez por exclusiva vontade da mãe/grávida até ás dez semanas”, hesito.
-Não entendo que de uma atitude de desespero, impotência, ou absoluta necessidade, possa resultar uma condenação legal que pode traduzir-se no cumprimento de pena de prisão. Também não entendo o argumento “a barriga é minha” e acho-o desprezível. Peter Singer, (filosofo da ética) define-o como sendo “lógica do negreiro”; como se a simples posse justificasse todo e qualquer acto cometido sobre o objecto ou ser possuído.

A questão do aborto, pois que é disto que se trata, não é uma questão unicamente metafísica ou religiosa. Não é uma simples questão jurídica, técnica ou científica. Sobretudo não é e não será nunca uma questão politico-partidaria. É uma questão de ética, de consciência, de valores pessoais e como todas as questões assim, também esta não é a preto e branco. Daí a minha hesitação e daí que o meu não, não seja um “NÃO!”, nem o meu sim um “SIM!”.

-O argumento da prisão de mulheres é sem duvida alguma, um argumento falacioso porque não existem mulheres presas pela pratica de aborto. No entanto a lei existe e deve ser ou respeitada e aplicada, alterada ou substituída por uma que seja aplicável e respeitada. Qualquer outra coisa é hipocrisia. Também não é verdade que se o “SIM!” vencer, o aborto passe a ser encarado como método anti-concepcional. Trata-se de uma escolha ética, com base na consciência individual e não de uma obrigatoriedade ou imposição.

-Lamento no entanto que a questão a referendar tenha sido tão simplificada, ao ponto de me fazer crer que somos todos considerados idiotas pelos responsáveis governativos; Senão idiotas, pelo menos distraídos ao ponto de não sabermos distinguir entre “interrupção” e “finalização” de um processo. Ou ao ponto de mudarmos o sentido de voto, os nossos princípios e ideias apenas por acharmos que a palavra interrupção é mais bonita.

-Entretanto, prevejo que o debate não será nem saudável nem esclarecedor. Receio bem que assistamos a muita violência ideológica, a slogans primários e a argumentações que serão tudo excepto pedagógicas. Temo que em nome da moral de cada uma das partes venham a ser ditas palavras desnecessariamente fracturantes.

-Qualquer que venha a ser o resultado de dia 11 de Fevereiro, hão-de continuar a existir gravidezes não desejadas, adolescentes a engravidar por falta de esclarecimento, doenças sexualmente transmissíveis a serem transmitidas, vítimas de violência infantil, da mais básica ignorância e da extrema miséria e desigualdade sociais.

-Por tudo isto continuo hesitante e isso apenas tem a ver comigo e não é passível de contraditório algum. A minha consciência, a minha ética, a minha capacidade de decidir de acordo com o que penso, essas sim, são apenas minhas e faço com elas apenas o que eu quero. Eu hesito e hesito apenas porque penso.

-Não voltarei a falar disto.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

" Carlos Sousa perde Navegador"





































Não resisti a esta elevada IN-Probabilidade

quinta-feira, janeiro 11, 2007

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Modernidade












-Ainda sou do tempo em que as insígnias eram insígnias ou alfinetes e não “pins”; Ginástica não se chamava “workout” nem “body-fitnesse não se praticava num “gim”. As audições não eram “castings”; os cartazes não eram “posters”. As pichagens não eram “graffiti” nem “tags”.
-Sem duvida que o país agora está mais moderno. Já se não lêem bandas desenhadas, mas “comics”. Já nas obras se não tira o almoço da lancheira mas sim do “tupper-ware. Já ninguém sabe o que é barriga de porco fumada, agora é “bacon” o que se come. Já ninguém tem em sua casa um vestíbulo, agora é um “hall” o que distribui o espaço de um lar.

-Somos todos muito mais modernos, com o “timing” já não é necessário ter horários ou planeamento de tempo. As palavras soam melhor e mesmo sendo disparates chamam-se “sound bites” para que se não tornem inconvenientes ou “handicap’s”. Sem duvida que a modernidade está connosco e nós com ela. Não existe sentimento que resista a um bom “feeling” e não hesitamos entre pedir um “ticket”, um talão ou um bilhete.

