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quinta-feira, novembro 01, 2007

quinta-feira, maio 10, 2007

Geração "X"













-Nós não estivemos na Guerra Colonial, nem na crise Coimbrã. Não votámos nas primeiras eleições pós 25 de Abril de 74 nem andámos de punho erguido pelas ruas a gritar ideais cegos. Aliás, inicialmente nem sequer entendemos bem o que se passava em Portugal mas havia muitos outros que também não entendiam e ainda há quem não tenha compreendido
-Para muitos, a primeira memória histórica são os jogos olímpicos de Munique em 1972, para outros a chegada à Lua.
-Apesar de termos nascido num regime totalitarista, sempre tivemos consciência democrática que foi sendo limada nos erros que fomos cometendo e sofrendo. Sabemos de politica muito mais do que os nossos pais e muitíssimo mais do que saberão os nossos filhos.
-Somos a última geração que jogou ao pião, à “caríca ou sámeira”, que brincou com os amigos na rua e fomos os primeiros a jogar videojogos e a ver desenhos animados a cores.

-O menino Jesus nem sempre nos trazia aquilo que lhe pedíamos mas temos com grande carinho muitas das coisas que ele nos trouxe, ao passo que hoje, o Pai Natal traz muita coisa e quase nenhuma chega ao Natal seguinte.
-Gostámos de séries como “O Polvo”, emudecíamos com a Heidi e trocámos cromos do Sandokan, mas ainda conhecemos as “Victórias” e sabíamos os três “carimbados”.
-Somos a geração que viu Maradona a fazer maravilhas com uma bola, que o viu fazer uma campanha contra as drogas e que gritou a plenos pulmões em frente da televisão por Carlos Lopes até ele chegar à meta.
-Calçámos sapatos com tacões ridículos, e jeans dobrados no fundo, usamos tangas em vez de calções de surfista e nesse tempo o 11 de Novembro era o “Dia de Todos os Santos” e não o Halloween. Fomos sempre as cobaias do “Sistema Educativo”, das reformas e contra-reformas, e ainda sabemos o que era o “Ano Propedêutico”.
-Conhecemos o terrorismo em Portugal, com assaltos e bombas em malas de carros. Vimos cair o “muro de Berlim”, conhecemos as manchas na cabeça de Gorbatchov, muitas anedotas acerca da KGB e vimos Boris Yelsin com os copos a apalpar uma secretária.
-Os da geração anterior gritavam “Nato fora de Portugal”, os da geração seguinte foram para a Bósnia pela Nato.
-Fomos os primeiros a aprender a programar um Vídeo, jogamos com um Spectrum, odiamos Bill Gates, vimos os primeiros telemóveis e sonhamos que a Internet seria um mundo livre enquanto eramos os primeiros a andar de skate.
-Comíamos Sugos, Pintarólas e chiquelétes Pirata, bebíamos “Laranjina C” e recordamos um Algarve muito diferente do de hoje.
-Não sei como conseguimos sobreviver viajando em carros sem cintos de segurança e sem airbags; Não havia protecção nas tomadas eléctricas nem frascos de medicamentos à prova de crianças. Andávamos de bicicleta sem capacete nem cotoveleiras até escurecer, em plena rua e em grupos felizes, inconscientes dos perigos de hoje.
-Fomos nós, quem resolveu o “cubo mágico”, e quem deu memoráveis festas em garagens de amigos aos sábados de tarde.

-Chamaram-nos geração X e ainda bem, pois parece que nem nunca nos entenderam nem perceberam aquilo que éramos e que ainda somos.

quarta-feira, novembro 01, 2006





















-Hallowen?
-Não deixa de ser interessante ver tanta gente a celebrar uma tradição que para além de não ser a sua, não sabem o que significa, de onde vem, a que se deve e nem sequer como se pronuncia.

“A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às actuais abóboras ou da famosa frase "Doces ou Travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração.
-Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de Outubro e 2 de Novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão" na língua celta).”

In Wikipedia

-Mas para não variar, lá vamos alegremente, ao som do tambor do comércio e dos mass media, importando tradições estranhas e desprezando as nossas. Como se isto não bastasse, incorporamos elementos da nossa tradicional bandalheira popularucha, como o pedido de dinheiro, o atirar de ovos ás janelas de quem não dá doces ou ataques com farinha. Tudo isto, praticado por criancinhas e por jovens menos criancinhas; Mas apetece perguntar: onde estarão os imbecis dos pais delas e que educação pretendem para eles?
-A resposta é muito simples: a educação que eles não possuem, a que não imaginam que exista e a que jamais saberão dar!

-Nota: Não fui jamais incomodado por estas práticas, mas hoje depois de almoço pude ver alguns estragos e ouvir diversas queixas, algumas de pessoas cujos filhos participaram nas festividades. -Para o próximo ano, vou esculpir uma abóbora, vestir-me de parvo, comprar ovos e farinha e depois… bem depois… faço um delicioso bolo de abóbora e como-o, enquanto penso nos disparates que ocorrem na rua. Se por acaso me tocarem à campainha, ofereço uma fatia e evito ter que limpar as janelas.