quinta-feira, maio 04, 2006
terça-feira, maio 02, 2006
sábado, abril 29, 2006
Tempus Fugit
Nasceu ao soar da primeira badalada do relógio da torre.
Disse papá e mamã quando se ouviu a segunda.
À terceira badalada, escreveu o seu primeiro poema.
Quando a quarta se ouviu, teve a primeira paixão carnal.
Quando a quinta badalada tocou, entrou na universidade.
Ao sexto toque do relógio, terminou o doutoramento.
Ao sétimo toque, casou próspero e feliz.
Tornou-se célebre, rico e famoso quando soou a oitava badalada.
Ao som da nona, foi conhecer o neto a Paris.
Ao toque da décima, jubilou-se.
Quando soava a décima primeira badalada do relógio da torre, morria feliz rodeado da numerosa família.
À décima segunda toda a gente o tinha esquecido.
Rui
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sábado, abril 29, 2006
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quarta-feira, abril 26, 2006
Diálogos IX

-Queres vir comigo?
-Onde, quando, para quê, porquê?
-...E se eu apenas te amar?
Yur Adelev in "Frases Soltas"
Rui
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quarta-feira, abril 26, 2006
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domingo, abril 23, 2006
Eu sou um palhaço!
-Tenho oitenta e três anos, uma reforma vergonhosa, filhos e netos que só vejo no Natal, contas que não posso pagar e uma vida inteira de trabalho. Outros que têm a minha idade entram em sentido contrário em auto-estradas porque elas são confusas. Eu sou mesmo um palhaço!
NOTA:“Nenhuma das situações aqui relatadas reflecte qualquer situação real que o autor verdadeiramente conheça. Trata-se unicamente de situações imaginárias e ficcionadas e como tal impossíveis de existirem na vida real.”
Depois de feito tal esclarecimento também eu afirmo que sou um palhaço, embora nutra enorme respeito e estima por todos aqueles que o são profissionalmente.
Rui
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domingo, abril 23, 2006
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sábado, abril 08, 2006
sexta-feira, abril 07, 2006
Confissões de um Indeciso
-Sempre, ou quase sempre, pensei em mim como uma pessoa hesitante. Quer dizer, hesitante e por vezes com dúvidas. Mas apesar disso nunca entendi muito bem o que são as certezas e talvez por isso tenha tantas dúvidas e hesitações. “Na realidade, não tenho a certeza de nada o que não significa que duvide de tudo”, acho que li esta frase em qualquer lado mas não tenho bem a certeza onde.
-Quando se decide algo, é um acto definitivo, está decidido, resolvido, encerrado e já não há nada a fazer excepto claro, se mudarmos de ideias e decidirmos o contrário do que decidira-mos antes. A isto também se chama hesitar, embora eu, quer por hábito quer por vício, não goste de chamar ás coisas nomes definitivos de que, quem sabe, me possa vir a arrepender mais tarde ou mais cedo. Peso e repeso sempre tudo antes de tentar tomar uma decisão, até me peso a mim várias vezes por dia por não estar bem certo se devo emagrecer, ou se pelo contrário devo ganhar mais algum peso. Penso todas as coisas repetidamente e depois deixo que alguém ou a providência, decida por mim. É mais prático e evita que volte a pensar de novo tudo o que pensei antes, embora ainda não esteja convencido que este seja o melhor modo de proceder.
-Apesar de tudo considero, na maior parte das vezes, as decisões como coisas muito importantes e isto, talvez seja o que me complica o acto de decidir; Por outro lado talvez o simplifique, porque se afinal não decido nada, é porque não tenho nada que decidir o que quer que seja.
-Sou, como já me chamaram, “um viciado em alternativas”, até nas tauromáquicas que na realidade é a tomada da decisão de ir para os cornos do touro e não deve ser nada fácil de tomar.
-Deixo portanto tudo à sorte, à sorte ou ao azar e mando à fava as decisões; Outras vezes no entanto, faço exactamente o contrário ou nem chego a fazer nada. Porque uma pessoa que não hesite é uma pessoa decidida e eu decidi ser hesitante. Disto tenho eu a mais absoluta das certezas… ou talvez não.
Rui
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sexta-feira, abril 07, 2006
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quarta-feira, abril 05, 2006
Diálogos VIII
-Desculpe… podia fazer-me um favor?
-Com certeza. Aguarde só um momento.
Dois momentos depois.
-Ora cá está o seu favorzinho e acabadinho de fazer.