-Vemos “compacts”, comemos “sandwiches” num “pub” em companhia dos amigos do “rappel”e do “raffting” enquanto combinamos um fim-de-semana de “camping” e depois limpamos as mãos a um “Kleenex”.
-Estamos também muito mais bonitos. Os homens encharcam a cara com “after shave” depois de usarem a “Philishave” no “WC”, logo de manhã, ainda apenas com os “boxers” ou “slips” vestidos. Depois, saímos para o “jogging” ou para o “footing” olhando nos jardins as “nannies” e as “baby-sitters”.
-Enquanto se conduz para o emprego (ou “Job” no caso de se ser um “boy”), é-se bombardeado com o “marketing” dos “out-doors” com “top-models” e o dos “Stands” de beira de estrada. Toma-se o “brunch” numa estação de serviço “self-service”, enquanto o carro aguarda no “parking”. Prosseguimos caminho ao som do ultimo “hit” de que fizemos “download” de um “top” na “net”. Nas empresas, os executivos são “yuppies” a tentar subir no “ranking” para se tornarem “managers”, ou quem sabe, serem eles o “boss” em lugar do “boss”. Sempre atrasados para “meetings” ou “brain storms” num constante esforço de “public-relations”, tal como aprenderam no mais recente “training”.
-Já ninguém toma aperitivos mas “cocktails”. A cerveja melhor é a “bitter” ou “lagger” para acompanhar o “rost-beef” com molho de “champignons” com “Youghurt light”.

-Dividimos o mundo em “O.K.” ou “soft” e “hard” ou “heavy”.
-Fazemos “zapping” entre “reality shows”, “spots”, “video clips”, “soaps” e “magazines” para aliviar o “stress” do dia.

-Depois carregamos no “off” e vamos dormir contentes com a nossa modernidade.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

S.T.C.P.











“ A missão da STCP é assegurar directa ou indirectamente o transporte rodoviário urbano de passageiros na Área Metropolitana do Porto, em termos que contribuam efectivamente para a mobilidade das pessoas na sua área de intervenção e ofereçam uma alternativa credível ao transporte individual privado, numa base de racionalidade económica.”

FACTOS:

-A actual reestruturação das carreiras de transporte colectivo, baseia-se num estudo que, a ter existido, nunca foi tornado público nem foi objecto de consulta ou debate. Algumas fontes indicam ter sido elaborado pela Universidade Católica e outras pela Faculdade de Engenharia do Porto.

-São “abandonados” núcleos populacionais densamente habitados e percursos que se tornaram habituais nas deslocações diárias de milhares de pessoas. De salientar, que estes percursos influíram em muitos casos na escolha da habitação familiar.

-Não existem estruturas de interface de transportes capazes ou que permitam sequer, o abrigo em caso de más condições meteorológicas; Por vezes, distam mais de duzentos metros, os pontos de transferência de uma linha para outra, com atravessamento de vias de elevado tráfego e perigosidade.

-Não foram tidas em conta as diferenças de horário de entre o Metro do Porto e as carreiras dos STCP. Tal facto obriga, sobretudo no período entre as 21 e as 01 horas, a esperas superiores a 30 minutos, o que duplica a duração da viagem.

-Nos Concelhos de V.N. de Gaia, Maia, Matosinhos, Gondomar, Valongo, a situação é ainda pior do que no Porto. As autarquias se foram chamadas a pronunciar-se não deram conta de tal aos cidadãos e apenas em V. N. de Gaia parece terem sido feitos ajustamentos prévios à rede planeada.

- O serviço de horários e carreiras via SMS, está em funcionamento, fornecendo no entanto informações erradas e continuando a fazer-se pagar por essas "desinformações".

quinta-feira, janeiro 04, 2007

SALDOS















Como parece que o país está em SALDOS... lembrei-me!

segunda-feira, janeiro 01, 2007

2006 - Balanço Anual


-



















Agora que realmente é oficial que se concluiu 2006, este é o meu balanço possivel:

2006 foi o ano:

