quinta-feira, julho 06, 2006

Mãos Livres













-Na imparável e inesgotável corrente de exemplos da estupidez humana, encontrei no topo da lista aqueles seres patéticos que berram para os telemóveis em locais públicos, miríades de informações que a maioria de nós poderia perfeitamente ignorar durante toda a vida sem qualquer prejuízo.
-Nas livrarias (outrora locais relaxantes e sossegados), pavoneiam-se dizendo em voz alta os mais elaborados disparates a companheiros invisíveis, tal como na minha infância o faziam os “tolos” típicos de alguns locais da baixa.
-Graças à invenção dos auriculares sem fios, já me aconteceu estar a falar com alguém quando subitamente a pessoa à minha frente sem aviso e sem remissão, atende uma chamada. Levo quase sempre trinta segundos para entender que a conversa acerca do “António que está no Brasil” ou do “Dr. Ferreira que tem o estudo de impacto atrasado”, não me é dirigida e invariavelmente reajo do mesmo modo, virando as costas à pessoa em causa e indo embora como se já lá não estivesse ninguém.
-Quem é que neste mundo pode pretender estar sempre tão disponível para o dito mundo, que não possa correr o risco de perder uma chamada importantíssima de alguém que lhe liga para saber se foi ele/a quem lhe ligou? Por vezes penso que são todos pessoas tão importantíssimas como eles gostariam que eu pensasse que são; Penso que todos sem excepção de marca, cor, modelo ou avanço tecnológico, são médicos de plantão para um transplante, espiões a defender a paz mundial ou psicólogos capazes de, com uma chamada, fazer alguém descer da ponte de onde pretendia atirar-se. E no entanto, é vê-los a passear esbracejando de um lado para outro, com ar sério e compenetrado, gritando ao telefone como se estivessem apenas à espera que um helicóptero descesse ali e com uma catréfada
de guarda-costas os levassem à sede da ONU.-

-Alguém se recorda de umas coleiras que quando o cão ladrava demasiado alto libertavam uma ligeira descarga eléctrica? Pois é, gostaria de sugerir à Nokia, Motorola e outros fabricantes de acessórios para telemóveis que incorporassem nos auriculares algo semelhante, talvez assim se parasse a berraria ridícula desses seres, ou então pelo menos lhes desse uma razão real para a dança de S. Vito que executam enquanto falam.

Rui

quarta-feira, julho 05, 2006

quinta-feira, junho 29, 2006

Gatos












-
Há quem goste e quem não goste deles. Eu prefiro os que gostam. Aliás, prefiro sempre quem gosta, estima e respeita seja que animal for incluindo os racionais.
-Os gatos, estão connosco desde pelo menos, a civilização egípcia. Aí eram respeitados e protegiam as colheitas cerealíferas contra os roedores de tal modo, que era crime igual ao de matar uma pessoa, matar um gato. Na idade media foi outra história.
-Muitos dos maiores vultos da literatura, musica, pintura, poesia e artes letras e ciências em geral, deixaram magnificas homenagens aos seus companheiros felinos nas suas obras e deixaram-nos os seus nomes e beleza de carácter a nós.

Mas isto seria assunto para outra história e aqui, o que quero dizer, é que ontem nasceram em minha casa dois gatinhos filhos da gata Boneca. Essa malandra que há tempos elaborou um plano de fuga perfeito, e que só voltou a aparecer, ronceira como sempre, 12 horas depois; Com um som de miar feliz e os olhos ainda mais brilhantes do que é costume.
-Agora, resta-me desdobrar-me em telefonemas, e-mails, pedidos e até, cobrança de favores antigos, junto de todos os que sei nutrirem por gatos, a mesma admiração e ternura que eu lhes tenho.

-Tive a felicidade de ter crescido com animais de estimação de várias espécies e raças e de ter tido que me ensinasse que tal como as pessoas, também eles são seres dignos de estima e portadores de uma quase infinita paciência e carinho, ainda que os seus companheiros humanos sejam muitas, demasiadas vezes, cruéis e desprezíveis.


Rui

Música para hoje: "CATS, the musical" - Andrew Lloyd Webber

quarta-feira, junho 28, 2006

Curiosidade ?
















Para lêr faça clique sobre a imagem.

Rui

terça-feira, junho 27, 2006

Anti-STRESS





















Rui

Música para hoje: "Sabão Crá-Crá" - Mamonas Assassinas

domingo, junho 25, 2006

TPC - Tempo Para Convívio












-

foto de Robert Doisneau

sexta-feira, junho 23, 2006

S.João

























Para todos os que o celebrarem e para todos os outros, UM BOM S. JOÃO!

Por mim talvez coma uma sardinha e é só!

Rui

quinta-feira, junho 22, 2006

Desassossegos I

















Existem na vida circunstancias bem estranhas. Uma das mais estranhas que conheço é a das dores físicas, Existem algumas com que nos habituamos a viver, de tal modo que em determinadas alturas, elas são tudo aquilo com que podemos contar. Sabemos que estão lá aconteça o que acontecer, que contam connosco para existirem e que são de uma dolorosa confiança. Se todas as dores fossem assim…

“A vida não pára”, diz quem sabe escrever aquilo que pensa ser a verdade. “A vida é cruel e egoísta”. “as pessoas sofrem, morrem perdem-se”. “Há doenças, fome, guerra e tristeza”. “Desaparecem países, nascem outros”

Tenho pensado muito nestes dias; Tive sempre o péssimo hábito de pensar demasiado.

