-Na imparável e inesgotável corrente de exemplos da estupidez humana, encontrei no topo da lista aqueles seres patéticos que berram para os telemóveis em locais públicos, miríades de informações que a maioria de nós poderia perfeitamente ignorar durante toda a vida sem qualquer prejuízo.
-Nas livrarias (outrora locais relaxantes e sossegados), pavoneiam-se dizendo em voz alta os mais elaborados disparates a companheiros invisíveis, tal como na minha infância o faziam os “tolos” típicos de alguns locais da baixa.
-Graças à invenção dos auriculares sem fios, já me aconteceu estar a falar com alguém quando subitamente a pessoa à minha frente sem aviso e sem remissão, atende uma chamada. Levo quase sempre trinta segundos para entender que a conversa acerca do “António que está no Brasil” ou do “Dr. Ferreira que tem o estudo de impacto atrasado”, não me é dirigida e invariavelmente reajo do mesmo modo, virando as costas à pessoa em causa e indo embora como se já lá não estivesse ninguém.
-Quem é que neste mundo pode pretender estar sempre tão disponível para o dito mundo, que não possa correr o risco de perder uma chamada importantíssima de alguém que lhe liga para saber se foi ele/a quem lhe ligou? Por vezes penso que são todos pessoas tão importantíssimas como eles gostariam que eu pensasse que são; Penso que todos sem excepção de marca, cor, modelo ou avanço tecnológico, são médicos de plantão para um transplante, espiões a defender a paz mundial ou psicólogos capazes de, com uma chamada, fazer alguém descer da ponte de onde pretendia atirar-se. E no entanto, é vê-los a passear esbracejando de um lado para outro, com ar sério e compenetrado, gritando ao telefone como se estivessem apenas à espera que um helicóptero descesse ali e com uma catréfada de guarda-costas os levassem à sede da ONU.-
quinta-feira, julho 06, 2006
Mãos Livres
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quinta-feira, julho 06, 2006
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quarta-feira, julho 05, 2006
quinta-feira, junho 29, 2006
Gatos
-Há quem goste e quem não goste deles. Eu prefiro os que gostam. Aliás, prefiro sempre quem gosta, estima e respeita seja que animal for incluindo os racionais.
-Os gatos, estão connosco desde pelo menos, a civilização egípcia. Aí eram respeitados e protegiam as colheitas cerealíferas contra os roedores de tal modo, que era crime igual ao de matar uma pessoa, matar um gato. Na idade media foi outra história.
-Muitos dos maiores vultos da literatura, musica, pintura, poesia e artes letras e ciências em geral, deixaram magnificas homenagens aos seus companheiros felinos nas suas obras e deixaram-nos os seus nomes e beleza de carácter a nós.
Mas isto seria assunto para outra história e aqui, o que quero dizer, é que ontem nasceram em minha casa dois gatinhos filhos da gata Boneca. Essa malandra que há tempos elaborou um plano de fuga perfeito, e que só voltou a aparecer, ronceira como sempre, 12 horas depois; Com um som de miar feliz e os olhos ainda mais brilhantes do que é costume.
-Agora, resta-me desdobrar-me em telefonemas, e-mails, pedidos e até, cobrança de favores antigos, junto de todos os que sei nutrirem por gatos, a mesma admiração e ternura que eu lhes tenho.
-Tive a felicidade de ter crescido com animais de estimação de várias espécies e raças e de ter tido que me ensinasse que tal como as pessoas, também eles são seres dignos de estima e portadores de uma quase infinita paciência e carinho, ainda que os seus companheiros humanos sejam muitas, demasiadas vezes, cruéis e desprezíveis.
Rui
Música para hoje: "CATS, the musical" - Andrew Lloyd Webber
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quinta-feira, junho 29, 2006
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quarta-feira, junho 28, 2006
terça-feira, junho 27, 2006
domingo, junho 25, 2006
sexta-feira, junho 23, 2006
S.João

Para todos os que o celebrarem e para todos os outros, UM BOM S. JOÃO!
Por mim talvez coma uma sardinha e é só!
Rui
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sexta-feira, junho 23, 2006
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quinta-feira, junho 22, 2006
Desassossegos I

Existem na vida circunstancias bem estranhas. Uma das mais estranhas que conheço é a das dores físicas, Existem algumas com que nos habituamos a viver, de tal modo que em determinadas alturas, elas são tudo aquilo com que podemos contar. Sabemos que estão lá aconteça o que acontecer, que contam connosco para existirem e que são de uma dolorosa confiança. Se todas as dores fossem assim…
Tenho pensado muito nestes dias; Tive sempre o péssimo hábito de pensar demasiado.