De Cavaco Silva.
De Manuel Alegre.
Do adeus de Sampaio.
Mau de Soares.
Dos Humanos.
De Telma Monteiro.
De Francis ObiKuelu e de Vanessa Fernandes
De um Herman José sem graça.
Da Floribella.
De Manuel Pinho sem tino
Da deseducação.
Das Maternidades fechadas.
Das Escolas fechadas.
Das Urgências fechadas.
Das fachadas do SIMPLEX.
Da crise da Policia Judiciária.
Das portagens nas SCUDS.
Dos novos Boys em novos Jobs.
Dos Procuradores da República: o antigo e o actual.
Em que duas mulheres tentaram “casar-se” em Portugal.
Da reabertura do “Processo Aborto”.
De Stanley Ho, Ho, Ho no casino de Lisboa.
Em que nevou onde não é costume nevar.
Em que ardeu o que não era suposto arder.
Em que inundou o que já não se devia inundar.
O ano em que a protecção civil alardeou o pânico a cada dia de Inverno.
De inferno, para o CDS e para o PP.
Das faltas dos deputados por culpa do futebol.
Do Campeonato do Mundo de futebol e de Portugal, excepcional no campeonato do Mundo de futebol.
Do caso Mateus.
De Cristiano Ronaldo.
De Valentim Loureiro.
Do “Apito Dourado”.
O ano de Pinto da Costa do porto.
De Carolina Salgado, de Pinto da Costa do porto.
Do Metro do Porto.
Do Rivoli do Porto.
De Rui Rio do Porto.
Do seu túnel de Ceuta.
Da oferta do CCB a Berardo.
Da morte da “Festa da Musica no CCB”.
Da queima de resíduos em Parque Natural.
Do primeiro serial-killer português.
Dos pinguins e de Al Gore no cinema.
De Carrilho Chorão.
De Santana acusador agudo.
De Sousa Tavares, sem plagio mas de pau na mão.
Dos “Grandes Portugueses” com Salazar e tudo.

-Há muito mais de que me lembro.
-De um ou outro dia feliz. De um passeio na ribeira do Porto. De visitar as Camélias…
-Enfim, de coisas que não esqueço e que não passaram com a passagem do ano.
-Que este seja bom para TODOS NÓS!

domingo, dezembro 31, 2006

FELIZ 2007












-As rendas de casa sobem até 3,1 por cento, mas nas rendas antigas a actualização chega a 4,7 por cento.
-O aumento das portagens em média vai subir 2,6 por cento e, nas pontes sobre o Tejo, as portagens sobem 3,4 por cento.
-O tabaco sobe 9% para engrossar o erário público e não como há quem pense para proteger a saúde de quem quer que seja.
-Haverá um aumento de 2,1 por cento, que é a inflação prevista pelo governo para 2007, nos casos da água (que varia consoante as regiões e os fornecedores), dos transportes públicos (nalgumas situações os aumentos podem ultrapassar os sete por cento); subidas também da taxa moderadora dos hospitais e ainda do ISP, o imposto sobre os combustíveis. O gasóleo rodoviário subirá 9,5 por cento e sobre a gasolina 6,6 por cento. Tudo isto é calculado pelos preços actuais, mas, se o petróleo subir em 2007, os combustíveis ficarão ainda mais caros.
-As tarifas da electricidade vão subir 6% para cerca de 5,3 milhões de clientes domésticos e consumidores ligados em baixa e média tensão, 8% para os clientes ligados em muito alta tensão e 7,9% para os de alta tensão.
-Os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão pagar mais 1 a 5% pelos medicamentos comparticipados pelo Estado, a partir de segunda-feira, primeiro dia de 2007. Alguns dos fármacos mais vendidos deixam, contudo, de ser comparticipados.

-O pão irá aumentar o seu preço em 20%. Se fosse num país a sério haveria uma revolução a sério.

-No entanto se depois disto for possível, que seja um BOM ANO esse 2007 que aí vem!

sábado, dezembro 23, 2006

Feliz Natal




















-Para o dentista, Brocas Festas.

-Para o gato, Felino Natal.

-Para o cão um Fiel Natal.

-Para o pasteleiro, Feliz Nata.

-Para as Finanças, Falido Natal.

-Para a Selecção Nacional, Bolas Festas.

-Para o superior, Poucas Festas.

-Para o Governo, Fim Final.

-Para o Notário, Feliz Notal.

-Para o homem do talho, Facas Festas.

-Para o Bin Laden, Bombas Festas.

-Para J. Bush, Burras Festas.

-Para a sogra Longes Festas.

-Para o psiquiatra, Fobias Natal.

-Para Cuba, um SemFidél Natal.

-Para quem se ama, Longas Festas.

-Para a amiga hospedeira, Voas Festas.

-Para filhos, Brincas Festas.