Rui


MUSICA - "I'm not OK" My Chemichal Romance

terça-feira, junho 20, 2006

PORTUGAL SA - Relatório de Actividades
















-É com enorme prazer e, perdoe-se-me, justificado orgulho que trago até V. Excelências, para análise e aprovação, o presente relatório de actividades da Portugal S.A., naquilo que se refere ao ano que recentemente terminou, e que é o primeiro desta administração que encabeço.

INTRODUÇÃO:

É com alguma mágoa que começo por lembrar aos Senhores accionistas, que o ano referido neste relatório se iniciou há apenas doze meses atrás e que nele tivemos alguns revezes.

-Não nos foi possível, por exemplo manter a maioria do capital nas autarquias e não tivemos sucesso na OPA que pretendemos lançar sobre a Presidência da República. Tais factos revelam que a metodologia seguida pelos nossos especialistas da área de marketing, não terá sido a mais adequada ás necessidades do nosso mercado. Como resultado dos inquéritos prontamente levados a efeito, foram já notificados o Instituto Nacional de Emprego e a Fundação Mário Soares de que não voltaremos a recorrer aos seus serviços e de que passaremos a recrutar ainda mais, os nossos candidatos entre os amigos e conhecidos e compadres. Sendo que deixaremos de o fazer, entre desempregados políticos de media duração e cidadão seniores de elevados rendimentos e ambições.

FACTOS POLÍTICOS GERAIS DO EXERCÍCIO

- O plano designado como “Choque Tecnológico” encontra-se bastante atrasado devido às inundações do Verão passado.

- Durante o corrente exercício foram lançados em 1ª fase os seguintes projectos de relevância:

a) Rede Básica de Demolição de Maternidades e Urgências de Centros de Saúde.

b) Sistema Avançado de Encerramento de Escolas e Empobrecimento do Sistema de Ensino.

c) Projecto Geral de Reorganização das Colocações e Nomeações por Compadrio.

d) Rede Nacional Integrada de Divulgação de Segredos de Justiça.

e) Sistema Metodológico de Hostilização a Classes Profissionais Essenciais.

f) Laboratório de Acompanhamento à Distância do Encerramento de Multinacionais.

g) Grupo Nacional de Destruição da Agricultura e Pescas.


Talvez tenha continuação.

Rui

domingo, junho 18, 2006

O sentido da vida




















Qual é o sentido da vida?

Porque estamos nós aqui e agora e não outros que não nós?

Existe um Deus? Se sim qual é a sua natureza?

De todas as religiões que existem qual é a mais correcta?

Existe vida para lá da morte?

Somos seres primordialmente físicos ou espirituais?

-No dia em que o meu melhor professor falou disto numa aula eu fui chamado à secretaria para resolver um problema que nem sequer chegava a ser problema. Quando voltei à aula, todos os outros me olhavam de modo estranho.

Agora sei que sou o único que não possui respostas para estas questões.

Rui

quarta-feira, junho 14, 2006

Diálogos X












“O que é que estás a fazer?”

Esta é uma das mais difíceis perguntas a que se pode responder sem que os olhos repousem nos olhos de quem questiona.

“Nada!”

É a mais simples das respostas sem olhar.

Por vezes apetece responder apenas:

“Espero por ti, é tudo!”

Rui

Ensino/Greve/Professores




















Esclarecimento prévio:
Não estou pessoal ou profissionalmente ligado a esta "guerra". No entanto, fico preocupado com os disparates que desde há muitos anos se fazem com o nosso sistema de ensino, com os sucessivos erros que se cometem, com a arrogancia com que é tratada toda uma classe e com a evidente demagogia com que se abordam as alterações do ensino. Isto já hoje tem consequencias funestas e as futuras com certeza serão mais graves ainda.


-
Não discuto a necessidade da avaliação do desempenho de qualquer classe profissional, obviamente não discuto essa necessidade na classe dos professores.
-Não discuto a necessidade e premência do envolvimento dos pais e encarregados de educação no processo educativo dos seus filhos.

Não contesto a absoluta necessidade de mudar aquilo, e é muito, que está mal no sistema de ensino nacional

-Considero sim, mais do que discutível, negativo, o anunciado procedimento de avaliação dos professores por parte dos encarregados de educação. Antes de mais deve ser salientado que a avaliação de docentes existe, e é feita já actualmente em moldes bem definidos. A medida não constitui portanto qualquer inovação, nem visa trazer nada de novo ao processo, o que com toda a razoabilidade, faz pensar tratar-se de mais uma medida avulsa e populista, destinada sobretudo a agradar ás massas pouco esclarecidas ou a alguma clientela própria.