-Mas, este é redondo…
-Neste momento só temos material para fazer este tipo de favor, lamento.
Rui
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quarta-feira, abril 05, 2006
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terça-feira, abril 04, 2006
In-Provavel Abril
-Abril é o Mês da Primavera, dos passarinhos, dos dias mais longos após o Inverno chuvoso.
-Regressam as andorinhas e as primeiras borboletas, abrem as flores, nascem os primeiros frutos e bagas.
-Abril é mês de comemorar uma revolução de que muita gente já se não recorda e mês de dias mais amenos.
-Abril começa com o dia dos enganos como todos os dias em todos os anos.
-Abril é nome de música, de gente, de mês, de esperança, de renascimento, Páscoa e ressurreição.
-Abril é o mês de todas as Camélias na minha cidade.
-Abril é o mês do Carneiro e do Touro.
-Abril do dia de S. Leónidas que é o meu dia.
-Abril é o meu mês.
Mas por vezes, …neva em Abril.
Prince:
"Sometimes it snows in april
Sometimes I feel so bad, so bad
Sometimes I wish that life was never ending,
But all good things, they say, never last
All good things that say, never last
And love, it isn’t love until it’s past."
Rui
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terça-feira, abril 04, 2006
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segunda-feira, abril 03, 2006
quinta-feira, março 30, 2006
sexta-feira, março 24, 2006
Julgamento Final
“Este pode muito bem ter sido o Julgamento final!”
-Foi com esta declaração prestada em absoluto exclusivo ao nosso repórter no local, que Santo Moura encerrou ontem a sessão do Supremo Tribunal Celestial.
-O Julgamento não parecia possuir à partida a importância que com esta afirmação pode vir a assumir. Em julgamento estavam apenas três diabretes: um administrador de uma empresa pública recentemente nomeado, um politico em travessia do deserto que foi nomeado administrador de uma empresa pública e um ex-ministro da economia e das finanças actualmente responsável por uma empresa de energia espanhola. Os arguidos foram condenados em penas leves, pois como se sabe, Deus é misericordioso e a clemência divina sempre é melhor do que a impunidade humana. O primeiro foi condenado a substituir o burro no presépio no próximo Natal; O segundo a fazer uma lista de todas as medidas idiotas tomadas no sector do ensino em Portugal desde 1974. O terceiro e último foi condenado a copiar com notas explicativas todos os discursos de Jorge Sampaio durante ambos os seus mandatos.
-Santo Moura, que exerce o cargo desde há mil anos, declarou na ocasião sentir-se cansado de tanto inquérito e que a idade já o não ajuda a conservar em sua posse todas as informações, como fazia noutros séculos. Não se prevê ainda quem será o substituto mas a decisão parece indicar que se tratou do julgamento final de Santo Moura.
-Aguardemos então.
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sexta-feira, março 24, 2006
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quinta-feira, março 23, 2006
quarta-feira, março 22, 2006
Prima Vera
-Segundo o calendário gregoriano, a Primavera chega por volta do dia 21 de Março como é habitual. Trata-se da estação das flores, dos passarinhos chilreantes e, no caso deste ano, dos passarinhos com gripe aviária. É tempo dos verdes prados cobertos de erva e formigas. É tempo dos raios solares ficarem quentes e mais amarelos, ainda que como se sabe, demorem oito minutos a atingir a terra que, ao contrário da EDP, não possui luz própria por ser um planeta.
Rui
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quarta-feira, março 22, 2006
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sábado, março 18, 2006
quinta-feira, março 16, 2006
Contraponto & Fuga
-Desde há vários anos desenvolvi uma técnica para me esquivar de quem não estou disposto a “aturar”. Faço-me sonso, faço-me surdo, insosso, distraído e ignorante ao que me dizem; Não estou atento, não reparo em nada, não vejo se é homem ou mulher, oiço mal ou nem oiço sequer quando não quero ouvir nem ver.
-Se me falam, respondo sem parar de andar, se me acenam finjo acenar e se me estendem a mau para um cumprimento suado, cumprimento, mas passo rapidamente ao lado. Se me querem dar um beijo educado, paro um curto momento, beijo longe da face e retomo o andamento.
Rui
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quinta-feira, março 16, 2006
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domingo, março 12, 2006
Cuidado com os idos de Março
-Há meses assim.