-Para netos, Avô/Avó Natal.

-Para todas as crianças, um Petiz Natal.

-Mas, para todos os que aqui vêm de vez em quando e deixam, ou não, os seus comentários, desejo eu:

UM FELIZ NATAL !

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Da Criação














-Deus, em conversa casual, perguntou ao Arcanjo que estava de serviço nesse dia:
- Faço a Terra redonda ou chata?
-Redonda! – Responde o super-hiper-mega anjinho.
-Mas se fosse chata era mais fácil…! Já sei vou fazê-la redonda e deixá-los pensar que é chata. Só para chatear.
-Achas que vão demorar muito a descobrir?
-Um milhões de anos pelo menos. Não os vou fazer muito espertos. - Afirmou o Criador.
-E o Copérnico e o Galileu? Que lhes fazes depois?
-Depois vê-se, temos tempo, ainda nem sequer criei Portugal!
-Que mal tem? Esses acreditam em tudo, não hão-de dar problemas! Cria antes a Grécia.
-Por falar em Grécia e em Portugal… Lembras-te daquele da Cicuta?
-O anjólas pensou logo em futebol, mas depois reflectiu um pouco e acabou por se recordar:
-Sim, o tal Sócrates?
-Esse mesmo. Estava a pensar fazer dois desses… da cicuta!
-Dois? Para quê, se a historia não se repete?
-Pensei mudar também isso, mas ainda não decidi.
-Podia ser interessante sobretudo se rimasse.
-Óh filho, lá estás tu com a poesia. Não vês meu filho? Sócrates e cicuta não rimam, filho!

terça-feira, dezembro 19, 2006

INQUERITO DE NATAL












-
Pontue de um a 3 cada uma das frases, sendo que 1 significa total concordância e 3 discordância absoluta.
-No fim, some o resultado e veja o seu grau de “Natalinidade”.

( ) Secretamente deseja que o Pai Natal fique entalado na chaminé.

( ) Não está a pensar regularizar a sua dívida com a Segurança Social e o Fisco e ainda enviar um presente ao Conselho de Ministros.

( ) Sempre que ouve músicas de Natal coloca os auriculares e ouve todos os Mp3 de Heavy Metal e Acid Jazz que tem.

( ) Já tem saudades do António Guterres e de todos os anteriores ex-primeiros ministros incluindo o Marquês de Pombal.

( ) Acredita seriamente que aquela rena com nariz vermelho e brilhante não passa de um alcoólica inveterada.

( ) Costuma dizer que é muçulmano e que, como tal, não celebra o Natal.

( ) Recebe sempre presentes com menor qualidade do que os que oferece, menos cartões do que os que envia e menos IRS do que o que devia.

( ) Pensa que as iluminações são um desperdício de electricidade pelo qual, mais cedo ou mais tarde, um ministro o vai culpar.

(…) Decidiu, depois do jantar de Natal com os colegas de trabalho, que no próximo ano a sua “prenda-surpresa” irá ser um relatório com tudo o que realmente pensa deles e delas.

( ) Está certo de que é “Mary Christmas” e não “Merry Chistmas” o que o “velho gordo” grita e que esta é alguma “amázia” dele.

( ) Quando depois do Natal, alguém lhe pergunta como este correu, não sabe o que responder pois apenas se recorda da garrafa de Gin e da ressaca do dia seguinte.

( ) Não tem coragem para faltar ao jantar de família, mas este ano vai aparecer com um piercing no nariz e o cabelo verde e laranja.

( ) O peru causa-lhe azia, o polvo erupção cutânea, o bacalhau hemorróides e as batatas e couves flatulência.


De 13 a 20 pontos:

-Existem muitas probabilidades de que não goste da época natalícia mas ainda parece acreditar no Pai Natal. Continue neste caminho e talvez venha a descobrir que não está tão errado como por vezes pensa ou como lhe querem por vezes fazer crer. Tenha cuidado com os excessos mas sobretudo com as carências e com o fígado. Use o Prozac, o Gin e o cinismo com a possível moderação.

-De 20 a 29 pontos:

Já foi mais dado a natais do que é actualmente, no entanto possui um espírito de sacrifício em nome da tradição, dos valores familiares e dos “fretes” propriamente ditos que fazem de si um no meio de muitos. Tenha cuidado com os doces, com os salgados e com o sexo sem protecção, mas sobretudo tenha cuidado com o fisco.