-Parece-me pois incrível que com todas as carências que o sistema de ensino possui, se comece por colocar em causa a dignidade de quem nele mais anos sofre. Haveria sim que de uma vez por todas, responsabilizar os pais para o papel que lhes cabe enquanto verdadeiros educadores e deixar o ensino para os professores. Cada vez mais os pais e as suas associações parecem pretender demitir-se deste papel confundindo educação com ensino que sendo duas vertentes do desenvolvimento pessoal, têm no entanto agentes bem diferenciados; No caso da educação, o papel cabe aos pais e não é aceitável que de algum modo dele se desresponsabilizem, ou que invoquem razões de cariz ocupacional, cultural ou outro, para que o deleguem nos professores a quem está reservado o papel de ensinar e que nele se devem concentrar. Não é possível esperar que os professores despendam com um aluno, que por incompetência, incúria ou desconhecimento familiar, não possui os mais básicos rudimentos de comportamento, o tempo que deveriam despender a ensinar a toda uma turma, matéria lectiva. Esta é no entanto, uma muito real e vulgaríssima situação, e dela resulta um generalizado prejuízo para todos os alunos e para a prática do ensino, para além de incontáveis situações de extrema e grave indisciplina escolar.

-Recordo-me bem, que quando no passado alguém sugeriu uma maior responsabilização dos pais para com os actos cometidos pelos filhos em ambiente escolar; Então, todo um coro de vozes de associações de pais se levantou em uníssono protesto. Tal atitude, na altura pareceu-me uma tentativa de desresponsabilização ou ainda pior, uma recusa em assumir a responsabilidade que é naturalmente a responsabilidade de ser pai. Interessante, é que logo após os primeiros rumores acerca da introdução da tal “Avaliação” de professores pelos encarregados de educação, apareceu na televisão um senhor façanhudo, afirmando do alto da sua iniquidade e em nome de uma ou de todas as associações de pais, que hoje em dia os pais são pessoas evoluídas e capazes e que existem pais médicos, engenheiros, advogados perfeitamente habilitados (apalavra é minha), para fazerem a dita “avaliação” . Ora aqui uma de duas: ou é necessário ter habilitação superior e isso eliminaria os pais, pedreiros, operários, sapateiros e empregados comerciais entre muitos outros, ou o referido senhor é um oportunista, demagogo, ressabiado e um mau representante dos pais deste país.

-Não me parece difícil concluir que se esta medida avançar, será mais uma vez uma machadada dificilmente irreversível no sistema de ensino. Trará consigo, muito naturalmente um clima de crispação entre pais e professores, com estes a sentirem com toda a naturalidade, uma ainda maior pressão no sentido de deixar que os alunos transitem de ano com ou sem mérito. Fará dos professores meras peças de uma engrenagem avaliada por quem por ela muitas vezes não se interessa minimamente.

-Se realmente a Sr.ª Ministra quer melhorar algo no sistema de ensino deveria começar por reduzir o número de alunos por turma e não por tomar medidas avulsas como a de contratar professores suplementares de Matemática. Assim seria possível que as aulas funcionassem talvez não idealmente mas pelo menos melhor. Será que a senhora julga que o problema é apenas com o ensino da matemática? Será que a senhora realmente conhece a pasta que governa?


Rui

sexta-feira, junho 09, 2006

MUNDIAL-Curiosidade




















Para quem acredita em coincidencias, ou não!

Rui

terça-feira, junho 06, 2006

Água da chuva, Seca, Fogos e Governo

















-
Será que foram tomadas as necessárias medidas para a preservação da água, para que este verão não se volte a passar o mesmo do ano anterior?
-Será que o governo, através do Instituto da Água, tomou as medidas necessárias para encher as albufeiras com a água das abundantes chuvas do último Inverno?
-Francamente não me parece. A questão é que este governo já não enche as medidas a ninguém, apenas a paciência.
-O problema da seca é um problema grave, mas em vez de se terem tomado reais e efectivas medidas antecipadamente, o governo esteve sempre mais interessado em dar seca aos portugueses em geral e aos pensionistas, juízes, funcionários públicos e professores, em particular. Para já não falar da autêntica seca que têm sido os anúncios de investimentos e de medidas estridentes que depois acabam, elas sim, por meter água e por não se concretizarem.
-Todos os anos se perdem em Portugal centenas de milhões de litros de água, sobretudo nas zonas urbanas, tão impermeáveis como algumas cabecinhas do Instituto da água ou do Ministério da Administração Interna que elabora os planos de prevenção e combate a fogos florestais. Milhões de litros que poderiam ser usados como águas de rega e combate a fogos; que poderiam ser armazenados em lençóis à superfície sem que na grande maioria dos casos daí adviesse qualquer prejuízo ou alteração ambiental.
-Talvez porque a chuva pertence ao sector público ninguém se dá ao trabalho de pensar nela. -Enquanto milhões de litros de precioso líquido pluvial, escorrem pelo mesmo plano inclinado em que resvala a governação, insiste-se em fazer propaganda usando as novas brigadas de, imagine-se, GNR’s-bombeiros. Enquanto isto, os fogos lavram e pelas pequenas amostras dos recentes dias, com incêndios que maldosamente se adiantaram ao calendário que dezenas de técnicos elaboraram, iremos de novo ter um Verão escaldante, “desgraçante” e humilhante.

-É que estes senhores ainda não entenderam que a água da chuva, não é na realidade ao preço da água da chuva.