RuiMUSICA - "I'm not OK" My Chemichal Romance
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quinta-feira, junho 22, 2006
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terça-feira, junho 20, 2006
PORTUGAL SA - Relatório de Actividades
-É com enorme prazer e, perdoe-se-me, justificado orgulho que trago até V. Excelências, para análise e aprovação, o presente relatório de actividades da Portugal S.A., naquilo que se refere ao ano que recentemente terminou, e que é o primeiro desta administração que encabeço.
INTRODUÇÃO:
É com alguma mágoa que começo por lembrar aos Senhores accionistas, que o ano referido neste relatório se iniciou há apenas doze meses atrás e que nele tivemos alguns revezes.
-Não nos foi possível, por exemplo manter a maioria do capital nas autarquias e não tivemos sucesso na OPA que pretendemos lançar sobre a Presidência da República. Tais factos revelam que a metodologia seguida pelos nossos especialistas da área de marketing, não terá sido a mais adequada ás necessidades do nosso mercado. Como resultado dos inquéritos prontamente levados a efeito, foram já notificados o Instituto Nacional de Emprego e a Fundação Mário Soares de que não voltaremos a recorrer aos seus serviços e de que passaremos a recrutar ainda mais, os nossos candidatos entre os amigos e conhecidos e compadres. Sendo que deixaremos de o fazer, entre desempregados políticos de media duração e cidadão seniores de elevados rendimentos e ambições.
FACTOS POLÍTICOS GERAIS DO EXERCÍCIO
- O plano designado como “Choque Tecnológico” encontra-se bastante atrasado devido às inundações do Verão passado.
- Durante o corrente exercício foram lançados em 1ª fase os seguintes projectos de relevância:
a) Rede Básica de Demolição de Maternidades e Urgências de Centros de Saúde.
b) Sistema Avançado de Encerramento de Escolas e Empobrecimento do Sistema de Ensino.
c) Projecto Geral de Reorganização das Colocações e Nomeações por Compadrio.
d) Rede Nacional Integrada de Divulgação de Segredos de Justiça.
e) Sistema Metodológico de Hostilização a Classes Profissionais Essenciais.
f) Laboratório de Acompanhamento à Distância do Encerramento de Multinacionais.
g) Grupo Nacional de Destruição da Agricultura e Pescas.
Talvez tenha continuação.
Rui
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terça-feira, junho 20, 2006
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domingo, junho 18, 2006
O sentido da vida
Qual é o sentido da vida?
Porque estamos nós aqui e agora e não outros que não nós?
Existe um Deus? Se sim qual é a sua natureza?
De todas as religiões que existem qual é a mais correcta?
Existe vida para lá da morte?
Somos seres primordialmente físicos ou espirituais?
-No dia em que o meu melhor professor falou disto numa aula eu fui chamado à secretaria para resolver um problema que nem sequer chegava a ser problema. Quando voltei à aula, todos os outros me olhavam de modo estranho.
Agora sei que sou o único que não possui respostas para estas questões.
Rui
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quarta-feira, junho 14, 2006
Diálogos X
“O que é que estás a fazer?”
Esta é uma das mais difíceis perguntas a que se pode responder sem que os olhos repousem nos olhos de quem questiona.
“Nada!”
É a mais simples das respostas sem olhar.
Por vezes apetece responder apenas:
“Espero por ti, é tudo!”
Rui
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quarta-feira, junho 14, 2006
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Ensino/Greve/Professores

Esclarecimento prévio: Não estou pessoal ou profissionalmente ligado a esta "guerra". No entanto, fico preocupado com os disparates que desde há muitos anos se fazem com o nosso sistema de ensino, com os sucessivos erros que se cometem, com a arrogancia com que é tratada toda uma classe e com a evidente demagogia com que se abordam as alterações do ensino. Isto já hoje tem consequencias funestas e as futuras com certeza serão mais graves ainda.
-Não discuto a necessidade da avaliação do desempenho de qualquer classe profissional, obviamente não discuto essa necessidade na classe dos professores.
-Não discuto a necessidade e premência do envolvimento dos pais e encarregados de educação no processo educativo dos seus filhos.