-De 29 a 39 pontos:

HELLO ?!?
-O seu espírito natalício encontra-se elevado. Ainda acredita no Pai Natal e na recuperação económica portuguesa, apesar dos números mais recentes da União Europeia.
-Divirta-se o mais que puder neste Natal pois para si pode ser o ultimo sem a companhia de homens grandes vestidos de branco numa casa de muros altos; Pelo sim, pelo não mantenha à mão o numero do seu psiquiatra.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Futebol/Futurobol










- Os jogadores acabam de entrar em campo, o público ainda não. Espera que pelo menos o jogo comece. Mas… o que é isto? Uma jovem loira acaba de entrar nua em campo e é agora perseguida por elementos do corpo da PSP. Do corpo de intervenção, está-se mesmo a ver. O ambiente é de grande excitação. Sobretudo para os efectivos do corpo de intervenção.
-O árbitro prepara-se para dar início ao desafio, mas não sem antes receber do presidente de um dos clubes, um relógio de ouro e de seguida agradecer ao presidente do outro clube, o convite para tomar café na residência deste. Eis que agora coloca o apito dourado na boca e que sopra para dar início ao embate que se prevê aceso.
-É Josézito Socrates quem dá o pontapé de saída na direcção de Anibalinho, este devolve a Josézito Socrates que já corre pela esquerda. Não, é pela direita que ele corre; este jogador diz-se esquerdino mas quer sempre correr pela direita. É um liberal! Tem agora pela frente Marquez Menendes, a quem dribla com facilidade e ultrapassa – dada a sua pequena estatura. Olha para o centro-direita em busca do apoio de Anibalinho. Este recebe a bola, o que só acontece por se estar ainda no início o jogo. Mais lá para a frente se verá… Incrível! Anibalinho chuta a bola com demasiada força e esta… perde-se em direcção ao Tribunal Constitucional.
-A bola é reposta e são já os jogadores da equipe laranja quem se prepara para atacar. Lewis Philip Meneses pede a bola na zona central; mas não lha passam. Parece impossível… Sendo este ex-jogador Gaiense um dos poucos que tem sempre remado contra a maré de azares que esta época afecta os Laranjinhas. É agora Luiz Marqez Godés que pára à entrada da grande área e atrasa na direcção de Deus Piño, que para não sujar os calções perde a bola pela lateral.
(…)
- A bola é reposta em jogo, com um lançamento que poderíamos dizer quase filosófico de Carrillo. Este, juntamente com Manolo Alegrete, têm frequentemente sido apanhados em fora de jogo posicional, tendo até o segundo, estado em dúvida para este jogo, por questões disciplinares ocorridas no seio da sua equipa.
(…)
- Do banco, o treinador Marcelo Sousa não se cansa de falar para dentro do campo enquanto olha para o relógio. Isto, em total contraste com o “treinador-rosa” Mário Sónares, que dorme a bom dormir desde o apito inicial.
(…)
- Falta pouco tempo para terminar a primeira parte, quando “os laranjas” se aproximam da grande área adversária. Marquez Menendes confiante na sua técnica de jogo tenta transpor os adversários, mas definitivamente falta-lhe a estatura e acaba por se estatelar à entrada da meia-lua. Entra Sita Ciábra, a massagista de serviço e de egos, para assistir o pequeno jogador que se contorce no relvado.
-Toni Monte-Alvão Maxshade, protesta entretanto com o juiz da partida acerca da justiça da sua decisão de não mostrar o cartão vermelho.
-O árbitro apita para o final do primeiro tempo.
(…)
- Voltamos de novo ao vosso contacto em directo e exclusivo desde o Estádio de Sítio, onde se disputa este desafio que se tem pautado pelas características que o caracterizam.
-Temos connosco um reputado comentador, conhecido pelo seu cabelo comprido e pelo modo como se senta em frente das câmaras de televisão.
-Nono Rodízio, como tem visto quer o jogo quer o comportamento da assistência?