Rui

sábado, junho 03, 2006

quinta-feira, junho 01, 2006

"Pelo direito a um colo"












No dia de hoje, a minha homenagem a quem o vive intensamente todos os dias do ano.
Uma instituição e um homem que admiro profundamente.
Vale a pena lêr, mas sobretudo vale a pena divulgar e ajudar!

Rui

O QUE É O REFUGIO ABOIM ASCENSÃO.

SOMOS UMA INSTITUIÇÃO PARTICULAR CRISTÃ DE SOLIDARIEDADE SOCIAL, FUNDADA EM 190l, EM LISBOA (SEDE) POR RODRIGO ABOIM ASCENSÃO E EM 1933, EM FARO, POR MANUEL ABOIM ASCENSÃO DE SANDE DE LEMOS, SEU GENRO E SOBRINHO.

PRIMEIRO, COMO LACTÁRIO E CENTRO DE APOIO A MÃES SOLTEIRAS, DEPOIS COMO SERVIÇO MÉDICO DE RECÉM-NASCIDOS E PREMATUROS, A INSTITUIÇAO SOFREU ALTERAÇOES AO LONGO DOS ANOS, QUER DE ORDEM TÉCNICA, QUER DE ORDEM METODOLÓGICA, NÃO DEIXANDO, CONTUDO, DE CUMPRIR UM IDEAL BENEMÉRITO DO SEU FUNDADOR: APOIO À PRIMEIRA INFÂNCIA.

EM 1985, A INSTITUIÇÃO SOFREU REMODELAÇÕES DE BASE, NO QUE CONCERNE AO EQUIPAMENTO E ENQUADRAMENTO SÓCIO-JURÍDICO DAS CRIANÇAS INTERNADAS, COM A TOMADA DE POSSE DA ACTUAL DIRECÇAO.

APOIADOS EM ACORDOS COM O MINISTÉRIO DO EMPREGO E SEGURANÇA SOCIAL, MINISTÉRIO DA SAUDE, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, E MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, SOMOS HOJE UM GRANDE CENTRO DE ACOLHIMENTO PARA CRIANÇAS EM RISCO DE AMBOS OS SEXOS, DESDE RECÉM-NASCIDOS ATÉ AOS 5 ANOS DE IDADE.

O REFÚGIO NAO TEM QUAISQUER RENDIMENTOS PRÓPRIOS NEM METODOLOGIA OU FINS LUCRATIVOS,

NESTE MOMENTO TEMOS CAPACIDADE PARA 104 CRIANÇAS.

AQUI NO REFÚGIO ABOIM ASCENSÃO, NASCEU EM AGOSTO DE 1988 CRIADO PELO DR. LUIS VILLAS-BOAS, O "PROJECTO EMERGÊNCIA INFANTIL", A QUE O DIÁRIO DA REPÚBLICA DE 7 DE JUNHO DE 1990 (Nº 131 - III SÉRIE) DEU FORMA JURÍDICA, CRIANDO-SE ASSIM, OFICIALMENTE, MAIS UMA DAS MUITAS RESPOSTAS CONCRETAS AO DRAMA DA CRIANÇA EM RISCO, EM PORTUGAL.

MAUS-TRATOS, ABANDONO, ABUSO SEXUAL, VITIMAÇÃO PELA TOXICODEPENDÊNCIA DOS PAIS - SÃO ALGUNS DOS QUADROS SÓCIO-PATOLÓGICOS QUE INQUIETAM E PREOCUPAM GOVERNOS E CIDADÃOS DE TODOS OS PAÍSES COMUNITÁRIOS E NÃO SÓ, RELATIVAMENTE ÀS SUAS CRIANÇAS DE HOJE.

ACUDIR A UM BEBÉ ABANDONADO COM 15 MESES DE VIDA, É PORVENTURA A MELHOR FORMA DE EVITAR UM DELINQUENTE AOS 15 ANOS DE IDADE.

URGE QUE NOS OCUPEMOS, EM TEMPO ÚTIL, DA CRIANÇA EM RISCO OU JÁ VITIMADA, PROMOVENDO O SEU ACOLHIMENTO, ENQUADRAMENTO TÉCNICO (JURÍDICO, CLÍNICO, SOCIAL E PEDAGÓGICO) E O SEU ENCAMINHAMENTO POSTERIOR PARA A FAMÍLIA NATURAL.

QUANDO A FAMILIA NATURAL, APESAR DE PLURIDISCIPLINARMENTE APOIADA, SE REVELAR INCAPAZ DE ASSUMIR A CABAL RESPONSABILIDADE PELO DESENVOLVIMENTO INTEGRADO E HARMÓNICO DA CRIANÇA, ESTÃO CRIADAS AS CONDIÇOES PARA O ACCIONAMENTO JURÍDICO-SOCIAL DA ADOPÇÃO.

VIVEMOS 24 SOBRE 24 HORAS, ENTRE E COM AS CRIANÇAS, TENTANDO DAR-LHES UMA FAMÍLIA, REABILITÁ-LOS ATÉ AO LIMITE DAS NOSSAS CAPACIDADES HUMANAS E TÉCNICAS, OFERECENDO-LHES UM PROJECTO DE VIDA, QUE NÃO TINHAM QUANDO AQUI ENTRARAM.