Não contesto a absoluta necessidade de mudar aquilo, e é muito, que está mal no sistema de ensino nacional
-Parece-me pois incrível que com todas as carências que o sistema de ensino possui, se comece por colocar em causa a dignidade de quem nele mais anos sofre. Haveria sim que de uma vez por todas, responsabilizar os pais para o papel que lhes cabe enquanto verdadeiros educadores e deixar o ensino para os professores. Cada vez mais os pais e as suas associações parecem pretender demitir-se deste papel confundindo educação com ensino que sendo duas vertentes do desenvolvimento pessoal, têm no entanto agentes bem diferenciados; No caso da educação, o papel cabe aos pais e não é aceitável que de algum modo dele se desresponsabilizem, ou que invoquem razões de cariz ocupacional, cultural ou outro, para que o deleguem nos professores a quem está reservado o papel de ensinar e que nele se devem concentrar. Não é possível esperar que os professores despendam com um aluno, que por incompetência, incúria ou desconhecimento familiar, não possui os mais básicos rudimentos de comportamento, o tempo que deveriam despender a ensinar a toda uma turma, matéria lectiva. Esta é no entanto, uma muito real e vulgaríssima situação, e dela resulta um generalizado prejuízo para todos os alunos e para a prática do ensino, para além de incontáveis situações de extrema e grave indisciplina escolar.
-Recordo-me bem, que quando no passado alguém sugeriu uma maior responsabilização dos pais para com os actos cometidos pelos filhos em ambiente escolar; Então, todo um coro de vozes de associações de pais se levantou em uníssono protesto. Tal atitude, na altura pareceu-me uma tentativa de desresponsabilização ou ainda pior, uma recusa em assumir a responsabilidade que é naturalmente a responsabilidade de ser pai. Interessante, é que logo após os primeiros rumores acerca da introdução da tal “Avaliação” de professores pelos encarregados de educação, apareceu na televisão um senhor façanhudo, afirmando do alto da sua iniquidade e em nome de uma ou de todas as associações de pais, que hoje em dia os pais são pessoas evoluídas e capazes e que existem pais médicos, engenheiros, advogados perfeitamente habilitados (apalavra é minha), para fazerem a dita “avaliação” . Ora aqui uma de duas: ou é necessário ter habilitação superior e isso eliminaria os pais, pedreiros, operários, sapateiros e empregados comerciais entre muitos outros, ou o referido senhor é um oportunista, demagogo, ressabiado e um mau representante dos pais deste país.
-Se realmente a Sr.ª Ministra quer melhorar algo no sistema de ensino deveria começar por reduzir o número de alunos por turma e não por tomar medidas avulsas como a de contratar professores suplementares de Matemática. Assim seria possível que as aulas funcionassem talvez não idealmente mas pelo menos melhor. Será que a senhora julga que o problema é apenas com o ensino da matemática? Será que a senhora realmente conhece a pasta que governa?
Rui
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quarta-feira, junho 14, 2006
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sexta-feira, junho 09, 2006
terça-feira, junho 06, 2006
Água da chuva, Seca, Fogos e Governo
-Será que foram tomadas as necessárias medidas para a preservação da água, para que este verão não se volte a passar o mesmo do ano anterior?
-Será que o governo, através do Instituto da Água, tomou as medidas necessárias para encher as albufeiras com a água das abundantes chuvas do último Inverno?
-Francamente não me parece. A questão é que este governo já não enche as medidas a ninguém, apenas a paciência.
-O problema da seca é um problema grave, mas em vez de se terem tomado reais e efectivas medidas antecipadamente, o governo esteve sempre mais interessado em dar seca aos portugueses em geral e aos pensionistas, juízes, funcionários públicos e professores, em particular. Para já não falar da autêntica seca que têm sido os anúncios de investimentos e de medidas estridentes que depois acabam, elas sim, por meter água e por não se concretizarem.
-Todos os anos se perdem em Portugal centenas de milhões de litros de água, sobretudo nas zonas urbanas, tão impermeáveis como algumas cabecinhas do Instituto da água ou do Ministério da Administração Interna que elabora os planos de prevenção e combate a fogos florestais. Milhões de litros que poderiam ser usados como águas de rega e combate a fogos; que poderiam ser armazenados em lençóis à superfície sem que na grande maioria dos casos daí adviesse qualquer prejuízo ou alteração ambiental.