NR - Bem, se pode caracterizar-se de algum modo este jogo, pode caracterizar-se como: “chato”, “aborrecido” e como um “verdadeiro roubo” a todos os que tem bilhete de identidade da República Portuguesa.
-As equipas têm estado iguais ao que se sabe que são: inoperantes e tímidas. Os melhores ataques, foram feitos pelos rosas; especialmente os ataques aos juízes, aos professores, aos funcionários públicos e o mais recente aos militares. No entanto, falharam no ataque: à pobreza, à lentidão da justiça, ao desequilíbrio social, ao atraso económico, às listas de espera na Saúde e até, imagine-se, falharam o ataque aos fogos no último Verão.
-Por seu lado os laranjinhas, não tem sabido,
desde a transferência do anterior capitão (Durão Argiloso), jogar em equipa: falham passes, não conseguem intercepções e não são capazes de resolver no balneário os seus problemas internos.
-Relativamente ao público aqui presente, a situação é confusa. Senão vejamos: existem duas claques vermelhas, sendo que uma, a mais ruidosa, não pára de lançar o que aparentemente são bombas de fumo; que fazem com que quem se encontre perto ria disparatadamente e diga idiotices. Ao passo que a segunda claque vermelha já trocou vários elementos de lugar, sempre que estes não gritam o mesmo que o líder de bancada. Líder esse, que apesar da juventude, apenas tem um grito de apoio: “Avante Camarada, avante!”
-Enquanto isso, na claque azul-amarela, o lider discute constantemente com um grupo para lamentar que quer o regresso do anterior lider de claque.

- Foram as primeiras análises possíveis e eis que se retoma neste momento a partida.
-A única substituição ocorre na equipa rosa. Para o lugar de Frétes do Amaral, que saiu com problemas nas costas e na ambição. Entra Luís Armado que regressou à pouco de um jogo no Líbano.
-Toni Pinho corre pela lateral como se fosse ao volante do seu bólide mas tropeça com aparato na linha de meio campo e acaba por perder a bola para Rui Riodouro - que não dá bola para ninguém e que sozinho quase marca um golo. Não esqueçamos que foi numa jogada assim, que no jogo contra o Ministério da Cultura, Rui Riodouro marcou um importante tento ao fazer um túnel à guarda-redes Pires de Lama.
(…)
-Agora é Mário de Lurdes Rodrigues, quem a passe do capitão corre desenfreadamente embatendo em toda a gente e deixando cair a bola com perigo. Tropeça desajeitadamente com as mãos nos pés e acaba por sair pela linha de cabeceira sem bola e sem remissão.
-A assistência assobia um tango e os jogadores rodeiam o árbitro que marca a Mário de Lurdes Rodrigues uma falta de Educação.
(…)
- O árbitro marca agora um livre contra os laranjas que contestam fracamente. O Árbitro consulta o juiz de linha e acaba por o expulsar.
(…)
- Desde à minutos que Tó Bitorino se encontra a fazer exercícios de aquecimento. Será desta vez que irá entrar em jogo? É que este ponta de lança quase sempre fica no banco, desde que regressou ao clube depois de jogar na Europa.
(…)
-Hermético Loureiro salta e consegue ganhar a presidência da Liga de futebol. Ali mesmo junto à linha de cabeceira e entramos no período de descontos, que daqui me pareceu serem 2 anos. Enquanto isso junto ao grande circulo há um ajuntamento e pelo menos dois jogadores trocam insultos; são eles: Beto Jardim e Carlos Lebre.
(…)
-Toni Costas Largas chuta na direcção do árbitro que marca um livre e foge com a bola em direcção aos balneários. O público protesta e detesta. A polícia intervém a pedir sindicatos e gera-se a confusão generalizada. Os militares passeiam-se agora pelo meio do campo e fuzilam um dos guarda-redes e o encontro termina pela última vez.

-Assim chega ao fim o encontro. Com o resultado nulo que se ajusta perfeitamente ao decorrer do jogo. Chega também ao fim a nossa transmissão com exclusivo patrocínio do Ministério da Saúde e não esqueça: “Se engravida amiúde e já tem idade, procure o ministério da saúde, não vá à maternidade!”
-A emissão segue a partir dos nossos estúdios. Boa Tarde a todos!

terça-feira, dezembro 12, 2006

AJUDE POR FAVOR





















-É simples. Ao clicar no botão "Um colo para cada criança" é remetido para uma página de patrocinadores que realizam uma doação, em dinheiro ou géneros, por cada clique que fizer.

-Pode fazê-lo aqui já!

Vá a este endreço ou use o botão directamente.

http://www.arcidadania.org/




Depois visite este site! Basta clicar aqui.