COOPERAMOS COM O ESTADO, IMPULSIONANDO AS FORMAS DE REINSERÇÃO SOCIAL POSSÍVEIS, ACOMPANHAMOS OS PROCESSOS DE ADOPÇÃO, (CENTRO REGIONAL DE SEGURANÇA SOCIAL DO ALGARVE E PELO TRIBUNAL DE FAMILIA E MENORES DE FARO), PROMOVEMOS A EDUCAÇÃO,O SUPORTE PSICOPEDAGÓGICO, A REABILITAÇÃO E A SOCIABILIZAÇÃO MAXIMAL DOS PEQUENITOS QUE VIVEM CONOSCO.

FORAM MAIS DE 500, DESDE 1985.

CERCA DE 80 FORAM ADOPTADAS.

APRENDEMOS TODOS OS DIAS COMO É POUCO QUANTO SABEMOS E FAZEMOS PELA CRIANÇA EM RISCO.

PARTIMOS DO ENTENDIMENTO DO PRIMADO DA RESPONSABILIDADE VOLUNTÁRIA DA SOCIEDADE CIVIL EM COOPERAÇÃO CORRESPONSÁVEL COM O ESTADO COMO SOLUÇÃO IDEAL PARA O DRAMA ETERNO DA CRIANÇA EM RISCO.

POR ISSO, TODOS NÃO SOMOS DEMAIS...

PORQUE A CRIANÇA É UM CIDADÃO DE DIREITO...COMO TAL, COM DIREITOS!

NÃO HÁ RECEITAS EFICAZES NA EUROPA, NEM EM PORTUGAL, PARA AJUDAR ESTAS CRIANÇAS QUE SEMPRE EXISTIRÃO COMO VITIMAS DA PERTURBAÇÃO E EXCESSOS DOS ADULTOS.

MAS HÁ EXPERIÊNCIAS, NACIONAIS E INTERNACIONAIS, ALGUMAS INICIADAS HÁ MUITOS, MUITOS ANOS, ÀS QUAIS RENDEMOS HOMENAGEM, NOS ASSOCIAMOS E AFIRMAMOS NOSSA VONTADE DE CONTINUAR A TRABALHAR COM ELAS,EM PROL DA CRIANÇA!

EM NÓS, MULHERES E HOMENS DO REFÚGIO ABOIM ASCENSÃO-EMERGÊNCIA INFANTIL, PREVALECERÁ CRISTÃ E PORTUGUÊSMENTE A CERTEZA DE QUE CADA CRIANÇA SÓ TEM UM TEMPO DE SER CRIANÇA E DE QUE NÓS, OS ADULTOS, TAMBÉM SÓ TEMOS UM TEMPO PARA AJUDAR CADA UMA DESSAS CRIANÇAS.

100 BEIJOS!

DR. LUIS VILLAS-BOAS

terça-feira, maio 30, 2006

FUTEBOL E AMOR (Reedição Acrescentada)

























-
O Primeiro texto é uma reedição de um aqui colocado a 15/10 de 2006; O segundo é de um amigo que se assina Yur Adelev.
Achei que ambos se completariam.

O mundo é redondo e o futebol é a maior prova disso.

-O futebol é uma repetição de todos os reflexos sociais. Tem regras, restrições, perícias, penalidades, artigos, relevância e impertinência. Mas sobretudo tem o acaso. Tem superstição, religião e paixão…muita paixão. Tem corpo e por tudo isto tem alma.

-O futebol é violento como a vida e tem abusos como ela. Duro como a existência e sóbrio como a maior das bebedeiras.

-É diferente nas semelhanças com a religião e semelhante a ela nas diferenças. Ou se crê ou não, ou se ama ou se odeia; Tudo o resto são excepções raras e tudo é permitido em simultâneo. Nele as crises de fé são rápidas, duram o espaço de uma jornada ou o “defeso” de uma época.

-Ao contrário do que se diz por aí, não se joga pensando, joga-se apenas com a alma e com o corpo todo ainda que não seja permitido, depois pensa-se. Isto é: primeiro chuta-se como e quando se pode na altura e à posteriori explica-se o que se fez, se pode explicar ou inventam-se razões ou então não se explica sequer.

-O futebol não é bonito, é lindo se se gosta dele e se a equipa ganha ou trágico se a equipa perde. Arranca euforias e horrores durante o mesmo minuto. Mata-se por ele (tristemente) e morre-se por ele mas sobretudo sofre-se por ele. É catártico e sublime ou aberrante e desprezível.

-Ninguém gosta de futebol apenas. Futebol não se conversa, discute-se. Escreve-se, descreve-se, analisa-se, vê-se e revê-se vezes sem fim em todos os ângulos inversos e reversos e nunca se apura nada.

-Não é desporto, é tudo para quem tem pouco ou nada e algo mais para quem já tem tudo.

-É belo ouvir de alguém que o detesta e não o entende por opção própria, que deseja que a nossa equipa vença, apenas por nós.

-È uma bela declaração de amor.