-Talvez porque a chuva pertence ao sector público ninguém se dá ao trabalho de pensar nela. -Enquanto milhões de litros de precioso líquido pluvial, escorrem pelo mesmo plano inclinado em que resvala a governação, insiste-se em fazer propaganda usando as novas brigadas de, imagine-se, GNR’s-bombeiros. Enquanto isto, os fogos lavram e pelas pequenas amostras dos recentes dias, com incêndios que maldosamente se adiantaram ao calendário que dezenas de técnicos elaboraram, iremos de novo ter um Verão escaldante, “desgraçante” e humilhante.
-É que estes senhores ainda não entenderam que a água da chuva, não é na realidade ao preço da água da chuva.
Rui
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terça-feira, junho 06, 2006
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sábado, junho 03, 2006
quinta-feira, junho 01, 2006
"Pelo direito a um colo"
No dia de hoje, a minha homenagem a quem o vive intensamente todos os dias do ano.
Uma instituição e um homem que admiro profundamente.
Vale a pena lêr, mas sobretudo vale a pena divulgar e ajudar!
Rui
O QUE É O REFUGIO ABOIM ASCENSÃO.
SOMOS UMA INSTITUIÇÃO PARTICULAR CRISTÃ DE SOLIDARIEDADE SOCIAL, FUNDADA EM 190l, EM LISBOA (SEDE) POR RODRIGO ABOIM ASCENSÃO E EM 1933, EM FARO, POR MANUEL ABOIM ASCENSÃO DE SANDE DE LEMOS, SEU GENRO E SOBRINHO.
PRIMEIRO, COMO LACTÁRIO E CENTRO DE APOIO A MÃES SOLTEIRAS, DEPOIS COMO SERVIÇO MÉDICO DE RECÉM-NASCIDOS E PREMATUROS, A INSTITUIÇAO SOFREU ALTERAÇOES AO LONGO DOS ANOS, QUER DE ORDEM TÉCNICA, QUER DE ORDEM METODOLÓGICA, NÃO DEIXANDO, CONTUDO, DE CUMPRIR UM IDEAL BENEMÉRITO DO SEU FUNDADOR: APOIO À PRIMEIRA INFÂNCIA.
EM 1985, A INSTITUIÇÃO SOFREU REMODELAÇÕES DE BASE, NO QUE CONCERNE AO EQUIPAMENTO E ENQUADRAMENTO SÓCIO-JURÍDICO DAS CRIANÇAS INTERNADAS, COM A TOMADA DE POSSE DA ACTUAL DIRECÇAO.
APOIADOS EM ACORDOS COM O MINISTÉRIO DO EMPREGO E SEGURANÇA SOCIAL, MINISTÉRIO DA SAUDE, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, E MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, SOMOS HOJE UM GRANDE CENTRO DE ACOLHIMENTO PARA CRIANÇAS EM RISCO DE AMBOS OS SEXOS, DESDE RECÉM-NASCIDOS ATÉ AOS 5 ANOS DE IDADE.
O REFÚGIO NAO TEM QUAISQUER RENDIMENTOS PRÓPRIOS NEM METODOLOGIA OU FINS LUCRATIVOS,
NESTE MOMENTO TEMOS CAPACIDADE PARA 104 CRIANÇAS.
AQUI NO REFÚGIO ABOIM ASCENSÃO, NASCEU EM AGOSTO DE 1988 CRIADO PELO DR. LUIS VILLAS-BOAS, O "PROJECTO EMERGÊNCIA INFANTIL", A QUE O DIÁRIO DA REPÚBLICA DE 7 DE JUNHO DE 1990 (Nº 131 - III SÉRIE) DEU FORMA JURÍDICA, CRIANDO-SE ASSIM, OFICIALMENTE, MAIS UMA DAS MUITAS RESPOSTAS CONCRETAS AO DRAMA DA CRIANÇA EM RISCO, EM PORTUGAL.
MAUS-TRATOS, ABANDONO, ABUSO SEXUAL, VITIMAÇÃO PELA TOXICODEPENDÊNCIA DOS PAIS - SÃO ALGUNS DOS QUADROS SÓCIO-PATOLÓGICOS QUE INQUIETAM E PREOCUPAM GOVERNOS E CIDADÃOS DE TODOS OS PAÍSES COMUNITÁRIOS E NÃO SÓ, RELATIVAMENTE ÀS SUAS CRIANÇAS DE HOJE.
ACUDIR A UM BEBÉ ABANDONADO COM 15 MESES DE VIDA, É PORVENTURA A MELHOR FORMA DE EVITAR UM DELINQUENTE AOS 15 ANOS DE IDADE.