-Para algumas pessoas são dias da semana juntamente com determinados números, para outras são alguns objectos partidos ou inteiros, locais, animais, atitudes e até mesmo outras pessoas. Para mim é este mês que decorre. Para mim é Março. Não sei como nasceu esta malapata, este “azar”, esta aversão por um dos doze meses; Ou melhor, sei, sei mas não digo, não quero falar disso e nem sequer pensar em tal coisa. O que é realmente um facto, é que o mês de Março se me distingue no duodécimo calendário, por ser um mês, quase sempre, declaradamente mau, raramente sofrível e quase nunca indiferente.
-César (o Júlio), teve pelo menos um adivinho que o alertou para os idos de Março e para os perigos que este fim de mês lhe traria. Não o escutou, talvez não fosse, como eu não sou, supersticioso, mas acabou por ser assassinado pelos seus amigos mais fiéis e até mesmo pelo seu filho adoptivo Brutus. A mim, cai-me apenas em cima a cada terceiro mês, muito daquilo que não desejava e que talvez não merecesse. Se acreditasse nos astros, culparia a sua conjunção nesta altura do ano; Se acreditasse nas coincidências, não culparia nada. Assim resta-me apenas culpar-me a mim, talvez por existir ou culpar o Março e esperar que passe depressa pois que os seus efeitos, dificilmente passarão.
-Mais uma vez o Março me foi aziago.
Rui
Nota: A ilustração não pretende exprimir nada, excepto a irritação profunda que este personagem me provoca. Poderia ser uma EMBIRRAÇÃO mas é In-Provavel.
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domingo, março 12, 2006
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sexta-feira, março 10, 2006
EMBIRRAÇÕES III
Cara Ministra:
-Somos um grupo de alunos de uma escola portuguesa que fica perto das nossas casas e que não está nada contente com esta coisa das substituições que tu andas a fazer. E que por isso decidiu escrever-te esta carta para que a leias e a guardes.
-Mas prontos, as substituições até podia ser se os pogramas fossem fixes, menos quadrados e mais modernos; Por isso cá vão umas sugestões. É assim: O Inglês por exemplo e o francês, são muita complicados. Isto de ter que entender como esses gajos pensam não interessa nada. Bastavam umas frases fixólas para o pessoal pedir uns cigarros ou cervejas, comer umas coisas numa pizzaria, entender os pogramas do PC e dar umas voltas. O resto não serve para népias.
-A matemática também está mesmo caducada! Tira os integrais, os numerais, os cardinais, as raízes quadradas, as equações de segundo grau, os conjuntos e já agora a trigonometria toda, menos os cenos, os escalenos e o “pi”, que isso é curtido de dizer e dá para fazer trocadilhos. Podes deixar a tabuada que a gente nem se importa se tiver calculadora. Aliás nem é bom que o pessoal saiba fazer bem contas, senão, já viste como ia ser na apresentação do orçamento de estado? Íamos topar logo as borradas todas.
-No português só lemos secas de gente já morta e quase nunca há figuras. Depois, aquilo da gramática é impossível de gramar. Que coisa, se nós nascemos em Portugal, é porque sabemos falar português; Deixa isso para os russos e ucranianos que não dizem nada que jeito tenha mas são curtidos à brava.
-Quanto à história nem dá bem para falar! Então tanto barulho por causa do Presidente da República e depois passam a vida a falar de reis? Não tem nada a ver…
-Bem vamos ficar por aqui para não te aborrecer muito que ar de enfastiada já tu tens. Porque se fossemos às Biologias, Físicas, ui, ui, ui.
-Mas a Geografia podes deixar, é sempre fixe saber que os Açores são Portugal e saber que tu não sabias.
-Vê lá se te lembras do que te dizemos, que mais dia, menos dia, as eleições estão aí e o pessoal já vai votar. E o teu emprego apesar de tudo até é fixe, não sei se tás a ver a cena?
Prontos, fica bem!
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sexta-feira, março 10, 2006
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quarta-feira, março 08, 2006
Mulher
-Ora bem, nada melhor do que o dia de hoje para fazer esta confissão: Gosto de mulheres!
-Gosto delas em particular e em geral. Aliás é um hábito que me vem de tenra idade. Comecei por gostar da minha mãe, logo a seguir da minha avó e depois fui gostando de muitas das mulheres que me entraram na vida e que nela, mais ou menos, permaneceram. Gostei das minhas professoras, das minhas colegas de estudos e gostei sobretudo de todas as que foram e algumas são ainda, minhas sinceras amigas.