Rui

Se fosse eu o seleccionador fazia de ti a minha selecção.
Jogaríamos em todos os campos 9000 minutos regulamentares,
sem outra falta que não fosse a que me fazes
e haveriam prolongamentos dos dias mais felizes.
Só tu e eu num estádio cheio de alma,
correríamos de mão dada atrás da bola que é o mundo,
e os bons encontros durariam para sempre.
Os cartões, teriam todas as côres
e neles, desenhos de gerbéras e outras flores de que gostes.
A relva teria grilos, que cantariam de noite e de dia,
e as únicas fintas seriam aquelas que a vida nos faria.
Nas balizas, as redes estariam penduradas entre os postes,
para que descansássemos nelas das quedas dos dias maus.
Á noite, dos holofotes do estádio brilharia a lua cheia.
E o público, calado, aplaudiria a vitória alheia.


Yur Adelev

sexta-feira, maio 26, 2006

Narciso?










-Quando passei a fazer parte da rotina diária da minha família, pensaram chamar-me Marcelo, mas ou porque já na altura existia um, ou por terem mudado de ideias acabaram por me nomear Rui.

Ruis existem em qualquer lugar, andam por todo o lado estão em todo o lado. São muitos, são diferentes; Têm alturas, profissões, pensamentos e gostos diferentes, mas todos têm uma coisa em comum: todos se chamam Rui.
-Tenho praticamente a certeza de que não existe uma cidade, vila ou aldeia, escola, escritório ou oficina onde não viva ou trabalhe alguém chamado Rui. Ao contrário do que acontece com os Josés, com os Manueis, com os Joãos e com os Pedros, os Ruis são apenas portugueses; Não conheço outra língua em que o nome exista com esta grafia. Em língua inglesa existe o Ray, e na francesa o Ruy, mas uma e outra apenas se aproximam em número de letras e no som inicial, o que são vagas e longínquas semelhanças.
-Sei também que em russo existe uma palavra cuja grafia desconheço mas cujo som equivale ao do nome Rui. O significado não o escrevo, por se tratar do mais forte “palavrão” português e também russo,... aquele que nas terras mais a norte, é usado como se de um ponto final se tratasse.
-No entanto sei que existem Marias Rui, o que não faz delas outra coisa que não Ruis femininos.
-Não faço qualquer ideia, nem sequer aproximada de quantos Ruis existem, nem qual a sua distribuição geográfica; A única vez que tive a ideia de saber qual a sua densidade, fui a uma mesa de café com cinco amigos, dos quais quatro se chamam Rui. Assim, por conclusão ficou-me que ali, cinco em cada seis portugueses se chamavam Rui. Mas nós abemos o que as estatísticas significam quando são assim elaboradas.
-Por vezes surgem-me ideias de criar um lobby, ou um clube apenas, de e com pessoas chamadas Rui. Seria apenas mais um lobby ou clube?
-Será que o nome que usamos toda uma vida, tem algo que ver como o modo como somos ou com tudo aquilo que nos acontece?

-Quanto à sua origem conheço esta versão:

-Rui é a forma reduzida do nome Rodrigo [que vem do germânico hrod, «glorioso» "roda", glória, e "ric", poderoso]. A sua forma antiga era "Roi" ou "Roy".

In Nomes Próprios, de Ana Belo (Arteplural, Lisboa) e Dicionário de Nomes Próprios, de Orlando Neves (Circulo de Leitores).


Nota: Apesar de a ilustração ser a imagem de um Narciso, a ideia é apenas contrariar o que quer que alguém possa pensar acerca do tema e conteúdo deste post! Além de que o narciso é uma bela flor.

Rui

quarta-feira, maio 24, 2006

segunda-feira, maio 22, 2006

PUZZLES
















Tenho 42 anos. Não sou nem velho nem novo sou ambos ao mesmo tempo e regra geral sou novo demais e demasiado velho quando quero ser o contrário.
Quarenta e dois anos é diferente de ter quarenta e um ou quarenta e três, embora seja sempre eu independentemente da idade que tiver. Mas por vezes não sei bem o que é exactamente isso de ser eu.
Envelhecer é das poucas certezas que possuo. De todas as realidades é das mais democráticas e inexoráveis.
Antigamente, pensava que quando atingisse esta zona da vida em que estou ,seria mais capaz, mais envolvido na vida, mais sabedor e experiente. Mas tudo o que até agora aprendi resume-se a saber que não aprendi nem o suficiente nem aquilo que queria aprender e que está muito bem assim.
A vida não é um puzzle à espera de ser construído peça a peça mas sim as cores com que o puzzle se pinta. Não será um puzzle coloridíssimo mas é colorido e vivo; Não é preciso nem exacto mas é perfeito.
Há na vida pelo menos uma justeza, a que se revela naqueles de quem gostamos, nos momentos felizes, na beleza e na passagem das estações. Gosto da vida mas não me entendam erradamente. O mundo está cheio de desgraças e de lágrimas e o meu mundo também. Limito-me a tentar acreditar apenas, que algo melhor há-de existir um dia e que me irá surpreender como antes já aconteceu, mas por outro lado, duvido prufundamente e até acho totalmente in-provavel

Não sei bem porque pensei nisto. Talvez apenas porque há coisas em que me é muito doloroso pensar.

Rui

quinta-feira, maio 18, 2006

COW PRIDE / COW PARADE ?




















Confesso que existem coisas cuja aparente inutilidade me diverte!

Rui

quarta-feira, maio 17, 2006

À espera de Godot












-Ontem, veio-me parar ás mãos um livro de Samuel Beckett com uma peça de que gosto e que já varias vezes vi: “À espera de Godot”. Ao folheá-lo, ocorreu-me esta questão: “como seria a mesma peça, se Beckett vivesse na era do telemóvel?”