URGE QUE NOS OCUPEMOS, EM TEMPO ÚTIL, DA CRIANÇA EM RISCO OU JÁ VITIMADA, PROMOVENDO O SEU ACOLHIMENTO, ENQUADRAMENTO TÉCNICO (JURÍDICO, CLÍNICO, SOCIAL E PEDAGÓGICO) E O SEU ENCAMINHAMENTO POSTERIOR PARA A FAMÍLIA NATURAL.
QUANDO A FAMILIA NATURAL, APESAR DE PLURIDISCIPLINARMENTE APOIADA, SE REVELAR INCAPAZ DE ASSUMIR A CABAL RESPONSABILIDADE PELO DESENVOLVIMENTO INTEGRADO E HARMÓNICO DA CRIANÇA, ESTÃO CRIADAS AS CONDIÇOES PARA O ACCIONAMENTO JURÍDICO-SOCIAL DA ADOPÇÃO.
VIVEMOS 24 SOBRE 24 HORAS, ENTRE E COM AS CRIANÇAS, TENTANDO DAR-LHES UMA FAMÍLIA, REABILITÁ-LOS ATÉ AO LIMITE DAS NOSSAS CAPACIDADES HUMANAS E TÉCNICAS, OFERECENDO-LHES UM PROJECTO DE VIDA, QUE NÃO TINHAM QUANDO AQUI ENTRARAM.
COOPERAMOS COM O ESTADO, IMPULSIONANDO AS FORMAS DE REINSERÇÃO SOCIAL POSSÍVEIS, ACOMPANHAMOS OS PROCESSOS DE ADOPÇÃO, (CENTRO REGIONAL DE SEGURANÇA SOCIAL DO ALGARVE E PELO TRIBUNAL DE FAMILIA E MENORES DE FARO), PROMOVEMOS A EDUCAÇÃO,O SUPORTE PSICOPEDAGÓGICO, A REABILITAÇÃO E A SOCIABILIZAÇÃO MAXIMAL DOS PEQUENITOS QUE VIVEM CONOSCO.
FORAM MAIS DE 500, DESDE 1985.
CERCA DE 80 FORAM ADOPTADAS.
APRENDEMOS TODOS OS DIAS COMO É POUCO QUANTO SABEMOS E FAZEMOS PELA CRIANÇA EM RISCO.
PARTIMOS DO ENTENDIMENTO DO PRIMADO DA RESPONSABILIDADE VOLUNTÁRIA DA SOCIEDADE CIVIL EM COOPERAÇÃO CORRESPONSÁVEL COM O ESTADO COMO SOLUÇÃO IDEAL PARA O DRAMA ETERNO DA CRIANÇA EM RISCO.
POR ISSO, TODOS NÃO SOMOS DEMAIS...
PORQUE A CRIANÇA É UM CIDADÃO DE DIREITO...COMO TAL, COM DIREITOS!
NÃO HÁ RECEITAS EFICAZES NA EUROPA, NEM EM PORTUGAL, PARA AJUDAR ESTAS CRIANÇAS QUE SEMPRE EXISTIRÃO COMO VITIMAS DA PERTURBAÇÃO E EXCESSOS DOS ADULTOS.
MAS HÁ EXPERIÊNCIAS, NACIONAIS E INTERNACIONAIS, ALGUMAS INICIADAS HÁ MUITOS, MUITOS ANOS, ÀS QUAIS RENDEMOS HOMENAGEM, NOS ASSOCIAMOS E AFIRMAMOS NOSSA VONTADE DE CONTINUAR A TRABALHAR COM ELAS,EM PROL DA CRIANÇA!
EM NÓS, MULHERES E HOMENS DO REFÚGIO ABOIM ASCENSÃO-EMERGÊNCIA INFANTIL, PREVALECERÁ CRISTÃ E PORTUGUÊSMENTE A CERTEZA DE QUE CADA CRIANÇA SÓ TEM UM TEMPO DE SER CRIANÇA E DE QUE NÓS, OS ADULTOS, TAMBÉM SÓ TEMOS UM TEMPO PARA AJUDAR CADA UMA DESSAS CRIANÇAS.
100 BEIJOS!
DR. LUIS VILLAS-BOAS
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quinta-feira, junho 01, 2006
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terça-feira, maio 30, 2006
FUTEBOL E AMOR (Reedição Acrescentada)

-O Primeiro texto é uma reedição de um aqui colocado a 15/10 de 2006; O segundo é de um amigo que se assina Yur Adelev.