-Não achei nunca que as mulheres sejam seres especiais, sobredotados de algum modo ou menos capazes do que quer que seja. Não são também com certeza, mais sensíveis ou mais frias do que são os homens. Não têm manhas, técnicas, tácticas, pensamentos, atitudes ou argumentações diferentes das dos homens, e se as têm são apenas fruto da sua evolução no contexto histórico-social.
-Não achei nunca e não o penso ainda hoje, que elas necessitem de quotas para participarem em qualquer campo da vida social, politica, ou laboral ou outro. Também não partilho a opinião contrária de alguns homens que temem os progressos que elas fazem em termos de carreiras de chefia a todos os níveis ou a sua preponderância no ensino superior; Para mim, isto não passa da regularização de uma situação, essa sim, de desigualdade e profunda injustiça que antes se verificava. Nada disto é mais do que evolução natural numa sociedade que se deseja igualitária.
-Não gosto de mulheres como quem gosta de uma obra de arte, mas como quem gosta de uma pessoa. Não devem, nem podem ser jamais, encaradas como um enfeite do mundo, como eternas vitimas da sociedade ou como se nela desempenhassem um papel com atribuições exclusivas de segundo plano. As mulheres, não devem ser nem “feministicamente” exaltadas, nem “marialvamente” desprezadas. As mulheres são seres humanos e apenas tanto quanto os homens o são. Essa é a característica que me faz gostar de mulheres em geral tanto como gosto dos homens e em particular (num único caso) mais, muito mais.
Rui
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quarta-feira, março 08, 2006
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segunda-feira, março 06, 2006
Sampaio e a Casa Rosa
Presidente Ramalho Eanes, “O Carrancudo”
Presidente Mário Soares, “O Viajado”
Presidente Jorge Sampaio, “O Condecorador”
-Jorge Sampaio termina agora o seu 2º e provavelmente ultimo mandato presidencial; Fá-lo do modo oposto ao modo como o exerceu, isto é: dando, o mais possível nas vistas; esforçando-se por visitar e aparecer em todo o lado e sobretudo, condecorando o maior numero possível de pessoas; umas merecidamente, outras nem por isso.
-Ao fazer este pequeno balanço da acção do ainda Presidente da República, nada de realmente importante me ocorre e esse parece ter sido o traço essencial da sua acção. Herdou, em bom andamento, o processou de passagem de soberania de Macau e a fundação do estado de Timor e em ambos interveio o estritamente necessário para não atrapalhar. Fê-lo no entanto, ainda a tempo de recolher alguns (poucos), louros e aparecer a verter algumas lágrimas; Umas, de saudade antecipada e outras de aparente alegria, coisa em que aliás é honestamente pródigo, que parece agradar ao povo e de onde não vem ao mundo qualquer mal.
-Recordo que no início da sua presidência, foi muitas vezes confrontado com a crítica de possuir um discurso denso e dificilmente compreensível pela maioria dos portugueses e nesse capítulo, fez algumas cedências, libertando-se de expressões rebuscadas e tornando o seu discurso mais fluente, menos emproado e mais perceptível. Recordo também com agrado, algumas intervenções e entrevistas feitas em inglês que qualifico como brilhantes do ponto de vista da oratória politica.
-Jorge Sampaio ficará no entanto ligado indelevelmente a dois factos durante o seu “Magistério Politico”. O primeiro: o de ambos os seus associados profissionais, terem exercido funções relevantes a nível da justiça: Vera Jardim como ministro da justiça e Castro Caldas como Bastonário da Ordem dos Advogados. O outro facto foi o de ter aberto um precedente, se não perigoso, no mínimo estranho, para não dizer passível de suspeição de intenções na vida politica democrática, ao demitir o primeiro-ministro de um governo com apoio maioritário na AR. Para além disto apenas o facto de ter sido um presidente “generoso” no que diz respeito à atribuição de Ordens Honorificas em todos os graus. Isto, em rápida análise, retira-lhes alguma importância e algum do real significado que devem possuir como facto de real reconhecimento de méritos extraordinário e casos bem discutíveis existiram.
-Ficar-me-á a recordação de um homem emotivo e aparentemente sincero, empenhado e com muitas das características necessárias ao acto de bem-servir exercendo cargos públicos.
Se mais não fosse, resumiria estes dez anos de Portugal e da sua presidência como uma década. Apenas não sei bem como a qualificar, mas não lhe atribuo culpas de maior no que de essencial vai mal por cá.
Fico à espera, como sempre e como todos, de melhor.
Rui
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segunda-feira, março 06, 2006
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