Eis o que penso ser a resposta:


Primeiro Acto:

Estragon: Quem era?
Vladimir: Godot. Ele não pode vir, e que tal se fossemos a um restaurante chinês?
Estragon: Boa idea.

Vladimir & Estragon saem do palco pela esquerda.

Fim


Rui

terça-feira, maio 16, 2006

FOCAR









É preciso reviver o sonho e a certeza de que tudo vai mudar.
É necessário abrir os olhos e perceber
que as coisas boas estão dentro de nós,
onde os sentimentos não precisam de
motivos nem os desejos de razão.
(É preciso saber focar a verdade que existe
nos sentimentos reais e belos que temos
ignorar os medos e receios e agarrar a vida.)*
O importante é aproveitar o momento
e apreender sua duração,
pois a vida está nos olhos
de quem sabe ver.


(Gabriel Garcia Márques)

* Paragrafo introduzido.

Rui


domingo, maio 14, 2006

É O MARKETING ESTÚPIDOS!












-Todos os caminhos vão dar a algures. Das mais diversas paragens, das mais longínquas proveniências, dos mais recônditos lugares, usando os mais variados meios de transporte, todos se dirigem ao lugar marcado.
-Tudo leva a crer que o acontecimento irá concitar a atenção dos mais destacados especialistas, dos mais atentos observadores, comentadores e de todos os órgãos de informação.
-Parece chegado finalmente o grande momento.
-A população concentrada no exterior, mantêm um silêncio expectante enquanto lança confeti e outros impropérios.
-Os convidados continuam a chegara bom ritmo, uns aos pares, outros aos impares; Uns envergando traje de cerimonia e outros bem vestidos.

-A conferência de imprensa tão amplamente anunciada e que tanta expectativa tem vindo a criar parece estar prestes a ter inicio. Um a um, entram os membros do governo por ordem de importância: o primeiro-ministro à frente, depois os ministros, a seguir os secretários de estado, os secretários de estado, os sub-secretários de estado, os chefes de gabinete, os assessores, os sobrinhos, os afilhados, os amigos e por fim o pessoal de secretariado. Todos ocuparam os seus lugares, ladeando o chefe do governo. Todos os olhares se concentram agora no primeiro-ministro que retira do bolso as notas da sua importante comunicação. Faz-se total silêncio, vamos ouvir.

-Portugueses, minhas senhoras, meus senhores, senhores ministros e restantes membros do governo, senhores jornalistas, distinto público.
-O anúncio que aqui me traz e simples e resumi-lo-ei como é meu habito. É o seguinte:
-É o marketing governamental, estúpidos!

Rui

sábado, maio 13, 2006

Comboio In-Provavel










-Quando subires para o comboio, escolhe um lugar no centro da carruagem e junto à janela. São esses os lugares onde se é menos incomodado.
-Sim senhor! – Respondeu o rapaz baixando a cabeça respeitosamente.
-Quando o comboio começar a andar, pode aparecer alguém a tentar vender-te alguma coisa. Não compres nada, não lhe ligues, não respondas sequer. De certeza que é alguém prontinho para te burlar, um vigarista.
-Sim senhor, não lhe ligo sequer!
-Se alguém te oferecer um cigarro, não aceites; Os cigarros têm droga. Entendeste?
-Sim senhor, entendi!
-Se te aparecer alguma rapariga nova e bonita a querer meter conversa contigo, abafa o teu primeiro impulso e sem seres mal-educado, corta logo ali o diálogo. Essa rapariga há-de ser uma aventureira.
-Uma quê?
-Uma desavergonhada! Ouviste?
-Sim senhor, ouvi e entendi! Não lhe darei troco à conversa!
-Se por acaso alguém te convidar para jogares cartas, não jogues; Os comboios estão cheios de vigaristas que te fazem perder tudo o que tens e nem sequer saberás como.
-Sim senhor! Não me hei-de esquecer.

-O jovem subiu para o comboio e entrando na carruagem, atravessou-a até ao fundo, colocou os sacos no estrado sobre os bancos e sentou-se num lugar junto à coxia.
-Quando o comboio se pôs em movimento, entrou um homem enorme e de aspecto simpático que vendia artesanato africano. Chamou-o com um gesto e escolheu um pequeno elefante negro com as presas em marfim.
-Retirou do bolso do casaco um maço de cigarros e acendeu um, devagar. Fumo-o com evidente prazer, muito embora soubesse que ali não era permitido fumar. Foi então que viu sentada quase no centro da carruagem uma rapariga que lia. Levantou-se, dirigiu-se até ela e pedindo licença para se sentar ofereceu-lhe o pequeno elefante. Pouco tempo depois falavam animadamente como se se tivessem conhecido muito tempo antes. Jogaram às cartas e riram-se durante quase toda a viagem.

-Dois anos mais tarde, casaram e convidaram os avós de ambos, que vieram de comboio ao casamento.


Rui

sexta-feira, maio 12, 2006

EMBIRRAÇÕES IV




















CALIMÉRO II
-Niguém gosta de mim...
-Fui vítima de injustiça...
-Havia um
complot...