Achei que ambos se completariam.
O mundo é redondo e o futebol é a maior prova disso.
-O futebol é uma repetição de todos os reflexos sociais. Tem regras, restrições, perícias, penalidades, artigos, relevância e impertinência. Mas sobretudo tem o acaso. Tem superstição, religião e paixão…muita paixão. Tem corpo e por tudo isto tem alma.
-O futebol é violento como a vida e tem abusos como ela. Duro como a existência e sóbrio como a maior das bebedeiras.
-É diferente nas semelhanças com a religião e semelhante a ela nas diferenças. Ou se crê ou não, ou se ama ou se odeia; Tudo o resto são excepções raras e tudo é permitido em simultâneo. Nele as crises de fé são rápidas, duram o espaço de uma jornada ou o “defeso” de uma época.
-Ao contrário do que se diz por aí, não se joga pensando, joga-se apenas com a alma e com o corpo todo ainda que não seja permitido, depois pensa-se. Isto é: primeiro chuta-se como e quando se pode na altura e à posteriori explica-se o que se fez, se pode explicar ou inventam-se razões ou então não se explica sequer.
-O futebol não é bonito, é lindo se se gosta dele e se a equipa ganha ou trágico se a equipa perde. Arranca euforias e horrores durante o mesmo minuto. Mata-se por ele (tristemente) e morre-se por ele mas sobretudo sofre-se por ele. É catártico e sublime ou aberrante e desprezível.
-Ninguém gosta de futebol apenas. Futebol não se conversa, discute-se. Escreve-se, descreve-se, analisa-se, vê-se e revê-se vezes sem fim em todos os ângulos inversos e reversos e nunca se apura nada.
-Não é desporto, é tudo para quem tem pouco ou nada e algo mais para quem já tem tudo.
-È uma bela declaração de amor.
Rui
Jogaríamos em todos os campos 9000 minutos regulamentares,
sem outra falta que não fosse a que me fazes
e haveriam prolongamentos dos dias mais felizes.
Só tu e eu num estádio cheio de alma,
correríamos de mão dada atrás da bola que é o mundo,
e os bons encontros durariam para sempre.
Os cartões, teriam todas as côres
e neles, desenhos de gerbéras e outras flores de que gostes.
A relva teria grilos, que cantariam de noite e de dia,
e as únicas fintas seriam aquelas que a vida nos faria.
Nas balizas, as redes estariam penduradas entre os postes,
para que descansássemos nelas das quedas dos dias maus.
Á noite, dos holofotes do estádio brilharia a lua cheia.
E o público, calado, aplaudiria a vitória alheia.
Yur Adelev
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terça-feira, maio 30, 2006
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sexta-feira, maio 26, 2006
Narciso?
-Quando passei a fazer parte da rotina diária da minha família, pensaram chamar-me Marcelo, mas ou porque já na altura existia um, ou por terem mudado de ideias acabaram por me nomear Rui.
-Tenho praticamente a certeza de que não existe uma cidade, vila ou aldeia, escola, escritório ou oficina onde não viva ou trabalhe alguém chamado Rui. Ao contrário do que acontece com os Josés, com os Manueis, com os Joãos e com os Pedros, os Ruis são apenas portugueses; Não conheço outra língua em que o nome exista com esta grafia. Em língua inglesa existe o Ray, e na francesa o Ruy, mas uma e outra apenas se aproximam em número de letras e no som inicial, o que são vagas e longínquas semelhanças.
-Sei também que em russo existe uma palavra cuja grafia desconheço mas cujo som equivale ao do nome Rui. O significado não o escrevo, por se tratar do mais forte “palavrão” português e também russo,... aquele que nas terras mais a norte, é usado como se de um ponto final se tratasse.
-No entanto sei que existem Marias Rui, o que não faz delas outra coisa que não Ruis femininos.
-Por vezes surgem-me ideias de criar um lobby, ou um clube apenas, de e com pessoas chamadas Rui. Seria apenas mais um lobby ou clube?
-Será que o nome que usamos toda uma vida, tem algo que ver como o modo como somos ou com tudo aquilo que nos acontece?
In Nomes Próprios, de Ana Belo (Arteplural, Lisboa) e Dicionário de Nomes Próprios, de Orlando Neves (Circulo de Leitores).