(Entrevista de Manuel Maria Carrilho à RTP 1, dia 12 de Maio de 2006)


quarta-feira, maio 10, 2006

LIVRA... RIA!







-
Confesso que tenho uma secreta paixão por livrarias. E embora a não a exerça com a regularidade que gostaria, ela está em mim e eu nela sempre que a ambos é possível estarmos juntos.
-Quando estou numa livraria a desfolhar mil livros que não tenciono comprar tenho, nesses momentos únicos, a impressão que ainda resta no mundo alguém que sabe pensar.
-Gosto das cores das lombadas dispostas anarquicamente, e bem dispostas habitualmente. Gosto do cheiro a papel e a tinta e sobretudo gosto do quase solene silêncio que lá existe; Este, não é o silêncio mal disposto, obrigatório, pesado e opressivo das bibliotecas, mas um silêncio respeitoso e auto imposto, como o som da concentração do atleta antes de iniciar a corrida contra a fasquia que deveria ultrapassar.
-Adoro percorrer as secções temáticas e já me tem acontecido encontrar na secção de arte, excelentes obras acerca de reciclagem de resíduos sólidos ou na de auto-biografias, fantásticas obras de ficção. Mas sobretudo sempre me impressionou a divisão da totalidade dos livros em dois grandes grupos: ficção e não ficção. É como se me quisessem dizer que uns são verdadeiros e outros apenas uma data de patranhas que no entanto eu devo ler, pagando para isso a pequena fortuna que os livros por cá vão custando.

-Ainda recordo com alguma saudável saudade, outro tempo não muito distante, em que era possível fazer perguntas aos empregados das livrarias e obter respostas concretas, rápidas e acertadas sem que tivessem de consultar com ar sério um terminal de computador. Nessas alturas, franzem o sobrolho como se soubessem a resposta e apenas não se recordassem bem dela, consultam a base de dados e concluem quase invariavelmente, que o autor cujo livro nós procuramos não existe, ou que naquela livraria não existe nada, que ele a ter existido, tivesse escrito; O que parece dar no mesmo a julgar pela expressão de estranheza e desdém com que nos olha. È mais ou menos assim: “Hum…, desculpe mas OZ, só se for O feiticeiro de OZ. Esse tal Amos Oz não existe!”. Está encerrada a questão, e assim Amos Oz (pseudónimo de Amos Klausner), um dos mais importantes e mais traduzidos autores em língua hebraica, deixa pura e simplesmente de existir num ápice, desaparecendo com ele toda a sua obra.

Rui

segunda-feira, maio 08, 2006

Breve historia do Erotismo















-Os povos da antiguidade não conheciam a diferença entre erotismo e pornografia e não se importavam nada com o facto.
-Para este texto deparei-me com grandes dificuldades, pois a escassez de obras de consulta é enorme já que a “Penthouse” não era vendida em Roma, a “Playboy” não era editada no Egipto, a “Lui” não se publicava na Grécia e os persas apenas liam a “Nova Gente”. No entanto, a conclusão mais evidente a que cheguei foi a de que estes povos apreciavam tudo aquilo que neste capitulo a humanidade actual aprecia sem qualquer distinção ou preocupação de distinguir entre: sexo, pornografia e erotismo.

Algumas questões prementes:
-O nariz de Cleópatra, era sexy, erótico, ou pornográfico?
-Os Hunos, combatiam semi-nus por facilitismo, naturismo ou exibicionismo?
-Os gregos, acreditavam mesmo na mitologia, ou criavam as lendas para disfarçar algumas facadazinhas que davam e atirar a culpa para os deuses e deusas?
-As múmias, exerceriam algum grau de atracção sexual sobre os egípcios?
-As pirâmides eram símbolos fálicos?
-Na Pérsia, a barba cerrada em cachinhos tinha algum poder de atracção?

-Todos sabemos que os gregos eram uns tipos liberais à brava; Eros era grego, Afrodite também, Apolo e aqueles sacanas que nos levaram o Campeonato Europeu de Futebol também eram. Em Atenas periodicamente, jovens de todos os sexos, pelo menos de quatro deles, juntavam-se para a prática de jogos que fariam corar Zeus se ele tivesse realmente existido.
-Os romanos, herdaram dos gregos alguma da sua liberalidade e dos lusitanos a restante que lhes haveria de permitir que inventassem as orgias de todos os dias e os semanais bacanais.
-Os egípcios não nos deixaram grandes testemunhos. Eram um povo estranho que tinha má caligrafia e andava sempre de lado, mas apesar de tudo sabemos hoje que não existe qualquer registo de que tenham existido múmias semi-nuas.
-Os hunos, sabemos terem sido um povo muito fértil pois as hunas não tinham filhos mas sim hordas deles, que arrasavam tudo por onde passavam.

-Talvez aqui volte ao assunto para falar da idade média, que como todos sabem, é a idade em que a humanidade ainda não tinha idade para fazer algumas coisas e já não tinha idade para fazer outras. Por isso e por não existir ainda electricidade, há quem lhe chame a idade das trevas, embora eu não concorde de modo algum, pois como já referi, os casais nem tinham luz para apagar.


Rui

quinta-feira, maio 04, 2006

terça-feira, maio 02, 2006